Professor Nazareno*
A campanha eleitoral de 2026 ainda nem começou, mas em Rondônia há um candidato muito popular que já está em campanha há muito tempo dentre os vários que vão disputar o pleito. Ele não quer ser deputado estadual, nem federal muito menos senador. Vai às urnas provavelmente concorrendo para ser governador deste valoroso Estado. Trata-se do conhecidíssimo “Açougue” João Paulo Segundo de Porto Velho. Praticamente conhecido pela maioria dos eleitores rondonienses, o velho “Açougue” já está sendo lembrado por todos os que sonham em disputar as próximas eleições. O engraçado é que ele quase era substituído por um outro candidato que tinha nome estrangeiro: era o “Built to Suit”, cantado em prosa e verso, mas que desistiu de última hora. Apesar de conhecido e bem falado, ele contribuiu de forma decisiva para que Porto Velho, capital de Roraima, fosse a pior capital do país.
O velho “Açougue” terá, no entanto, outras companhias de peso na próxima campanha eleitoral de Rondônia. Claro que não se pode deixar de mencionar o também já famoso Pedágio Free Flow implantado na BR-364 não se sabe ainda por quem. Esse pedágio vai certamente encarecer ainda mais o custo de vida nesta província esquecida do país. Sem poder sair de carro, sem porto rampeado no rio Madeira e com o preço das passagens aéreas nas alturas, o infeliz eleitor rondoniense se sente preso dentro do seu rincão longe e atrasado. Aliás, são muitos os rondonienses que preferem viajar até Cuiabá ou mesmo Rio Branco para dali iniciar uma viagem aérea até São Paulo, Brasília ou mesmo outra cidade civilizada se quiser resolver algum problema. Por isso, porto rampeado ou o imbróglio das passagens aéreas são outros sérios candidatos que devem também concorrer nessas próximas eleições.
Bons candidatos é o que não faltam por aqui. Só não sabemos se a justiça eleitoral vai permitir que todos eles lancem suas candidaturas. Dentre todas as 27 capitais do país, Porto Velho é a pior de todas em IDH e em IPS, Índice de Progresso Social. Água tratada, saneamento básico, mobilidade urbana, arborização, dentre muitos outros itens de infraestrutura urbana, são vistos também como possíveis candidatos. Isso se passarem nas convenções partidárias. Eu indicaria, por exemplo, os urubus do Cai N’Água, que agora estão sobrevoando as dependências da nova sede da Assembleia Legislativa. E por que não falar do arrojado Pocket Park, lançado recentemente com toda pompa? Todos eles são fortíssimos candidatos. Com os nomes em Inglês, eles não teriam concorrentes à altura. Já pensou se o novo nome da Praça João Nicoletti pudesse concorrer às próximas eleições?
Estou morando em São Paulo, mas não vejo a hora de voltar à terrinha para participar das próximas eleições. Já disse que a composição da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia deveria ser de 48 deputados. Os atuais 24 dobrariam o mandato e todos nós escolheríamos mais outros 24. Isso por causa do valoroso serviço que eles têm prestado ao Estado e a toda a sua gente. A privatização das águas do rio Madeira bem que poderia também entrar nas pautas de discussões. Isso sem falar na Caerd. Porto Velho e Rondônia são lugares abençoados por ter tantos bons políticos para lhes representar tão bem. Não canso de mostrar o bom exemplo da Câmara de Vereadores da capital. Não vejo a hora das convenções partidárias acontecerem para começar a caça aos votos. O mais bolsonarista dos estados do Brasil vai servir de exemplo para todos, se Deus quiser. Nunca entendi por que os eleitores do resto do Brasil, por exemplo, não transferem seus títulos para Rondônia.
*Foi Professor em Porto Velho.

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