quinta-feira, 21 de maio de 2026

A extrema-direita também rouba!

A extrema-direita também rouba!

 

Professor Nazareno*

 

            Claro que sim! Principalmente no Brasil. E isto não é novidade para ninguém. Na verdade, ela sempre roubou, foi corrupta, sempre desviou recursos públicos, teve vários integrantes seus que enriqueceram ilicitamente, prevaricou e na política faz de tudo para se manter no poder. Isso sem falar que sempre foi golpista e nunca esteve ao lado dos pobres, dos trabalhadores e também daqueles eleitores que sempre votaram nos seus candidatos. E a esquerda? Pelo menos em nosso país não há muita diferença entre direita, esquerda e extrema-direita. É tudo farinha do mesmo saco. Diogo Mainardi, escritor e colunista, disse certa vez que “no Brasil não existe direita nem esquerda. O que existe é um bando de salafrários, vagabundos, ordinários e corruptos que vez ou outra se juntam para roubar o dinheiro do povo”. É obvio que devam existir algumas exceções.

            O problema é que na nossa política, o que mais se tem visto ultimamente são os caciques e também quase todos os políticos e eleitores da extrema-direita reacionária dizendo que Lula e o PT são um bando de ladrões. “Lula Ladrão! é um mote que se popularizou naquele meio. Mesmo que não se saiba exatamente o que foi roubado, repete-se a frase como um mantra. Eu não acuso a esquerda nem os seus políticos de terem roubado alguém ou alguma coisa, mas também não duvido. E eis que agora é a extrema-direita que se vê em maus lençóis com o recente escândalo do Banco Master e de seu proprietário Daniel Vorcaro. É aquela velha máxima de Vladimir Lenin se repetindo: “acuse seus adversários daquilo que você faz. Chame-os do que você é”. Toda a extrema-direita nacional se viu diante do espelho. E agora, quem rouba? Quem é roubado?

            Parece que o banqueiro é agora “irmão e amigo” de todo mundo da extrema-direita. Pelo menos é o que se observa nos áudios vazados. Flávio Bolsonaro, que já está sangrando nas pesquisas para presidente por causa do seu envolvimento com Vorcaro, pode ter dado adeus as suas pretensões políticas. Ciro Nogueira, presidente do PP e ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, recebia mensalmente uma gorda mesada do dono do Banco Master. Era cotado para ser candidato a vice-presidente na chapa de Flávio nas próximas eleições. Até o “falante” deputado Sóstenes Cavalcante do PL do Rio de Janeiro teria sido flagrado pela Polícia Federal com quase 400 mil reais dentro de sua casa numa recente operação policial. Ele afirmou que a origem desse dinheiro é lícita. Já pensou se estes fatos tivessem como protagonistas políticos da esquerda e do PT de Lula?

            Em termos de corrupção e de roubar ou desviar dinheiro público a contenda parece que está empatada no Brasil. E como fazer para votar sem correr o risco de eleger ladrões, canalhas e corruptos? Simples, basta escolher candidatos que mostram na prática a defesa dos mais humildes. Jamais votar em quem quer expulsar os pobres das cidades. Por que votar em políticos que são assumidamente contra a diminuição da jornada de trabalho no país? Como votar em candidatos que querem criar uma jornada de 52 horas semanais de trabalho? Político inimigo do trabalhador? Não! Há políticos honestos e candidatos também honestos, embora sejam exceções. Se o candidato é favorável à diminuição da maioridade penal ou é contrário à política de direitos humanos não devia receber votos. Como um eleitor pobre votará num futuro presidente, deputado, governador ou senador que é contra as políticas sociais? Eleger corruptos ou ladrões é perigosíssimo.

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

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