domingo, 29 de janeiro de 2017

O que há comigo?


O que há comigo?

Professor Nazareno*

            Há certamente algo esquisito acontecendo comigo. Não sei o quê é, mas muitos amigos meus já me advertiram com relação as minhas atitudes diárias. Não mudei em absolutamente nada a minha opinião em relação aos fatos cotidianos. Sou brasileiro nato, não nasci em Rondônia, mas sou “rondoniense de coração” e sempre estive em consonância com as coisas daqui, do Brasil e do mundo. Sou cristão convicto, pai de família exemplar, casado há mais de 35 anos com a mesma pessoa, acredito cegamente em Deus todo poderoso, vou semanalmente à igreja, refuto o Satanás e leio diariamente a Bíblia. Sempre defendi os bons costumes e a convivência harmoniosa entre todas as pessoas. Acho que a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos foi uma boa opção para o mundo. Com este grande estadista no poder, viveremos uma revolução do bem.
            Nas últimas eleições, por exemplo, votei no Dr. Hildon Chaves para prefeito de Porto Velho e também num candidato a vereador que é evangélico, homem de Deus mesmo. Sou fã de carteirinha deste ex-promotor de justiça e percebo que ele é o único que vai resolver os poucos problemas que nossa cidade enfrenta. Vibrei com a posse de Michel Temer e sempre apoiei a saída do PT e da Dilma Rousseff do poder. Eles queriam transformar o Brasil em uma nação comunista. Um absurdo isso. Não entendo por que às vezes recebo críticas de certas pessoas. Será inveja? Com relação aos motins dentro das penitenciárias acho normal que os presos se matem, pois ficarão bem menos e a violência acabaria logo. Defendo que quanto mais mortes nas cadeias melhor para o Brasil. Que mal há em se pensar assim? Muitos também pensam assim como eu.
            Sou fã e seguidor de Jair Bolsonaro e vou votar nele para presidente em 2018. Acho que “bandido bom é bandido morto” e acredito que os “Direitos Humanos” foram criados para proteger bandidos e malfeitores e deviam ser extintos de nossa sociedade. Nas redes sociais às vezes curto publicações ditas machistas, preconceituosas, racistas, homofóbicas e misóginas. Amo o funk e também o sertanejo universitário e não perco um só programa da televisão nos domingos à tarde. Leio muito, principalmente os colunistas de Porto Velho. Opinião de Primeira do excelente jornalista Sérgio Pires é minha coluna preferida. Coerente, sério, instrutivo e atual nunca entendi por que o eminente escriba jamais foi indicado aos prêmios Esso e Pulitzer de jornalismo. Seus ricos textos pregam a paz e a boa convivência entre os mais variados setores sociais.
            Como cidadão, apoio a mutilação de livros “imorais” como determinou recentemente o prefeito de Ariquemes. Os professores que escolheram estes livros estão totalmente errados e não devem ser levados em consideração. Simples, assim! Se o estadista Thiago Flores quiser, serei um picotador oficial dessas obras didáticas. Já comprei várias tesouras. Se existem coisas erradas na cidade como o homossexualismo e famílias que não sejam as tradicionais, ninguém deve mesmo ficar sabendo. Aliás, se não forem pai, mãe e filhos biológicos é família? Essa interferência do Estado na criação dos nossos filhos só pode ser coisa do PT, o único partido envolvido em corrupção e desmandos em nosso país. Além do mais, os petistas querem corromper as futuras gerações deste país e é preciso agir em nome da moral e dos bons costumes. Não entendo por que me chamam de coxinha, reacionário e conservador. Estou espantado!



*É Professor em Porto Velho.

2 comentários:

Marcelo Negrão disse...

Valeu, Professor! É assim que se fala!

Ester Games disse...

Irônica total.