quarta-feira, 11 de março de 2026

Precisamos da bomba atômica

Precisamos da bomba atômica

 

Professor Nazareno*

 

O Brasil precisa urgentemente de ter uma bomba atômica. Não! Não é para atacar ninguém e muito menos para jogar em nenhum outro país, mas para impor mais respeito na conjuntura política internacional e também para não ser tão rebaixado pelas potências nucleares como, por exemplo, os Estados Unidos. Segundo muitos especialistas, o nosso país possui a capacidade tecnológica, muito urânio e conhecimento técnico suficiente para produzir uma bomba nuclear em um prazo até relativamente curto se decidisse fazê-lo. No entanto, o desenvolvimento de armas nucleares é proibido pela nossa Constituição (que limita o uso da energia nuclear só para fins pacíficos) e por tratados internacionais assinados. O TNP, Tratado de Não Proliferação Nuclear, em vigor desde 1970 impede a disseminação de armas nucleares no mundo e busca também promover o desarmamento.

O engraçado e irônico é que esse tratado só permitiu que apenas cinco países (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido) pudessem ter armas nucleares em seus arsenais. E não é à toa que esses mesmos países formam o Conselho de Segurança da ONU, a fracassada Organização das Nações Unidas. Só que depois desse tratado, mais quatro países já entraram para o clube nuclear: Israel, Índia, Paquistão e Coreia do Norte. O Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (TPAN), adotado em 2017 e em vigor desde 2021, é o primeiro acordo internacional juridicamente vinculativo que proíbe o desenvolvimento, teste, produção, armazenamento, uso ou ameaça de uso de armas nucleares. Com o objetivo final de eliminação total, o tratado foi impulsionado e assinado por mais de 80 países, Brasil inclusive embora as potências nucleares não tenham aderido.

Com uma política externa extremamente agressiva, Os Estados Unidos e a Rússia principalmente agridem outros países do mundo a hora que querem. Quando a União Soviética se desmantelou, a Ucrânia herdou vários foguetes balísticos com ogivas nucleares e um outro tanto de bombas atômicas. Mas em troca da paz e da promessa de não ser invadida no futuro, entregou “de mãos beijadas” tudo para a Rússia. Não deu outra: foi invadida pelos russos e hoje está perdendo territórios numa velocidade avassaladora. Se tivesse essas armas, duvido que o facínora do Vladimir Putin tivesse invadido o vizinho. Com a bomba atômica em mãos, a Índia peitou a China e assustou o vizinho e arqui-inimigo Paquistão. Os paquistaneses produziram a sua bomba e brecaram as ações belicosas dos indianos. E se a Venezuela tivesse também a sua bomba atômica?

Duvido que o covarde Donald Trump tivesse tido coragem de atacar o país sul-americano. O Irã já devia ter produzido suas armas nucleares há tempos. Nem os sionistas israelenses nem os assassinos norte-americanos teriam atacado e nem quereriam briga com os aiatolás. Por que Israel pode ter armas nucleares e os iranianos não? Se outro país do Oriente Médio tivesse um bom arsenal nuclear, os judeus estavam “pianinho” e não teriam assassinado de forma covarde e infame mais de 70 mil mulheres, velhos e crianças na Faixa de Gaza. Por que as potências ocidentais não atacam a Coreia do Norte? Têm medo de quê? Os mísseis balísticos intercontinentais e as mais de 90 ogivas nucleares de Kim Jong-un não estão para brincadeiras. O Brasil tinha que ter uma bomba, sim! Com ela, jamais nos curvaríamos para ninguém no cenário internacional. Os taludos norte-americanos não interviriam na nossa política e nos respeitariam. Mas cadê Lula e o PT?

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

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