sábado, 5 de dezembro de 2009

Rondônia tem História?


Os “zeróis” de Rondônia


Professor Nazareno*


Quase todos os países e nações do mundo baseiam sua história na bravura e nos feitos de alguns de seus filhos ilustres. Difícil não entender por que os franceses têm na figura do ditador Napoleão Bonaparte um de seus ícones, os ingleses homenagearem o almirante Nelson, além dos seus reis e rainhas e os norte-americanos verem em Abraão Lincoln, George Washington, Martin Luther King e até no pervertido John Kennedy exemplos de pessoas que devem permanecer na História dos seus lugares como verdadeiros heróis. São pessoas que, de uma forma ou outra, marcaram o seu tempo. Imprimiram a sua forte presença nos manuais de História ensinados nas escolas.

Até o Acre tem os seus heróis. Chico Mendes, que esteve à frente de sua realidade ao defender o meio ambiente quando ninguém tinha consciência ou coragem para fazê-lo, é endeusado no mundo inteiro como um defensor da floresta e herói do seu tempo. O humilde seringueiro de Xapuri foi reconhecido nos cinco continentes e recebeu, além do reconhecimento, muitos prêmios internacionais. Marina Silva, amiga e contemporânea do "amigo da floresta", apesar de ter pertencido durante muito tempo ao PT, o “partido dos mensaleiros”, atualmente desponta no Brasil com uma liderança política capaz de fazer frente aos mais conhecidos e renomados políticos do país.

Rondônia não tem heróis, nunca teve e nem também ninguém que tenha se destacado sequer a nível nacional ou mesmo regional. Carlos Ghosn, presidente da Nissan, nascido em Porto Velho em 1954, se naturalizou francês. José Maurício Bustani, porto-velhense nascido em 1945, talvez nunca mais tenha vindo aqui depois que foi embora e se formou pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, a PUC, em 1967. Quem conhece alguma declaração deles falando sobre sua terra de origem? A maioria dos coronéis que governaram isto aqui morreu nos seus estados de origem sem ao menos lembrar da existência das “Terras Karipunas”.

Além de não ter heróis, Rondônia quase não tem história também. Os rondonienses demoraram mais de 29 anos para entender que a data da criação do seu próprio Estado coincidia com a lei que transformara o antigo Território Federal de Rondônia em Estado. Todo mundo sabe, há muito tempo, que a data em que nascemos não é a data em que fomos registrados. Óbvio isto. O dia 04 de janeiro (tem até bairros na capital com este nome) foi comemorado inutilmente durante todo este tempo pelo povo daqui como se fosse tudo normal, com direito até a feriado estadual e comemorações. Devemos rasgar todos os livros de História Regional ou reescrevê-los?

Foi preciso um acreano da gema, Odacir Soares, propor a mudança de datas ao governo local. Guardadas as devidas proporções, é a mesma coisa que dizer a um brasileiro nato, e que tenha estudado o suficiente, que 22 de abril de 1500 é a data da Inconfidência Mineira. “Os grandes incentivadores e defensores da cultura local”, assim como os historiadores da região também não perceberam isto, ou não se interessaram? Não tiveram visão suficiente para entender “o difícil e complicado” jogo de datas que sempre homenageia os vencedores em detrimento dos vencidos. Será que estamos precisando mesmo de heróis?


*É professor em Porto Velho.


7 comentários:

Joice Xpds disse...

Os vilões não permitem a existência de heróis!

Rondônia é um covil de vilões! O vilão-mor e seus capachos burros... Mas os pobres capachos tem ainda a chance de sofrer influência dos heróis e se tornarem idiotas do bem...

Isto é uma história em quadrinhos... A vida imita a arte e vice-versa.

SOCIOLOGIA EM TELA disse...

É professor....
Nos sentimos verdadeiros "patriotas" quando defendemos o jargão: "SOU DE RONDÔNIA E EXIGO RESPEITO", nos esquecemos que os verdeiros heróis labutam no dia a dia para a construção/sustentação da sociedade, frente ao CAOS implantado pelos "zerois" produzidos pela mídia!!!!!!

precisamos de heróis de verdade, sem paletó, sem partidos politicos!!!!!!!

Anônimo disse...

O Nazareno é meu Heroi!

Anônimo disse...

O ódio doentio pela terra que te acolheu enseja uma boa visita a um médico. Mas o tratamento será longo. Talvez, melhor seja uma viagem à Paraíba, mas sem passagem para o retorno.
12 de dezembro de 2009 11:57

Joice Xpds disse...

Um salve para Valdeci que teve a brilhante visão que nenhum de nós outros tivemos!

Anônimo disse...

Comentário de Paulo Quintela.

Nem Jesus conseguiu ser herói na sua terra natal. Como falar de herói numa terra novinha?! Como falar de datas quando ao menos lembramos do niver de muitos entes queridos que nos rodeiam dia a dia?! E, Rondônia, Estado, esse sim é ainda vitelo na Pátria amada, então, como buscar heróis e datas?! "Porque não te calhas, canalha!", esse final não é de nenhum rei espanhol não, é de um Quintela que tem vergonha de morar em João Pessoa e saber que em minha terra natal tem um hipócrita paraibano que não se conforma em ser pioneiro, rs. É de dar gargalhadas suas piadas, dito professor. Mas, lembrando as sábias letrinhas do poeta, "...falem mal, mas, falem de mim..." Isso, nós rondonianos não só de coração, mas, de ter nascido como beiradeiro mesmo nos solidarizamos com "vós micê". Com tanta mata agonizando, tanto pasto como erva daninha invadindo cada vez mais nosso espaço de terra. Precisamos de palavras de ordem, de amor, de esperança, pessoas que elevem o espírito de nossos ainda hoje desbravadores. Essa massa de gente da terrinha Rondônia que se mistura a tantas gentes, inclusive paraibanos de sua laia, precisa de incentivo, palavras de sucesso e não de um infortúnio desilusório que se transformam seu conjunto de letrinhas mal armadas de seu fedorento vocabulário de professor. Bestialmente imprecionado com sua incapacidade de florir na poesia, deixo mais essa contribuição de descontentamento com sua prosa venenosa contra o meu Estado natal. Viva Rondônia! com ou sem heróis, viva Rondônia! com ou sem professores. Viva o povo de Rondônia que, sobrevive sobremaneira diante de tanto maltrato de alguns forasteiros sanguessugas como cê. pquintela_9@hotmail.com

Artur Quintela disse...

De novo? Ora, Nazareno... vc é professor de quê, mesmo? Ah... sim. redação e gramática. Está escrito lá em cima. Porque se fosse de história ninguém lhe daria o que comer. Se você não conhece, não vivenciou, não pertence, poupe os comentários.
Acabei de atender em meu escritório outro "paraiba" que como vc chegou morto de fome neste rico solo. Só que ele está gabando a terra que tem mitigado sua sede e fome, bem como de sua prole paraibana. Ele se orgulha de conseguir "terra pra lavrar". Se orgulha de ser carpinteiro ou marceneiro e estar ao mesmotempo lavrando terra úmida, coisa que em sua terra natal não existe. sabe que se plantar batatas, poderá vir a comê-las com certeza. Bastará colher.
O que vc, pobre miserável, quer ainda nesta terra que tanto amaldiçoa? Volte enquanto é tempo pois tem muitos outros "paraibas" querendo o teto que vc ocupa e o chão que emporcalha com suas cuspidas.
São Paulo, Rio, BH e tantas outras "grandes capitais" foram construídas por "paraibas" que se orgulham de ver suas obras. Qual obra vc tem orgulho de ter construído em Porto Velho? A dos alunos que passaram nos vestibulares?
Ora, poupe-nos de novo, miserável andarilho... Vc não é dono de nenhuma cabeça... apenas ensinou-lhes a escrever. E isso é fato. Você sabe escrever. Pena que se dedique a escrever asneiras. Mas o que esperar de um asno que se deliciava com jumentas/os em seu torrão varonil?
Infelizmente, alguém ainda me pediu para ler o que vc escreveu. Há tempos que seu nome causa-me asco.
Ajude a construir, não a denegrir.
E, heróis, temos sim. Você pode não conhecê-los. Mas os temos de montão. Graças a êles uma desgraça como você encontrou algo para omer aqui.
Passe bem.