quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Unir e Uniban: hipocrisia e fundamentalismo


Ação criminosa e vergonhosa no Curso de Medicina da Unir - Por: Paulo Ayres


As ocorrências de casos de calúnia, difamação, constrangimentos, ameaças, agressões e assédio moral no Curso de Medicina da Fundação Universidade Federal de Rondônia, de acordo com denúncia veiculada na imprensa, são constantes. Não é para isso que milhões de brasileiros e eu estamos pagando com nossos impostos, o Curso de Medicina para (alguns) transloucados acadêmicos, que deliberadamente e de forma organizada promovem seguidas ações criminosas de retaliações, ao grupo de estudantes que foi beneficiado através de ação judicial. Os recentes episódios envolvendo uma estudante da Universidade Bandeirante e um grupo de alunos do Curso de Medicina da Fundação Universidade Federal de Rondônia (não estou generalizando), sugerem a adoção urgente de medidas de cunho pedagógico, mas também na área jurídica. No caso da estudante do Curso de Turismo da Universidade Bandeirante, verifica-se uma série de transgressões, inclusive da própria instituição de ensino. Não se constata pelas imagens exibidas na imprensa a prática de nudismo, exposição erótica ou provocação sexual. O que se observa infelizmente é a presença de delinqüentes universitários, provocando tumulto em ambiente acadêmico, humilhando, promovendo constrangimentos e colocando até mesmo em risco a integridade física da vítima. O pior de tudo é a decisão adotada pela direção da universidade, ao expulsar sumariamente a estudante que tentou estudar trajando um vestido insinuante, mas recomendado para um evento social. Esta decisão respaldada no frágil argumento de questão de ordem moral reforça a ação daquela multidão de delinqüentes, gritando como cães raivosos, insultando e agredindo a coitada da estudante. Voltamos à idade da pedra. No caso de Rondônia, o comportamento de alguns estudantes e professores do Curso de Medicina da Fundação Universidade Federal de Rondônia vem merecendo um acompanhamento da sociedade, das organizações de direitos humanos, e da própria instituição de ensino superior. O grupo de estudantes que conseguiu se matricular no Curso de Medicina da Unir, por decisão judicial, vem sofrendo uma série de retaliações, que já descambaram mesmo para a prática criminosa. Criminoso tem que ser tratado como criminoso. Desde o início deste problema, observei com certa perplexidade e preocupação enquanto Professor, a postura de alguns mestres da Unir, de certa forma, encorajando os posicionamentos radicais de retaliações. De repente, o ingresso destes quatro alunos transformou-se no maior problema para o Curso de Medicina da Unir. Com tantas dificuldades de ordem pedagógica ainda a serem superadas, resolveram simplesmente crucificar, quatro jovens universitários. E estes jovens vêm sendo crucificados simplesmente porque cometeram o “pecado” de ter sido favorável a ação movida por eles, na Justiça Federal, permitindo seus ingressos no Curso de Medicina. A ameaça a integridade física destes acadêmicos é constante. Os mesmos se encontram marginalizados, escorraçados, segregados e agredidos moralmente, diariamente. Além disso, sofrem por parte de alguns delinqüentes universitários, constrangimentos e a prática lastimável do assédio moral. E tudo isto vem acontecendo em ambiente acadêmico, sendo de amplo conhecimento da coordenação do Curso de Medicina da Unir, e aí, cabem várias perguntas: o que tem sido feito para reverter esta situação. “Que medidas esta coordenação vem adotando para garantir um ambiente seguro e digno para estes jovens”. Que medidas a coordenação adotou para pelo menos inibir a ação destes delinqüentes que ao invés de estudarem partem para a prática de ações criminosas. O curioso deste caso envolvendo o Curso de Medicina da Unir, é que não se registra protestos, críticas ou até mesmo denúncia a ação do juiz federal autor desta sentença que permitiu a quatro jovens, além dos aprovados no vestibular, a se matricularem e freqüentarem regularmente o curso. Nada, nada e nada, estes delinqüentes preferem mesmo atingir a parte mais fraca, seus colegas, que simplesmente buscaram seus direitos, não causando nenhum prejuízo aos que foram aprovados no concurso vestibular. Diante da gravidade desta situação, e uma vez que o problema vem se arrastando ao longo dos tempos, também deve ser responsabilizado solidariamente em todos os processos civis e criminais, todos aqueles professores que de forma direta ou indireta, contribuam para o acirramento ou a permanência de tais fatos. Seguidos processos civis em busca de indenizações por danos morais, acompanhados dos devidos processos criminais devem ser ajuizados, visando se extirpar do meio acadêmico esta prática criminosa, odiosa e vergonhosa. Além disso, o Ministério da Educação também deve ser acionado, visando a instauração de processos administrativos (garantindo o direito de ampla defesa), para funcionalmente apurar eventuais desvios de condutas por parte de professores e em caso positivo, eliminar-se no âmbito acadêmico este tipo de profissional, expulsando a bem do serviço público e da educação brasileira. Com absoluta certeza, após as condenações iniciais, com pagamento de indenizações às vítimas, a situação tende a se normalizar. Além disso, logo após a primeira condenação de reclusão, tirando no caso a condição de réu primário, muitos destes afoitos, pensarão duas vezes antes de fazer bobagem. Se alguém ainda se incomoda com as presenças destes jovens, que então processem o juiz,recorram da decisão do magistrado, ou façam denúncia ao Conselho Nacional de Justiça. O que é inadmissível é a sociedade observar este tipo de comportamento. Também deve ser levado em consideração desde já, quanto à conduta destes futuros profissionais da medicina. Quem adota esta prática nazista de “torturas” e perseguições estará efetivamente qualificado a salvar vidas?


Paulo Ayres: Radialista, Jornalista, Professor Especialista, Tecnólogo em Gestão de Recursos Humanos e Técnico Legislativo. (contatos: 69-8116-9750/ e-mail: pauloayres_jornalista@hotmail.com )

OBS: Este artigo também foi publicado no site www.rondoniaovivo.com.br

2 comentários:

Horácio Adiabado disse...

Estou divulgando meu blog . !
por favor ... leiam minha humildes poesias !
=)

Anônimo disse...

Ora.. ora...
A revolta é compreensível, não?
É curioso que os mesmos que usaram de estratagemas para burlar o direito (leia-se regras do edital) agora conclamem com voz de injustiçados a presença deste.
Decidam-se! Estarão fora ou dentro da lei? "Pra eles a regra, pra nós a excessão"? Contraditório demais!
Que eles sejam ao menos coerentes em suas posturas.. Quem age fora da lei não pode agora com esse discurso hipócrita exigir sua atuação.
As reações são 'violentas'? Bem, quem não tem cão.. Quem não tem padrinho, manisfesta-se no grito. Cada um com suas armas, já que em Rondônia vale tudo!