quarta-feira, 8 de abril de 2009

Caio Saldanha opina


Até Quando em Rondônia Vai Ser Sempre Assim?



O estudo da história nos permite compreender todo o processo de formação da atual sociedade em todos os seus aspectos, seja tratando a respeito da coletividade ou do indivíduo em si, olhar para trás possibilita estabelecer uma comparação entre o passado e o presente, e especular quanto ao futuro. Quando estudado as origens históricas do estado de Rondônia é possível entender a razão pela qual sua população, em significante porcentagem, aceita calada sem reagir de forma alguma a tudo aquilo que lhe é imposto, a população nativa consentiu com a imposição cultural, que é a razão de todas as riquezas naturais, seja o meio ambiente ou a cultura local, estarem destinadas à extinção; a atual sociedade permite que governantes defraudem descaradamente os cofres públicos e escapem ilesos; acredita veemente que todos os projetos do governo federal visam exclusivamente o desenvolvimento e integração do estado com a nação. Todavia tais acontecimentos não são exclusividades dos habitantes locais, é uma característica nacional aceitar tais acontecimentos, entretanto um fato em especial chama a atenção: a revolta local quando uma pessoa resolve quebrar o voto de silêncio. José de Nazareno (professor Naza) decidiu desabafar sobre tamanha inércia por parte dos rondonienses, falando acerca dos fatos mencionados acima e outras situações freqüentes no estado, e postou em seu blog um artigo sobre seu posicionamento acerca da plena aceitação dos chamados cidadãos perante tais abusos, porém de modo diferente dos outros acontecimentos, passou a ser tratado como um antiético, sem valores morais.A definição de ética vem do grego da palavra ethos que quer dizer caráter, ética é fruto de todos os valores culturais e morais adquiridos, o modo como cada sociedade surgiu e evoluiu com o passar do tempo auxilia na definição de ética que ela aceitará. O que é de difícil compreensão é que fatores motivam tamanha indignação, pois uma sociedade inerte perante corrupção, imposições culturais, destruição de patrimônios históricos pode alimentar tanto ódio contra uma pessoa que tenta abrir os olhos de uma sociedade hipócrita e suscitar uma atitude contra tamanhos abusos. Um evento histórico ocorrido durante a Revolução Francesa se assimila a tal acontecimento nos dias atuais, um grupo de trabalhadores franceses revoltados contra a nobreza da época resolve praticar um massacre, todavia em razão do medo do poder dela, resolve pratica-lo contra quem não tem poder suficiente para reagir: gatos. Tal ato ficou conhecido como o grande massacre de gatos na Rua Saint – Séverin, seria esse o sentimento da população ao tentar encontrar um bode expiratório para amenizar a frustração ao ver toda a sua impotência? Ou uma confirmação do que diz Heródoto: “A massa inepta é obtusa e prepotente; nisso nada lhe compara. (...), mas o povo não tem sequer a possibilidade de saber o que faz. Como poderia sabê-lo, se nunca aprendeu nada de bom e de útil, se não conhece nada disso, mas arrasta indistintamente o que encontra no seu caminho?”, teria então Nazareno entrado na frente do povo, por isso deveria ele ser tido como o vilão da historia? Seria essa uma prova de que todo o argumento defendido pelos sofistas no século 4 A.C. de que nem todos são capazes de suportar a verdade, e precisam de subterfúgios e mentiras para suportar a realidade? Até que ponto a sociedade chegará para calar a voz daqueles que ainda acreditam que pode haver uma solução?

Não sou arrogante a ponto de dizer ser dono da verdade, venho apenas tentar defender um direito garantido pela Constituição Federal que vigora no país atualmente, sou apenas um ex-aluno do professor Nazareno, não escrevo com a intenção de defendê-lo cegamente, todavia não posso simplesmente ignorar todo o censo crítico, que ele e os demais professores que trabalham na instituição particular de ensino na qual ele ministra suas aulas, tentam criar em seus alunos. Sou mais um dos poucos que juntamente com o professor Carlos Moreira, que tem tido participação ativa na defesa do artigo publicado, ainda acreditam nessa sociedade, não que ela alcançará a perfeição, tal utopia jamais se concretizará, mas buscamos a formação de uma população ciente de seu papel para a formação de uma sociedade mais justa do que a atual. Deixo aqui meu apoio ao prof° Nazareno, não é hora de desistir ainda, a voz não deve se calar, a luta deve continuar.


Caio Saldanha (caio_saldanha_pvh@hotmail.com)

3 comentários:

Joice Xpds disse...

Não lí todo o texto, porque o título me desanimou...

"Até quando Rondônia será sempre assim?"

"Até quando Rondônia será assim?"
"Rondônia será sempre assim?"
[fikdik]

Costa Brasil disse...

RONDÔNIA SE DESTACA COMO MAIOR GERADOR DE EMPREGO DA REGIÃO NORTE

Rondônia tem elaborado e realizado grandes propostas para cooperar com o desenvolvimento do país e, por isso, é um estado que está em constante ascensão. O crescimento é percebido através de resultados que Rondônia tem alcançado nacionalmente. De acordo com os dados do CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados –, órgão responsável pela síntese do comportamento do mercado de trabalho formal, em março de 2009 foram gerados 1.299 empregos celetistas, equivalente à expansão de número significativo em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada no mês anterior. É importante frisar que este resultado foi o melhor da série do CAGED e, também, da região Norte.
Os resultados provam que nos últimos 12 meses o Estado de Rondônia foi responsável pela maior geração de empregos da região, ao apresentar crescimento de 4,71% no nível de emprego, ou seja, um saldo de 7.693 postos de trabalho. O ano de 2009 começa com saldo positivo para Rondônia: o estado está gerando emprego, renda e contribuindo significativamente para o desenvolvimento econômico e social do estado e do país. No primeiro trimestre do ano, houve acréscimo de 3.957 postos, constituindo em termos absolutos e relativos, o melhor desempenho da serie histórica do CAGED e da região Norte.
O SINE – Sistema Nacional de Emprego – é um programa do Governo Federal e do Ministério do Trabalho e Emprego, que, em Rondônia, está vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Social (SEDES), como órgão executor. Este programa tem, entre uma de suas funções, auxiliar os trabalhadores na (re)colocação no mercado de trabalho e tem colaborado com os números positivos alcançados. “Estamos trabalhando para que esses resultados sejam sempre superados, já que nossa missão institucional consiste na implementação de políticas públicas que assegurem o volume de emprego no Estado” afirma Silmara Velani, gerente de emprego e renda.

Matéria pública no site www.Rondoniaovivo.com, em 20/04/09
Fonte: AI/Sedes (É permitida a reprodução desta matéria desde que citada a fonte.)

Isadora Almeida disse...

Sabe, eu também sou uma ex-aluna do professor Nazareno e do Moreira. Ambos vieram de outros estados. Ambos escreveram suas palavaras de protestos ante as suas respectivas visões acerca dos problemas encontrados em Rondônia. Mas de formas diferentes. O problema não é abrir os olhos da população, mas a questão é que há "formas e formas" de fazer isto.
Assim, seja em forma de paródia de hino nacional ou em artigo, a verdade tem de ser dita, mas JAMAIS deve-se usar da generalização - coisa que o próprio Nazareno sempre ressaltava em suas aulas.
Eu nasci, vivo em Porto Velho e sou filha de pais portovelhenses, mas nem por isso penso que a cidade não tem problemas. Reconheço-os. Mas não parece certo quando pessoas que vieram de outros estados, "fizeram sua vida" graças à oportunidade que o este estado (RO) ofereceu e ainda nada fizeram para contribuir com a melhora da cidade, critique e generalize os "rondonienses" e ainda os acuse como se fossem eles os únicos culpados pela situação da cidade.

Estou de acordo com o fato que deve-se criticar para melhorar, está certo fazer barulho e reafirmar sempre o direito à livre expressão. Mas não está certo esbarrar em direitos alheios, como o de ser respeitado e abolir o príncipio da não generalização ditado pelo próprio professor Nazareno.
Deixo aqui minha opinião a respeito da situação e meu apoio ao direito de livre expressão.