domingo, 19 de janeiro de 2020

E o “Mito” não será nada...

E o “Mito” não será nada...

Professor Nazareno*

            Parafraseando a sentença “da besta” Joseph Goebbels, copiada acintosamente por um dos mais fieis seguidores do governo Bolsonaro, “a arte alemã da próxima década será heroica, ou então não será nada”, percebe-se que a mesma pode se aplicar ao senhor Jair Messias Bolsonaro e a todo o seu governo. Primeiro por que não haverá a próxima década para uma trupe imoral, retrógrada, espúria e fascista nestes ares de democracia que estamos respirando. Os longos quatro anos a que foi eleito lhe são uma porção muito grande de tempo. Uma eternidade até. O “Bozo” nunca foi nada mesmo e voltará o quanto antes para a sua notória insignificância de onde jamais deveria ter saído. Chega de tanta vergonha para nós. Ultimamente, a rotina no nosso país tem sido uma só: amanhece o dia, e já se espera qual a humilhação a que vamos ser submetidos.
            A não ser que toda essa pirotecnia absurda esteja sendo feita de caso pensado: cria-se o fato, convoca-se a mídia, divulga-se nas redes sociais e espalha-se o escândalo para encobrir outro pior ainda. Dessa vez, dizem que o caso de Roberto Alvim serviu para esconder a compra de votos do governo para aprovar a reforma da previdência. Outros já asseguram que foi para encobrir os recentes escândalos na Secretaria de Comunicação da Presidência da República cujo chefe, Fábio Wajngarten, está enrolado até o pescoço. Se for assim, trata-se de um governo medíocre. Muito pior do que os governos ladrões do PT e seus asseclas. O governo Bolsonaro pode até não ser fascista, mas na essência não tem demonstrado outra coisa. Seu ódio aos esquerdistas é muito pior do que a perseguição dos nazistas aos judeus e as outras minorias daquela época.
            O PT e as esquerdas fizeram mal ao Brasil? Sim. Fizeram muito mal. Mas devem ser combatidos no campo das ideias. Além do mais, perderam as últimas eleições. Logo, estão fora! Bolsonaro em seu “governo de mentirinha”, em seu “governo abjeto” a rigor nada fez de bom até agora pelo Brasil. Governa apenas preocupado com ideologias sem levar em conta os reais problemas do país que jurou consertar. Seus filhos, estranhamente afastados da mídia por enquanto, são muito piores do que os filhos do Lula. Só têm trazido problemas e vergonhas para a nação. Antidemocráticos e trogloditas como o pai e alguns assessores, já ameaçaram a ordem democrática da nação com a volta do AI-5 e outros desatinos. Contidos, se recolheram também a sua insignificância. O Brasil, como se vê, é muito maior do que tudo “isso”.
            O presidente do Brasil é uma das piores desgraças para a nação. Um vexame sem tamanho. O mundo civilizado já o leva a pagode por se tratar de uma excrescência. Uma recente postagem no Facebook dizia que ele “não lê, não estuda, não entende de música, não entende de arte, não tem curiosidade, não tem conhecimento, não fala línguas, não tem empatia, não tem modos, não tem educação, não tem respeito, não tem honra, não tem história, não tem caráter, não aceita a diversidade, não bebe bebidas alcoólicas, não sabe negociar, é maniqueísta e também não é tolerante. Nem cachorro ele tem”. Pior: dizem também nessas redes socais que ele deu dignidade aos ignorantes, elevou a autoestima dos idiotas, valorizou a estupidez, deu voz aos imbecis e cargos aos canalhas. Fascistas: o aprendiz de nazista Roberto Alvim já escancarou tudo: “era para SER sem parecer SER”. E quebrou o pacto bem antes: parece que neste covil todos são.



*Foi Professor em Porto Velho.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

“Fora, nazistas toscos!”

Fora, nazistas toscos!

Professor Nazareno*

            Eu moro no Brasil, país de aproximadamente 215 milhões de habitantes. A esmagadora maioria sem leitura de mundo, sem instrução, sem conhecimentos, sem aceso a uma educação de qualidade e com pouquíssima visão da realidade. Muitos deles, analfabetos funcionais, mal compreendem o que conseguem, às duras penas, ler. A maioria não domina as quatro operações da matemática básica, não fala outro idioma além do dialeto do Português e não consegue se expressar de forma compreensível em Língua Portuguesa escrita. Mas muitos deles são eleitores e votam todos os anos que têm eleições. Por isso, não podem entender, por exemplo, o que foi o Nazismo, o Fascismo ou qualquer outro “ismo” da história da humanidade. Nunca ouviram falar do Holocausto, da Ditadura Militar, da Era Vargas ou de qualquer outro fato já conhecido.
E talvez por isso mesmo muitas autoridades desse atual “governo de tontos” estão passando dos limites com suas declarações monstruosas e absurdas como a do ex-secretário especial da cultura Roberto Alvim. Além de já ter sido sumariamente demitido, ele deveria ter sido preso por fazer apologia pública ao Nazismo. Só que no campo da ideologia, o governo Bolsonaro tem sido um desastre para o Brasil. Um governo que tem feito vergonha para todos nós no mundo inteiro. Mas isso não é de agora. Desde a campanha eleitoral, o “Bozo” tem-se destacado pelas declarações absurdas, monstruosas e toscas. E quase toda vez tem sido aplaudido efusivamente pelos seus semianalfabetos seguidores. O “Mito” foi homofóbico, misógino, racista, fascista, intolerante, preconceituoso e mesmo assim foi eleito com 57 milhões de votos.
Ou o “governo do descontrole verbal” e seus seguidores param imediatamente com estas declarações anômalas ou vai cair mais cedo do que se espera. O mundo dito civilizado não tolera mais nenhuma insensatez estúpida. Vivemos, pelo menos no Brasil de hoje, num mundo regido pela diversidade e não pelo maniqueísmo sem sentido. Um viés de esquerda não se pode combater com um viés de direita nem vice-versa. Penso aqui: como estão se sentindo agora muitos dos meus amigos professores de História que votaram nesta gente? Atacar ideologias, fazer acusações sem provas, disseminar o ódio e aprofundar ainda mais a divisão ideológica do país tem sido a tônica deste desgoverno que em vez disso, devia estar preocupado com os problemas mais graves do país. Os mais de 13 milhões de desempregados hoje querem comida e não ideologia para viver.
Jair Bolsonaro já elogiou um notório torturador, o coronel Brilhante Ustra, e foi ovacionado. Disse abertamente que a Ditadura Militar tinha que ter matado pelos menos umas 30 mil pessoas e recebeu efusivos aplausos e votos. Infelizmente quem aplaude essas coisas são ainda dois tipos de pessoas: os maus intencionados e os que, por absoluta ignorância, desconhecem o real perigo com o qual estão flertando. Infelizmente o pensamento de Roberto Alvim é o mesmo de muitos assessores que fazem parte deste governo que já foi acusado de ser um “governo de milicianos”. Depois do Nazismo, o mundo também não tolera as queimadas da Amazônia. E o governo do “Mito” incentiva as duas coisas. Viramos um vilão internacional. A impressão que se tem é que está faltando ainda muita gente deste “governo de destrambelhados” ainda ser demitida por causa de suas sandices. O Brasil agradece e o mundo respirará mais aliviado sem eles.



*Foi Professor em Porto Velho.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

O amor sem a libido

O amor sem a libido


Professor Nazareno*

            Libido é a vontade de fazer sexo, de transar. É a energia que quase todos os seres humanos têm como uma “diferente” forma de divertimento e também, às vezes, para dar prosseguimento à vida. Amor, muitos dizem que sabem o que é por isso não precisa definir. Sentimos amor por pessoas, por lugares, por coisas, por animais, por objetos. E este amor não tem que estar necessariamente ligado à libido. É o que devia acontecer com muitas pessoas que dizem “de peito aberto” amar o Brasil, amar Rondônia e até Porto Velho. Não amo nenhuma destas três coisas, muita gente sabe disto. Dentro do possível convivo com elas, pois não se escolhe o lugar onde se nasce e muitas vezes até o lugar onde se tem que viver. Os políticos do Brasil, quase todos eles, juram amá-lo incondicionalmente, mas no final das contas o que se percebe é só uma relação libidinal.
            Mas não somente os políticos e as autoridades em geral precisam amar incondicionalmente suas coisas, lugares e pessoas sem a libido, sem o desejo de querer levar vantagem em tudo. O povo também tem muita culpa de fazer tudo isso também. Estacionam seus carros em praças símbolos de suas cidades sem o menor acanhamento como no caso que aconteceu recentemente em Porto Velho. Joga lixo nas ruas normalmente, arranca gramas, flores e outros ornamentos feitos, às vezes, pelo poder público. A Banda do Vai Quem Quer é campeã em lixo, carniça e sujeiras em geral quando desfila todos os anos nas ruas da nossa surrada capital. Custa aos dirigentes da agremiação encabeçar campanhas civilizatórias entre os brincantes para amenizar o caos? Porém, muitos dizem amar a cidade e que é o Professor Nazareno que fala demais.
            Muitos dos vereadores de Porto Velho, por exemplo, recebem auxílio-moradia mesmo morando na cidade. Legal, mas não é imoral, não? Deputados federais de Rondônia que, mesmo tendo recursos, são campeões em usar verbas públicas para isso, verbas públicas para aquilo. Verbas do povo. Juízes e outras autoridades que recebem salários astronômicos sem se preocupar com a miséria reinante no país e que também muitos têm auxílio-moradia sem o menor pudor. Amo Porto Velho, mano! Amo Rondônia, mano! Mas quero ser vereador para me dar bem. Não abro mão dos meus privilégios. Quero ser prefeito para deixar a cidade sem transportes urbanos e os alunos da zona rural sem aulas. E o povão no “açougue” João Paulo Segundo. Tenho plano de saúde, pago bom condomínio e tenho segurança. “Os outros que se lasquem”, pensam.
            Amar um país, um Estado, uma cidade ou mesmo outra pessoa não é fazer o que muita dessa gente faz. Deve-se amar sem a libido, sem o desejo de “fud...” o outro. É ter empatia, é se colocar no lugar do necessitado e se propor a ajudá-lo sem querer receber algo em troca. É saber que um país que tem a oitava economia do planeta não pode ter a 86ª colocação no IDH mundial. Fome onde se produz alimentos. Muito alimento. Nos países mais desenvolvidos e civilizados do mundo essa consciência de justiça social é cada vez mais trabalhada entre as pessoas. Amar Rondônia e sua gente é cuidar já agora, durante o inverno na região, das medidas para combater as futuras queimadas que podem acontecer no próximo verão. E quem se preocupa com isso agora? Governantes fracos apenas refletem o desejo maior de seus governados. “Um fraco rei faz fraca a sua forte gente”. E sem o amor verdadeiro, tudo só vai piorar. Então, ame sem a libido!



*Foi Professor em Porto Velho.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Marte: eu também iria


Marte: eu também iria

Professor Nazareno*

Não conheço a porto-velhense Sandra Maria Feliciano de 55 anos, professora, advogada e mulher de muita coragem e profissionalismo. Mas já admiro essa grande rondoniense pela sua bravura e determinação em querer dar uma grande contribuição à ciência e zarpar para Marte, o planeta vermelho, praticamente sem volta. A professora é uma das finalistas para participar de uma viagem interplanetária com destino ao nosso vizinho no Sistema Solar. E a viagem será só de ida. Com essa aventura inédita, a heroína rondoniense nunca mais voltará a Porto Velho e a Rondônia e de quebra também se livrará para sempre do Brasil, país chinfrim, afundado em roubos, corrupção, violência, desmatamentos, maracutaias políticas e governantes esdrúxulos. Não tive a coragem dela e o máximo que fiz foi sair só de Porto Velho para morar nas redondezas.
Sair para sempre de Porto Velho e de Rondônia é algo que sempre aguçou a imaginação cabocla. Neste último final de ano, por exemplo, levas e mais levas de rondonienses “montaram no porco” para passar o Réveillon nas praias do Nordeste e nas cidades mais civilizadas do sul do país. E alguns sortudos foram até a Europa. As redes sociais não cabiam de tantas fotos nas praias nordestinas. Poucos conseguem ficar tanto tempo aqui sem respirar civilidade e bons modos. O desejo de abandonar estas longes terras, subdesenvolvidas, incivilizadas e atrasadas já virou uma espécie de “panaceia milagreira” faz tempo. E a nobre professora fez diferente. E tudo em favor da ciência e do progresso da humanidade. Parabéns, mesmo! Mulher de garra, ela teve a coragem de fazer o que poucos teriam. Seu heroico exemplo se eternizará para sempre.
Se eu tivesse a bravura dela, viajaria imediatamente e me livraria de ver a Banda do Vai Quem Quer com suas toneladas de lixo nas ruas de Porto Velho em fevereiro próximo. “Não existe coisa mais patética em terras karipunas do que a produção e a sujeira em nome da cultura”. O carnaval de Porto Velho é uma ostentação à fedentina urbana e aos poucos princípios de civilidades e de limpeza. Não veria também a má administrada cidade de Porto Velho sem transportes urbanos e as crianças da zona rural do município sem ter que ir à escola por falta de transporte escolar. Não ver o “Flor do Maracujá” seria demais! Ignorar a falta de esgotos da pior cidade do Brasil é uma felicidade imensurável. Um êxtase quase inatingível!  E já pensou na alegria de “numa tacada só” livrar-se de todos os direitistas, bolsonaristas, esquerdistas e até dos petistas?
A brava professora com a sua aventura entrará para a história não só de Rondônia, mas também do Brasil e até do mundo. Um exemplo a ser seguido pelas próximas gerações, pois o último rondoniense de prestígio, Carlos Ghosn, não tem zelado muito pelo nome dos rondonienses. Mas o ideal mesmo seria que houvesse também algumas vagas para Lula e para Bolsonaro nesta viagem insólita. Para eles e para alguns de seus mais fervorosos defensores. Damares Alves, Abraham Weintraub, Fernando Haddad, Zé Dirceu... Eles iriam e nunca mais voltariam para o nosso pobre país, para o nosso pobre mundo. Já pensou se alguns candidatos a vereador e a prefeito de Porto Velho nas próximas eleições também conseguissem algumas vaguinhas para essa viagem? Quem sabe se algumas das nossas autoridades estaduais também não se aventurariam? Meu medo é que tudo dê certo e tentem fundar a “Colônia Brasil” por lá.
 


*Foi Professor em Porto Velho.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Infeliz ano novo a todos

Infeliz ano novo a todos

Professor Nazareno*

            Estão certas as pessoas que dizem que o brasileiro precisa ser estudado. Povo em sua maioria hipócrita, ignorante e sem noção do bom senso, ri de sua própria desgraça e infortúnio. E pior: se considera feliz e realizado. Em Rondônia também não é muito diferente. De um modo geral, os rondonienses são a cópia perfeita de seus conterrâneos de outros Estados do país. Vi muitas pessoas, durante as festas de fim de ano, sorrindo e desejando um feliz ano novo para seus amigos, conhecidos e familiares sem perceberem a besteira que estavam fazendo. Como pode um sujeito que nasceu em Rondônia, mora em Porto Velho, é “bolsomínion” e ainda por cima flamenguista, ter o mínimo de otimismo e bom senso? Para a alegria de muitos porto-velhenses, eu não moro mais aqui, não torço pelo Flamengo e jamais teria votado no Bolsonaro. Eu é que sou feliz.
            Mas não sou. Pois de onde estou morando, leio alguns comentários em meus textos e me divirto demais. Primeiro com os ataques sistemáticos à gramática normativa. Fato este que demonstra nitidamente tratar-se de semianalfabetos ou analfabetos funcionais. Depois me bate uma tristeza sem fim: percebo que cidadãos continuam lendo o Professor Nazareno como se não existissem autores consagrados, best-sellers, ganhadores do prêmio Nobel de Literatura, dentre muitos outros reconhecidos escritores. Ler o que escrevo demonstra bem o nível destas pessoas. E a compreensão dos fatos? Muitos ainda não saíram da Idade da Pedra e desconhecem coisas simples como censura, liberdade de expressão e democracia e ainda se metem a comentar sobre os assuntos que desconhecem. Iletrados, burros ou mal intencionados.
            Por isso, os textos que mais chamam a atenção são, claro, os que falam de futebol. O “Framengo” é o recordista de comentários esdrúxulos, tolos e patéticos desses leitores de araque. O “Mito” vem a seguir com a sua legião de seguidores e adoradores. Não percebem os infelizes que serão eternas massas de manobra desses mesmos políticos. Como pode, numa situação de caos social, de desastre ambiental, de fome, de desemprego e de miséria latente na sociedade, um cidadão sorrir e ainda por cima desejar um feliz ano novo para o outro? Deve ser coisa de brasileiro mesmo. E de rondoniense. Surreal: muitos estão preocupados se o “Mister” continuará como técnico do Flamengo ou se o “Bozo” vai mesmo se candidatar às eleições presidenciais em 2022. Sim, por que aqui dizem estar tudo definido: o Dr. Hildon Chaves será reeleito.
            A estupidez e a burrice alheias são risíveis, infelizmente. E por isso muitos desses cidadãos são seguidores do Olavo de Carvalho e de sua trupe. Sua visão de mundo muitas vezes se resume aos seus toscos sentimentos e emoções. O Flamengo é um bom time de futebol? No Brasil e na América do Sul atualmente é. Porém quando se compara às boas equipes da Europa, o desnível é colossal. Jogando contra o Liverpool, por exemplo, não tinha como não torcer pelo time inglês. O melhor futebol tem que prevalecer sempre. Já na questão política fico depressivo quando escrevem que eu sou petista ou de esquerda. É a mesma tristeza e infelicidade que um sujeito deveria sentir quando o chamam de direitista ou de “bolsomínion”. E ninguém devia gostar de ser chamado de ladrão ou fascista. Como desejar um feliz ano novo se as crianças da zona rural daqui continuarão sem aulas e a cidade ficará ainda mais suja, fedorenta e imunda?



*Foi Professor em Porto Velho.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Eu, prefeito de Porto Velho


Eu, prefeito de Porto Velho

Professor Nazareno*

Depois de muita luta comigo mesmo e com os meus familiares, resolvi que neste ano de 2020 entrarei na política e pretendo ser candidato a prefeito de Porto Velho, capital de Roraima. Ser um reles vereador não me interessa. Quero o cargo majoritário. E ganharia as eleições com muita folga, já que sou uma das pessoas mais benquistas daqui. Obter 200 mil votos é fichinha numa cidade que já demonstrou várias vezes ter uma grande empatia com a minha pessoa. E no Palácio Tancredo Neves, eu farei coisas que até o Satanás duvidará. Em primeiro lugar abriria mão do meu salário como alcaide. Mas não extinguiria a verba. A prefeitura nada economizaria: todo mês com a grana na minha conta eu a doaria a uma instituição e com isso conseguiria bem mais benefícios políticos. E como quase todos os eleitores são burros e idiotas pensarão que faço o bem.
Como prefeito de uma capital, eu não perderia a oportunidade de viajar todo mês para o exterior. Visitaria Paris, Barcelona, Viena, Nova Iorque, Berlim, Roma e toda e qualquer cidade civilizada do mundo só para ver como funcionam as coisas por lá e depois poder rir da cara dos otários eleitores porto-velhenses que votaram em mim, pois nada que fosse bom eu traria para este “fim de mundo sem eira nem beira”. Assim que assumisse o poder, mandaria demitir todos os funcionários concursados e contrataria somente comissionados. “Afinal de contas um comissionado pode ser demitido a qualquer instante e um concursado é para a vida toda”. Além do mais, com o pessoal que entrou por concurso é muito mais difícil se fazer as “rachadinhas”. Votem em mim, principalmente aqueles que não gostam muito de estudar para fazer concursos públicos.
Comigo todos os alunos da zona rural e das áreas ribeirinhas ficarão sem aulas para sempre. Dois anos sem estudar é muito pouco. Na questão ambiental vou inovar: arrancarei as poucas árvores frutíferas da cidade e vou mandar plantar só Louro Bosta. O inconfundível cheiro de merda a que já estamos acostumados aqui indicará o início do verão em toda a cidade. Isso se antes o fogaréu descontrolado não der fim ao que resta da floresta amazônica. Serei o prefeito do motosserra e da fumaça. Criarei até o “dia do fogo” em Porto Velho. Só não esperem que eu vá amar, beijar, abraçar, acariciar e lamber a imunda cidade onde serei prefeito. Não sou lombriga nem tampouco tapuru. E espero que durante a chuva de merda que todos esperam ansiosamente cair um dia por aqui, eu esteja viajando para as belíssimas cidades da Europa ou dos Estados Unidos.
Mas juro que não deixarei a pacata e charmosa vilazinha de Calama sem médico fixo. Aquele povo não merece essa tormenta todos os anos. Na minha gestão comprarei todos os vereadores. Não quero ter oposição no Legislativo Municipal. Distribuirei rios de dinheiro para todos eles. Afinal de contas só haverá comissionados na prefeitura e os gastos com a folha serão drasticamente reduzidos. Mandarei finalmente iluminar a ponte do rio Madeira. E uma “reluzente favela” nascerá do outro lado do rio. Mandarei subsidiar farinha de mandioca para toda a população da cidade. Carnaval será a minha obra principal para todas as pessoas de bom gosto. Premiarei a banda que produzir mais lixo na cidade. E já sei qual será a vencedora. “Se não fosse essa famosa banda, os garis estariam todos desempregados”. Por favor, votem em mim. Serei um prefeito inovador. Só tem um problema: se eu for mesmo eleito, desapareço daqui muito antes de assumir.



*Foi Professor em Porto Velho.

sábado, 4 de janeiro de 2020

E Rondônia deu certo...


E Rondônia deu certo...

Professor Nazareno*

            Sábado passado, dia 04 de janeiro de 2020, o jovem Estado de Rondônia comemorou seus 38 anos de instalação. Uma pena, pois neste tempo todo, a atrasada província ainda não conseguiu provar que as autoridades brasileiras da época estavam certas ao transformar o distante e atrasado território na 23ª unidade da Federação. “A mais nova estrela no azul da União” era o mantra dos políticos e militares que empurraram de goela abaixo dos brasileiros todos os prejuízos de sua fracassada empreitada. Rondônia só foi criada para dar uma folga no Congresso Nacional à ARENA, o partido de sustentação da Ditadura Militar. E a "tramoia política" deu certo: pelo menos mais três senadores e uma penca de novos deputados federais passaram a integrar o partido do governo dando-lhe então uma maioria um pouco mais folgada.
            O novo Estado já começou de forma errada: fora criado no dia 22 de dezembro de 1981, mas “manhosamente” só foi instalado no ano seguinte, 13 dias depois. “Para não atrapalhar as festas de fim de ano”, teriam dito algumas das autoridades da época. Resultado: dois feriados desnecessários para um mesmo e lamentável fato. Em todo este período, no entanto, Rondônia só deu prejuízos à nação. Prejuízos e também muita vergonha. Praticamente não há um ano em que escândalos de corrupção e desmandos não sejam rotina por aqui. Pior: todo final de ano as pessoas esvaziam as principais cidades do Estado para lotar as paradisíacas praias do Nordeste e outros destinos mais civilizados do Brasil. Passar férias por aqui só para os lisos e desprivilegiados. Rondônia ainda hoje não tem bons lugares que possam atrair qualquer tipo de turista.
            Além do mais, a criação do Estado provocou um dos maiores desastres ambientais de toda a história da humanidade. Partes do Cerrado e da Amazônia foram dizimadas sistematicamente em nome do “progresso” e do “desenvolvimento”. Fala-se que o primeiro governador do lugar, reconhecido por quase todos como um verdadeiro Deus, teria dito que as fumaças eram bem vindas, pois significavam progresso e expansão do agronegócio. Rondônia foi um equívoco histórico. Levas e mais levas de nordestinos desempregados e colonos expulsos de suas terras no sul do país vieram colonizar “aos trancos e barrancos” as “novas e promissoras” terras. Andando pelo interior do novo Estado o que se via eram colonos “jogados” na beira das estradas. “Todos eles com uma mulher, cinco ou seis filhos, um cachorro e um saco de panelas”.
            Começava a existir assim, da pior maneira possível, esse novo Estado, que passou a viver somente de ciclos. Ciclo do ouro, da cassiterita, ciclo agropecuário, das hidrelétricas, da estrada do Pacífico, ciclo disso e ciclo daquilo. E todos fracassaram retumbantemente. O governo passou a ser, como ainda é hoje, o maior empregador de pessoas. Aqui praticamente nada dá certo. Não tem indústrias, não tem turismo, boas escolas, nem hospitais decentes e o pouco que se produz é sempre à custa da natureza. O acanhado aeroporto de sua suja e imunda capital vive às moscas. É onde se têm as passagens mais caras do país. A velha rodoviária, que resiste até hoje, é um lugar infame e emporcalhado que retrata muito bem o caos. Todos os anos durante o verão a vergonha rondoniana se torna internacional: a fumaça das queimadas do que resta da floresta amazônica assombra o mundo e nos coloca como  vilões do aquecimento global.




*Foi Professor em Porto Velho.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Os erros do “Véi da Havan”


Os erros do “Véi da Havan

Professor Nazareno*

            Luciano Hang é um empresário catarinense de extrema-direita também conhecido pela alcunha de “Véi da Havan”. Homem de grande sucesso empresarial, ele é coproprietário das lojas Havan, um enorme conglomerado de lojas de departamentos, com mais de 120 filiais espalhadas pelo Brasil e pelo menos 12 mil funcionários. Um dos homens mais ricos do Brasil, segundo a Revista Forbes, Hang se envolveu de corpo e alma na última campanha presidencial que levou Jair Bolsonaro ao Planalto. O “Véi da Havan” ganhou notoriedade nacional ao se expor publicamente desde o ano passado numa agressiva campanha política contra a esquerda, o PT e o ex-presidente Lula. Ele, assim como qualquer outro cidadão brasileiro em pleno gozo de seus direitos políticos, não está errado em ter uma preferência política e apoiar qualquer candidato que deseje.
            Mas não devia. Ou pelo menos, mesmo tendo essa preferência, poderia ter evitado se expor da maneira que o fez. Ele é um comerciante. E essa profissão não é muito indicada para se tomar um partido ou uma posição política. Bolsonaro teve 57 milhões de votos, mas a esquerda obteve pelo menos 47 milhões. Em tese, Luciano Hang e a sua Havan estão “contra” os petistas e os esquerdistas. Ou seja, estão abrindo mão de um contingente populacional igual a uma Espanha, uma Colômbia ou uma Argentina. Um bom comerciante não poderia deixar de vender seus produtos a ninguém. Por isso não deveria se expor publicamente. A sorte do velho comerciante é que no Brasil, as pessoas se esquecem facilmente das coisas. O festival de grosserias nas redes sociais e na mídia o colocou contra uma gama muito grande de brasileiros de esquerda.
            Exposto desnecessariamente, Luciano Hang já foi acusado de não ser um bom comerciante, pois “escolhe” tipo de governo para poder se dar bem. “Um bom comerciante deve sobreviver em quaisquer circunstâncias”, é um mantra bastante conhecido nesse setor. Além do mais, há denúncias de que ele deve fortunas ao BNDES e que o presidente Bolsonaro teria desistido de abrir a “caixa preta” do banco porque viu uma relação com o nome do comerciante catarinense. Ele fala mal do PT e do Lula, mas suas mais de 120 lojas não surgiram do acaso, agora. As lojas Havan foram fundadas em 1986 e prosperaram em todos os governos. Já se insinuou que Havan remete a Havana, capital de Cuba, um país socialista. Disseram também que o nome deveria ser algo que remetesse ao Brasil e que o símbolo deveria ser o Cristo Redentor.
            O ódio semeado pelo comerciante infelizmente já pode ter começado a colher os (maus) resultados. Uma das estátuas foi criminosamente incendiada em São Carlos, interior de São Paulo. Já imaginou se essa onde terrorista se dissemina pelo país afora? Afinal de contas ele fez muitos inimigos com sua equivocada e desnecessária militância política. O gasto com segurança a partir de agora é um prejuízo a mais que poderia ter sido evitado se o “Véi da Havan” não tivesse publicamente declarado de forma tão agressiva a sua preferência por governantes. O bom comerciante é como o bom jornalista. Ambos não deveriam se envolver de forma tão enfática nestas disputas estéreis. Deviam evitar, por exemplo, torcer apaixonadamente por um time de futebol, assumir publicamente uma posição política, professar uma religião qualquer ou mesmo demonstrar amor incondicional ao lugar onde nasceu. Eu evito comprar nas lojas Havan.



*Foi Professor em Porto Velho.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

NÃO ao novo “açougue”!

NÃO ao novo “açougue”!

Professor Nazareno*

            Porto Velho, a insólita capital de Roraima, tem um moderníssimo “açougue” onde interna as pessoas pobres e doentes para poder curá-las. E até que cura algumas mais sortudas. O fatídico estabelecimento já tem quase quarenta anos de funcionamento e já serviu de campanha política para eleger inúmeros cidadãos que, via de regra, continuam prometendo melhorias e mais melhorias na delicada questão da Saúde. Eis que se inicia mais um ano e é um ano político. E a lorota de novo se repete. Agora com mais força e otimismo. Andam redizendo por aí que vão construir um novo “açougue” em Porto Velho só para poder cuidar “com decência” dos pobres e miseráveis do lugar. Fala-se até que já há dinheiro para tal empreendimento. Fazendo inveja a Gandhi, o TCE, órgão composto só de pessoas boazinhas, já teria repassado a verba para esse fim.
            No final do ano passado, no entanto, vi um “jornalista” escrever que o referido “açougue” conseguiu um feito inédito em toda a sua existência: teria passado três dias sem doentes esparramados pelos corredores. E festejava isso como uma vitória das mais acachapantes. “Um governo comprometido com os mais pobres”, insinuou o reacionário escrevinhador. É realmente um grande feito, mas por que nenhum pio sobre os outros 362 dias de 2019? Particularmente eu, se fosse o governo ou parte integrante dele, NÃO construiria um novo “açougue” em Porto Velho. Nem aqui no Estado nem em lugar nenhum do Brasil. Isso poderia levar à falência os grandes conglomerados de saúde do país. Um hospital gratuito, bom, limpo, decente, organizado, com medicina excelente, aparelhos modernos e profissionais competentes acabaria com muitos planos de saúde.
            Além do mais, uma casa de saúde exemplar e sendo até referência nacional poderia adiar a morte dos pobres que usassem suas dependências. Aí perderia o sentido. O “açougue” João Paulo é uma espécie de Auschwitz tupiniquim. Só que lá em vez de judeus, apenas os pobres é que morrem. A não ser que se queira entender a piada pronta de que governos no Brasil se preocupam com os pobres. Outra inconveniência: com um hospital moderno, os ricos teriam que ser internados ao lado dos miseráveis? Todos os políticos, pastores, autoridades, militares, empresários e pessoas ricas de Porto Velho e de Rondônia abririam mão dos seus planos de saúde só para serem atendidas no novo logradouro? Com um hospital assim, o desemprego atingiria em massa as clínicas particulares e os planos de saúde. Todo médico ou enfermeiro gostaria de ir trabalhar lá.
            De um modo geral governos não investem em infraestrutura social por que isso prejudicaria a iniciativa privada, que os apoia. A única coisa que o pobre tem é o voto e será sempre obrigado por lei a usá-lo. Investir na Educação, por exemplo, compromete as escolas particulares levando-as à falência. Na Saúde, é a mesma coisa. E se construírem uma moderna clínica de pronto socorro em Porto Velho, os políticos vão prometer o que nas suas campanhas? Além disto, o “açougue” João Paulo Segundo como o vemos é a cara de Porto Velho e dos rondonienses. E não seria bom que alguém de coragem tentasse mudar a nossa mais real imagem. Tenho uma dúvida: o TCE "teria dado um exemplo nacional" ao abrir mão de 75 milhões de reais doando-os para o novo Pronto Socorro e para o Iperon. E por que esse hospital será construído pelo sistema BTS para depois ser alugado ao próprio Estado? Milhões, políticos, TCE/RO, eleições...



*Foi Professor em Porto Velho.

sábado, 28 de dezembro de 2019

Sem retrospectiva em 2019

Sem retrospectiva em 2019

Professor Nazareno*

            Sentados na suja, imunda e fedorenta Jônatas Pedrosa, reconhecidamente a única praça de Porto Velho, e tomando uma cervejinha gelada com açaí e bombom de cupuaçu, estavam Papai Noel, ainda com ressaca do tenebroso Natal que passou aqui, o Satanás e o ex-presidente Lula. Conversavam animados sobre Rondônia, Porto Velho e sua gente. Falavam também sobre o ano que está se encerrando e as perspectivas para o ano vindouro. Papai Noel dizia que 2019 foi o melhor ano para o Estado e para a cidade, enquanto o Beiçudo discordava totalmente e Lula colocava “panos quentes” dizendo que o Estado é o futuro do mundo. “Nunca na História deste país, houve um lugar tão promissor quanto Rondônia”, dizia o petista. E continuava: “aqui tem Banda do Vai Quem Quer, tem hidrelétricas, tem a fumaça das queimadas e muita lama no inverno”.
            O Diabo disse que isto não é sinônimo de progresso e que a única coisa boa que existe nestas distantes terras é o “açougue” João Paulo Segundo. “Se não fosse um lugar bom, as autoridades daqui já tinham construído outro mais moderno”, filosofou o Pé Rachado. Foi quando, depois de um gole, o Velho Noel interveio dizendo que em 2019 construíram um moderníssimo “Fórum” no centro da cidade e o atual governador, inclusive, já assinou a licitação para construir um lindo Centro de Convenções. É o Cidade Cultural. O Capeta disse que não havia necessidade, pois “aqui não há cultura nenhuma”. Foi quando o “Sapo Barbudo” tossiu e explicou: “bobagem, farão uma reforma no estádio Aluízio Ferreira e aqui não há futebol”. “Em terra de gente idiota, dá-se apenas ‘pão e circo’ enquanto o povão mais pobre morre sem nada”, completou.
Em 2019, Porto Velho e Rondônia não tiveram Saúde, saneamento básico, água tratada, Educação de qualidade, mobilidade urbana e nada foi feito”, diziam os três amigos às gargalhadas. Ficou só na promessa mesmo a construção de um novo “açougue” João Paulo Segundo. Só vendo: ficará para 2020. “Aquilo ali é um campo de extermínio de pobres, pois ninguém nunca viu um rico se internar lá”. “Enquanto tiver matando só os miseráveis, se empurra tudo com a barriga”, disse o Chifrudo. “Mas a verba não já teria sido doada pelo TCE?”, indagou Lula. Por outro lado, “se não fosse a França e o Macron, teríamos acabado com todas as florestas daqui”, afirmou o Tinhoso. Papai Noel acredita que sendo no verão a fumaça não atrapalha seus voos com  trenó. “Preparem-se: com a BR-319 não sobrará uma só árvore em pé”, acredita Lula.
Papai Noel acha que em Rondônia (e em todo o Brasil também) tem muitas pessoas despolitizadas metidas a intelectuais. Sem diplomas e sem conhecimento nenhum, esses sujeitos inundam as redes sociais com postagens tolas só para mentir e confundir os mais incautos. “Mais estúpidos ainda são os cidadãos que comentam as postagens das redes sociais e dos textos”, disse o Anhangá. Fato: é mesmo um festival de burrice e erros de gramática que se vê. Porto Velho terá eleições e tudo continuará do mesmo jeito, acreditam os três amigos. “Em 2019, Rondônia começou lascada e terminou quebrada, sem perspectiva nenhuma”. O Coisa Ruim disse que o rondoniense é feito hiena: come carne podre e ri da própria desgraça. Já o Santa Claus acha que não houve retrospectiva nenhuma em 2019 por que tudo se repetirá em 2020. Aí o Lula teve uma ideia: “na reinauguração do Aluizão deviam trazer o Framengo para jogar aqui”.




*É Professor em Porto Velho.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

A “salvação” nacional


A “salvação” nacional

Professor Nazareno*

            Já ouvi várias pessoas falarem que o Brasil não tem mais jeito. É um país cujos habitantes na sua maioria estão acostumadas ao jeitinho e que, de um modo geral, quase todos só pensam em si mesmos. Empatia por aqui é apenas consigo mesmo ou com seus amigos e familiares. Falar mal dos políticos há tempos virou um (péssimo) hábito nacional. “Como pode um país como o nosso nos últimos cinquenta anos figurar entre as dez maiores economias do mundo e ter uma qualidade de vida tão pífia?”, é a reclamação mais comum. Dizem à boca larga que os governos aqui só são formados para dar privilégios a poucos. É possível, sim, discordar um pouco dessa mentalidade. A classe política pode resolver grande parte dos nossos problemas. Basta que eles se unam pelo bem da nação. Petistas, bolsonaristas e tucanos, por exemplo, poderiam selar a paz.
            A paz e também o bem estar de todos. Sejam ricos ou pobres. Os petistas, liderados por Lula poderiam gerenciar o Pré-Sal, por exemplo. A Petrobras e outras grandes empresas nacionais seriam gerenciadas pela esquerda. A relação do novo governo com os congressistas também ficaria a cargo dos políticos “barbudos”. Nenhum político neste país entende mais de Petrobras e das relações do Executivo com o Legislativo do que esse pessoal da esquerda. O PT se quisesse poderia criar também o “Ministério das Delações Premiadas”. Palocci ministro de novo? Os movimentos sociais como MST, MTST, CIMI, dentre muitos outros, seriam gerenciados e monitorados, óbvio, pelos esquerdistas. Lula voltaria para a cadeia apenas para agradar ao “juiz-promotor” Sérgio Moro, que seria mandado para o Supremo como ministro.
            Os tucanos liderados por Aécio Neves, Geraldo Alckmin, FHC e José Serra também participariam do novo governo de salvação nacional e seriam reesposáveis pela construção de metrôs e paradas de ônibus urbanos nas principais metrópoles do país. Todas as grandes cidades teriam sofisticados sistemas de mobilidade urbana. Viadutos, rotatórias e anéis viários seriam criados. E tudo gerenciado pelos políticos do PSDB. Até a suja e fedorenta Porto Velho, a capital de Roraima, poderia ter o seu sistema de “underground”. O prefeito Hildon Chaves, por exemplo, é deste partido e inovou na criação de modernas paradas de ônibus urbanos nesta capital. Os tucanos são muito bons também para gerir funcionários públicos. Quando governaram o país deram muitos aumentos e criaram sistemas de produção jamais vistos. Um ministério só para isso.
            Os bolsonaristas, óbvio, participariam do novo governo e seriam liderados pelos filhos do atual presidente do país. Eles ficariam encarregados dos avanços sociais na nação e também das relações internacionais. Negros, artistas, mulheres, homossexuais, quilombolas e todos os LGBTT’s seriam estratégicos na formação de novas células sociais. Os evangélicos e outros religiosos cristãos teriam espaço garantido também. Seria criado o “Ministério do Pé de Goiaba” e também o “Ministério do Amor aos Estados Unidos”. O Brasil seria outro muito melhor e também muito diferente do atual. Lula, Dilma, Aécio, Temer, FHC, Marco Feliciano e Bolsonaro de mãos dadas pelo progresso do país e pela autodeterminação de seu povo. No novo governo, qualquer operação policial seria liderada e conduzida pela Polícia Civil de Rondônia. Só uma pequena dúvida: qual dos novos grupos políticos ficaria com o Ministério da Economia?




*É Professor em Porto Velho.