terça-feira, 21 de maio de 2019

Vinicius Miguel, a nova onda?


Vinicius Miguel, a nova onda?


Professor Nazareno*

            Eu não conheço pessoalmente o professor da Unir Vinicius Valentin Raduan Miguel. Mas admito que votei nele nas últimas eleições para governador de Rondônia quando o mesmo obteve a astronômica marca de mais de 110 mil votos dos porto-velhenses. Confesso até que pedi votos para ele e surfei na onda “Maria vai com as outras”. Não queria que Expedito Junior governasse este Estado. Muito menos que um desconhecido coronel, admirador de Bolsonaro, chegasse à frente na contagem de votos. Quando esse professor goiano nasceu, eu já tinha pelo menos cinco anos de militância dando aulas pelos interiores rondonianos, mais precisamente em Calama. Votei nele por se tratar de um mestre de excelente qualidade, ser jovem com propostas firmes e coerentes, vontade de vencer e também por que sua plataforma estava mais à esquerda.
            Parece que Vinicius no próximo ano será candidato a prefeito de Porto Velho. Posso até votar nele de novo e sem medo. Mas confesso que me incomoda o fato de faltando tanto tempo para as eleições, ele já aparecer como uma das únicas propostas viáveis para administrar a eterna “capital de Roraima”. Porto Velho sempre foi uma cidade imunda, podre, fedorenta, sem eira nem beira. Continua, segundo o Instituto Trata Brasil, sendo a pior dentre as capitais do Brasil para se viver. Aqui nunca teve nenhuma qualidade de vida. A “currutela fedida” é uma cidade amaldiçoada e suja, uma curva de rio, um “cu de mundo” mesmo. Não tem nem três por cento de esgotos e nem água tratada. O IDH desta latrina urbana é pior do que as cidades da Eritreia, do Sudão do Sul ou da Somália. Somos o suprassumo da merda e a tendência é piorar mais ainda.
            Colocar um jovem talentoso e cheio de boas ideias como Vinicius Miguel para administrar este “puteiro sem a madame” é condená-lo ao ostracismo político antes do tempo. É queimar etapas desnecessariamente. É gastar uma liderança promissora à toa. Se eu pudesse e o conhecesse o suficiente, diria para ele desistir do rabo de foguete em que está prestes a se meter. Hildon Chaves, o atual prefeito, apesar de cheio de boas intenções, não conseguiu amar, acariciar nem beijar o “lodaçal” que é a urbe. Roberto Sobrinho, o “JK da Amazônia”, se queimou muito rápido quando foi prefeito daqui e terminou seu mandato preso. Já Mauro Nazif sequer foi para o segundo turno quando nos administrou e quase encerra precocemente a sua carreira política. Quase todos eles se queimaram e muitos se arrependem até hoje de ter administrado os porto-velhenses.
            Será que se eleito, Vinicius Miguel vai mandar médico para Calama? A vilazinha do baixo Madeira está há muito tempo sem um profissional da saúde para atender seus moradores. O abandono de Calama e de outros distritos é “normal” numa administração totalmente perdida e sem rumo. As aulas na zona rural do município viraram uma zona mesmo. E quase ninguém da cidade se incomoda com os alunos do interior, que estão sem aulas normais até hoje. Não há transporte escolar rural decente e nem há perspectivas de melhoras. Na área urbana, não há transporte coletivo, não existe uma rodoviária decente, a escuridão é normal, a violência é rotina e o lixo campeia. “Porco Velho” nunca fedeu tanto como agora. Eu mesmo não gostaria de ser prefeito de uma porcaria de cidade como esta. Vinicius Miguel é uma pessoa do bem e não combina com merda, lixo, lodo, carniça, tapurus, escuridão, desprezo e total abandono.




*É Professor em Porto Velho.

sábado, 11 de maio de 2019

Não vou sair às ruas


Não vou sair às ruas

Professor Nazareno*

Dia 15 de maio de 2019 a Educação do Brasil vai parar. Será a primeira das grandes manifestações contra a política do presidente Jair Bolsonaro. Cortes de verbas destinadas a este vital setor têm insuflado os esquerdistas principalmente e também a oposição a sair às ruas em grandes passeatas. Até no sisudo colégio João Bento da Costa de Porto Velho, onde o seu Terceirão jamais paralisou, há escaramuças de que alguns professores do projeto vão aderir a essa onda protestos. O Sintero, Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Rondônia já anunciou que “diante de todos esses ataques do Governo à educação pública e aos trabalhadores, convocará a categoria para aderir à Greve Geral da Educação no dia 15 de maio. Não vamos admitir que nosso país retroceda”, disse a presidente, Lionilda Simão. Só que eu não vou parar.
Apesar de ser filiado ao sindicato, não concordo com esta postura de parar as aulas por qualquer motivo. Entendo que essa paralisação só vai beneficiar o presidente e a sua política maluca: um dia a menos de aula fará com que os alunos fiquem ainda mais burros e desinformados. E quanto mais alienados e sem leitura de mundo, mais eles votarão em pessoas como Jair Bolsonaro. Devíamos dar aulas aos sábados, domingos e feriados para esclarecer ainda mais os nossos estudantes. Privando-os de ter aulas, estamos empurrando todos eles para a burrice e para a escuridão da ignorância. No Japão, por exemplo, os motoristas de ônibus fazem greve dirigindo todos os veículos e cobrando uma passagem menor. É uma forma inteligente de fazer protestos. Além do mais, cortar verbas de mestrados, doutorados e universidades conta com apoio popular.
De um modo geral, o povo brasileiro “está se lixando” para a Educação e as escolas. Esta semana mesmo, o carro de um professor foi incendiado em Porto Velho por um aluno furioso. A sociedade brasileira não liga para as escolas, para a educação, nem para os professores. O próprio sindicato da categoria não emitiu uma única nota sequer sobre o ocorrido. Acho que o coitado do mestre ficou no prejuízo. São poucos os brasileiros que valorizam a Educação e o saber. E foram exatamente a maioria destes que votou no “Mito”. Aguente, portanto, as consequências. O povão é tão broco quanto o atual ministro da Educação do Brasil, Abraham Weintraub. Sem conhecimentos de ciências sociais, confunde Kafka com Kafta, sem conhecimentos de matemática básica e com pouco domínio da gramática, o atual ministro substituiu outro mais burro ainda.
O importante era tirar o PT do poder. Tiraram. Deram um golpe na Dilma e agora estão reclamando de quê? A gasolina não para de subir, o preço do gás está nas alturas, o desemprego campeia, a desilusão de todos é visível, a violência no país aumenta assustadoramente. É uma “bosta” atrás da outra. Basta o presidente abrir a boca. O cara só fala barbaridades. Parece um governo de débeis mentais, de idiotas. E eu estou de camarote só assistindo “ao trem passar”. Não sairei às ruas de jeito nenhum. Quem votou no “Mito” e na sua gente que se explique e sofra pela merda que fez ao Brasil. Tomara que ele mande fechar todas as escolas e universidades do país. Tomara que ele não invista um só centavo em educação, nem em saúde, nem em nada. Uma pena para os que ainda valorizam a educação e o saber. Uma pena para os que não votaram nele. Parar as escolas por um dia não resolverá nada. Só aumenta a ignorância.




*É Professor em Porto Velho.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Bolsonaro está certo


Bolsonaro está certo


Professor Nazareno*


         Em toda a sua História, a população do Brasil jamais teve um presidente que o representasse tão bem como Jair Messias Bolsonaro. Com pouco mais de 57 milhões de votos, o “Mito” reencarna perfeitamente a maioria do pensamento reinante neste país. Politicamente correto ou não, a verdade é que vivemos em uma sociedade cujo espelho maior tem sido o seu atual presidente. Bozo é acusado de ter cortado milhões de reais de recursos da educação. Atitude correta: quem neste país valoriza este setor estratégico e importante para o futuro? Quem coloca seus filhos para estudar em vez de trabalhar? Quem valoriza o professor e as escolas? Quem se interessa em ter leitura de mundo e conhecimentos? Poucas pessoas nesta nação de semianalfabetos. O Brasil sempre teve um dos piores sistemas de educação do mundo e a culpa é de quem nunca o valorizou.
O presidente teria limitado o ensino de disciplinas importantes como Filosofia e Sociologia. Está corretíssimo. Com isso não permite que os alunos pensem e reflitam. Mas o brasileiro nunca gostou mesmo de pensar. A maioria de nossos cidadãos é como toupeiras e quase todos sempre foram levados pelo pensamento dos outros. Prova maior é que votou em peso no atual mandatário. Fala-se que o “Mito” tenta armar a população induzindo-a à violência. Ora, no Brasil são mais de 60 mil assassinatos todos os anos. Isso sem falar no trânsito assassino. Parece que o brasileiro adora a violência. Outros falam que o meio ambiente não está sendo respeitado pelo atual governo. Os brasileiros nunca respeitaram a preservação do seu habitat. Devastamos a Amazônia, o Cerrado, a Mata Atlântica e outros biomas. Somos contra a natureza e toda a sua biodiversidade.
Bolsonaro foi acusado de ter endeusado demais os Estados Unidos. Uma tolice achar isso sem levar em consideração o fato de que muitas famílias brasileiras dão como presente de 15 anos às suas filhas uma viagem à Disney e Orlando. O sonho de quase todas as adolescentes do Brasil, pobres ou ricas, é conhecer os Estados Unidos, a sua gente e a sua cultura. Bolsonaro apenas agiu conforme o pensamento da maioria dos pais e mães de família de seu país. Algo absurdo e surreal, mas natural. Com relação a não reconhecer países comunistas e socialistas como Cuba e Venezuela, por exemplo, é preciso entender que nenhuma dessas nações nos serve como exemplo. Nenhum país com este regime de governo deu certo até hoje. Além de falar só barbaridades e tolices, nosso presidente foi também suspeito de praticar a misoginia, o racismo e a homofobia.
Muitos dos brasileiros “machos” sempre gostaram de bater em suas esposas ou companheiras. A Lei Maria da Penha é praticamente uma exclusividade deste país. Não é somente o “Mito” que pratica a misoginia. O racismo explícito do nosso mandatário não diverge em nada do que fizemos com as nossas minorias incluindo aí os negros, os índios e os quilombolas. E não é apenas o Jair Bolsonaro que é homofóbico. Somos o país que mais mata seus homossexuais, infelizmente. Esta nação nunca respeitou suas minorias, os seus diferentes. Portanto, o seu presidente apenas serve de espelho para seu povo e para o pensamento esdrúxulo e antiquado da maioria. No entanto, a campanha eleitoral já passou. Ele agora é presidente de todos nós. Dos que votaram nele e dos que não o aprovaram. Além disso, a função de todo chefe de nação é apaziguar o seu povo e evitar a divisão e o preconceito entre todos. E ainda vamos ter mais quatro anos assim.




*É Professor em Porto Velho.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Fora, usinas do Madeira!


Fora, usinas do Madeira!


Professor Nazareno*

            Outro dia ouvi falar que o governo federal está querendo construir duas grandes hidrelétricas na calha do rio Madeira em Rondônia. Uma será logo aqui na cachoeira de Santo Antônio e a outra no Jirau, região de Jaci-Paraná. Sou contra estas duas obras, pois não vejo nenhum benefício que as mesmas trarão para este Estado. Não podemos entregar “de mão beijada” as nossas riquezas naturais para produzir energia boa e barata para outros Estados da federação sem sermos devidamente compensados por isso. O rio Madeira além de ter uma beleza selvagem indescritível, é um verdadeiro santuário para vários tipos de peixes assim como infinitas outras espécies da fauna amazônica e com a construção de hidrelétricas em seu leito, toda essa biodiversidade estará correndo sérios riscos de extinção. Se possível faço até greve para evitar esses dois empreendimentos.
            A população de Rondônia está ensandecida com a possibilidade de se construir essas duas obras. Em Porto Velho não se fala de outra coisa. E quase 100% dos moradores querem essas construções. “Hidrelétricas, já!” É o mantra que mais se ouve aqui. Os comerciantes estão eufóricos. Já prometeram até construir um Shopping Center na cidade. Será ali na Calama com a Rio Madeira. Rádios, jornais, televisões, enfim, toda a mídia não veicula outra coisa que não seja o imediato início dos trabalhos no rio Madeira. “As hidrelétricas trarão o progresso para esta sofrida região!”, falam à boca miúda os políticos. Os filhos da terra e também aqueles “filhos de coração” apregoam que “pobreza por aqui, nunca mais!”. Muitos dizem que a partir dessas construções, a energia elétrica em Rondônia terá apenas uma taxa simbólica. Ou talvez seja de graça.
            Como sou teimoso, continuo sendo contra essas hidrelétricas e ainda digo que a corrupção vai comer solta. Muito dinheiro será desviado para os corruptos daqui e os de fora. O Brasil não gosta de Rondônia e quer apenas explorar o seu já combalido meio ambiente. “Parem com esta asneira”, grito sem ser ouvido. Depois que estuprarem este rio, as madeiras não mais descerão em seu leito descaracterizando-o completamente. Não vale a pena. Enchentes grandes poderão ser uma constante se isto for feito. “Não se brinca com a natureza, impunemente”, tento alertar. Além do mais, a cidade de Porto Velho ficará eternamente sob a possibilidade de desaparecer do mapa, caso haja o rompimento de uma dessas barragens. Muitas espécies de peixes serão extintas. E o ouro que há nessas cachoeiras ficará com quem? O rio será todo assoreado a jusante.
Isso sem falar que haverá uma enxurrada de peões e capiaus que em nada vai contribuir para o verdadeiro progresso dessa cidade. Quase todos vêm e voltam, pois somos uma curva de rio. São os eternos passantes de Rondônia. A violência vai aumentar e os problemas sociais e urbanos se multiplicarão. A energia aqui produzida não vai nos beneficiar em nada, tenho certeza. Será bom somente para os outros Estados e para nós ficarão como sempre só as sequelas no meio ambiente e as desgraças costumeiras como já aconteceu com os outros “ciclos salvadores”. O MP devia fazer algo. A Justiça devia impedir mais este descalabro em Rondônia. A Assembleia Legislativa devia se pronunciar. Os políticos e os outros corruptos ficarão mais ricos ainda. Rondônia não merece passar por esta catástrofe anunciada. Parem já com esta sandice de hidrelétricas. Por que não constroem um novo hospital de pronto socorro?




*É Professor em Porto Velho.

domingo, 21 de abril de 2019

Cinco séculos na merda


Cinco séculos na merda

Professor Nazareno*

O Brasil, como Rondônia, é o suprassumo da bosta. Está fazendo 519 anos. Por incrível que pareça esse país figura desde o final do século passado como uma das maiores potências econômicas do mundo e é atualmente o segundo maior produtor de alimentos de planeta.  Porém, tem uma qualidade de vida sofrível e uma população de quase 215 milhões de pessoas, dos quais mais de oitenta por cento sobrevivem aos trancos e barrancos. São ignorantes, pobres, semianalfabetos, violentos, injustos, sem leitura de mundo e sem conhecimentos. Temos a oitava pior desigualdade social e os nossos miseráveis são “meio que invisíveis” e muito piores do que os da África subsaariana, pois não servem sequer para um espetáculo televisivo. Fomos o último país do Ocidente a libertar seus escravos sem, no entanto, tê-los indenizados corretamente.
Se Pedro Álvares Cabral e a Coroa portuguesa tivessem pensado direito na merda que estavam fazendo lá no longínquo ano de 1500, teriam desviado suas caravelas para descobrir outros mundos melhores. Teriam deixado isso aqui nas mãos dos silvícolas. Talvez hoje estivéssemos vivendo outra realidade bem melhor. O Brasil é uma nação, por incrível que pareça. Só que sempre foi uma chacota nos meios internacionais. Nenhum outro país civilizado do mundo jamais levou isto aqui a sério. Fala-se até que o ex-presidente francês Charles de Gaulle teria dito que “o Brasil não é um país sério”. E não é mesmo. Nunca foi. Para o brasileiro comum o pior inimigo é o próprio brasileiro mesmo. O Brasil é um dos líderes mundiais em violência. São quase 60 mil assassinatos todos os anos. Nas estradas e no trânsito a violência não fica atrás.
Adoramos puxar o saco de outros povos e países como o fez recentemente o nosso presidente lá nos Estados Unidos. Uma vassalagem de envergonhar qualquer um. Parte de nossa soberania foi entregue “de mão beijada” aos norte-americanos sem nenhuma contrapartida dos ianques. Somos campeões em reconhecer nos outros povos uma superioridade que não temos e nem acreditamos que tenhamos um dia. Só produzimos commodities e quando o assunto é educação, por exemplo, somos uma vergonha mundial, um fracasso. Temos um dos piores sistemas de educação do mundo e nunca ganhamos um único Prêmio Nobel. Em nada nos destacamos. Até no futebol, esporte que dominávamos como ninguém, somos agora um humilhante fracasso. E esse retrocesso já acontecia bem antes dos 7 X 1 de 2014. Até a Bélgica nos ensina futebol.
Com um PIB entre os dez maiores do mundo, conseguimos ter mais de 20 milhões de pobres e miseráveis. Nossos desempregados beiram hoje a estratosférica marca de 14 milhões de trabalhadores. Se o mundo fosse o corpo humano já se sabe qual parte seríamos. Não temos infraestrutura, nossos portos, estradas e aeroportos estão destruídos e sem nenhuma competitividade. Somos desorganizados e quando sediamos eventos internacionais como Olimpíadas e Copa do Mundo, roubaram tanta verba que nem a fraca Justiça que temos conseguiu punir todos os ladrões. O Brasil infelizmente é uma piada internacional já pronta. Cabral e seus descendentes deveriam ser processados nas cortes internacionais. Descobrir uma desgraça dessas deveria ter sido um crime imperdoável. Já pensou se fôssemos administrados pela Alemanha, Japão ou França? Acho que nosso país deve ser como a lombriga: “se sair da merda, morreremos todos”.




*É Professor em Porto Velho.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Nem direita nem esquerda


Nem direita nem esquerda


Professor Nazareno*


O Brasil da atualidade está dividido politicamente. De um lado, a esquerda e os esquerdistas defendendo o “Lula Livre” e ainda se lamentando do golpe sofrido por Dilma Rousseff em 2016. Do outro, os coxinhas, reacionários e direitistas que se juntaram à extrema-direita para tecer loas ao “Mito” e ao atual governo de plantão. No centro e tomando nele, fica o povão, que não sabe o que é direita ou esquerda e que sofre as agruras ditadas pelos “donos” do poder. Ambos os defensores deste ou daquele sistema social e político estão errados se levarmos em conta a triste realidade do Brasil em seus quase 520 anos de História. Nosso país foi governado 506 anos pela direita e “somente” 13 anos pela esquerda. Em 2019, inicia-se um governo da extrema-direita e como sempre prometendo “mundos e fundos” para os brasileiros mais carentes e pobres.
Todos eles, tanto direitistas quanto esquerdistas só pensam neles próprios. O Brasil de hoje tem uma das maiores desigualdades sociais o mundo e segundo cálculos otimistas, conta com uma população de quase 20 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza e na miséria total. Isso num país que é o segundo maior produtor de alimentos, tem as maiores extensões de terras agricultáveis do planeta e é um dos maiores produtores de commodities que se conhece. O Brasil alimenta o mundo inteiro com a sua enorme produção agrícola, mas é incapaz de matar a fome de seus famintos e miseráveis. É como disse o jornalista Diogo Mainardi: “o Brasil não tem partido de esquerda, de direita, de nada. Tem um bando de salafrários que se reúnem para roubar juntos”. Já pensou se o PT e seus asseclas tivessem nos governado durante 506 anos?
O brasileiro, de um modo geral, não tem ideologia nenhuma. A maior luta ideológica por aqui sempre foi roubar o Erário e ficar rico à custa do povo sofrido. Poucos governantes pensam no benefício da nação como um todo. Governar no Brasil tem sido sinônimo de enriquecimento ilícito e de divisão unilateral dos recursos do país. Partidos políticos e outras agremiações são fundadas para se apoderar, em tese, de uma riqueza que poderia nos proporcionar uma nação bem menos injusta sem pobres ou miseráveis. Como pode este país figurar entre as dez maiores potências econômicas da atualidade e ter um IDH não compatível com toda esta riqueza? Nossa educação, nosso sistema de saúde e toda a nossa infraestrutura poderia ser melhorada com este alto PIB. Em meio a tanta riqueza, uma população inteira de pobres e excluídos anda desolada.
Nem Lula, nem Dilma, nem Haddad, nem o PT resolveram nem vão resolver os problemas dos brasileiros. Assim como o Bolsonaro, seus filhos, o Sérgio Moro, o Mourão e o PSL também não vão resolver coisa alguma. Mesmo que pudessem, eles não quereriam. Ciro Gomes, João Amoedo e tantos outros, idem. Todos estão ricos, poderosos, famosos e assim vão continuar. Todos os políticos, com raríssimas exceções, estão preocupados é com as suas fortunas, lícitas ou ilícitas. E o pobre que “continue pastando” se quiser colocar comida em sua mesa, se quiser criar seus filhos. Para muitos destes políticos, infelizmente, o Brasil e os brasileiros são apenas um mero detalhe na paisagem. Discutir questões morais e religiosas num país de famintos e semianalfabetos é uma ironia infame. Quem quer saber de censura, de tortura, de direita, de esquerda, de STF, de Previdência ou outra coisa se o alimento não lhe chega à mesa?




*É Professor em Porto Velho.

domingo, 14 de abril de 2019

Nietzsche foi um idiota!


Nietzsche foi um idiota!


Professor Nazareno*


Desculpem-me, mas não sei mesmo quem foi esse tal de Nietzsche. E sempre me orgulhei disso, dessa minha “alegada ignorância”. Esse sujeito deve ter sido mais um desses comunistas de araque sem nenhuma importância para a História da humanidade. Em nada contribuiu para o conhecimento dos seres humanos. Acho que foi ele quem inventou a chamada Evolução das Espécies. Acho que ele era cubano, nicaraguense, boliviano ou venezuelano para falar tantas bobagens. Nunca entendi por que tantas referências a ele. O mundo evolui e com ele as ideias. E precisamos de uma vez por todas ensinar de agora por diante aos jovens brasileiros a importância de personalidades importantes para a história do conhecimento e que mudaram o mundo. Olavo de Carvalho, do Brasil, é uma dessas figuras que marcarão para sempre as nossas mentes.
Muitos dos atuais professores de História precisam rever seus conceitos, todos já devidamente ultrapassados. O Nazismo, por exemplo, foi um movimento de esquerda, que tentava conquistar aquele mundo incauto. E quase conseguia se não fosse a intervenção pronta e precisa dos eternos donos de tudo, os Estados Unidos da América. Com o mundo liberto das agruras e do sofrimento de ditaduras infames, caminhamos para o progresso e o desenvolvimento. No Brasil tivemos um regime de ampla aceitação popular entre 1964 e 1985. Se houve tortura e censura foi por causa dos insistentes pedidos da maioria da sofrida população. Particularmente acredito que não houve nada de exceção naquela época. Tudo foi dentro das leis e dos regulamentos sociais. Não há um só juiz que tenha discordado daqueles santos métodos de governar. STF, um herói.
Em 1964 não houve golpe nenhum por aqui. E a partir daí, pelo menos até 1985 mel e leite jorraram das ruas. A alegria era geral. O progresso e o desenvolvimento eram uma constante em todos os quadrantes do país. Eleições em todos os níveis, imprensa livre noticiando tudo, alegria nas periferias, êxtase nos quartéis, ninguém sendo obrigado a aceitar o diferente, nada de torturas, otimismo a mil. DOI – CODI era uma espécie de casinha da Barbie aonde muitos gostariam de ir. Acho que foi nessa época que “Cristo aprendeu a subir num pé de goiabeira”. Bons tempos aqueles em que trabalhador pacífico era metralhado com a sua família com 80 tiros e não existia tanto “mimimi”. Bons tempos aqueles em que o mandatário maior da nação podia dar suas opiniões sem ter que ser incomodado por setores inconvenientes da imprensa nacional.
Paulo Freire. Quem foi este imbecil? Quantas pessoas ele alfabetizou em toda a sua vida? Pessoa sem nenhuma importância, não teve o reconhecimento de ninguém, além de poucos petistas e esquerdistas eufóricos. Muitos dos professores de História da atualidade votaram certo nas últimas eleições do Brasil e por isso reconduziram corretamente ao poder alguém de reconhecimento internacional. Jair Bolsonaro coloca o mundo a seus pés com o seu vasto conhecimento e excelente leitura de mundo. Cada declaração dele é uma profecia, uma lição. É um ensino de humanidades, de democracia e de direitos humanos. Já pensou todos agora ensinando em casa aos seus filhos que a terra é plana e que nunca houve golpe nem ditadura militar no Brasil? Caminhamos a passos largos para o futuro. Prêmio Nobel para Bolsonaro, Damares Alves e Ernesto Araújo. Eles merecem. E também todos os seus eleitores e adeptos. Pra frente, Brasil!




*É Professor em Porto Velho.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Sem dias lá e aqui


Sem dias lá e aqui

Professor Nazareno*

Com muitas dificuldades os novos mandatários do Brasil e de Rondônia, eleitos no final do ano passado, chegaram aos cem dias de governo à frente de suas respectivas administrações. Um desastre anunciado e absolutamente nada de mudanças nos rumos esperados para quem, numa rompança absurda, mentirosa, nacionalista e triunfante, anunciava aos quatro cantos que “de agora em diante” mel e leite jorrariam de todas as ruas do país e que a vida dos governados melhoraria radicalmente. A montanha pariu um rato. Governos pífios, perdidos e sem rumo é o que se tem visto de norte a sul. As novas administrações têm tudo para fazer parte do folclore político além de se caracterizarem como uma repetição pior de tudo já visto antes. Nada, absolutamente nada de novo aconteceu nem lá nem aqui. Fato: em alguns casos voltamos foi no tempo.
 Em Rondônia, por exemplo, nada de novo aconteceu neste período. Quando há pouco mais de três meses o Coronel Marcos Rocha, uma espécie de preposto do “Mito” entrou para nos governar, o “açougue” João Paulo Segundo de Porto Velho era um campo de extermínio de pobres. Continuou tranquilamente matando muitos dos eleitores miseráveis da capital rondoniense só que agora com um ingrediente macabro: ratos e muitas baratas. O infame logradouro público está infestado de ratazanas gordas que correm alegremente em meio aos pacientes lá internados. Não houve neste período nenhuma decisão que pudesse ter melhorado a vida de quem quer que seja. No âmbito da máquina administrativa do Estado, houve um aumento de funcionários comissionados em detrimento de servidores legalmente concursados. Rondônia vai falir.
Em Brasília, Bolsonaro coleciona uma decepção atrás da outra. Nunca, em tão pouco tempo um presidente do Brasil tinha índices tão baixos de popularidade. Em sua desastrada viagem aos Estados Unidos, o nosso mandatário maior foi se humilhar covardemente perante os norte-americanos e entregar parte de nossa soberania a Donald Trump. Bolsonaro tem se mostrado um presidente muito fraco, despreparado, sem leitura de mundo e avesso ao mundo das negociações políticas. Governa o país pelas redes sociais e toda vez que abre a boca, é um desastre sem tamanho pelas declarações absurdas que faz. Só diz barbaridades. Seus ministros são também muito despreparados e até o da pasta da Educação, o colombiano Vélez Rodríguez, já foi devidamente demitido do cargo que desastradamente ocupava. Muitos deles têm ínfima popularidade.
Damares Alves, Ernesto Araújo e outros assessores e ministros do presidente são figuras folclóricas que só servem para falar abobrinhas, disparates, tolices e por isso mesmo envergonhar o Brasil e os brasileiros. Muitos eleitores dessa gente já estão arrependidos e se pudessem se escondiam de seus amigos e familiares. Estão calados e não dão um pio. Conheço muitos assim. Há mesmo algo de surreal em Brasília. “O Nazismo era de esquerda” ou então “Não houve ditadura muito menos golpe militar no Brasil em 1964”. O Brasil já virou chacota internacional e as críticas começam a se avolumar. O gás de cozinha não para de subir. O preço da gasolina está nas alturas. Em Rondônia foi a energia elétrica que subiu sem controle. Esses governos nada fizeram, estão perdidos e sem rumo. O colapso é iminente. Cem dias do capitão Bolsonaro no Brasil e do coronel Marcos Rocha em Rondônia. Sem dias de alegria lá e também aqui.




*É Professor em Porto Velho.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Calama tem culpa?


Calama tem culpa?

Professor Nazareno*

            Calama é uma vilazinha charmosa e quase encantada às margens do lendário rio Madeira e se localiza bem na divisa do Estado de Rondônia com o Amazonas. Está a quase 200 quilômetros de Porto Velho, a capital. É muito mais antiga do que a cidade de onde é apenas um dos seus distritos. Tem umas três mil pessoas morando na sede da vila e serve de apoio para uma microrregião de mais de cinco mil moradores. A “Veneza esquecida do Madeira” hoje não é nem sombra do que foi durante os históricos ciclos da borracha. Os sucessivos governos e as autoridades municipais e estaduais se revezam no poder para destruir e aniquilar qualquer resquício de vida boa e decente para os seus habitantes. Do Major Guapindaia até Hildon Chaves, o atual prefeito de Porto Velho, o que se vê são administrações pífias, desastradas e miseráveis para o esquecido distrito.
            Como se não bastasse o agressivo barranco do Madeira, que ameaça diariamente a sua existência, o distrito sobrevive às duras penas nas mãos de administrações falidas como a de Hildon Chaves. Há mais de um ano que não tem médico. O Programa “Mais Médicos” do Governo Federal, já sucateado pelo governo do “Mito”, parece que consegue mandar profissionais para todo lugar, menos para Calama. Visitar a vila ou mesmo morar por lá é um risco de morte constante. Pessoas acidentadas com picadas de cobras, aranhas e escorpiões “têm que se virar” se quiserem escapar. Às pressas têm que ser levadas para Humaitá no Amazonas, pois soro antiofídico não existe no distrito. E se existe, não há médico para prescrevê-lo. E ninguém toma providência alguma. Uma simples gripe ou outra doença qualquer deve ser curada à base de rezas e benzedeiras.
            O povo de Calama é bom, ordeiro, trabalhador e pacífico. Morei cinco anos lá e sei do que estou falando. Só convivi com pessoas de bom coração e humanos fora de série. Calama e todo o Baixo Madeira não merecem este tratamento desumano, animalesco, bruto e absurdo. Aliás, ninguém merece. As autoridades de Porto Velho e de nenhum outro lugar do mundo não ficam um dia sequer sem médico. Todos os mandatários da cidade, de um modo geral, têm acesso a bons planos de saúde e hospitais. Mas o bravo e guerreiro povo de Calama “que se vire” quando precisar cuidar de sua saúde. E agora Calama está sem escola também. A Escola Gen. Osório ainda não começou o ano letivo de 2019. Apenas 23 por cento dos alunos dependem de transporte fluvial, mas as “otoridades porto-velhenses” impediram o início das aulas para todos.
            Sem médico, sem transporte fluvial, sem escola e sem dignidade. Os alunos da General Osório, que vão fazer o Enem em Humaitá, estão sem estudar e não têm a quem recorrer. E sabe de quem é a culpa? Muitos dizem que é dos próprios moradores da vila. “Não sabem escolher os seus representantes corretamente, por isso têm que pagar o preço”, afirma-se cinicamente. Muitos dos atuais vereadores de Porto Velho encheram as burras de voto por lá nas últimas eleições e agora se fazem de cegos. Alan Queiroz, Marcelo Reis, Maurício Carvalho, Ada Dantas e todos os outros deviam se compadecer daquele sofrido distrito. Mesmo que não tivessem recebido um só voto dos calamenses, eles são vereadores de todo o município. O próprio prefeito da capital só foi uma vez a Calama e os moradores da vila nunca vão esquecer este dia. Calama é um lugar lindo e paradisíaco.  Mas se não dão conta dele, por que não o devolvem logo para Humaitá?




*É Professor em Porto Velho.

sábado, 30 de março de 2019

Democracia não festeja ditadura


Democracia não festeja ditadura


Professor Nazareno*

           
O Brasil tem 519 anos de existência. Neste período foi governado pela direita, a elite econômica do país, por exatos 506 anos. A esquerda o governou por apenas 13 anos e agora quem está no poder é a extrema-direita, que deverá governá-lo pelo menos nos próximos quatro anos. O nosso país figura entre as dez maiores potências econômicas do mundo. Somos o segundo maior produtor de alimentos e temos as maiores extensões de terras agricultáveis do planeta. No entanto, apesar destes números garbosos, temos uma das piores nações em termos sociais. Nossa educação figura entre as piores, não temos saúde pública decente, estamos mergulhados numa corrupção endêmica, nossa desigualdade social é imensa e a nossa sociedade é uma das mais injustas de que se tem notícia. Vivemos a síndrome da “Casa Grande e Senzala”.
O atual governo é de extrema-direita e liderado por um ex-militar do Exército. O capitão Jair Messias Bolsonaro, chamado de “Mito” pelos seus bajuladores e eleitores, está à frente de um dos mais sinistros, fracos e enrolados governos de que se tem notícia. Desde que o maluco e surreal Jânio Quadros governou os brasileiros na década de 1960, que não vivíamos dias tão estranhos na política. Um governo sem rumo e totalmente perdido em suas ações. Do suposto envolvimento de familiares do presidente com as milícias no Rio de Janeiro e com o possível assassinato da vereadora Marielle Franco, esse governo é pífio e até agora só serviu para nos envergonhar. Todos os que votaram nele, os que se abstiveram e, claro, todos os opositores. Dos atuais ministros, não se sabe qual é o mais burro e inapto. O Brasil não merecia este governo bizarro.
Para se completar o circo de horrores, o “Mito” resolveu comemorar o dia 31 de março de 1964. Foi proibido pela Justiça e houve críticas dentro e fora do país. A História não pode ser reescrita: em 1964 tivemos um golpe de Estado que sufocou a nossa jovem democracia. Depois se instalou uma feroz Ditadura Militar de 21 anos que praticou as mais terríveis violações contra a oposição. De novo, Bolsonaro voltou atrás: “não foi comemorar, foi rememorar”, disse cinicamente. Democracias não comemoram ditaduras. Se comemorar é porque não é uma democracia. Só as ditaduras se auto elogiam. Bolsonaro foi criticado no Chile onde elogiou o ditador sanguinário Augusto Pinochet. Depois elogiou Alfredo Stroessner do Paraguai. Se gosta tanto assim dos ditadores, por que o “Mito” não elogia também o cruel Nicolás Maduro da Venezuela?
Celebrar os anos da Ditadura Militar, marcados pelo fechamento do Congresso Nacional, cassação de direitos políticos, perseguição e tortura de adversários, além de censura à imprensa e o assassinato de mais de 400 pessoas de ambos os lados definitivamente não combina com os dias atuais. Bolsonaro está perdido e não sabe o que faz. Precisamos construir 2019 para depois comemorar 1964. O PT, claro, roubou muito e também ajudou a saquear o país, mas o líder do bando já está preso em Curitiba, julgado, condenado e pagando pelos seus erros. E o Brasil, ao seu jeito, já fez as pazes com o passado. E nele tivemos uma Ditadura Militar cruel e sanguinária. Desastrados, os militares foram combater uma suposta ditadura comunista e nos deram outra pior ainda. E se não foi golpe nem Ditadura, como explicar as violações às novas gerações? Então o DOI-CODI, eleições indiretas, censura, torturas, perseguições e exílios foi fake.





*É Professor em Porto Velho.

quarta-feira, 27 de março de 2019

“Angela Merkel” e o Nazismo


Angela Merkel” e o Nazismo


Professor Nazareno*

            Numa atitude considerada insana por muitos de seus compatriotas, a primeira ministra da Alemanha, ‘Angela Merkel’, determinou recentemente ao Ministério da Defesa e aos quartéis que se comemorasse o dia da implantação do Nazismo naquele país europeu. O Nazismo foi uma forma de governo cruel e sanguinária que sempre foi evitado e condenado por todas as nações civilizadas do mundo. Uma incoerência tendo em vista que a chanceler alemã condenou publicamente a ditadura na Venezuela. Se o país sul-americano não pode ter um regime de exceção, por que se deve comemorar uma data tão infame quanto esta? Além do mais, esta ação só incita o ódio num país já dividido ideologicamente. E a função de qualquer chefe de Estado, que goze de suas plenas faculdades mentais, devia ser pregar a paz social e a harmonia entre os cidadãos.
Se o Nazismo tivesse assassinado somente um indivíduo, ainda assim não merecia ser comemorado em respeito aos familiares dessa pessoa. Festejar os mortos por um Estado obscurantista e demoníaco demonstra crueldade e falta de humanidade pura e simples por quem o faz. Devem ser pessoas inclinadas a amar o diabo, o satanás e não ao Cristo que tanto pregam. Nada do que a Nazismo possa ter criado quando esteve no governo, justificou a censura, o fechamento do Congresso Nacional, a tortura como política de Estado, as perseguições, os estupros, o exílio, o rapto de crianças. O Nazismo e o golpe de Estado dado por Hitler e seus seguidores são coisas tão cruéis e abomináveis que a própria ‘Angela Merkel’ elogiou as ditaduras, mas preferiu se eleger com o voto direto e seguindo todas as regras da democracia. Não quis dar um golpe.
O mundo inteiro condena as violações que aconteceram (de ambos os lados) no período do Nazismo. A chanceler do país e muitos internautas não deviam, portanto, semear o ódio e nem a divisão dos governados, mas o amor e a paz entre os cidadãos. O regime foi cruel, sanguinário, assassino, torturador, perseguidor, fascista, insano e retrógrado. Se os seguidores do obscurantismo eram tão bons, por que entregaram de “mão beijada” o poder aos civis sem terem sido obrigados a isso? E é bom que se diga: Hitler não tornou ninguém cruel, misógino, racista, homofóbico, preconceituoso, xenófobo, intolerante e idiota. Essas pessoas sempre existiram, apenas precisavam de alguém que desse voz aos seus instintos e pensamentos malévolos. Ainda não se sabe como pôde ‘Merkel’ ser eleita, já que é muito ignorante, inculta e sem leitura de mundo.
Muitos dizem que foi a síndrome da formiga, que estava com raiva da cigarra e por isso resolveu votar no inseticida. Assim, todos serão mortos, inclusive o grilo que se absteve de votar. Hoje praticamente só existem dois tipos de eleitores de ‘Angela Merkel’: os que já estão arrependidos pela bobagem que fizeram e os fascistas e apoiadores de primeira hora que não querem largar o osso de jeito nenhum. Sem popularidade, as pesquisas dizem que perderia o cargo se a eleição fosse hoje. ‘Merkel’ não tem apoio nem dentro dos quartéis nem nas ruas. Sua patente é muito inferior aos seus comandados e o seu fraco e sinistro governo pode não ser levado muito a sério. O atual Ministério é uma piada de mau gosto onde ninguém se entende. Os filhos dela se intrometem todo dia nos assuntos do Estado como se o atual governo fosse a “casa da Mãe Joana”. Ainda assim, ela é a cara da maioria de seus cidadãos: incultos e estúpidos.




*É Professor em Porto Velho.