quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Quinze anos sem arrogância



Quinze anos sem arrogância

Professor Nazareno*
           
            Há exatos 15 anos o “Império do Mal” era atingido em seu próprio coração e a alegria tomava conta do mundo civilizado. No dia 11 de setembro de 2001 aviões civis norte-americanos, comandados por pilotos suicidas, desfecharam ataques contra alvos imperialistas dentro do próprio território inimigo. O World Trade Center e o Pentágono, respectivamente símbolos dos poderes econômico e militar dos Estados Unidos foram alvos da vingança, a mais poderosa e letal arma atribuída a combatentes muçulmanos sob as ordens de Osama Bin Laden, ex-aliado da CIA e da Casa Branca, que seria o alvo político. O governo de George W. Bush, o filho, é obrigado a engolir a empáfia e a arrogância que sempre caracterizaram aquele povo metido a “deus”. O mundo mudou e para melhor depois que os poderosos tiveram que engolir a seco todo o seu pedantismo.
            Claro que se deve lamentar a morte de quase três mil inocentes, embora os EUA nunca lamentem as mortes que ainda causam ao redor do mundo em suas investidas imperialistas e assassinas. Foi assim na guerra do Vietnã, na década de 1960 quando mataram criancinhas asiáticas com gás Napalm. Foi assim também em 1945 quando trucidaram os japoneses com dois covardes e desnecessários ataques atômicos. Os yankees sempre se autoproclamaram os donos do mundo e por isso pagaram o preço da soberba no Pearl Harbor moderno, o 11 de setembro. Até para nós brasileiros sobrou: foi em 1964, no golpe militar para agradar àqueles ambiciosos capitalistas. A nossa Ditadura Militar foi reconhecida pelos malditos norte-americanos antes de qualquer país. Por isso, o governo golpista de Michel Temer também já foi reconhecido por eles.
            Os Estados Unidos são uma nação amaldiçoada cuja população é repleta em sua maioria de ladrões, prostitutas e viciados em drogas e não têm muito que ensinar ao mundo civilizado. Procuram impedir a todo custo que iludidos cidadãos do “resto do planeta” não entrem em seu país. Várias adolescentes brasileiras, por exemplo, foram recentemente barradas e presas injustamente em suas fronteiras. Donald Trump, atual candidato à presidência do país, é o maior exemplo desta infame xenofobia. Eles tentam a todo custo imitar o que veem na Europa desenvolvida, humana e civilizada. Mas são uma pátria de pessoas arrogantes e prepotentes em sua maioria, mesmo que invistam como ninguém em educação, pesquisas, esportes e IDH. Têm, é verdade, seis das dez melhores universidades do mundo, mas só usam o bem quando é para si mesmos.
            Conheço muitos países do mundo, mas não os Estados Unidos, onde me orgulho de nunca ter ido e nem quero. Jamais entendi por que muitos de nossos jovens e adolescentes, das classes média e média alta principalmente, têm como vontade maior conhecer aquele inferno na terra. O que aprenderiam lá além do xenofobismo, da violência, da injustiça e da arrogância? Pátria de obesos, cardíacos, do preconceito racial, da KKK e de chacinas, os EUA nunca foram um bom lugar para se visitar. Desde a sua independência em 1776 que semeiam guerras e revoluções mundo afora para poder aumentar sua fortuna com a desgraça alheia. Foi assim nas duas guerras mundiais, na Guerra Fria, na Guerra da Coreia, na Guerra do Vietnã e na Guerra ao Terror. Os milhões de mortos são consequências macabras do seu imperialismo já decadente. De forma ousada, a criatura, Bin Laden, fez o criador engolir todo o seu orgulho e maldade.




*É Professor em Porto Velho.

Um comentário:

Fládson B. M. Freitas disse...

Olá caro Tio Naza, como vai??! Eu me chamo Fládson, tenho 24 anos de idade (vinte e quatro é o meu número da sorte, entendeu o recado??!), fui seu aluno no Projeto Terceirão JBC em 2010. Naquele ano, conheci este blog e deste então sempre dou uma passadinha por aqui para ver as novidades. Desde pequeno gosto de ler e escrever, e confesso que após tê-lo conhecido passei a nutrir ainda mais interesse pela arte da comunicação escrita.
Eu me divirto com a ironia ácida, inteligente, e com os recadinhos codificados (alfinetadas!, indiretas!) tão presentes e característicos da sua obra literária. Aliás, professor, publique um livro que eu compro! Um não, publique vários!
Sabe Teacher..., é bem difícil, para não dizer impossível, agradar a Deus e ao diabo ao mesmo tempo. Logo, é óbvio que muitos amam, adoram, idolatram os seus textos, enquanto que outros o detestam pelo simples fato de que é impossível agradar a todo mundo!
E é fato também que o nobre professor (vulgo Titio Naza) foge do lugar-comum, da mesmice, dos clichês, da "sabedoria popular" (sabedoria popular que nem é lá tão sábia, como bem disse Millôr Fernandes). O nobre professor não faz parte de los hombres mediocres identificados pelo argentino Jose Ingenieros.
O caro Titio Naza desnuda a realidade, sem maquiagem nem efeitos plastificados de Photoshop, trilhando um caminho já aberto por Nelson Rodrigues.
Às vezes, eu fico me perguntando e até me preocupo: será que o Professor Nazareno sofre muito durante o processo de criação dos textos??? Será que ele fica triste, deprimido, será que baixa nele o espírito do velho ranzinza... Ou será que é tipo sentar no vaso sanitário, soltar um pum e a obra já está feita??!
O humor negro do Tio Naza às vezes me assusta. E me faz rir. Aliás Tio Naza, humor negro é racismo???!
Eu penso no Professor Nazareno e surge em minha cabeça duas figuras, dois blogueiros polemistas: a cubana Yoáni Sanchez e o chinês Ai WeiWei. Eles criticam e criticam a realidade político-cultural de seus respectivos países, sem medo, dando a cara a tapa, e por isso são tão queridos e aplaudidos.
Enfim, professor, a mensagem que eu deixo ao senhor é que continue sendo assim, um CIDADÃO consciente de seus direitos e responsabilidades, um CIDADÃO tão necessário a nossa linda capital, a nossa querida e quase (quase???) sucateada PVH City.

Beijos no seu coração e fique com a mensagem do nosso amiguinho, a formiguinha Smilinguido: "Jesus nos enche com o seu amor"!!!