segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Carnaval com desfile depois da festa.



Carnaval devia ser mais incentivado


Professor Nazareno*

       
          Como é tempo de folia, eu estava em um retiro. Depois que aceitei o Senhor Jesus em minha vida, não posso mais perder uma única oportunidade para ler a Bíblia e refletir sobre a santa palavra de Deus. Embora se tenha a certeza de que o Senhor está sempre presente nessas reuniões espirituais, não há como deixar de prestigiar a grande explosão de cultura, civismo e folclore que é o carnaval de Porto Velho. Do “santo retiro”, poderia ter ido direto ao Rio de Janeiro ou mesmo até Salvador a fim de apreciar as festas de Momo, mas perder o “carnaval Karipuna” chega a ser um pecado imperdoável tendo em vista a organização, o desprendimento, a civilidade, a modernidade, a fraternidade, o espírito festivo e a garra com que esta grande festa popular é realizada por aqui. Nunca entendi por que Porto Velho e o seu carnaval ainda não figuram nos grandes circuitos internacionais da folia. Da Europa aos Estados Unidos, do Japão à América Latina e praticamente em todo o território nacional, não se fala de outra coisa neste mês de fevereiro que não sejam as festividades que acontecem na bela capital de Rondônia.
      Por isso, o Poder Público local bem que poderia colaborar um pouco mais com a alegria. Doar apenas 700 mil reais das verbas públicas para animar essa festa chega a ser algo absurdo, ridículo, incompreensível até. O incansável guerreiro Governador Confúcio Moura e o insubstituível e estimado líder Prefeito Roberto Sobrinho junto a seus inteligentes e bem intencionados assessores bem que deveriam rever esta quantia para os próximos anos. Claro que o nosso rico Estado ou a Prefeitura do município poderiam ter disponibilizado uma quantia dez vezes maior. Os foliões agradeceriam, já que precisamos de circo também. A vida tem sido muito dura, mas graças a Deus temos autoridades sempre empenhadas em resolver os nossos mais elementares problemas. Crises sociais não se observam por aqui já faz um bom tempo. Nossos serviços públicos são de primeiríssima qualidade, há hospitais bem equipados, ruas floridas, limpas e cheirosas, segurança total na cidade e dessa maneira, abandonar um retiro para apreciar o carnaval e encontrar vários amigos durante esta inocente festa não pode ser pecado.
      A explosão folclórica começou com o bloco Galo da Meia Noite na quinta-feira, dia 16. Músicas belíssimas e com importantes significados filosóficos, estandarte de ouro, passistas sincronizados, cantores afinadíssimos, euforia controlada e nenhuma violência. No sábado, foi a vez da maior banda de rua da região Norte do país encantar a todos com os seus quase 200 mil brincantes. Meia cidade praticamente estava na avenida. Recorde absoluto de participantes. Manchetes glamourosas, SECEL em delírio, inteligentes colunistas de cultura entusiasmados e eternizando cada momento, autoridades se confraternizando com o povão, otimismo, nenhuma sujeira, tapumes nas lojas. Viam-se famílias inteiras com suas crianças prestigiando aquilo tudo, pessoas fazendo coraçõezinhos com as mãos. Parecia uma cópia do Paraíso. Muitos foliões juram ter visto coelhinhos saltitantes e borboletas azuis durante o desfile. O Senhor só podia estar ali também naquele ambiente sadio e quase santo. E já que alguns tolos rondonienses pensam em transformar uma velha, inútil e abandonada ferrovia, a EFMM, em Patrimônio da Humanidade, o Vaticano bem que poderia olhar para o nosso carnaval e canonizar muita gente. Em Rondônia devem existir muitos santos esquecidos pelas autoridades eclesiásticas de Roma.
      Sendo assim, a Banda do Vai Quem Quer, que é um monumento vivo, deveria ser também transformada em alguma espécie de patrimônio. Quase duzentas mil pessoas, todas politizadas e participativas da vida política e social do lugar, não se encontram facilmente. A heróica paciência cabocla agradeceria tal pleito. Aqui se pensa tudo igual, que beleza! Os viadutos inacabados do Trevo do Roque, as hidrelétricas, construídas apenas para agradar os forâneos, a eterna sujeira da capital dos rondonienses, a desnecessária ponte sobre o Madeira, o Mercado Cultural, a Unir, as Três Caixas D’água, o inigualável e belo símbolo da capital, a Catedral, os inacabados CPA e Teatro Estadual e o imponente, asseado e majestoso porto do Cai N’água poderiam também figurar numa interminável lista “made in Rondônia” para virarem Patrimônio da Humanidade. Particularmente eu indicaria a Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia nesta lista. Não o prédio, mas o ambiente da “Casa de Leis” mesmo e suas sessões ordinárias pelo glorioso trabalho que tem prestado ao humilde povo rondoniense.
      Outro ponto alto das festas de Momo em Porto Velho deviam ser os desfiles das escolas de samba da cidade que neste ano foi “burocraticamente” adiado. Ou seja, em Rondônia só há desfile depois do carnaval. Nada anormal para um lugar em que a Semana Santa é encenada em junho, constroem-se pontes desnecessárias, comemora-se a data maior do Estado em dois meses diferentes, humoristas são levados a sério e políticos, na brincadeira. Muitos dizem que essas escolas de samba sempre serviram de inspiração para as suas homônimas do Rio de Janeiro e de São Paulo, por isso desfilam sem ser carnaval só para chamar mais a atenção do mundo. Na passarela, encenam um espetáculo de rara beleza e encantamento que chega a emocionar o enorme público que paga para se deliciar com aquilo. Carros alegóricos muito bem feitos e milimetricamente postados na avenida, comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira, baianas, sambistas afinados, belas e politizadas músicas, lindas mulatas sambando como ninguém, temas extremamente pertinentes e cadenciados, jurados excepcionais. É só festa.
      O samba só pode ter sido inventado em Porto Velho, não resta a menor dúvida. Perder o desfile adiado é um crime de lesa-pátria. Uma demonstração de falta de amor a Rondônia e a Porto Velho. Mas não entendi por que a Assembleia Legislativa de Rondônia, a Casa do Povo, não será representada na avenida. Lugar de políticos honestos e trabalhadores e onde nunca houve roubalheira nem negócios escusos, a ALE poderia ter escalado alguns de seus membros para sambar na avenida já que muitos deles adoram fazer o povo dançar. E agora com 542 milhões de reais em empréstimos que o nosso Estado receberá de Brasília, certamente essa dança vai continuar firme e forte, pois cada centavo deste será empregado em benefício do nosso sofrido e batalhador habitante, mas que é feliz por ter carnaval. Na avenida haverá uma faixa com os dizeres: “seja altruísta, faça voto de pobreza e aceite morar somente em Rondônia”, o quê ela quer dizer? Por tudo isto, obrigado, Senhor! Dizem que és brasileiro, mas tenho certeza absoluta que és rondoniense e que adoras este lugar abençoado.  Somos felizes!






*É Professor em Porto Velho.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

E viva o carnaval

 
“O carnaval de Rondônia chega a ser bizarro, esquisito mesmo. Há um bloco cujo nome é Galo da Meia Noite. Deveria ser Galinha da Meia Noite em homenagem aos otários, pois galinha é um animal que coloca um ovo bem grande, se rasga toda e ainda sai cantando alegre e feliz por ter machucado o traseiro. Boa parte do povo de Rondônia age como se galinha fosse, pois foi roubado em duas ocasiões (Operação Dominó e Operação Termópilas cujos integrantes já estão livres, leves e soltos), vai pagar uma dívida de mais de meio bilhão de reais, tem a capital mais suja e imunda do país, possui uma corja de políticos crápulas e ladrões quase sem igual, uma Assembléia Legislativa que só produz escândalos e roubalheiras, um prefeito da capital que nunca consegue terminar suas obras, um dos trânsitos mais caóticos do Brasil, um hospital que mais se parece um açougue e que ninguém resolve o problema, 300 mil famélicos dentre outros infinitos gargalos sociais. E ainda assim esse povo, alegre e feliz, vai às ruas para comemorar. Ninguém sabe o quê se pode comemorar nestas terras karipunas. Deve ser também a síndrome da hiena, um animal nojento e asqueroso que se alimenta de carniça e vive rindo o tempo todo da própria desgraça.”

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O triste fim de uma epopeia



“Porto Velho e Rondônia têm praticamente a sua origem no rio Madeira e na E.F.M.M., mas nunca se deu a devida importância para estes monumentos. Este ano, a velha ferrovia, totalmente depredada, mutilada e abandonada, completa um século de existência e como presente maior ganhou a fúria dos banzeiros assassinos da hidrelétrica que a maioria dos rondonienses aceitou construir para beneficiar outros Estados. Este golpe de misericórdia apagará os últimos resquícios de uma epopeia que encantou o mundo, mas parece que nunca sensibilizou os filhos desta terra. O velho Madeira está domado, assoreado, enfurecido e, completamente impotente, observa a alegria da transposição, do Shopping Center, das passarelas, da inútil ponte e do falso progresso que trouxe dinheiro para ser desviado pelos meandros da corrupção.” Professor Nazareno

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Mais um feriado nacional?



   “O Dia do Mal”


Professor Nazareno*


No Brasil, foi criado em 2009 o Dia do Bem. Várias ONGS, parte da classe política e associações beneficentes, que não têm muito que fazer, criaram esse dia com o intuito de oferecer cortesia com o chapéu alheio. Uma forma legal para se redimir publicamente das maldades cometidas diariamente contra uma população de pobres e miseráveis.  Uma pequena esmola da elite num vasto oceano de fartura. Afirmam que o Dia do Bem não é só doar alimentos, mas também fazer uma prestação de serviços oferecidos gratuitamente à comunidade como corte de cabelos, cadastros de senhas para os programas sociais do Governo, aplicação de vacinas, atividades esportivas dentre outras ações. Mesmo com esse dia, as mazelas crônicas existentes na nossa sociedade crescem absurdamente a olhos vistos. O óbvio é que se há apenas um dia para o bem, significa dizer que os outros 364 são do mal. Então, a solução seria criar um dia para o mal, os outros seriam do bem. Uma data única para a remissão dos nossos pecados. 
     Nesse dia, o Dia do Mal, os brasileiros fariam uma profunda reflexão sobre os seus mais variados problemas. Logo pela manhã, todos de mãos dadas se perguntariam para que serve o Poder Legislativo do país. Em Porto Velho, por exemplo, qual a função da Câmara de Vereadores além de respaldar bovinamente as decisões do Executivo municipal? Por que cinicamente e na contramão do politicamente correto em quase todos os municípios brasileiros aumentaram o número de vereadores? E o Poder Legislativo do Estado que serventia tem além de nos envergonhar nacionalmente? Ficaríamos também sabendo nesse dia que a função de todo policial militar é servir à comunidade como agente de segurança e não torturar presos. O Dia do Mal serviria também para fazer um mutirão e limparmos a cidade de Porto Velho das imundícies e carcaças de animais mortos. Por que será que esta cidade fede tanto a carniça e ninguém faz nada para limpá-la? Será que já nos acostumamos com tanta sujeira e lama?
No Dia do Mal, a maioria dos sites eletrônicos de Porto Velho, ao contrário dos principais jornais do Brasil e do mundo, não desejaria mais se transformar em noticiosos impressos. Quantas árvores não seriam poupadas para fabricar papéis? Os comentaristas desses mesmos sites fariam, enfim, as pazes com a Gramática Normativa da Língua Portuguesa. Todas as escolas públicas da cidade teriam recursos de sobra para desenvolver suas atividades pedagógicas e os pais, maiores interessados na educação dos jovens, participariam diretamente da formação dos seus filhos. O eterno açougue João Paulo Segundo finalmente seria transformado em Hospital de Pronto Socorro e não haveria mais necessidade de trazer, a custo milionário e pago certamente com o dinheiro do contribuinte, emissoras de televisão de fora para denunciar o que todo mundo já sabia. A Unir, com toda certeza, usaria a data para mostrar competência aos vestibulandos e à comunidade. Pesquisa e extensão em vez de “só papel higiênico”.
Se as autoridades não criarem o Dia do Mal, a população devia se unir e criá-lo por conta própria. Haveria grandes passeatas pelas cidades e a Justiça daqui, como faz nos carnavais fora de época, interditaria várias avenidas que têm importância vital para os moradores só para realizar tal evento. Até a fumaça das queimadas tão comum nos “Céus de Rondônia” e que ninguém nunca sabe quem a produz nem de onde vem, diminuiria. Que dia memorável seria esse. O problema é que não seria distribuída nem vendida espécie nenhuma de droga nem de bebida alcoólica, como se faz todos os anos durante o carnaval. Tinha que ser algo voluntário mesmo. Também não haveria shows de dupla caipira do momento nem patéticos apelos fundamentalistas para atrair multidões de imbecis e alienados. Em Porto Velho, faríamos uma profunda reflexão sobre a tolice que fizemos de aceitar hidrelétricas em nosso combalido meio ambiente  para beneficiar os outros e construir ponte caríssima apenas para transportar mandioca.
Nesse dia, o povão não assistia ao BBB, não veria jogos de futebol e nem entraria em nenhuma Igreja para orar. Numa inédita concessão, os “poucos” maus políticos do Brasil e de Rondônia teriam permissão para usar esse dia, e só esse dia mesmo, para roubar dinheiro público à vontade, enganar seus muitos eleitores otários, tripudiar da população honesta que ainda resta ou aumentar mais a já pesada carga tributária do país. Todo mundo se lembraria do Dia do Mal como uma espécie de dia nacional de ação de graças. Algo inesquecível nos corações e mentes de cada brasileiro. Rondônia não seria mais conhecida como Roubônia e todo eleitor daqui pediria e conseguiria finalmente a cassação dos oito deputados propineiros. Caçar e cassar políticos seria um jogo que entreteria a todos. Até o PT governaria bem neste dia e os viadutos de Porto Velho, enfim, seriam terminados. O único dia do ano em que não seríamos governados por um blog nem por filosofias baratas seria o êxtase, uma espécie de apocalipse da felicidade. Alguém pode nos fazer isto? Mas há uma pequena dúvida: com tanta gente ruim e desonesta existente no Brasil o correto não seria “Dia do Mau”?







*É Professor em Porto Velho

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Vamos brincar de amiguinho secreto?



Festinha de Amigo Oculto”


Professor Nazareno*

         
      Delírios na Corte: com já é de costume há vários anos seguidos, houve num dos mais luxuosos endereços da cidade, outra festinha de fim de ano com a famosa e já tradicional brincadeira de Amigo Oculto. Regada a champanhe francês, vinhos da Toscana, Uísque 50 anos envelhecidos em tonéis de carvalho, caviar de esturjão do Mar Negro, lagosta, camarão, dentre outras finas, raras, caríssimas e deliciosas iguarias, esta confraternização encantou a todos. A alegria era geral. Os convidados se banquetearam e se confraternizaram entusiasmados. Famílias inteiras estavam presentes ao evento formando uma comitiva de ouro. Muitas autoridades representando todos os poderes constituídos, damas, cavalheiros, religiosos e militares. A mídia, óbvio que estava lá também, cobrindo o evento. Jornalistas falavam sobre cultura, outros faziam a biografia dos muitos e ilustres convidados, havia fotógrafos e até cineastas. Porém, curiosamente o maior patrocinador desta colossal festa não estava presente, pois não fora convidado. 
     Como sempre, o ponto alto das comemorações foi a distribuição de presentes e a identificação dos contemplados: “Minha amiguinha secreta é, claro, uma mulher. Ela é uma ex-professora, muito meiga e bondosa, já foi vereadora, é atualmente Deputada Estadual, pertence ao mais ético partido político do Brasil e que já lhe inocentou, quer ser candidata à Prefeita da Capital, tem o total apoio do Prefeito, é sempre testemunha e não acusada em qualquer processo, foi vaiada recentemente numa cantata de Natal e sempre trabalhou em prol dos mais humildes e necessitados. Quem é ela?”. Aplausos e mais aplausos ecoavam no grande salão. “Ela é a nossa heroína, uma verdadeira Santa”, gritavam os mais eufóricos. A alegria foi maior ainda quando alguém anunciou: “o meu amigo é jovem, tem o maior acervo de obras inacabadas do Brasil, é ético, mas não consegue construir um simples viaduto nem limpar corretamente a cidade que diz administrar para o bem de todos. Há oito anos que nos encanta com a sua sapiência”.
    Entre uma porção de caviar e outra, ouviu-se nitidamente, vindo dos fundos do salão uma voz suave que dizia: “meu amigo é um pouco gordo, muito inteligente, conseguiu destruir uma universidade inteira durante o período que a administrou, nunca soube organizar um simples concurso vestibular, tinha padrinhos fortes no Governo Federal, dizem que hoje está sendo investigado por desvios de verbas e todo tipo de falcatruas, reclamou que era perseguido por ser homossexual e que durante uma greve não agüentou a pressão e renunciou ao cargo”. Aplausos ensurdecedores. Apesar da tradicional abstinência alcoólica, havia também muitos evangélicos presentes àquela inusitada festa. “Sem estes irmãos de fé, provavelmente esta confraternização jamais acontecesse”, comentavam algumas pessoas. “Eles têm uma fidelidade canina a todos os que pregam a palavra e por isso são peças importantes para que nós alcancemos os nossos objetivos”, diziam, sem pedir segredo, algumas autoridades.
     A casa de espetáculos quase veio abaixo quando foi anunciado “o mais secreto” de todos os convidados: “ele, que tem advogados que enganam até os ministros das mais altas cortes do país, um incansável batalhador pela causa dos pobres, um homem de Deus e que junto com alguns amigos amealhou uma verdadeira fortuna retirando dinheiro que deveria ser usado no precário sistema de saúde do Estado. Um homem quase santo que recebeu nas últimas eleições mais de vinte e dois mil votos dos despolitizados eleitores deste lugar”, anunciou euforicamente o mestre de cerimônias. Por incompetência da Justiça, deve ganhar o melhor de todos os presentes: a liberdade. Logo após, várias menções honrosas foram lidas para delírio dos presentes. Um apresentador de televisão foi muito aplaudido quando falaram seu nome. Atolado até o pescoço em lama, acusações de todo tipo e corrupção, ainda usa seu programa para ensinar ética e moral ao povo. “Um verdadeiro cara-de-pau”, comentavam alguns.
   A alegria contagiante daquela grande festa foi maior ainda porque, sem que houvesse nenhum anúncio oficial, todos já sabem o final destes episódios: nada. Os envolvidos serão inocentados e receberão do povão simplório, nas próximas eleições, o direito de continuar mamando nas fartas e pouco fiscalizadas tetas do Erário. E, claro, nenhum deles vai devolver sequer um único tostão furado. Incrível, mas para muitas pessoas afortunadas e muitas vezes com a conivência dos poderes constituídos, por aqui o crime compensa. “Para a nossa felicidade, ninguém fiscaliza essa Casa de Espetáculos (ou Casa da Mãe Joana), só prometem e nada fazem de concreto”, dizia uma enorme faixa na entrada. Realmente, uma casa onde ninguém manda, onde não há pulso forte, qualquer um rouba e faz o que quer, diz um ditado popular. No próximo ano haverá novas e concorridas eleições para saber quem pode participar desta grandiosa festa. Muitos já pensam em participar do pleito e já se anunciam candidatos. “Quem dispensa uma boquinha dessas?”. “Se possível, um Feliz Natal para os de fora”, diziam outras faixas. Haverá mais festas, mas sempre sem a presença do patrocinador principal.






*É Professor em Porto Velho.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Neymar! Quem é Neymar? Messi, o rei do futebol


Barcelona e Messi humilham o Brasil


Professor Nazareno*
       
        
          O Santos Futebol Clube perdeu de quatro.  O Barcelona da Catalunha não tomou conhecimento do time brasileiro e aplicou impiedosamente uma fantástica goleada de quatro gols a zero pela decisão do Mundial de Clubes, edição 2011. Essa lavagem humilhante já era de se esperar, pois o futebol brasileiro está em franca decadência no cenário mundial já faz um bom tempo. Perdemos as duas últimas Copas do Mundo e há muito que não nos destacamos em nenhum campeonato de expressão. A mídia, como sempre, não devia ter dado falsas esperanças aos torcedores santistas e brasileiros uma vez que já sabia da força do time catalão. Além disso, o Santos não tem equipe para enfrentar o Barcelona ou qualquer outro time europeu de menor expressão já que no último campeonato brasileiro, um dos mais fracos e menos técnicos do mundo, ficou num modesto décimo lugar atrás de nulidades como Figueirense e Coritiba. Foi o Santos, mas não teria sido diferente com Flamengo, Vasco, Corinthians ou São Paulo. 
       Não se sabe se o time brasileiro jogou bem ou mal porque simplesmente ele não jogou. Foi a típica partida de uma equipe só, o Barcelona. Aos 23 minutos do primeiro tempo os brasileiros já perdiam por dois a zero e tinham levado uma bola na trave. Totalmente dominadas em campo, as apagadas estrelas santistas se limitaram a assistir à habilidade dos adversários. E o massacre dos catalães não parou: final do primeiro tempo e o placar já estava em três a zero. Na etapa complementar não foi diferente: Messi e companhia continuaram com o seu show de bola. Neymar, totalmente apagado dentro de campo, se limitou a colocar as mãos na cintura em sinal de visível cansaço e quase não viu a bola o jogo inteiro. Um confronto limpo, leal e quase sem nenhuma falta mostrou a indiscutível superioridade do melhor time do mundo, que teve um total de quase oitenta por cento de posse de bola. “Uma verdadeira aula de futebol para os brasileiros” e foi o que fizeram Puyol, Messi, Iniesta, Abidal, Xavi e Fàbregas.
     Esta derrota humilhante do Santos e conseqüentemente do futebol brasileiro veio em boa hora e foi uma das melhores coisas que aconteceram no mundo dos esportes. Justiça foi feita, pois o melhor jogador de futebol do mundo na atualidade é o argentino Lionel Messi do Barcelona e não o medroso e desengonçado Neymar, um reconhecido peladeiro e péssimo profissional que por várias vezes tentou humilhar o seu próximo. Evangélico, se recusou a descer do ônibus de sua equipe junto com os colegas Paulo Henrique Ganso, Durval, Léo, André dentre outros, para visitar um orfanato de crianças portadoras de deficiências só porque a instituição é patrocinada por uma entidade espírita, a Casa Lar Espírita Mensageiros da Luz da cidade de Santos. Outra vez, nas redes sociais desdenhou de brasileiros pobres dizendo que “gastava mensalmente de ração para os seus cachorros, o salário que muitos ganhavam num mês inteiro de trabalho duro”. Sem perceber o mau exemplo, o “moicano” já foi pai aos dezoito anos.
     O tosco e ultrapassado futebol brasileiro é igual a Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia: só proporciona tristeza e decepção. Embora no passado já tenha sido um pouco melhor do que é hoje, este esporte até que poderia trazer alguma alegria aos sofridos torcedores. Garrincha era alcoólatra e pouco fez pelo futebol do Brasil. Zico, embora cantado e endeusado por muitos fanáticos torcedores, jamais ganhou uma Copa do Mundo, Gérson, o que criou a famosa lei, só vivia lesionado. Tostão perdeu um olho e abandonou a carreira precocemente, Casagrande entrou no mundo das drogas. Zagalo vivia às turras com a mídia: “vão ter que me engolir”, disse certa vez. Romário, com uma vida particular cheia de problemas, virou político e hoje é Deputado Federal. Enfim, essa derrota humilhante do Santos mostrou aquilo que é o nosso futebol: nada. Diante da anunciada vergonha, o Santos poderia nem ter entrado em campo para evitar o vexame. Perder por W X 0 é menos vergonhoso e humilhante do que perder de quatro.
     Com um jogo limpo, cadenciado, com passes perfeitos e milimétricos, de domínio absoluto e de competência, os catalães poderiam ter aplicado sete ou oito, mas não quiseram. Talvez para não humilhar ainda mais os fracos adversários. Nem de longe o Messi pode ser comparado a qualquer jogador do Brasil. Assim como Pelé não pode ser comparado a Maradona. É um crime admitir que o argentino é pior do que o brasileiro. Assim como “El Pibe de Oro”, o nosso falso rei também não foi um bom exemplo: não reconheceu uma filha de um relacionamento extraconjugal e sempre foi casado com mulheres brancas como se renegando a sua própria etnia só que ambos são reconhecidos no mundo inteiro como dois grandes desportistas. O futebol no Brasil é coisa do passado e caminhamos inevitavelmente para o fracasso total. Neste país só roubalheira e corrupção. Talvez num campeonato mundial para saber quem é mais corrupto, desonesto e ladrão, o Brasil ganhe disparado uma taça. Até a FIFA já expulsou o Ricardo Teixeira da CBF e talvez o país nem seja mais a sede da próxima Copa. O motivo: roubalheira, claro, além da conhecida desorganização dos brasileiros. Incrível, mas o resumo deste fatídico jogo foi resumido pelo próprio e fracassado Neymar: “o Barcelona nos ensinou como se joga futebol”, disse quase chorando, ao final da partida.







*É Professor em Porto Velho.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Poder Legislativo no Brasil



“Corrupção: o desabafo de Chiquinha Santos”


Professor Nazareno*

         
        O ácido e polêmico discurso da Deputada Estadual Chiquinha Santos do PTBR na Tribuna da Assembléia Legislativa repercute até hoje na mídia. Foram mais de 20 acessos em uma semana e os comentários nas redes sociais viraram uma febre. Não se fala de outra coisa.Uma verdadeira lavagem de roupa suja”, é o que dizem muitos internautas e analistas políticos. A parlamentar não mediu palavras ao se referir aos seus pares acusando-os de ladrões, corruptos, vagabundos, canalhas, cínicos, debochados e acima de tudo insensíveis com o sofrimento do povo que eles dizem representar. “Senhor Presidente, esta Casa de Leis se transformou nos últimos anos na Casa da Mãe Joana, num verdadeiro cabaré sem a madame”, vociferou a combativa deputada. “Isto aqui nunca foi a Casa do Povo como todos insistem em dizer abertamente”, completou.
        Muito irada, a parlamentar afirmou que agindo assim a Assembléia Legislativa não serve para nada e não tem nenhuma função dentro do estado democrático de direito. “Se esta porcaria fosse extinta, não faria falta nenhuma ao povo e seria até uma bênção, pois economizaria dinheiro para ser empregado em benefício da população carente”, disse.  Ela foi mais além e referindo-se a muitos Deputados Estaduais afirmou que os “marmanjos, safados e cafajestes” que infestam a política local deviam tomar vergonha na cara. “Este Estado é conhecido no Brasil inteiro como um lugar onde a roubalheira é institucionalizada e ninguém faz nada para mudar esta triste realidade”. Ela também se referiu ao fato de que nos últimos seis anos foram escândalos e mais escândalos que ajudaram a jogar o nosso nome na lama. “Somos uma terra sem lei”.
        “Até antes do escândalo das fitas mostrando vários deputados pedindo propina ao Governador, que se rouba neste Estado. Depois foi a operação da Polícia Federal quando vários parlamentares foram presos e agora esse novo escândalo”. A deputada reclamou também que quase nenhum envolvido está preso e ninguém, absolutamente ninguém, devolveu um centavo sequer aos cofres públicos. “Nesta Casa de Leis, senhor Presidente, quanto mais ladrão, mais amado. Quanto mais rouba, mais simpático e mais votos recebe na eleição seguinte”. Ela afirmou que o problema da corrupção está no nosso DNA e que em quase todas as casas legislativas do país a situação infelizmente parece ser a mesma. “Até o partido que está no Governo e sempre pediu votos vendendo a moralidade, a honestidade e o zelo com a coisa pública também se corrompeu e viraram traidores da Pátria. Todos agora são corruptos”, sentenciou.
        Foi taxativa ao dizer que “os canalhas são presos numa operação, mas logo dão um jeito de continuar mamando na próxima legislatura. Quando não colocam a esposa, um filho, um parente, ou outro afilhado qualquer para lhe representar, colocam um laranja para se candidatar e recebem quase sempre muitos votos da outra canalhada burra e despolitizada e continuam se enriquecendo às custas do Erário”. E continuou: “Vejam o caso do nobre deputado Albeno Carneiro: vendeu a idéia de que era combativo, consciente e lutava contra os privilégios da Ditadura Militar  e hoje, depois que lhe arrumaram um emprego em Brasília, virou um reacionário de carteirinha. Reage a um simples texto e sem conhecer a realidade dos outros, se mete a dar opiniões contraditórias. Um verdadeiro imbecil”, disse. Chiquinha Santos falou da triste e até agora imutável realidade do “Campo de Extermínio de Pobres” e vaticinou que não entendia como se rouba sem nenhuma culpa o dinheiro que amenizaria o sofrimento daquela gente esparramada pelo chão. “Até agora nenhuma providência foi tomada”.
Falou que se não tomarmos cuidado, as verbas das compensações das usinas serão todas embolsadas pelos canalhas e ladrões e nada sobrará para investimentos. Disse que como sempre nós só ficaremos com o prejuízo ambiental e a ressaca social. “O progresso prometido virou corrupção e desmandos e agora já estão prometendo, de novo, resolver em apenas 90 dias os problemas da saúde que não resolveram em 20 ou 30 anos. Estão mentindo sem nenhum descaramento. Prometem sanear toda a capital e resolver a questão do lixo, da carniça e dos viadutos inacabados”. “Estamos cansados de promessas, senhores. Governem de fato, vossas excelências foram eleitos para isso. Tomem vergonha na cara e respeitem o nosso povo e a nossa gente. Queremos legisladores e governantes sérios, pois é para isso que trabalhamos honestamente e pagamos altos impostos”. “Como vamos brincar o próximo carnaval? Como sairemos na famosa banda?”, indagou de forma veemente. Em silêncio, todos os presentes àquela sessão ordinária se retiraram um a um. Ainda muito emocionada, a Deputada Chiquinha Santos agradeceu ao Presidente daquela Casa de Leis e também se retirou.






*É Professor em Porto Velho.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Roberto Sobrinho, o pai de todos os porto-velhenses!



O povo clama: fica, Sobrinho!


Professor Nazareno*

         
          Recentemente, uma juíza de Porto Velho condenou o Prefeito da Capital, Roberto Sobrinho, à perda da função pública e à suspensão dos seus direitos políticos por cinco anos. Ele teria sido condenado em uma ação civil pública de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público de Rondônia por ter doado um terreno ao Sindicato dos Taxistas e autorizado edificações em área verde do Conjunto Santo Antônio, Zona Norte da capital. O Sindicato foi condenado na mesma ação e cabe recurso da decisão. Claro que este fato não preocupou e nem fez o nosso ilustre Prefeito deixar de tomar a sua costumeira cervejinha de fim de semana. Absolutamente nada vai acontecer com a sua gestão à frente do Executivo municipal. O motivo? Ora, a punição foi determinada no Brasil e levando-se em conta a credibilidade que o nosso Poder Judiciário tem  junto à opinião pública para punir autoridades e ocupantes de cargos públicos em geral, já se sabe qual será o desfecho de mais este caso: nada.
         Sem querer discutir as justas, corretas e pertinentes razões que levaram a egrégia magistrada a tomar esta decisão, é interessante observar que Roberto Sobrinho não é qualquer um. Trata-se de um “JK da Amazônia”. Uma espécie de Pereira Passos ou um Jaime Lerner à frente da administração da nossa capital. Ninguém jamais viu este eminente líder usando o “Leva Eu”, almoçando no restaurante popular, dando aulas, apostando na mega-sena, assistindo a um programa policial ou fazendo algo que o identificasse como um homem simples. Sobrinho é uma estadista de primeira grandeza. “A luz de Porto Velho”, uma espécie de líder carismático ao qual todos de bom senso deviam seguir. A História de Porto Velho se divide em duas fases bem distintas: antes e depois de Roberto Sobrinho. Com o dinheiro que está entrando nesta cidade é impossível não perceber o grande canteiro de obras em que este lugar se transformou: maternidade, viadutos, asfalto, regularização fundiária, saneamento básico, restaurante popular, arborização, coleta seletiva de lixo, coletivos exemplares, habitação, lazer...
Recentemente um pseudo “carteiro gaúcho” teria dito que a nossa linda e aconchegante cidade era um esgoto a céu aberto e que também era um lugar cheio de defeitos, pessoas preguiçosas, lixo, carniça e sujeiras. Claro que ele estava falando da Porto Velho pré-Roberto Sobrinho. Além do mais é incompreensível que um indivíduo que tenha vindo da Serra Gaúcha, Porto Alegre ou Curitiba consiga ver tantas coisas ruins por aqui. A capital de Rondônia é uma espécie de paraíso na terra. E foi graças ao espírito empreendedor e arrojado de Roberto Sobrinho que esta cidade se transformou na formosura que é. O povo de Porto Velho adora Sobrinho. Eu particularmente se fosse uma mulher, e ele aceitasse, seria sua amante de tanto que o admiro. Ele é o meu guru. O PT, Partido dos Trabalhadores, ao qual ele pertence, é o meu guia. Nem leio mais a Bíblia nem Machado de Assis, apenas o Estatuto do PT. Gosto deste partido porque ele vê inocência em tudo. Epifânia, não. Santa Epifânia. São Nereu, São José Dirceu, Santa Fátima Cleide, São Lula. E o santo maior, uma espécie de Deus: São Roberto Sobrinho.
         As principais diretrizes do PT foram retiradas da Bíblia, tenho certeza. E para trabalhar tanto em benefício do povo só sendo algo divino mesmo. Um partido totalmente sem defeitos. E qualquer deslize, “a culpa é toda da mídia, que distorce os fatos”, como diz um intelectual, cientista social e militante das primeiras horas da agremiação. Em Porto Velho o povão está ao lado de Sobrinho e saberá, nas próximas eleições, reconduzir ao poder pela terceira vez consecutiva, o partido que mais se identifica com os anseios populares. “O indicado de Sobrinho, será o próximo Prefeito desta cidade”, é a cantilena que se ouve comumente do centro à periferia. Nunca, em momento algum, nenhum único centavo foi desviado da Prefeitura de Porto Velho para outros fins que não fosse para benefício do povão, dos desassistidos, dos carentes. 
           O nosso carismático e estimado líder sairá da Prefeitura muito mais pobre do que entrou, é a certeza que todos têm. “Robertópolis” ou “Sobrinhópolis” que nomes lindos para esta cheirosa e bem cuidada cidade. Por isso, meu grande líder e benfeitor dos humildes, não se preocupe com esta decisão de uma “vara qualquer”. Tudo passa. E isto só pode ser inveja ou perseguição de alguns poucos inconformados com a sua grande e majestosa administração. Até a Câmara Municipal lhe dá todo o apoio necessário. Os bons e honestos vereadores daqui o amam. Os porto-velhenses deviam fazer uma passeata para manifestar a admiração por este grande homem. Entenda que no mundo só existem duas pessoas importantes e sérias: a primeira é você, claro, e a segunda, quem você indicar. Por tudo isso, insubstituível companheiro, peça para a Justiça me punir em seu lugar e se algo acontecer a você, juro que me mato, pois não suportaria tamanha agonia!






*É Professor em Porto Velho.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Dois países, duas realidades diferentes.


Quando ocorreu a independência dos Estados Unidos da América, o discurso do seu primeiro presidente George Washington era taxativo em relação ao modelo de Estado que nascia ali, no momento da independência. Ele afirmou: O Estado que nasce hoje, nasce com o objetivo de liderar o mundo na política, economia e cultura. Seremos mais fortes se o Estado existir para fortalecer seu povo, somente assim, seremos os líderes do novo mundo que surge com a nossa independência. Quanto mais rico e culto for nosso povo, mais condição terá de liderar o mundo”. O discurso ecoou e todos os demais presidentes e líderes seguiram o caminho apontado na origem. Os Estados Unidos se transformaram na potência que conhecemos. O Estado, lá, existe para responder aos anseios do povo que ele representa.
Na independência do Brasil, o nosso patrono, José Bonifácio de Andrada ao lado de duas dúzias de latifundiários e escravocratas, mais nosso Imperador “português” Dom Pedro I, também lançaram um modelo de Estado. Afirmando: Hoje, sete de setembro de 1822, nasce o Estado Independente do Brasil, mais poderosos seremos nós, proprietários de terras e escravos se dominarmos e explorarmos profundamente nosso povo. Mantemos a escravidão, mantemos o latifúndio, mantemos o povo distante das decisões políticas”. O Brasil se transformou na “república das bananas” e o Estado existe unicamente para concentrar renda explorando como se tornando um eficiente parasita em nossas vidas, existimos, cidadãos brasileiros, para alimentar esse monstro criador de desigualdades sociais. Todos os governantes posteriores, desde, a camarilha de nosso patrono José Bonifácio e Pedro I até nossa “presidenta” Dilma, aplicaram a teoria presente naquele momento, teoria responsável pelo terrível abismo social brasileiro existente.

Leia o artigo completo no site www. rondoniadinamica.com.br

Professor Emmanoel Gomes, historiador e membro da Academia Vilhenense de Letras.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Nós, os otários de sempre!





"Pearl Habor" em Rondônia


Professor Nazareno*


Há exatos 70 anos, em plena Segunda Guerra Mundial, o dia sete de dezembro de 1941 entrou para a História dos Estados Unidos como o “Dia da Infâmia”. Sem uma declaração formal de guerra, tropas japonesas atacaram de surpresa a base naval norte-americana de Pearl Habor nas ilhas havaianas no Oceano Pacífico. Ao raiar do dia, exatamente às 7 horas e quarenta minutos da manhã, quase quinhentos caças e aviões de combate liderados pela Marinha Imperial do Japão bombardearam sem dó nem piedade as tropas americanas causando quase três mil mortos entre civis e militares além de provocar sérias avarias a então máquina de guerra dos Estados Unidos e forçando o país a entrar em definitivo naquele conflito mundial. Sete de dezembro de 2011 o STJ, Superior Tribunal de Justiça, defere liminar em favor de Valter Araújo, Deputado Estadual de Rondônia, preso na Operação Termópilas e acusado dentre outras coisas de formação de quadrilha, peculato, roubo de dinheiro público e obstrução de provas. Ele estava enjaulado desde o dia 18 de novembro e passou apenas 19 dias na cadeia.
Se o traiçoeiro ataque japonês à frota norte-americana serviu para levantar o ânimo da população dos Estados Unidos a exigir vingança a qualquer custo, a liberdade, em Rondônia, de mais um ladrão do nosso dinheiro serviu para nos calar ainda mais diante da impunidade que se anuncia. Uma vergonha de proporções oceânicas tomou de assalto todos os rondonienses e brasileiros sérios que ainda restam neste mar de corrupção e lama. Estou com vergonha de dizer que sou morador deste Estado e deste país depois desta afronta, desta traição, deste deboche. Parece até um complô das autoridades contra o povo honesto, trabalhador e fiel pagador de impostos. Porém Valter Araújo não está sozinho nestas ações, ele conta com a burrice de alguns irmãos evangélicos que lhe defendem a qualquer custo, dos bajuladores de plantão, dos muitos pastores que receberam adiantado para pedir votos para o “irmão de fé” e de uma legislação brasileira frouxa, elitista e muitas vezes conivente. Não nos enganemos: os oito deputados acusados desta infâmia receberam de nós, despolitizados eleitores rondonienses, o total de quase cem mil votos nas últimas eleições. Ou seja, aqui elegemos pessoas para nos roubar. Não são só 3 ou 4 ladrões. Muita gente os colocou lá.
Muito diferente dos japoneses da Segunda Guerra Mundial, Valter Araújo ainda vai exigir o rótulo de inocente e perseguido político, ajudado por bons advogados e por uma campanha de marketing direcionada a todos nós, estúpidos eleitores, e quer voltar a dirigir a ALE. O povo esquece muito rápido. A Operação Dominó, em agosto de 2006 na mesma Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia já caiu no esquecimento de quase todos os eleitores deste Estado. E até hoje, não foi devolvido um centavo sequer do que foi surrupiado dos pobres e miseráveis. E o pior: ninguém está preso. No Brasil, para os políticos, o crime compensa. O restante dos presos na Operação Termópilas da Polícia Federal será solto em breve, nenhum deles vai devolver um único centavo aos cofres públicos e todos sairão com a ficha mais do que limpa depois de todos estes escândalos que mancharam para sempre o já sujo nome de Rondônia no cenário nacional. Se fosse na China, depois de julgados e condenados à morte, a família dos acusados pagaria a bala que certamente tiraria a vida destes patifes. Nos Estados Unidos ou num país sério seria prisão perpétua para cada um destes miseráveis ratos catitas.
As nossas históricas cegueira e burrice parecem querer nos condenar ao eterno sofrimento e à vergonha. Já perdemos a pouca capacidade que tínhamos de nos indignar. Falta-nos, enquanto povo, enquanto sociedade, a consciência política que sobrou aos universitários da Unir quando expulsaram Januário da reitoria. Falta um Governo de fibra a este Estado e a este país. Falta Justiça de verdade para caçar e cassar todos aqueles que dilapidam o Erário. Falta, enfim, vergonha na cara. Rondônia, neste fim de ano de 2011 é o caos completo, um lugar quase inabitável: polícia amotinada, caçambas no meio da principal avenida da capital, viadutos e outras obras totalmente paralisadas e sem data para terminar, caos no trânsito, hospital João Paulo Segundo ainda com pacientes esparramados pelo chão e sem perspectivas de melhorar, roubos e assaltos se multiplicando por todas as cidades do Estado, insegurança, medo, desespero, calamidade. Por isso, Rondônia devia colocar na sua curta História o sete de dezembro como o “Dia da Vergonha”. O dia em que o mal venceu. O dia em que fomos feitos de trouxas e rimos da nossa própria desgraça feito hienas. Os Estados Unidos sofreram o baque do dia da infâmia, mas o usaram para ir à forra. Venceram, se vingaram e depois se tornaram uma grande potência. O nosso dia foi para ficarmos mais pobres e burros.





*É Professor em Porto Velho.

Inernauta explica por que Valter Araújo já foi solto




Francisco Carlos · Quem mais comentou  (Comentário extraído do site www.rondoniaovivo.com.br)

O que esperavam, algo diferente? para aqueles que ainda não sabem, vai uma leve explicação de como são nomeados aqueles que têm por "missão" julgar políticos:

Ministros dos Tribunais: NOMEADOS PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, APÓS RECEBER LISTA TRÍPLICE E DEPOIS DE SEREM SABATINADOS POR SENADORES E DEPUTADOS FEDERAIS;


Procurador geral de Justiça da República (que oferece denúncia de crime contra Presidente da República e demais entes políticos com foro especial:

 

NOMEADOS PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, APÓS RECEBER LISTA TRÍPLICE E DEPOIS DE SEREM SABATINADOS POR SENADORES E DEPUTADOS FEDERAIS;

Desembargadores dos Tribunais Estaduais: NOMEADOS PELO GOVERNADOR DO ESTADO, APÓS RECEBER LISTA TRÍPLICE E DEPOIS DE SEREM OBVIAMENTE, "DE ALGUMA FORMA, ENTREVISTADOS";


Procurador Geral de Justiça dos Estados (que oferecem denúncia cont
ra Governador e Autoridades com foro privilegiado nos Estados): NOMEADOS PELO GOVERNADOR DO ESTADO, APÓS RECEBER LISTA TRÍPLICE E DEPOIS DE SEREM OBVIAMENTE, "DE ALGUMA FORMA, ENTREVISTADOS";

(ministros) Conselheiros do Tribunal de Contas da União(que analisa e julga o uso de dinheiro público por políticos): Indicados por políticos, vagas reservadas para partidos, nomeações sempre de políticos, parentes ou parceiros de políticos mais fortes do cenário nacional;

Conselheiros dos Tribunais (de faz) de Contas dos Estados: Nomeados Pelo Governador, depois de serem indicados pela Assembléia Legislativa, pelo próprio Executivo. Geralmente ou sempre, são políticos ardilosos, astutos que de alguma forma, CONSEGUEM SER INDICADOS PARA A VAGA ABERTA, sabe-se lá por quais métodos, em Rondônia, é púiblico as qualificações de alguns conselheiros!

Então senhores abstinados comentaristas, COM UM SISTEMA DESTES, ARQUITETADO E PLANEJADO PARA PERMITIR A FRAUDE, O ROUBO, A DILAPIDAÇÃO, os senhores acham mesmo, QUE POLÍTICOS, JUDICIÁRIO, EXECUTIVO E LEGISLATIVO IRÃO CRIAR UM CÓDIGO DE LEIS QUE OS IMPEÇAM DE ROUBAR E CONTINUAR NA TOTAL IMPUNIDADE!!!!!

 E TEM MAIS,

Para aqueles que ainda têm alguma esperança de que, POLÍTICO LADRÃO SEJA PUNIDO NESTE PAIZINHO DE FAZ DE CONTA, VAI UM DADO REAL:


Desde a Constituição de 1988, APENAS DOIS DEPUTADOS FEDERAIS FORAM CONDENADOS PELOS TRIBUNAIS SUPERIORES DE NOSSA (SIC) JUSTIÇA!!!!!!!