terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Colégio João Bento larga na frente (De novo!)

GALERA JBC: APROVADOS PARA A 2ª FASE - UNIR 2010

ADMINISTRAÇÃO
1. Valter Rodrigo da Silva Volpi – t2
2. Ana Carolina Morais – t4
3. Jana Aparecida Pereira Lopes – t6
4. Luciana Arcanjo Silva – t8
5. Ângela Maria Nascimento – t6
6. Sheila Fernandes Machado –t3
7. Valessa Gama-t11
8. Maiara Almeida Feitosa
9. Bruna da Silva Freitas
10. Marina da Silva
11.Gabriel Pescador da Silva

AGRONOMIA
1. Lucas Nunes Limana – t1
2. Iury Jainan da Silva Brito – t2
3. Ariele Paiva da Silva
4. Aderval Antônio Abreu

CIÊNCIAS SOCIAIS
1. Marla Anaiê Belfort – t1
2. Michele Silva Marques – t2
3. Pámela Cristina Ramos – t5
4. Fabrício Brenner Barbosa – t12
5. Alisson Ângelo da Silva Viana – t10
6. Cristina Ramos
7. Ana Carolina Vasconcelos

CIENCIAS BIOLÓGICAS
1.Andressa de Jesus França – t2
2.Amanda Nonato dos Santos – t3
3.Carine Silva Brito – t4
4.Alana Adolfo Ferreira – t5
5.Aline Souza da Fonseca – t5
6.Aline Araújo de Souza – t6
7.Raíris Ferreira Rodrigues – t6
8.Elaine Batista Ferreira – t7
9.Alyne Cunha Alves – t8
10.Ingride Luciane Santos Brito – t8
11.Alan Ramos da Silva – t9
12.Jenifer Luana de Almeida Felipe – t10
13.Vitória Régia – t13
14.Vanessa Cristine da Silva – t13
15. Iohana Maiume Alves
16. Mayra Silva Arruda

CIÊNCIAS CONTÁBEIS
1. Adriane Granjeiro de Araújo – t4
2. Isadora macieira dos Santos – t5
3. Juliana da Silva Teles – t5
4. Amanda Vilarim Faustino – t7
5. Denise da Silva Oliveira – t7
6. Yanna Caroline Garcia – t9
7. Mateus Ramos Pereira – t11
8. Andressa Silva Souza – t11
9. Tainá Bassanin
10. Cleidiane Braga Mendes
11. Olívia Pereira Maurício
12. Laércio Schumann Filho

CIÊNCIAS ECONÔMICAS
1. Sara Martins – t1
2. Elissandra Oliveira de Souza – t2
3. Elitânia Frota do Nascimento – t4
4. Nayara dos Santos Gonçalves – t7
5. Anderson Barbosa Vieira – t8
6. Eduardo Almeida Ferreira – t8
7. Jhonnathan Reis Pinheiro – t8
8. Kleyve Jorge Brito – t8
9. Bruno Soares da Silva – t9
10. Márcia da Silva Lima – t9
11. Eva Camila Nascimento de Melo – t12
12. Luciano Pires
13. Cleiton Dion

DIREITO
1. Fabio Leal da Silva – t1(2º sem)
2. Joice L. Lima – t1
3. Tiago Batista Ramos – t2 (1ºsem.)
4. Guilherme Matos Rosa – t4
5. Fernanda Fernandes Silva – t8
6. Alisson Barbalho Marangoni – t12
7. Rommening dos santos Silva
8. Tatiana Barroso Freitas
9. Giovani Martins Cardoso


ENGENHARIA FLORESTAL
1. Andréia Lopes – t1
2. Caren Ferreira

ENGENHARIA CIVIL
1. Thais Dutra de Souza – t4
2. Vanessa de Oliveira – t5
3. Charles Henrique Soares – t7
4. Uéliton Cupertino Souza – t9
5. Aurélio Júlio Nogueira – t10
6. Vanessa Macalli de Oliveira – t10

ENGENHARIA ELÉTRICA
1. Artur Rosendo Vidal – t2
2. Clóvis Germano Neto – t2
3. Átila Mendes Carvalho – t4
4. Queitiane Castro Costa – t4
5. Blenda Fonseca Aires Telles – t6
6. Cristien Jhonatan Benjamim – t8
7. Marcos Silva de Melo – t8
8. Cleidilson Oliveira da Silva – t9
9. Bruno Figueiredo da Silva – t10
10. Igor Esmite Barroso – t10
11. Lucas Ronconi de Lima – t11
12. Gelson Barros Cardoso – t12
13. Dener Bruno Silva Oliveira (2º ano 8)
14. Mirele Jesus Pereira (2º ano 14)
15. Thiago de Oliveira Correa

ENGENHARIA AMBIENTAL
1. Nágilla Carine Magalhães – t1
2. Ana Beatriz Brandão Compassi – t3

LETRAS/ESPANHOL
1. Caren Beleza da Silva – t1
2. Gigliane Silva Macedo – t1
3. Tailan Ricardo Moraes – t2
4. Jersica Caroline Lima Correa – t3

EDUCAÇÃO FÍSICA
1.Dione dos Santos Cangussu – t1
2.Tâmara C. de Oliveira – t1
3.Mary Glayciane Gularte – t2
4.Simy Larissa Chaves – t2
5.Talita Brasil – t2
6.Jásmilon Albino Leite – t3
7.Diego Vieira de Abreu – t5
8.Paulo Roberto de Sousa – t5
9.Rafaela Constância – t6
10.Suellen dos Santos Simão – t6
11.Rodrigo Vinícius P.Pierim – t8
12.Thais Quetlen da Silva Lima – t9
13.Daiane pantoja Campos – t12
14.Valeska Iscarlathe Lopes Alves – t12
15.Dênis Mesquita de Souza – t13
16.Bruniele Silva Garcia – t13
17. Antônio Edmar Júnior

ENFERMAGEM
1. Edvan Ferreira de Menezes – t5
2. Jéssica Gomes da Silva – t6
3. Thaís Custódio Aguiar – t6
4. Maíra Muniz Lima – t7
5. Aline de Oliveira Conceição –t9
6. Catiúscia Sanara de Oliveira – T9
7. Queslei do Amparo – t11
8. Valberson Oliveira da Cruz – t11
9. Adiliane da Silva Belermino – t12
10. Vanusa Gonçalves Teixeira – t12
11. Gisele Souza Sabino – t13
12. Núbia Ferreira de Araújo
13. Maíra Muniz Lima
14. Camila Francischime Leal
15. Valéria Medeiros Soares
16. Iná Ineran Gomes de Carvalho
17.Maxuellen Almeida
18. Maria Fernanda Cardoso

FÍSICA

1. Soráia Teixeira Arrais – t2
2. Jéssica Aranha Rocha – t6
3. Leide Daiane Barbosa Braga – t9
4. Jodson Aubert Alves

GESTÃO AMBIENTAL
1. Gabriela Moraes Milanez

GEOGRAFIA
1. Vagner Ferraz Pereira – t3
2. Josinei Moreira – t4
3. Welington Guimarães Libório – t4
4. Vanessa Ferreira de Menezes – t5
5. Sidleia Menezes Medeiros – t7
6. Tito José De Barba Acarona – t7
7. Jéssica Graciela Farias Cruz – t11
8. Wanderson Diniz Branco – t13
9. Arlisson Bezerra Lima
10. Ângela Mara Silva Marinho

HISTÓRIA
1. Dagma Martins Almeida – t3
2. Paula de Siqueira – t5
3. Zilma Nascimento de Lima – t5
4. Hiago de Paiva Cardoso – t5
5. Camila Felisberto Sousa – t6
6. Ângela Maria Silva Marinho – t11
7. Jéssica da Silva Sousa-t13

INFORMÁTICA
1. Cleber Gomes Bessa – t1
2. Felipe Bruno Marques – t3
3. Michel Fadoul – t3
4. Rian Marcel Sampaio – t3
5. Shander Franklin Pereira – t5
6. Diego Alisson Souza Rodrigues – t6
7. Douglas Ricardes Chaves – t6
8. Ana Paula Rocha Albuquerque – t7
9. Felipe Nascimento Cruz – t7
10. Renato do Nascimento – t8
11. Bruno Moreira Silva – t9
12. Renato Santos Faria – t9
13. Vitor Soares Lima – t9
14. Kliger Pontes Resende – t10
15. Fernando José Oliveira – T11
16. Patric da Cruz Pedrosa – t13
17. Nicolas Dil Ripke-t12
18. Ana Paula Rocha Albuquerque

JORNALISMO
1. Ana Carla Maia – t1
2. Gilmara Silva Campos – t11

LETRAS/PORT.
1. Jazilane Pessoa Oliveira-t2
2. Sândi Dias Pontes – t9

LETRAS/INGLÊS
1. Geane Martins Alencar – t2
2. Ahilla Diandrea Dafne – t12
3. Eric Vieira – t8
4. Gleiciane Melo

MEDICINA
1. Thiego Maia Menezes – t8

MATEMÁTICA
1. Jóris Rudá Sales Zanella – t4
2. Jaíne leite Fonseca – t6
3. Francisca Leonara Maia – t13
4. Aldefran Santana Guedes
5. Aline Raiane da Silva Guedes
6. Amanda Coelho (noturno)

PEDAGOGIA
1. Vanessa Silva Santana – t1
2. Regiane Oliveira Silva – t6
3. Cássio da Silva Cabral – t7
4. Cathlen Lemos da Silva

PSICOLOGIA
1. Milene Cristina Diniz Furtado – t3
2. Macson de Freitas Fonseca – t4
3. Renata Rúbia de Moura – t7
4. Ana Maria Macário Mathias
5. Fernanda da Conceição Mendes

QUÍMICA
1. Daiane Saraiva Oliveira – t1
2. Michele Roberta da Silva – t9
3. Betânia Gonçalves Nunes -
4. Valmen Francisco Gomes

ARQUEOLOGIA
1. Gisele Moreira de Almeida – t5
2. Carina Letícia Campos Santos – t8
3. Ananda Maria Mota Ribeiro – t12
4. Nayara Cristina Trochmann-t12

MÚSICA
1. Rodrigo Zamora Medeiros – t7
2. Edmilson Júnior F. Rocha

ARTES VISUAIS
1. Gilderlan José Azevedo – t8

TEATRO
1. Laís Costa de Oliveira – t11

sábado, 5 de dezembro de 2009

Rondônia tem História?


Os “zeróis” de Rondônia


Professor Nazareno*


Quase todos os países e nações do mundo baseiam sua história na bravura e nos feitos de alguns de seus filhos ilustres. Difícil não entender por que os franceses têm na figura do ditador Napoleão Bonaparte um de seus ícones, os ingleses homenagearem o almirante Nelson, além dos seus reis e rainhas e os norte-americanos verem em Abraão Lincoln, George Washington, Martin Luther King e até no pervertido John Kennedy exemplos de pessoas que devem permanecer na História dos seus lugares como verdadeiros heróis. São pessoas que, de uma forma ou outra, marcaram o seu tempo. Imprimiram a sua forte presença nos manuais de História ensinados nas escolas.

Até o Acre tem os seus heróis. Chico Mendes, que esteve à frente de sua realidade ao defender o meio ambiente quando ninguém tinha consciência ou coragem para fazê-lo, é endeusado no mundo inteiro como um defensor da floresta e herói do seu tempo. O humilde seringueiro de Xapuri foi reconhecido nos cinco continentes e recebeu, além do reconhecimento, muitos prêmios internacionais. Marina Silva, amiga e contemporânea do "amigo da floresta", apesar de ter pertencido durante muito tempo ao PT, o “partido dos mensaleiros”, atualmente desponta no Brasil com uma liderança política capaz de fazer frente aos mais conhecidos e renomados políticos do país.

Rondônia não tem heróis, nunca teve e nem também ninguém que tenha se destacado sequer a nível nacional ou mesmo regional. Carlos Ghosn, presidente da Nissan, nascido em Porto Velho em 1954, se naturalizou francês. José Maurício Bustani, porto-velhense nascido em 1945, talvez nunca mais tenha vindo aqui depois que foi embora e se formou pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, a PUC, em 1967. Quem conhece alguma declaração deles falando sobre sua terra de origem? A maioria dos coronéis que governaram isto aqui morreu nos seus estados de origem sem ao menos lembrar da existência das “Terras Karipunas”.

Além de não ter heróis, Rondônia quase não tem história também. Os rondonienses demoraram mais de 29 anos para entender que a data da criação do seu próprio Estado coincidia com a lei que transformara o antigo Território Federal de Rondônia em Estado. Todo mundo sabe, há muito tempo, que a data em que nascemos não é a data em que fomos registrados. Óbvio isto. O dia 04 de janeiro (tem até bairros na capital com este nome) foi comemorado inutilmente durante todo este tempo pelo povo daqui como se fosse tudo normal, com direito até a feriado estadual e comemorações. Devemos rasgar todos os livros de História Regional ou reescrevê-los?

Foi preciso um acreano da gema, Odacir Soares, propor a mudança de datas ao governo local. Guardadas as devidas proporções, é a mesma coisa que dizer a um brasileiro nato, e que tenha estudado o suficiente, que 22 de abril de 1500 é a data da Inconfidência Mineira. “Os grandes incentivadores e defensores da cultura local”, assim como os historiadores da região também não perceberam isto, ou não se interessaram? Não tiveram visão suficiente para entender “o difícil e complicado” jogo de datas que sempre homenageia os vencedores em detrimento dos vencidos. Será que estamos precisando mesmo de heróis?


*É professor em Porto Velho.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Viva os nossos políticos!


A culpa é do Povo!


Professor Nazareno*


Além do futebol e do carnaval, os brasileiros têm também outro esporte preferido: falar mal dos políticos. Não existem pesquisas confiáveis sobre este assunto, mas certamente o grau de aceitação da classe política neste país por parte dos eleitores está próximo de zero. E não é para menos: só se vêem notícias desagradáveis dos nossos representantes. Não precisamos rever documentos passados. Basta dar uma espiada no noticiário de uma ou duas semanas. Os escândalos estão lá mostrando que a nossa classe política está composta em sua grande maioria por ladrões piores do que muitos integrantes do PCC, facínoras, mensaleiros, compradores de votos, sanguessugas, criminosos comuns, estelionatários e até, pasmem, ladrões de galinhas. Não há mais nomes para batizar as incontáveis operações da Polícia Federal.

Mas é preciso tomar muito cuidado para se analisar este fato social. Primeiramente, se os políticos são ruins (e são mesmo) seria muito pior se eles não existissem. Quem nos governaria? Que critérios a sociedade adotaria para eleger seus representantes? Depois, é preciso entender que os políticos não são alienígenas, não vieram de Júpiter ou dos anéis de Saturno. Eles são daqui mesmo da terra. E pior, da nossa região, da nossa cidade ou até do nosso bairro ou rua. Às vezes até parentes nossos, portanto, humanos. E só são o que são porque estão no Brasil, país de leis absurdas e impunidade latente e de uma gentinha sem a menor qualificação em sua grande maioria. Nossos políticos não sobreviveriam um mês sequer num país sério de primeiro mundo, onde se acredita que as leis sejam mais severas e não há “pizzas”.

O recente episódio do Mensalão em Brasília é exemplo disso. José Roberto Arruda já havia se envolvido em atos desonestos quando foi acusado de violar o painel do Senado junto com o falecido governador da Bahia, Antonio Carlos Magalhães, o famigerado ACM. Esperto, renunciou e depois voltou à cena política para se eleger governador do Distrito Federal. O povo não sabia de suas falcatruas? Está fazendo passeatas de protestos lá em Brasília? Já em Rondônia, tivemos vários escândalos na área política, mas o que se vê são os acusados serem elogiados publicamente por quem deveria alertar a opinião pública. Por isso, os canalhas sempre dão um jeitinho de continuar na política através dos parentes. Recentemente, o ex-presidente do TSE, Marco Aurélio de Mello afirmou em uma entrevista que a sociedade não é vítima, mas autora. “Somos responsáveis por todos os homens públicos que aí estão,” sentenciou.

Seria muito bom perguntar: por que roubam, adulteram, desviam? É, parece que os nossos políticos não têm amor à pátria, não gostam do Brasil. São criminosos de lesa-pátria. Mas e o povo? Tem demonstrado este amor eterno ao país? Não fossem as Copas do Mundo de futebol, talvez o Brasil nem existisse como nação soberana. Grande parte do povo brasileiro é mais ladrão e interesseiro do que qualquer político que ele mesmo elege. Na maioria dos casos esse mesmo povo jamais se importou com a nação, pátria ou qualquer coisa que beirasse o sentimento cívico ou de amor ao coletivo. O Brasil é o país dos que querem se dar bem “custe o que custar”. Nunca tivemos povo, temos público, já afirmava Lima Barreto. E o exemplo disso é que os políticos completam o espetáculo fornecendo a matéria-prima de que o povo necessita: a desonestidade.

Esse mensalão do Distrito Federal é uma cópia de outro já esquecido: o de Zé Dirceu, Roberto Jefferson, Marcos Valério e toda a alta cúpula do PT, o Partido dos Trabalhadores do Presidente Lula. É o PT fazendo História. Pobre Brasil que com um povinho desse naipe e políticos idem, jamais será uma nação de futuro. Ou estaria alguém pensando que o fruto do roubo não é repartido entre uma legião de assessores, simpatizantes, puxa-sacos, aduladores e outros políticos de menor escalão? Desta vez tivemos até o pessoal da bancada evangélica rezando a “oração da propina”. Por isso, não se deve acreditar que a voz do povo seja a voz de Deus. Se for, está na hora de perguntar que divindade é esta que ajuda na eleição de ladrões, criminosos, mensaleiros, sanguessugas, etc. Ou os políticos estão se espelhando no povo ou vice-versa...


*É professor em Porto Velho


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Vamos aos bares torcer, rapaziada!


Flamengo, São Paulo, Palmeiras ou Internacional?


Professor Nazareno*


Não gosto de futebol, embora tenha nascido no país que ama este esporte e já ganhou cinco Copas do Mundo. É um esporte bonito, saudável, com jogadas maravilhosas e craques que encantam com as suas gingas, gols espetaculares e dribles incríveis dentro de campo. O Brasil é um exportador reconhecido de grandes talentos. Os melhores jogadores de futebol do mundo geralmente são nascidos aqui e exemplos não faltam: Ronaldinho, Kaká, Pelé, Garrincha, Didi, Rivaldo dentre tantos outros. Apesar de já termos sediado uma Copa, seremos, de novo, os anfitriões em 2014.

O maior problema do futebol está fora das quatro linhas, como dizem muitos cronistas esportivos e autoridades no assunto. Há muito dinheiro envolvido e hoje quase todos os atletas deste esporte ficam com um olho na bola e outro na possibilidade de ficar rico depressa. Por isso, maus exemplos não faltam: há denúncias de que neste ano pelo menos duzentas partidas foram “arranjadas” em vários campeonatos de futebol na Europa. Escândalos envolvendo este esporte já foram observados na Itália, Alemanha e em muitos outros países. Compra de árbitros e resultados infelizmente já virou rotina.

O Campeonato brasileiro deste ano é um prato cheio para se verificar a seriedade “dos cartolas” envolvidos: o Flamengo, do Rio de Janeiro pode ser campeão se vencer o Grêmio de Porto Alegre pela última rodada do torneio. Se empatar ou perder, o Internacional, também de Porto Alegre e rival dos gremistas, pode levantar a taça. Vários jogadores do “tricolor gaúcho” já sinalizaram que podem “entregar o jogo” aos cariocas para não beneficiar o rival. O Corinthians da capital paulista fez isto e perdeu de dois a zero para o time carioca para não ter que beneficiar seu arqui-rival São Paulo.

Várias Copas do Mundo já apresentaram jogos cheios de “mutretagens”. O exemplo mais escandaloso foi quando, na Copa de 1978 na Argentina, os donos da casa “teriam comprado” a seleção do Peru para que esta perdesse por goleada e tirasse o Brasil da final, que acabou sendo vencida pela seleção anfitriã. O campeonato carioca de 2009 foi disputado entre Botafogo e Flamengo em duas partidas finais quando poderia ter sido ganho bem antes pelo Botafogo. Mas como o que estava em jogo não era a honestidade do esporte, mas a ganância por dinheiro, não deu outra: o alvinegro fez um gol contra e o certame foi disputado em duas partidas na grande final.

Já em Rondônia, o futebol é deplorável, patético mesmo. O maior "Estádio de futebol" daqui são os bares que enchem de torcedores para vibrar com os times que disputam o Campeonato Brasileiro. Há até brigas na "arquibancada" com direito a tiroteios. Todo domingo me divirto visitando os bares onde se reúnem os flamenguistas, os corintianos, os são-paulinos, os vascaínos, os botafoguenses, os torcedores do Fluminense, entretanto, ninguém sabe se existe bar onde se reúnem os torcedores do Genus ou do Shalon, as equipes de nomes bisonhos que representam Porto Velho.

Coisas estranhas andam acontecendo no futebol mundial. O Barão Pierre de Coubertin, que reinventou as Olimpíadas e pronunciou a frase: “O importante não é ganhar, mas competir”, certamente está se retorcendo no túmulo muito tempo após a sua morte. Hoje, devido à conjuntura econômica que move os esportes mundo afora, a frase do Barão deveria ser mudada: “O importante também é perder, depende do contexto”. Bons tempos em que se jogava por amor ao esporte, agora os dirigentes conduzem com maestria o destino deles rumo aos milhões de reais enquanto ‘grupos de otários’ ficam se iludindo achando que no esporte o melhor sempre vence. Coitados.


*O professor Nazareno leciona em Porto Velho.


sábado, 28 de novembro de 2009

E Moreira lançou o "Tetralogia do Nada"


Carlos Moreira, “o poeta do Nada”


Professor Nazareno*


Em momento algum pensei em substituir a contração do título (de + o) por uma preposição (de). Você me conhece, amigo: com o meu olhar “doente e torto” e diante do seu excelente trabalho quase que isto acontecia: Evangelho Segundo Ninguém, Trilogia do Vazio, Não e Nada são obras que remetem aos incautos e desavisados a idéia de que você ainda não escreveu. Talvez por isso, a sua poesia “sempre dialogou com o silêncio: se as palavras servem para esconder, o essencial está no não-dito, no interdito: poesia enquanto síntese, linguagem carregada de sentido em seu quase-nada: aquilo que se pensa não é aquilo que se escreve que não é aquilo que o leitor-autor entende: comunicação enquanto re-in-versão, invenção”.

Além do mais, você poetizou “a Pérola das Pérolas”, a “Veneza de Rondônia”, a Calama velha de guerra: lobos e urubus/ caminham entre crianças/ o dia é claro/ estou à beira do abismo/ e observo silenciosamente/ e sinto em cada hora o mesmo grão/ meu coração está em toda parte/ por todo lado meu olhar passeia/ e se transforma no espelho circular/ desenhado sobre o lago/ eu nada peço: nada/ me oferecem/ a tarde escorre /e o universo dorme/ devagar. Não só a poetizou quando lá esteve, como também, viu, sentiu, dormiu, comeu, bebeu, pensou e refletiu. Coisas de poeta mesmo. Por isso o barranco devia te agradecer envaidecido. Não seria o momento de pensar em lançar futuramente um tal de “Os Evangelhos das Escrituras Beiradeiras?”.

Obrigado, grande amigo, pois me identifico com muito do que vi nas obras: “desculpe farpas e espinhos/ é que nasci sem pele/ e vou me cobrindo com o que encontro/ pelo caminho”. Ah! Se tivesse a sua verve! Maldizia Porto Velho, maldizia Rondônia, maldizia o Nordeste, maldizia o Brasil, maldizia a cultura ocidental, maldizia o mundo habitado por humanos (?) e hipócritas. E sem ameaças, continuava a escrever contra tudo e todos e ainda coçava a barriga cheia de cerveja vendo, sem culpa alguma, “a fumaça dos crematórios subir aos ares” enquanto, num bar, vibrava com os gols do meu Flamengo, tecia loas aos governantes patifes, transformava o telurismo em religião, mandava os tristes viverem felizes e por tudo isso ainda recebia efusivos aplausos.

E para quem não acreditar que ainda esteja vivo, diga-lhes que no além é tudo como aqui. Digo isto porque “já morri várias vezes” e sem cansar de tanto morrer, ainda semeio palavras que procuram a morte. Gostaria, assim como você o faz, de dialogar com o silêncio, de ser sutil e educado, mas só vejo sentido nas palavras quando elas atiçam o “contrapelo”, irritam, enfurecem, provocam reações. A sua obra vai certamente deixá-lo bem vivo por muito tempo. Só não o invejo porque já disse que trocaria a oportunidade de lançar um livro pela possibilidade de montar um cabaré e vender cachaça para as putas, pois neste “brasil” seria uma profissão com possibilidades de ficar rico. Ter um filho, plantar uma árvore e montar um cabaré. Para quê querer mais?


*Professor Nazareno leciona em Porto Velho.


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Cassol, ABBA, vitórias e derrotas!


“O vencedor fica com tudo”


Professor Nazareno*


O título deste texto é também o mesmo de uma música do grupo musical sueco ABBA que fez sucesso nos últimos anos 70 e 80 em todo o mundo. “The winner takes it all” era o nome original, em inglês, da música que embalou multidões de jovens e que mostrava na letra apenas desilusões amorosas. Mas é incrível como a fantasia insiste em copiar a realidade ou vice-versa. Na História da humanidade sempre foi assim. A versão contada é sempre a do vencedor. Quem perdeu geralmente está morto no campo de batalha e nada pode contar, quase não existe a versão de quem não ganhou uma guerra.

Os Nazistas, por exemplo, não triunfaram durante a Segunda Guerra Mundial. Por isso a versão mais aceita deste episódio que marcou a História da humanidade será sempre a dos Aliados e vencedores do conflito. Que os Nazistas foram cruéis, parece não haver dúvidas. Mas e os norte-americanos com Hiroshima e Nagasaki foram bonzinhos? Os massacres perpetrados contra a população civil anos depois pelos “ianques” na guerra do Vietnã não contam? Por que quando se fala de Hitler e seus seguidores primeiro não se mencionam as imposições do Tratado de Versalhes que tanto humilharam a Alemanha?

No início da década de 90 quando o Capitalismo triunfou sobre os regimes do Leste Europeu, os holofotes logo se viraram para denunciar as mazelas do Comunismo. Caiu o Muro de Berlim, um símbolo erguido pelos comunistas, mas ninguém percebeu e nem a mídia falou que em apenas 20 anos foram erguidos no mundo pelo menos três outros muros: um separando os israelenses do povo palestino, outro entre os Estados Unidos e o México para conter a onda migratória dos mexicanos e o outro no Brasil, nas favelas do Rio de Janeiro, para “evitar construções e deter a especulação imobiliária”.

No Brasil, quando a Ditadura Militar caiu de podre, veio a Nova República com propostas de mudanças na sociedade. Tivemos uma Constituinte, conquistamos amplas liberdades em todas as áreas, avançamos na área dos Direitos Humanos, viramos país emergente, mas nada falamos das conquistas que aconteceram na época do Milagre Econômico ainda no início da década de 1970. Para muitos historiadores, aquele tempo foi marcado principalmente pela repressão política, pela tortura, falta de democracia e pelos temidos DOI-CODI. Hoje, falar mal dos militares brasileiros dá até Ibope.

Por isso, é preciso muito cuidado quando se falar bem (ou mal) de um governante, qualquer que seja ele. Em Rondônia, se o Governador Ivo Cassol perder o mandato sob a acusação de compra de votos será execrado publicamente pelos seus adversários. Se for absolvido, virará herói e passará para a História política deste lugar como um semideus. Tenha feito coisas erradas ou não. E como na letra da canção dos ABBA, “O vencedor leva tudo/ O perdedor fica menor/ Ao lado da vitória/ Está o seu destino”, ou seja, a vitória tem muitos e incontáveis pais, mas a derrota é órfã.


*É professor em Porto Velho


sábado, 21 de novembro de 2009

Vestibular da Unir: boa prova!



O Vestibular da Unir e as Profissões


Professor Nazareno*


A aproximadamente três dias de realizar o seu concurso vestibular 2010 a Unir, Universidade Federal de Rondônia finalmente divulgou a concorrência dos cursos oferecidos pela instituição. Como sempre, o curso de Medicina apresentou o maior número de candidatos: nada menos do que 1801 pessoas se inscreveram na esperança de conseguir uma das 35 vagas disponíveis. Impressionante como muitos dos alunos têm vocação para ser médico em nosso Estado. Predestinação e talvez o desejo de aumentar o número de médicos por habitantes no Estado que lidera esta estatística negativa no país. Ou então preocupação com a situação dos nossos hospitais públicos.

Mesmo ganhando salários de Primeiro Mundo, os médicos de Rondônia não conseguem exercer uma medicina que seja muito digna para a população. Com um único hospital de Pronto Socorro na cidade “onde numa semana há vários pacientes esparramados pelo chão e na outra semana não há mais chão”, a classe médica local ainda tem de conviver com a piada de que os melhores médicos daqui são as empresas aéreas GOL e TAM e o melhor hospital é o Aeroporto Jorge Teixeira. E isso por que não começou de fato a ser pressionada pelos novos formandos da Unir, onde no curso de medicina há denúncias de práticas nazistas, preconceitos e perseguições a alunos.

No entanto, num dos cursos mais importantes, Letras/Português, a concorrência foi pequena: menos de dois candidatos por vaga. Difícil saber o porquê. A Prefeitura de Porto Velho, por exemplo, paga uma verdadeira fortuna aos seus professores. O pior é quase todo professor do município diz que só trabalha na Prefeitura por causa do Ipam, o instituto de assistência médica da categoria. Pobres docentes, além de mal pagos são também desinformados. Quem foi que lhes disse que o atendimento médico deste instituto é de boa qualidade? Os médicos por acaso são de Curitiba, São Paulo, Estados Unidos ou União Européia? Os exames são feitos no Instituto Pasteur de Paris?

O curioso é que recentemente a administração de Roberto Sobrinho fez um concurso para professor e teve a “cara de pau” de solicitar dos aprovados uma espécie de prova de títulos. Isso mesmo: uma prova onde os candidatos a futuros mestres do município poderiam apresentar seus diplomas de mestrado ou doutorado, além de possíveis publicações de livros. E tudo isso para ganhar um salário que nem todo borracheiro da cidade quer ganhar. Zé Tião, conhecido meu, montou uma borracharia e garantiu que “tira toda semana uns 250 reais”. Neste nosso “brasil” quase sempre o salário de professor é “salário de prostituta lavar pratos”. Até menos.

Já para os cursos de Arqueologia e Filosofia, o número de candidatos sequer atingiu o de vagas. Se não zerar nenhuma das disciplinas, todos estão aprovados. É, parece que poucas pessoas querem filosofar na “cidade das hidrelétricas” embora haja muitos temas polêmicos: Por que aqui se insiste em copiar tudo o que não deu certo no resto do país? O que será de nós após a construção das hidrelétricas? Por que habitante local quase não defende o meio ambiente? Porém a falta de interesse pelo curso de Arqueologia talvez seja didático: ninguém quer saber qual o montante de fezes humanas existente por metro quadrado nos pátios da Estrada de Ferro Madeira Mamoré.

Entretanto, é bom salientar que todas as profissões têm a sua devida importância dentro de qualquer contexto. O médico, o professor, a dona de casa, a empregada doméstica, o policial, o psicólogo, todos devem exercer a sua labuta diária no intuito de promover as transformações sociais que tanto se buscam numa sociedade globalizada. Todos devem, acima de tudo, ter o compromisso de colocar os seus conhecimentos para promover o bem-comum e para formar cidadãos críticos sem precisar alienar nem enganar ninguém. Por isso, deseja-se uma excelente prova de vestibular a todos aqueles que, independente de quaisquer circunstâncias, já escolheram a sua profissão.


*É professor em Porto Velho.


sábado, 14 de novembro de 2009

As qualidades do homem "sensato"


Seja verdadeiro: não discuta religião nem política


Professor Nazareno*


Há pelo menos três coisas que um homem sensato deveria se envergonhar de fazer: defender um governo, estado, nação, ou território; seguir uma religião qualquer e falar sempre a verdade. Não necessariamente nesta ordem, estas ações podem muito bem dar a dimensão do caráter de um ser humano. Não pelo valor que elas indicam, mas principalmente pelos valores “às avessas” que ocultam. Só fascistas tecem loas aos seus governantes e defendem seus buracos de origem, só os tolos seguem uma religião e apenas os ingênuos preferem falar a verdade.

Adular governos, ainda que legitimamente eleitos, sem esperar recompensas por isso pode ser a mais velada das hipocrisias do homem moderno. Mal os canalhas assumem o poder, os holofotes da bajulação logo lhes iluminam os caminhos. Os puxa-sacos de plantão dão-lhe as boas vindas e o festival de roubalheiras e ataques ao Erário logo se inicia sem piedade. Compram-se favores e se faz cortesia com o chapéu alheio. “O pior governo é aquele que se diz mais moral. Um governo composto de cínicos é frequentemente mais tolerante e humano”, ensina Mencken, jornalista norte-americano.

Seguir uma religião é quase sempre uma desculpa esfarrapada que os toscos inventam para dormir em paz consigo mesmos. Mas o pior não é isso. O problema é que algumas pessoas vêem que Deus tem um conceito meio estranho de Justiça. Por isso aprontam todas na esperança de um perdão certo para os seus deslizes. Conheço muitos cristãos católicos, por exemplo, que já pecaram à vontade e têm a certeza do perdão Divino. “Faça tudo quanto não presta na vida e depois se arrependa”. Dará certo. Já os muçulmanos se explodem como bombas humanas em troca do Paraíso.

Segundo ainda o jornalista H.L. Mencken, “o homem que se gaba de só dizer a verdade é simplesmente um homem sem nenhum respeito por ela. A verdade não é uma coisa que rola por aí, como dinheiro trocado; é algo para ser acalentada, acumulada e desembolsada apenas quando absolutamente necessário”. Por isso a hipocrisia tende a ser mais aceita e está ligada somente a reações positivas. Falar a verdade quase sempre resulta em encrencas. Três de abril é o dia da verdade, mas só lembramos do dia da mentira que é comemorado dois dias antes.

Fale sempre bem do seu Governo, ditadura ou democracia, já que ambas são fascistas. Enalteça o lugar onde você nasceu, defenda-o ardorosamente mesmo que quando precisar não será defendido por ele. Siga uma religião e dê dinheiro para a sua Igreja. Enriqueça ainda mais o seu pastor, enriqueça o Vaticano. Transfira todos os seus bens para “os donos da verdade”. Fale sempre aquilo que você sente e pensa. “Viva feliz” e ajude os mais necessitados e seja honesto. Nunca se esqueça de que há um lugar esperando todos nós depois da morte: o céu. Inferno é para quem pensa o contrário.


*É professor em Porto Velho


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Unir e Uniban: hipocrisia e fundamentalismo


Ação criminosa e vergonhosa no Curso de Medicina da Unir - Por: Paulo Ayres


As ocorrências de casos de calúnia, difamação, constrangimentos, ameaças, agressões e assédio moral no Curso de Medicina da Fundação Universidade Federal de Rondônia, de acordo com denúncia veiculada na imprensa, são constantes. Não é para isso que milhões de brasileiros e eu estamos pagando com nossos impostos, o Curso de Medicina para (alguns) transloucados acadêmicos, que deliberadamente e de forma organizada promovem seguidas ações criminosas de retaliações, ao grupo de estudantes que foi beneficiado através de ação judicial. Os recentes episódios envolvendo uma estudante da Universidade Bandeirante e um grupo de alunos do Curso de Medicina da Fundação Universidade Federal de Rondônia (não estou generalizando), sugerem a adoção urgente de medidas de cunho pedagógico, mas também na área jurídica. No caso da estudante do Curso de Turismo da Universidade Bandeirante, verifica-se uma série de transgressões, inclusive da própria instituição de ensino. Não se constata pelas imagens exibidas na imprensa a prática de nudismo, exposição erótica ou provocação sexual. O que se observa infelizmente é a presença de delinqüentes universitários, provocando tumulto em ambiente acadêmico, humilhando, promovendo constrangimentos e colocando até mesmo em risco a integridade física da vítima. O pior de tudo é a decisão adotada pela direção da universidade, ao expulsar sumariamente a estudante que tentou estudar trajando um vestido insinuante, mas recomendado para um evento social. Esta decisão respaldada no frágil argumento de questão de ordem moral reforça a ação daquela multidão de delinqüentes, gritando como cães raivosos, insultando e agredindo a coitada da estudante. Voltamos à idade da pedra. No caso de Rondônia, o comportamento de alguns estudantes e professores do Curso de Medicina da Fundação Universidade Federal de Rondônia vem merecendo um acompanhamento da sociedade, das organizações de direitos humanos, e da própria instituição de ensino superior. O grupo de estudantes que conseguiu se matricular no Curso de Medicina da Unir, por decisão judicial, vem sofrendo uma série de retaliações, que já descambaram mesmo para a prática criminosa. Criminoso tem que ser tratado como criminoso. Desde o início deste problema, observei com certa perplexidade e preocupação enquanto Professor, a postura de alguns mestres da Unir, de certa forma, encorajando os posicionamentos radicais de retaliações. De repente, o ingresso destes quatro alunos transformou-se no maior problema para o Curso de Medicina da Unir. Com tantas dificuldades de ordem pedagógica ainda a serem superadas, resolveram simplesmente crucificar, quatro jovens universitários. E estes jovens vêm sendo crucificados simplesmente porque cometeram o “pecado” de ter sido favorável a ação movida por eles, na Justiça Federal, permitindo seus ingressos no Curso de Medicina. A ameaça a integridade física destes acadêmicos é constante. Os mesmos se encontram marginalizados, escorraçados, segregados e agredidos moralmente, diariamente. Além disso, sofrem por parte de alguns delinqüentes universitários, constrangimentos e a prática lastimável do assédio moral. E tudo isto vem acontecendo em ambiente acadêmico, sendo de amplo conhecimento da coordenação do Curso de Medicina da Unir, e aí, cabem várias perguntas: o que tem sido feito para reverter esta situação. “Que medidas esta coordenação vem adotando para garantir um ambiente seguro e digno para estes jovens”. Que medidas a coordenação adotou para pelo menos inibir a ação destes delinqüentes que ao invés de estudarem partem para a prática de ações criminosas. O curioso deste caso envolvendo o Curso de Medicina da Unir, é que não se registra protestos, críticas ou até mesmo denúncia a ação do juiz federal autor desta sentença que permitiu a quatro jovens, além dos aprovados no vestibular, a se matricularem e freqüentarem regularmente o curso. Nada, nada e nada, estes delinqüentes preferem mesmo atingir a parte mais fraca, seus colegas, que simplesmente buscaram seus direitos, não causando nenhum prejuízo aos que foram aprovados no concurso vestibular. Diante da gravidade desta situação, e uma vez que o problema vem se arrastando ao longo dos tempos, também deve ser responsabilizado solidariamente em todos os processos civis e criminais, todos aqueles professores que de forma direta ou indireta, contribuam para o acirramento ou a permanência de tais fatos. Seguidos processos civis em busca de indenizações por danos morais, acompanhados dos devidos processos criminais devem ser ajuizados, visando se extirpar do meio acadêmico esta prática criminosa, odiosa e vergonhosa. Além disso, o Ministério da Educação também deve ser acionado, visando a instauração de processos administrativos (garantindo o direito de ampla defesa), para funcionalmente apurar eventuais desvios de condutas por parte de professores e em caso positivo, eliminar-se no âmbito acadêmico este tipo de profissional, expulsando a bem do serviço público e da educação brasileira. Com absoluta certeza, após as condenações iniciais, com pagamento de indenizações às vítimas, a situação tende a se normalizar. Além disso, logo após a primeira condenação de reclusão, tirando no caso a condição de réu primário, muitos destes afoitos, pensarão duas vezes antes de fazer bobagem. Se alguém ainda se incomoda com as presenças destes jovens, que então processem o juiz,recorram da decisão do magistrado, ou façam denúncia ao Conselho Nacional de Justiça. O que é inadmissível é a sociedade observar este tipo de comportamento. Também deve ser levado em consideração desde já, quanto à conduta destes futuros profissionais da medicina. Quem adota esta prática nazista de “torturas” e perseguições estará efetivamente qualificado a salvar vidas?


Paulo Ayres: Radialista, Jornalista, Professor Especialista, Tecnólogo em Gestão de Recursos Humanos e Técnico Legislativo. (contatos: 69-8116-9750/ e-mail: pauloayres_jornalista@hotmail.com )

OBS: Este artigo também foi publicado no site www.rondoniaovivo.com.br