A
extrema-direita também rouba!
Professor
Nazareno*
Claro
que sim! Principalmente no Brasil. E isto não é novidade para ninguém. Na
verdade, ela sempre roubou, foi corrupta, sempre desviou recursos públicos,
teve vários integrantes seus que enriqueceram ilicitamente, prevaricou e na política
faz de tudo para se manter no poder. Isso sem falar que sempre foi golpista e
nunca esteve ao lado dos pobres, dos trabalhadores e também daqueles eleitores
que sempre votaram nos seus candidatos. E a esquerda? Pelo menos em nosso país
não há muita diferença entre direita, esquerda e extrema-direita. É tudo
farinha do mesmo saco. Diogo Mainardi, escritor e colunista, disse certa
vez que “no Brasil não existe direita nem esquerda. O que existe é um bando
de salafrários, vagabundos, ordinários e corruptos que vez ou outra se juntam
para roubar o dinheiro do povo”. É obvio que devam existir algumas
exceções.
O
problema é que na nossa política, o que mais se tem visto ultimamente são os
caciques e também quase todos os políticos e eleitores da extrema-direita
reacionária dizendo que Lula e o PT são um bando de ladrões. “Lula
Ladrão!” é um mote que se popularizou naquele meio. Mesmo que não se
saiba exatamente o que foi roubado, repete-se a frase como um mantra. Eu não
acuso a esquerda nem os seus políticos de terem roubado alguém ou alguma coisa,
mas também não duvido. E eis que agora é a extrema-direita que se
vê em maus lençóis com o recente escândalo do Banco Master e de seu
proprietário Daniel Vorcaro. É aquela velha máxima de Vladimir Lenin se
repetindo: “acuse seus adversários daquilo que você faz. Chame-os do que
você é”. Toda a extrema-direita nacional se viu diante do espelho. E
agora, quem rouba? Quem é roubado?
Parece
que o banqueiro é agora “irmão e amigo” de todo mundo da
extrema-direita. Pelo menos é o que se observa nos áudios vazados. Flávio
Bolsonaro, que já está sangrando nas pesquisas para presidente por causa do seu
envolvimento com Vorcaro, pode ter dado adeus as suas pretensões políticas. Ciro
Nogueira, presidente do PP e ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro,
recebia mensalmente uma gorda mesada do dono do Banco Master. Era cotado para
ser candidato a vice-presidente na chapa de Flávio nas próximas eleições. Até o
“falante” deputado Sóstenes Cavalcante do PL do Rio de
Janeiro teria sido flagrado pela Polícia Federal com quase 400 mil reais dentro
de sua casa numa recente operação policial. Ele afirmou que a origem desse
dinheiro é lícita. Já pensou se estes fatos tivessem como protagonistas
políticos da esquerda e do PT de Lula?
Em
termos de corrupção e de roubar ou desviar dinheiro público a contenda parece
que está empatada no Brasil. E como fazer para votar sem correr o risco de
eleger ladrões, canalhas e corruptos? Simples, basta escolher candidatos que
mostram na prática a defesa dos mais humildes. Jamais votar em quem quer
expulsar os pobres das cidades. Por que votar em políticos que são assumidamente
contra a diminuição da jornada de trabalho no país? Como votar em candidatos
que querem criar uma jornada de 52 horas semanais de trabalho? Político
inimigo do trabalhador? Não! Há políticos honestos
e candidatos também honestos, embora sejam exceções. Se o candidato é
favorável à diminuição da maioridade penal ou é contrário à política de
direitos humanos não devia receber votos. Como um eleitor pobre votará
num futuro presidente, deputado, governador ou senador que é contra as
políticas sociais? Eleger corruptos ou ladrões é perigosíssimo.
*Foi Professor em Porto Velho.
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