domingo, 22 de junho de 2008

Texto do professor Nazareno publicado no blog do Reinaldo Azevedo da Revista Veja



A Serpente e o 11 de Setembro

* Professor Nazareno

O dia 11 de setembro está vergonhosamente se incorporando em definitivo à História de vários países do mundo. No Brasil, a mídia tem dado mais destaque a essa data do que ao nosso 7 de setembro. Por medo ou puxa-saquismo o nosso presidente invocou o Protocolo do Rio, uma jurássica convenção que previa mobilização geral de todos os países das Américas em caso de um dos seus membros ser atacado. Esquecido das aulas de História, FHC nada falou sobre a falta de mobilização regional durante a Guerra da Malvinas quando a Inglaterra, ajudada pelos Estados Unidos, massacrou a Argentina. Puxar saco e adular a grande potência militar-imperialista do Norte tornou-se rotina. A revista Veja, que se autodenomina como uma das mais lidas do mundo, transformou-se em porta-voz da Casa Branca. Os nossos noticiários defendem de forma cabal as agressões ianques mundo afora. Mal as torres ruíram, nossas casas foram invadidas por dramalhões tendenciosos que apontavam os norte-americanos como as grandes vítimas do terrorismo internacional. Osama Bin Laden, o Antônio Conselheiro das Arábias, conheceu o inferno quando foi acusado sem provas de ser o mentor do ataque. Se verdadeiramente culpado, a maior potência do mundo já teria rompido a proteção e tinha chegado ao seu paradeiro.

Mas não havia nem completado um ano do episódio do World Trade Center que os EUA estavam tramando junto com os seus aliados ingleses a invasão do Iraque. As autoridades norte-americanas acenam com a possibilidade de invadir aquele país soberano com ou sem o aval do Conselho de Segurança da ONU. E o objetivo é claro: tirar Saddam Hussein do poder a qualquer custo. E por quê? Afirmam os agressores que “o tirano de Bagdá” estaria fabricando armas de destruição em massa e planeja um ataque à América. Essa visão delirante e messiânica de Washington e Londres serve apenas para encobrir o óbvio: não existe guerra que não seja movida por interesses puramente econômicos. O Iraque detém a segunda maior reserva de petróleo do planeta sendo apenas superado pela Arábia Saudita. E como americanos e ingleses não exploram (ainda) essa imensa riqueza devido à Guerra do Golfo, a hora de cravar as unhas nesta veia aberta chegou.

Apesar da sua notória estupidez geográfica, política e histórica, o presidente George W. Bush sabe muito bem fazer afagos na poderosa indústria bélica dos Estados Unidos. Uma guerra por ano supre os interesses dos belicistas americanos. Resolvido o incômodo com Saddam, os olhos do grande ofídio podem se voltar contra a Colômbia, Cuba ou mesmo o Brasil (com a Amazônia e tudo). A ALCA nada mais é do que o ovo da serpente. Bem adubado, o terreno enganoso do livre comércio entre os países das Américas pode ser a ponta do iceberg para uma futura dominação das nações amazônicas com suas incalculáveis riquezas. Embora hoje os EUA não dêem bola para a ecologia, o delírio preservacionista pode servir muito bem como pano de fundo para ratificar agressões que venhamos a sofrer.

Recusando-se a participar dos atuais debates sobre a questão ambiental, atacando países soberanos, promovendo massacres em nações miseráveis como Afeganistão, Somália e Sudão, intervindo na Iugoslávia, matando civis inocentes com o estúpido embargo contra Cuba e Iraque e emoldurando a História Geral com Hiroxima e Nagasaki, a Guerra da Coréia com seus 3 milhões de mortos e o genocídio no Vietnam com quase um milhão de vítimas fatais, os EUA mostram ao mundo o porquê do 11 de setembro de 2001 e não deixam quaisquer dúvidas de quem são os verdadeiros vilões da atualidade. Mas é na própria História onde reside o último fio de esperança: nunca houve um único império que não tenha sucumbido após o apogeu. O Romano, o Babilônico, o Otomano, O Persa não são nem sombra do que ostentaram no passado. E o World Trade Center, o outrora símbolo da empáfia e arrogância americanas, já virou cinzas indicando um possível ‘começo do fim’. Assim, o 11 de setembro não foi o dia que marcou nem marcará a História. Apenas mostrou ao mundo a verdade inequívoca do ditado popular: aqui se faz aqui se paga.

*profnazareno@hotmail.com - Leciona no Colégio João Bento da Costa em Porto Velho

4 comentários:

Anônimo disse...

tinha que aer meu professor !

Anônimo disse...

ei esqueci o titulo da minha redação sou do t2 da uma olhada no texto aff professor nao leva a mal mas o senhor me confundio se nao tivesse falado do tema em relação ao titulo tava tao empolgado que perdi a noção

Silvinhow disse...

NAZA VC EH ILUMINADO O SERIO MSM
VC TEM O PODER DE ADIVINHAS AS REDAÇÕES POR AI AFORA DE UMA OLHADINHA NA REDAÇÃO DESSE ANO DO ITA 2010!

Silvinhow disse...

NAZA VC EH ILUMINADO O SERIO MSM
VC TEM O PODER DE ADIVINHAS AS REDAÇÕES POR AI AFORA DE UMA OLHADINHA NA REDAÇÃO DESSE ANO DO ITA 2010!