domingo, 14 de novembro de 2010

Rondônia, uma nação livre e independente?


E se Rondônia fosse um País Soberano?


Professor Nazareno*


Se o Estado de Rondônia fosse um país independente teria, de acordo com o seu PIB, uma classificação muito modesta em relação às outras nações do mundo. Dentre os 180 países pesquisados, nós ficaríamos na incômoda 152ª posição. Mais ou menos junto ao Haiti, Burkina Fasso (país miserável da África sub-saariana) e Papua Nova Guiné, (República de economia desprezível da Ásia/Oceania) países que dispensam maiores comentários. Isso mesmo. Com um Produto Interno Bruto um pouco inferior a cinco bilhões de dólares, representamos dentro da federação apenas meio por cento dos recursos nacionais. Uma posição pífia e pra lá de ridícula. Seríamos apenas os campeões em devastação ambiental, desrespeitos à natureza, e em produção de energia elétrica para outras nações (Estados). O palhaço Bozo seria herói nacional e certamente o FMI copiaria daqui inteligentes lições de como se administrar um banco estadual.

Se na economia os números de Rondônia são desastrosos, na política também não há notícias animadoras. O nosso “presidente” seria João Cahulla, já em fim de mandato. Ivo Cassol, um pseudo-estadista, mandatário-mor do "Império da Roça" seria a sua eminência parda, mas que enfrenta alguns problemas internos. Existem relatos de que a maior autoridade do fictício país tropeça até na própria língua oficial da nação e só foi eleito senador por ter anteriormente afagado alguns servidores públicos demitidos na gestão anterior. O nosso Congresso Nacional seria a respeitada Assembléia Legislativa do Estado (pasmem), cuja nova sede está sendo construída onde antes funcionava um circo. Essa casa de leis já prestou 'relevantes serviços' à nação e qualquer semelhança com o legislativo dos países acima citados seria uma mera coincidência. Já o hino nacional seria uma toada (música de Boi) e a comida típica, peixe com farinha.

Para se ter um país soberano, deveria haver também a questão relacionada à segurança externa. Temos uma Base Aérea e meia dúzia de aviões (na verdade “teco-tecos” enferrujados, sobras da Segunda Guerra) para nos defender. Faríamos fronteira com a Bolívia e o Brasil, a oitava economia do planeta. Deste, por razões óbvias, jamais sofreríamos qualquer ataque. O perigo estaria nos ‘hermanos’ do outro lado do rio Guaporé. A nossa infantaria teria condições de repelir um ataque dos bolivianos? Talvez sim, pois já demonstrou “muita bravura” ao invadir há tempos um terreno destinado à construção de um teatro em pleno centro da capital do país. À marinha, caberia a difícil missão de medir diariamente o nível do rio Madeira e de explicar por que os barcos de passageiros saem quase vazios do porto e chegam cheios de gente aos seus destinos... O novo país teria várias datas nacionais: 4 de janeiro, 13 de setembro, 22 de dezembro...

País soberano, imprensa livre. É o que reza qualquer manual. Mas grande parte da imprensa da nação é composta de jornalistas sem formação acadêmica e a serviço de algum político de plantão. Existem jornalistas que adoram hinos, os que acham que escrevem sobre a cultura do país e até comentaristas políticos que não entendem nada de política. Aqui seria um dos únicos países do mundo cuja imprensa teria cor: seria marrom. Os jornais só funcionariam de segunda a sexta e os programas policiais seriam os de maior audiência. Mas em compensação temos institutos de pesquisas altamente confiáveis: como exemplo um tal de Instituto Phoenix que desbanca qualquer similar de outros países. A nossa Federação de Futebol é a mais organizada e bem estruturada que se conhece, dizem, embora não exista futebol de verdade. Aqui se torce só por times de fora e os "estádios" são os bares das esquinas que sempre ficam cheios aos domingos.

Entretanto, como país soberano Rondônia não teria a bomba atômica, exemplo às avessas da Coréia do Norte e do seu ditador King Jong Il. Rondônia, dentro da realidade atual, seria a bomba atômica. Mesmo assim, temos uma universidade livre, a Unir, onde um voto é representado por seis ou sete pessoas. Talvez o símbolo maior do país fossem as incontáveis obras inacabadas de sua capital. Com um Legislativo inoperante e folclórico, forças armadas adormecidas, problemas ambientais em todas as frentes, muita fumaça no verão, uma população sem nenhuma identidade cultural e apátrida, uma capital suja, sem esgotos e fedorenta, este fictício país estaria fadado ao desaparecimento. Não seríamos uma reles republiqueta de bananas ou um dos incontáveis países miseráveis dos continentes africano e asiático, mas uma nação sem nenhum prestígio dentro do contexto do mundo globalizado. Seríamos, na verdade, algo bem pior: uma segunda pessoa do “quase nada”. Qual líder daqui discursaria na ONU?


*É professor em Porto Velho

17 comentários:

radialista EDIZIO LIMA disse...

valeu prof.


Nazareno

Jorge Santos disse...

ESSE PAIS TERIA UM MONTE DE PROFESSORES QUE ESTAVAM PASSANDO FOME NO NORDESTE E VIERAM PRA RONDÔNIA COLOCAR COMIDA EM SUAS BARRIGAS!!! TERIA UM MONTE DE GENTE QUE GOSTA DE SE APARECER COMO UM PALHAÇO NO CIRCO FAZENDO ARTIGOS PARA UNS OUTROS PALHAÇOS CONCORDAREM!!!

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Gilson disse...

E na literatura teria um escritor medíocre (Professor Nazareno) que seria a vergonha desse país, pois tudo que escreve não contribuíria em nada para o intelecto da população.

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Romulo Garcia disse...

Esgraçado que o Prof. dá aula no Col. João Bento (Funcionário Público Estadual)ou seja vive às custas do ESTADO DE RONDONIA. Prof. do Classe "A" outro que está rico na sombra da UNIR. Esses Paraibano!!!!!!rsrsrsrsrsrsrsrrs

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Antônio Carlos disse...

CONCORDO COM O SENHOR, Sr JORGE, ESTÁ FALANDO DO AUTOR DESSE ARTIGO. E É PURAMENTE VERDADE, O CARA SACANEIA A CULTURA DO NOSSO POVO EM TODOS OS SEUS ARTIGOS, DENIGRE A IMAGEM DE UMA POPULAÇÃO SOFRIDA E TRABALHADORA. SE FOSSE SOMENTE DOS POLÍTICOS QUE TANTO ARRASA NOSSO ESTADO, AGORA ATACAR A POPULAÇÃO, SUA CULTURA? ACREDITO QUE SUA INTENÇÃO É SE APARECER, DAR IBOPE, SER COMENTADO E CONHECIDO NA TERRA QUE ELE TANTO MACULA. E AINDA TEM UNS BABACAS QUE ACHA " O MÁXIMO ", NÃO ENTENDE SUA ARROGÂNCIA E SEU PRECONCETO COM A CIDADE QUE MORA.

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Josemar Freire Botelho disse...

Concordo plenamente com todos os comentários postados em mais um artigo do professor Nazareno. Porém, é preciso entender que o referido artigo está cheio de críticas, sim. Mas são críticas construtivas que em nenhum momento denigre a imagem de qualquer pessoa individualmente.Sou rondoniense, filho de Porto Velho, e confesso que às vezes me sinto ofendido com algumas palavras do professor.Porém ninguém teve ou tem a coragem dele. Ataca com sutileza e ironia as instituições e as autoridades. Coisa que nenhum jornalista daqui ousou fazer ou nunca fez. Neste artigo mesmo, ataca a postura da mídia local chamando-a de imprensa marrom. Ataca a nossa postura de acomodados e copiadores de tudo o que vem de fora. Ataca a nossa cultura que aliás não é nossa, nunca foi. Somos meros representantes de tudo o que não deu certo e ainda por cima entramos com o nosso meio ambiente e a nossa explorada mão-de-obra para beneficiar os outros estados que nada ou quase nada fizeram para o nosso desenvolvimento. Palavras muito ácidas, sim. Mas é preciso sempre refletir sobre o que foi escrito. Somente o professor Nazareno, do seu jeito e da sua maneira, para tentar abrir os nossos tapados olhos que insistem em não ver a realidade. Nosso meio ambiente está sendo destruído. Muitas das nossas autoridades nos roubam e nos roubaram e sempre ficamos calados. Nós, os rondonienses, sempre fomos enganados por quase todos que vêm aqui e a única coisa que sabemos fazer é atacar quem tenta nos abrir os olhos. Ou será que tudo aqui está as mil maravilhas? Será que tudo aqui funciona muito bem a ponto de ser proibido fazer críticas? Se a nossa postura for sempre atacar as ideias do referido professor, terminamos por dar total razão a ele. Não podemos cassar-lhe as palavras por mais duras que sejam. Nós, rondonienses e filhos de Porto Velho, temos e reconhecemos a liberdade de expressão e sabemos aceitar críticas. Verdadeiras ou não. Pensemos nisto, amigos.

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J. Viana disse...

Se esse texto não fosse tão exagerado, seria interessante. Bom tema, o problema é que foi feito por um escritor preconceituoso, cético e, pode se dizer até xenófobo!

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José disse...

Hoje eu me rendo a maioria dos comentaristas, poxa prof. Nazareno, vc ja fez artigos melhores que este, eu diria que este não é um artigo, mas uma comédia em relação ao Estado mais promissor da região Norte, sinceramente, fiquei decepcionado com o Sr. faltou iluminação, mas enfim fazer o qué né, t +.


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Fernando Castro de Almeida disse...

Senhores Jorge Santos,Gilson, Romulo Garcia e Antônio Carlos, onde foi que o Professor Nazareno "mentiu"??? Um Estado é feito por gente, pena que são poucos que "brigam" por ele. Para termos um Estado melhor todos tinham que fazer sua parte, pena que a grande maioria fazem ao contrário. Porto Velho realmente é um lixo, começando por alguns "Portovelhenses". Jogam-se o próprio lixo de suas casa na Rua dendo uma lixeira ao lado. Capinam o lixo do quintal e com este lixo "fazem" quebra mola na porta de suas casas. Jogam seus esgotos na Ruas com "merdas" expostas. Fui ao shopping na chegada do papai noel, o que viu foi o maior "chiqueiro" tanto dentro quando fora no estacionamento, de quem é a culpa??? Do seu "povo" que não contribui para uma Porto Velho melhor. "COM ESTES POLITICOS QUE TEMOS COM RARISSIMAS EXCEÇÕES DE HONESTIDADE, NÃO TEMOS CONDIÇÕES ALGUMA DE ORGANIZA-SE POLITICAMENTE SEM A INTERFERÊCIA DE OUTRO ESTADO".

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Ricardo disse...

Esse Nazareno comia calango com palma do nordeste e vem falar merda de Ro , axo que ele ficou louco de tanta agua que viu na frente dele !! se não ta feliz volta pro nordeste P...!


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Tarlei Pordeus Barbosa disse...

Certamente esses quatro senhores com seus comentários abaixo são pessoas que vivem em um ´´mundo perfeito``. Ou simplesmente não conhecem nada de filosofia e seus reais interesses (ainda que utópicos) para uma possível evolução societária, ou constante busca de um lugar melhor para viver. Se o senhor José Nazareno escreveu algum absurdo em seu artigo, apontem! É mais fácil apedrejar alguém que se opõe a ideia da massa, do que criticar o que essa própria massa tem com algo ´´normal``, o que gera comodismo e passividade política. No momento em que as pessoas deixarem ser passivas e passarem a criticar quem realmente precisa se criticado, talvez as idéias utópicas da filosofia passem a ter um papel um pouco mais importante na sociedade. E tenham certeza de que não estou defendendo o senhor José Nazareno, mas sim suas visões críticas acerca de alguns ponto que denigrem, não diria nem a imagem de Rondônia, mas sim o que esse Estado é em sua essência.


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Ronaldo Vilar disse...

Professor escreva um livro com tudo isso. Essas colunas em site não dão voz. Somente atormenta a mente dos rondonieneses que acham que estão no "rumo do progresso". "Morte ao modelo do velho oeste americano".


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Osvaldo Anacleto disse...

Professor Nazareno, infelizmente tennho que lhe parabenizar pela síntese proferida, que sirva de ponto de reflexão para nossa "culta" população.

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Antônio Carlos disse...

Sr RONALDO, ninguém aqui está discordando em relação ao estado calamitoso que se encontra nosso estado e principamente, nossa capital. O que questionamos é o porquê desse cara atacar a população e a cultura de nosso povo com tanta raiva e rancor. Percebe-se que ele tem medo de atacar os políticos e não tem quando se refere a nossa população e nossa cultura.

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Ronaldo Vilar disse...

Creio que o texto do referido Prof. (simplismente graduado) têm sim boas referências para um crítica coesa. Se "Rondônia fosse um País Soberano" Seria uma colônia formada por pessoas dos mais diversos "infernos" do Brasil. Colonizadores Exploradores. Seria Governada pelas mais pequenas mentes e séria um pais de mais ou menos uns 27 ou 90 anos. Comparado ao Haiti e outros países seria isso mesmo. Admiro o professor: Corajoso em desafiar com críticas fortes esse povo colono.


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Odenildo Gomes Veloso disse...

Professor Nazareno, onde o senhor que chegar, o senhor vive falando mal de Rondônia e não é Rondoniense, más vive aqui. Olha meu senhor, eu sou um Rondoniense nato, de Porto Velho de Pai e Mãe e muito me orgulho da Mãe que tenho e do Pai que tive(que DEUS o tenha), cito meus pais, pois pra mim que sou daqui, é a eles que o senhor dispara toda a sua ira, gente simples que não estudaram,porque são da época do Território do Guaporé, beiradeiros legítimos e trabalhadores. É meu senhor gente simples, um pescador e uma autêntica Dona de casa, daquelas que quase não existe mais. Eu fiz todo meu estudo em Escola Pública e hoje sou Professor, eu falei "Professor", desculpe os erros de gramática meu senhor, já que eu sei que nesse campo o senhor é autoridade no assunto, e também que muitos dos Professores gostam de derrubar o outro.Existe muito Rondoniense com defeito sim, eu sei disso e fique sabendo que isso muito me aborrece e me envergonha, más eu não faço disso uma válvula de escape, para apenas me focar nesse problema que eu reconheço que é um problema grave de Porto Velho, não procuro generalizar, procuro ver o lado bom, eu sei que existe também Rondonienses que estudam e trabalham e dou valor a essas pessoas.

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Anônimo disse...

Se está cituação da qual trata o professor estivesse acontecendo só em Ro dava-se um jeito....minha nossa, uma maraviha, o resto do Brasil está todo em ordem!!!
Ele apenas tirou uma fotocópia reduzida do Brasil!