quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Lula ganha, mas sofrerá um golpe

                                     

Lula ganha, mas sofrerá um golpe!


Professor Nazareno*


     A campanha política ainda nem começou no Brasil, mas muitas pesquisas de intenção de voto já estão indicando uma vitória quase certa do candidato do PT e das esquerdas e atual presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Caso isso realmente aconteça, será a quarta vez que o ex-metalúrgico se elege pelo voto direto, secreto e democrático para esse cargo. Até aí tudo normal e dentro das expectativas que se esperam de uma democracia. O que não está no script e que muita gente já desconfia é que alguns setores mais reacionários da direita e da extrema-direita podem querer tomar o poder à força. Aliás, como já aconteceu depois das eleições de 2022 com a derrota de Jair Bolsonaro, quando muitos perdedores insatisfeitos e insuflados por lideranças conservadoras antidemocráticas tentaram invadir Brasília em um fracassado golpe de Estado conhecido por muitos como “o 8 de janeiro”. 

Só que desta vez existem alguns fatos diferentes que podem entornar o caldo e piorar as coisas para o lado dos esquerdistas. Donald Trump, por exemplo, é o todo poderoso presidente dos Estados Unidos e praticamente já está em campanha aqui no Brasil. O Brasil é o único e talvez o último país da América do Sul com um governo de tendência esquerdista. Além disso, tem na China comunista o seu maior parceiro comercial. Isso desagrada o “Laranjão” norte-americano, que com medo de enfrentar os chineses cara a cara, penaliza os parceiros comerciais do país oriental. Foi assim com a Venezuela, com o Irã e certamente será assim com o Brasil caso a balança penda para o lado do setor mais progressista. Já faz um certo tempo que o atual governo dos Estados Unidos está procurando problemas com os brasileiros. Trump diz que é amigo do baba-ovo Flávio Bolsonaro e de seu irmão Eduardo.

E não é somente o aumento das tarifas comerciais que é usado para pressionar o eleitor brasileiro em favor da extrema-direita reacionária daqui. O cancelamento do visto da nossa embaixadora nos Estados Unidos recentemente não foi feito por acaso. Washington pressiona por todos os lados para evitar uma possível vitória das esquerdas em nosso país. Até uma invasão militar pode estar sendo preparada pela Casa Branca para virar o jogo na marra. E tudo é possível diante da fraqueza galopante das nossas Forças Armadas. Aliás, o nosso ministro da Defesa, José Múcio, já se rendeu muito antes de existir um conflito real entre os dois países. “Se os Estados Unidos atacarem o Brasil, a melhor opção é abrir o portão, disse sem nenhum acanhamento nem espírito cívico o homem responsável, em tese, por nos defender de um ataque estrangeiro. Pergunta: para que servem então as nossas F.As.? 

O pior é que a atual oposição brasileira é entreguista e antinacional. Dizem que são patriotas, mas que entregam tranquilamente o país de mão beijada a uma potência estrangeira como os EUA. Com a invasão, viria o golpe e o poder seria entregue a Flávio Bolsonaro ou a outro lesa-pátria qualquer de plantão. Com o governo petista recém-eleito todo na prisão, o Congresso Nacional seria fechado e o Judiciário suspenso. Donald Trump talvez mandasse um norte-americano para presidir o país, enquanto se aguardavam por “eleições livres” com voto impresso e que nunca aconteceriam. Enquanto isso, todo o nosso Pré-Sal seria doado para os Estados Unidos e a Amazônia seria finalmente repartida entre os empresários norte-americanos. O comércio com a China seria todo suspenso e a Argentina, por ter ajudado no golpe daqui, ganharia Rondônia de presente. Para que esta desgraça não seja realidade,mesmo a China é que poderia nos salvar. Brasil: vende-se.




*Foi Professor em Porto Velho.

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