segunda-feira, 15 de março de 2021

Porto Velho vacinado: sonho?

Porto Velho vacinado: sonho?

 

Professor Nazareno*

 

            Em 2016 quando foi eleito pela primeira vez prefeito de Porto Velho, o pernambucano Dr. Hildon Chaves prometeu que iria beijar e acariciar a suja e imunda cidade. Muita gente acreditou na bazófia e o elegeu na hora. Quatro anos depois, mesmo sem ter beijado e acariciado a capital mais nojenta do Brasil, o Dr. Hildon aparece com outra bravata: disse que acabará com as centenárias alagações e fará redes de esgoto e saneamento básico por toda a urbe. De novo, o povão acreditou na lorota e o reconduziu ao cargo. Agora, diante da pandemia do Coronavírus, o esperto alcaide faz uma aposta que, se der certo, vai conduzi-lo ao cargo de governador do Estado em 2022 e daí em diante, a senador, a ministro e talvez até a presidente da República. Ele prometeu solenemente comprar 400 mil doses de vacinas para imunizar toda a população local.

            É claro que todos nós habitantes de Porto Velho estamos torcendo para que esta incrível “jogada política” dê certo. Todos nós aqui queremos nos vacinar contra o Coronavírus. Todos nós queremos sair dessa situação tenebrosa. Aí o Dr. Hildon apelou e jogou para a plateia: ofereceu água aos sedentos e comida aos famintos. Pode ter se aproveitado da situação de desespero das pessoas para faturar dividendos políticos. Mas se essa duvidosa aposta não der certo, ele não será eleito nem mais para vereador. E a contagem regressiva já começou. Agora só faltam vinte e poucos dias para a imunização “em massa” dos porto-velhenses. Será que “os sábios” da prefeitura de Porto Velho já ouviram falar no PNI, o Plano Nacional de Imunização? Ele obriga que todas as vacinas compradas por Estados e municípios sejam repassadas para o Ministério da Saúde.

Coincidência ou não, no mesmo dia 12 de março de 2021, quando o prefeito Hildon Chaves anunciava euforicamente a sua boa intenção de comprar as vacinas da Oxford/AstraZeneca, o Ministério da Saúde, por meio de seu secretário geral Élcio Franco, disse que vai revisar como serão gerenciadas todas essas doses compradas “por fora”. Uma das possiblidades, de acordo com Élcio Franco, é “abater” essas vacinas da quantidade que futuramente seria enviada pelo Ministério dentro do Programa Nacional de Vacinação. “Vamos discutir uma forma de continuar oferecendo a equidade”, disse ele. Não entendo como o Dr. Hildon Chaves quer ser o futuro governador de Rondônia  beneficiando apenas a capital. E o restante das cidades? Ji-Paraná, Cacoal, Ariquemes, Vilhena, Jaru serão prejudicadas se 400 mil doses imunizarem somente Porto Velho.

Mas para a nossa alegria e felicidade se o bem intencionado prefeito porto-velhense conseguir esta façanha de imunizar apenas a sua cidade, sem dar bolas para o Ministério da Saúde, ele seria um “ninja”. Enquanto isso, o apagado governador do Estado, coronel Marcos Rocha, um admirador e fã do também apagado, desastrado e inútil presidente Jair Bolsonaro, nada fazem para conseguir vacinar seus eleitores. A pandemia da Covid-19 está ceifando a vida de duas mil pessoas todo dia e o país está sem vacinas, sem comando, sem leitos nos hospitais, sem UTI disponível, sem oxigênio, sem esperanças, sem nada. A intenção do Dr. Hildon Chaves pode até ser uma luz no fim do túnel, mas Marcos Rocha e Jair Bolsonaro já fizeram o favor de apagar essa tênue esperança. Sem qualquer direção, o Brasil e Rondônia já estão no buraco, no caos. Precisamos de homens públicos sérios que cumpram suas promessas. O resto é ficção.

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

sexta-feira, 12 de março de 2021

Dr. Hildon, herói karipuna?


Dr. Hildon, herói karipuna?

                                                                              

Professor Nazareno*

 

            Em tempos de aumentos assustadores da pandemia do Coronavírus, que apresenta hoje uma média diária de mortos já superando a marca dos 30 óbitos em Porto Velho e com os cemitérios lotados com tantos enterros, não há notícia mais alvissareira para os porto-velhenses do que a que foi dada na manhã do dia 12 de março de 2021: o prefeito reeleito da cidade, Dr. Hildon Chaves, “disse” que comprou pelo menos 400 mil doses da vacina da AstraZeneca/Oxford pelo preço de 20 milhões de reais para imunizar, num primeiro momento, em torno de 200 mil moradores da cidade já nos próximos 30 ou 40 dias. Político de pouca ou nenhuma expressão nacional e à frente de uma cidade problemática, desarborizada, suja e imunda, o prefeito com esta sua atitude heroica, “desbancou” o negacionista, patético, desumano e insano presidente do Brasil.

            Agindo assim, ele também “colocou no bolso” o governador de Rondônia, o “fraco, apagado e perdido” coronel Marcos Rocha e toda a sua equipe, que até agora praticamente nada fizeram para diminuir a dor dos rondonienses. Rocha é seguidor de carteirinha do senhor Jair Bolsonaro que, em tese, também nada fez para os brasileiros, porto-velhenses nem para os rondonienses durante essa pandemia. A única palavra que ouvi do chefe da nação foi pedir para que eu parasse de “frescura e de mi mi mi”. Isso no dia em que enterrava familiares meus, vítimas da Covid-19 no mês passado. Tanto o governador de Rondônia quanto o seu secretário de Saúde, o médico Fernando Máximo, têm-se limitado a fazer patéticos “pit stop” para distribuir remédios, às vezes sem indicações científicas para combater a Covid-19. São iguais à dupla “Bozo” e Pazuello.

            Nas duas últimas eleições para prefeito de Porto Velho eu não votei no Dr. Hildon. Não votei e nem jamais votaria. E devo continuar a evitá-lo nas urnas por um bom tempo. Penso muito diferente dele e não concordo com muitas das suas convicções políticas e ideológicas. Embora ele ao comprar vacinas e mostrar preocupações com a vida dos beiradeiros daqui tenha feito apenas a sua obrigação, ninguém, nenhum político local, em tempo algum, jamais agiu assim para salvar essa gente da morte certa. E nem filho daqui ele é. Boa lembrança: o ex-governador Osvaldo Piana evitou a infestação da cólera em Porto Velho no início dos anos 1990. Nenhum caso do vibrião colérico foi visto por aqui. Porém, há notícias ruins: o Ministério da Saúde avisou que pode abater essas 400 mil doses da cota que Rondônia vai receber do governo federal.

Não sou pessimista, mas ainda não estou acreditando que a AstraZeneca/Oxford  vai mandar para este fim de mundo quase meio milhão de doses de vacinas quando a demanda mundial é desesperadora. Por que Porto Velho? Espero, senhor prefeito, estar acordando junto com toda a minha família de um pesadelo sem fim e torço para que seja verdade tudo o que foi noticiado até agora. O senhor disse um dia que ia cuidar de Porto Velho e de sua gente. A hora é agora! Espero também que tudo isso não seja mais uma “jogada política” ou uma “tacada de mestre” para quem deseja dar saltos mais altos na política local. Mande o miserável do Bolsonaro e o seu incompetente seguidor, o coronel Marcos Rocha, deixar a tarefa de administrar para quem sabe. Ainda assim, o senhor dificilmente será governador de Rondônia: Porto Velho tem “só” 340 mil eleitores. As outras cidades do Estado têm três vezes mais. E se Marcos Rocha acordar?

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

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quarta-feira, 10 de março de 2021

Eu não gosto do Lula!

Eu não gosto do Lula!

 

Professor Nazareno*

                                                                                    

            Praticamente quase todos os brasileiros têm razões de sobra para não gostar do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Recentemente o famoso “Sapo Barbudo” foi beneficiado por uma decisão do STF sobre condenações a que respondia. A Operação Lava-Jato, capitaneada pelo ex-juiz Sergio Moro, fez com que Lula passasse pelo menos 580 dias preso em Curitiba e agora se descobre que tudo não passou de uma farsa do juiz e dos procuradores e que o ex-metalúrgico fora condenado de forma injusta e abusiva. Mesmo assim eu não gosto do Lula! A começar pelos filhos dele. Um deles comprou por seis milhões de reais uma mansão em Brasília com dinheiro que se supõe ser de origem fraudulenta. Esse filho responde a vários processos na Justiça do Rio de Janeiro e foi acusado de praticar as “rachadinhas” quando ainda era deputado estadual.

            Mas não é só isso. Outro filho do Lula pode ser responsabilizado pelo fato de o Brasil não ter recebido as vacinas da China. O irresponsável, sem nenhum motivo aparente, falou mal dos chineses e culpou o país asiático de ser o maior responsável pela disseminação da Covid-19 pelo mundo. Foi repreendido pela embaixada da China e muitas pessoas afirmam que a demora do Brasil em receber insumos e vacinas chinesas se deve a este lamentável fato. Se for verdade, ele pode ser responsabilizado por um número incontável de brasileiros mortos por falta dos imunizantes. Dizem até que este cidadão estaria sendo processado nos Estados Unidos por que teria participado, ainda que de forma indireta, de atos e reuniões que resultaram na invasão do Capitólio em 6 de janeiro último. Esse tal “Bananinha” queria ser o embaixador do Brasil nos EUA.

            O terceiro filho do Lula é vereador no Rio de Janeiro. Todo mundo sabe que ele é o maior responsável pelo “Gabinete do Ódio”, que disseminou inúmeras Fakenews para ajudar na eleição do pai. Eu também não gosto do Lula por que durante esta terrível pandemia que nos assola, ele tem feito pouco caso com as mortes que já se aproximam dos 300 mil. Lula faz declarações monstruosas e desumanas que assombram o mundo civilizado. Pediu publicamente para que as pessoas não mais chorassem pelos seus mortos “parem de frescura, o Brasil precisa seguir em frente”, disse assim na lata sem respeitar a dor e o sofrimento alheios. Lula é um irresponsável, um desumano, um monstro, um ser humano desprezível. Não merece ser o presidente do Brasil. Lula é ladrão, é o que dizem, embora não se saiba exatamente o que ele roubou nem o quanto.

            Eu não gosto do Lula! Esse irresponsável permitiu que pessoas pobres viajassem à Europa e aos Estados Unidos quase todos os anos. Tem coisa pior do que você está na Torre Eiffel ou na Disneylândia e se deparar com uma pessoa mal vestida, falando Português, comendo churrasco e vestida com uma blusa do Flamengo? O imbecil do Lula fez com que os brasileiros pagassem um preço irrisório pela gasolina, pelo diesel e pelo botijão de gás. E comer carne a preço de banana? Odeio! Isso sem falar no dólar a menos de três reais. Lula é uma desgraça para o Brasil. Já pensou na besteira que ele fez ao mandar multidões de pobres para a universidade pública? Então agora “qualquer um” pode ser médico, engenheiro ou até advogado? O país inteiro tinha que se unir para impedi-lo de chegar a lugares mais altos na hierarquia do Brasil. Onde já se viu? Ser a sexta potência econômica do mundo colocando França e Reino Unido para trás? Jamais!

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

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terça-feira, 9 de março de 2021

Do Fascismo à Corrupção

Do Fascismo à Corrupção

 

Professor Nazareno*

 

            O ex-presidente Lula teve todas as suas condenações anuladas e a partir de agora está “elegível”. Ele não se enquadra mais na lei da ficha limpa e pode se candidatar a qualquer cargo político. Assim decidiu o STF numa decisão monocrática.  A Operação Lava-Jato, que apesar de ter recuperado dinheiro de muitos corruptos, foi uma farsa com cartas marcadas e não tinha nenhuma competência para julgá-lo, uma vez que os crimes atribuídos a ele não estavam restritos ao âmbito da Petrobras. Essa decisão joga o Brasil, de novo, numa polarização política sem precedentes entre a esquerda de Lula e do PT e a extrema-direita representada atualmente pelo presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores. Lula é inocente? Não! Mas como qualquer cidadão brasileiro, merecia um julgamento justo, sem conchavos jurídicos. Já Moro devia ser preso agora em seu lugar.

            Sérgio Moro, o procurador Deltan Dallagnol e todos aqueles que de “caso pensado e de propósito” usaram e achincalharam a Justiça do Brasil. Segundo relatos divulgados por hackers na “Operação Vaza-Jato”, houve um conluio do juiz e dos procuradores para condenar o petista e impedi-lo de ser candidato à presidência do país. Sérgio Moro ganhou o Ministério da Justiça e quase foi indicado a uma vaga de ministro no STF. No entanto, quem perdeu mesmo foi o Brasil e os brasileiros. Nós precisamos de alguém melhor do que LULA ou BOLSONARO. Um é um mentiroso que nada fez durante os oito anos à frente do governo. Roubou, deixou roubar, destruiu a Petrobras, instrumentalizou a corrupção, aliou-se à elite, quis se perpetuar no poder, não criou Educação de qualidade, nem acabou a pobreza como prometia cinicamente.

Já o outro é acusado por muitos eleitores de ser fascista e um genocida sem escrúpulos, que faz escárnio com a morte de cidadãos brasileiros por causa da atual pandemia do Coronavírus. É negacionista e muito mal visto no mundo inteiro. Paira ainda sobre o “Mito”, segundo os seus críticos, a alcunha de burro, limitado, psicopata, misógino, grosso, desumano, preconceituoso e ignorante. Bolsonaro disse publicamente que “os órfãos dos mortos pela Covid-19 devem parar de ‘frescura e de mi mi mi’ e esquecer seus entes queridos mortos pelo vírus”. Como se vê, o atual presidente do Brasil é muito menor do que o cargo que ocupa e o nosso país não merece nenhum desses dois senhores na presidência. Mas para a infelicidade geral da nação, eles podem se enfrentar no próximo pleito e o martírio nacional se alongará por mais quatro anos.

Com o Bolsonaro reeleito, podemos ter o desmanche total da ciência, das pesquisas, das universidades, da educação e do conhecimento que ainda precariamente existem no país. O “Bozo”, para a alegria dos seus inúmeros seguidores, simboliza a terra plana, o negacionismo, a falta de princípios, o comportamento desumano, a falta de educação, a mansão de seis milhões de reais em Brasília, os militares nas repartições públicas, as “rachadinhas” e a volta à Idade Média e ao obscurantismo. Já o “Sapo Barbudo” pode, de novo, trazer uma Copa do Mundo e as Olimpíadas para cá. E “como não se faz Copa do Mundo com hospitais”, nenhum estabelecimento de Saúde seria construído. Só mais novos estádios e instalações olímpicas para alavancar ainda mais a roubalheira e a corrupção sem controle. Pobre Brasil: com milhões de desempregados, sem vacinas e duas mil mortes diárias pela Covid, discute-se a ambição de dois inúteis.

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

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sábado, 6 de março de 2021

Hecatombe em Buraco Quente

Hecatombe em Buraco Quente

 

Professor Nazareno*

 

            A pandemia da Covid-19 tem causado problemas em todas as partes do mundo. Dos países civilizados e desenvolvidos aos mais atrasados e distantes, a catástrofe tem sido uma constante diária com o contágio alto, muitas infecções, internações e mortes. E em Buraco Quente não tem sido muito diferente. O problema maior, no entanto, é a pífia reação das fracas autoridades para enfrentar o caos gerado pelo vírus fatal. Zé das Beiradas é o cacique do lugar. Despreparado, só com o conhecimento da caserna, meio bronco, sem nenhuma formação na área médica e seguidor de visionários negacionistas nacionais, Zé tem em seu “pajé-mor” a única esperança para trazer dias melhores para os “buraco-quentenses”. Mas nada está dando certo por enquanto. Sem hospitais decentes e sem nenhuma infraestrutura, essa pandemia se alastra de forma incontrolável.

            No obsoleto, arcaico, ultrapassado e incivilizado “Império da Terra Plana e da Gripezinha”, do qual Buraco Quente é uma atrasada província, a situação também não é das melhores. Enquanto Buraco Quente registra umas 30 mortes diárias por Covid-19, no referido Império a situação já está totalmente fora de controle. Quase duas mil mortes são registradas todo dia e há previsão do próprio governo central de que esse número dantesco chegue a três mil óbitos diários. Tudo isso para delírio, satisfação e alegria do governante maior daquele sinistro Império. O “Capitão Cloroquina” não contém as gargalhadas toda vez que se anunciam mais mortes e mais desgraças. Como ele, seus fanáticos seguidores riem feito hienas loucas e se confraternizam toda vez que o número de mortes aumenta. Quanto mais sofrimento, mais alegria e júbilo entre eles.

            O simplório e desinformado cacique Zé das Beiradas jamais assinou qualquer documento que colocasse seu amado líder em apuros. Pelo contrário! No ano passado, para puxar saco do seu “chefe maior”, ele protagonizou, junto com o seu tosco pajé, estranhamente um médico formado, uma espécie de “Pit Stop” na capital da atrasada província, onde distribuíram para os seus estúpidos súditos, sementes, folhas e outras plantas sem nenhuma utilidade para combater a atual pandemia. E todos eles sabiam disto. Muitos estudiosos e pesquisadores dizem que é por isso que Buraco Quente enfrenta hoje esta onda avassaladora de novos casos de Covid-19. Esses pesquisadores juram que a recente fala do líder da nação ao frisar o termo “mi-mi-mi” foi para se referir a militares, milicianos e mito. Palavras muito comuns a todos os negacionistas.

            Parar o comércio e as escolas particulares da atrasada província por causa do aumento de casos de Covid-19 é outro grande desafio desses “inúteis” e “dispensáveis” governantes de Buraco Quente. Para muitas das “autoridades” provincianas, parece que as mortes não importam. Dizem as más línguas, e as boas também, que essas autoridades de araque teriam falsificado, “de propósito”, o número de vagas e leitos de UTI’S disponíveis na província só para beneficiar os ambiciosos comerciantes locais. Estúpidos, gananciosos e sem os mínimos conhecimentos da ciência e da ética, muitos “empresários” buraco-quentenses pressionam o “staff” e saem às ruas protestando contra o Lockdown, vacinas, máscaras e distanciamento social. Toda vez que isso acontece, o presidente “Boca de Ânus” (de onde só saem fezes) sorri feliz. E até alguns “jornalistas” deliram com tanta estupidez. Quantas mortes faltam para o impeachment?

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

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quarta-feira, 3 de março de 2021

Lockdown de mentirinha

Lockdown de mentirinha

                                                                                              

Professor Nazareno*

 

            A pandemia da Covid-19 não dá tréguas ao Brasil e aos brasileiros. Enquanto países do mundo desenvolvido e civilizado como Israel, Estados Unidos e Reino Unido já estão tendo certo êxito ao enfrentar o Coronavírus com isolamento social e campanhas de vacinação em massa de suas populações, no nosso país as coisas estão totalmente fora de controle. O número de mortes não para de crescer e logo chegará aos 300 mil óbitos com 11 milhões de infectados. Num único dia, chegou-se à assombrosa marca de quase 1800 pessoas mortas. Hospitais públicos e particulares estão lotados em todas as cidades e Estados. O caos é iminente. Para piorar tudo de vez, no meio desta tormenta, também estamos sem nenhuma coordenação nacional. Não há vacinas, não há maneiras de deter o monstro incontrolável. O Brasil está abandonado sem rumo algum.

            Encurralados e sangrando em sua fraca popularidade, muitos governadores estão desesperados. O de Rondônia, por exemplo, o coronel bolsonarista Marcos Rocha está “mais perdido do que cego em tiroteio”. O Estado de Rondônia, que sempre foi um zero à esquerda dentro na realidade nacional, enfrenta o caos de maneira desastrosa. Num único dia foram registradas 46 mortos pela Covid-19 sendo 19 óbitos somente na capital. As incompetentes autoridades locais estão perdidas como nunca. Tenta-se de tudo para tentar estancar a sangria causada pela pandemia. Há indícios relatados recentemente pelo Ministério Público estadual de que o número de leitos disponíveis nos poucos hospitais do Estado foi forjado para que assim não fosse necessário decretar nenhum Lockdown. Verdade ou não, agora a realidade macabra bate a nossa porta.

            Fechado em tudo com o presidente Jair Bolsonaro, o “fraco coronel rondoniense nada tem a oferecer aos seus governados”. Assim como o Brasil, Rondônia está jogada à própria sorte. Aqui não há vacinas, não há vagas nos hospitais, não há médicos, não há esperanças. Dessa vez, tenta-se um Lockdown fake e de última hora “só para inglês ver”. Bem diferente das cidades inglesas e de outros países civilizados, a paralização em Porto Velho não para absolutamente nada. Pessoas continuam se aglomerando e as festas acontecem nas barbas da polícia, que nada pode fazer. Em Cacoal, interior do Estado, uma festa clandestina com mais de 200 futuros médicos e outros filhos de autoridades teria sido interrompida pela polícia. Nos poucos parques de Porto Velho, as caminhadas continuam acontecendo sem nenhum problema. E o comércio nem fechou.

            Na terra das “sentinelas avançadas” durante esta cruel pandemia é cada um por si. E sempre foi assim, entra governo e sai governo. Por acaso o “açougue” João Paulo Segundo de Porto Velho já resolveu o seu eterno problema de superlotação? Só que agora muitas das autoridades políticas, à procura dos holofotes, prometem trazer vacinas e mais vacinas para acabar com a aflição dos rondonienses. Tudo balela e conversa fiada. Promessas de político mesmo. A realidade visível até o momento é que raríssimas e sortudas pessoas receberam o imunizante, que chega a conta-gotas ao Estado. A próxima remessa de vacina se vier só Deus sabe quando vai chegar às terras karipunas. Enquanto isso, doentes se acumulam nos hospitais e mortos nos cemitérios. É preciso fazer Lockdown de verdade e não de mentirinha. Fato: “o governo finge que o decreta, o comércio finge que o cumpre, as pessoas fingem que obedecem e o vírus pega todos”.

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.