terça-feira, 30 de junho de 2026

Carlo Ancelotti 2 X 1 Japão


Carlo Ancelotti 2 X 1 Japão


Professor Nazareno*



O Brasil ainda não convenceu nesta Copa do Mundo de futebol. Empatou com o Marrocos na estreia da competição e venceu até com alguma facilidade duas “galinhas mortas. Escócia e Haiti, com todo o respeito, não ganhavam nem jogando contra o Porto Velho ou o Guaporé de Rolim de Moura. O nosso adversário mais forte até agora foi o Japão. O time oriental abriu o placar e dominou totalmente o Brasil durante todo o primeiro tempo. No intervalo, com desvantagem no placar, quem se sobressaiu foi o técnico italiano do Brasil, o badaladíssimo Carlo Ancelotti. Medrosos, inseguros, totalmente desnorteados e com receio de uma eliminação precoce a equipe canarinho recebeu as orientações do técnico e conseguiram, a duras penas, virar o jogo no segundo tempo. O segundo gol brasilerio só saiu após os 50 minutos de jogo da etapa derradeira. Sem convencer ninguém, vencemos de novo.

Muita gente diz que o Brasil já chegou longe demais nessa competição. Está jogando já há muito tempo um futebolzinho de várzea e a hora da “onça beber água” ainda não chegou. Talvez no próximo domingo enfrentando a poderosa seleção da Noruega, de quem já somos fregueses habituais, a verdade do futebol que os pentacampeões estão jogando seja finalmente mostrada ao mundo. Haaland e seus companheiros podem mostrar o caminho de volta para os brasileiros, que acreditam estar jogando um futebol de encantar o mundo. Anestesiados pela Copa do Mundo e pelas fracas apresentações de sua seleção nacional na atual competição esportiva, muitos dos torcedores brasileiros mantêm a vã esperança de grandes conquistas. “Seremos hexa” é o grito que mais se ouve entre os milhões de desdentados, desempregados e de esperançosos brasileiros pobres sentados no meio das ruas.

Mas de qualquer maneira seremos hexa mesmo. Se num hipotético jogo de otimismo ganharmos todas as quatro partidas restantes, o título será esse sem a menor dúvida. Se formos derrotados pelos noruegueses, será a sexta Copa consecutiva que vamos perder. Ou seja, os antes temidos canarinhos terão 28 anos de abstinência de conquistas, tempo equivalente a seis Copas do Mundo consecutivas. Isso é o Brasil: hexa na vitória e também na derrota. Enfrentar a poderosa Argentina de Lionel Messi ou a até agora a imbatível França de Mbappé vai soar para os esperançosos verde-amarelos como os 7 X 1 que a outrora poderosa seleção da Alemanha impôs a nós em 2014 jogando em pleno Mineirão. Aliás, até agora só vi essas duas seleções jogarem o bom futebol que em épocas passadas já jogamos. Na Copa das Bets e da vergonha de os Estados Unidos poderem sediar uma Copa do Mundo, tudo é lucro.

 Mas para muita gente, a verdadeira Copa do Mundo será em outubro, aqui mesmo no Brasil, onde só terão dois concorrentes de peso: o que defende a soberania do país e o outro lado, o dos entreguistas da nação. Por enquanto, a contenda está quase empatada. Terá a primeira e a segunda fase. Neste campeonato fictício, mas de real importância para todos os brasileiros, é onde passado e presente se encontram para definir o futuro, ainda que incerto. Não torço para o Brasil nesta Copa do Mundo nem em nenhuma outra. Não ganhamos do Japão. Os nipônicos ganham de nós de goleada em todos os itens que se queiram comparar. Saúde, Educação, Mobilidade Urbana, Qualidade de Vida, PIB, IDH, Governo transparente, pouca ou nenhuma corrupção na política. O Japão perdeu, mas é Primeiro Mundo. O Brasil ganhou, mas é o rabo da civilização humana. Nada justifica ganharmos de uma França, Espanha, Noruega, Suécia, Japão ou outra nação civilizada. Nada disso nos daria vergonha!



*Foi Professor em Porto Velho.

Leia o http://blogdotionaza.blogspot.com








domingo, 14 de junho de 2026

Marrocos teve pena do Brasil

Marrocos teve pena do Brasil

 

Professor Nazareno*

 

            A 23ª Copa do Mundo de Futebol começou da pior maneira possível para o Brasil. Apontada de forma equivocada como uma das favoritas ao título, a outrora forte, boa e imbatível seleção canarinho decepcionou em todos os sentidos. Jogando contra um time de expressão insignificante, só conseguiu a duras penas um magro empate com sabor de derrota. O Marrocos dominou o jogo do começo ao fim e só não ganhou a partida por pura sorte do Brasil. Em campo, a nossa seleção se parecia com o futebol de Rondônia. Pense num time ruim e fraco. Jogadores demonstrando cansaço, desorganizados e falta de entrosamento era o que se via em campo. Uma triste e irreconhecível lembrança de um país que no futebol vive se gabando de ser pentacampeão do mundo. Fato: o “onze” canarinho nem de longe lembrava os esquadrões épicos de 1970, 1982 e também de 2002.

            O ideal era que esse fracasso no futebol fosse a única desgraça que acompanha este país. Ultimamente o Brasil tem fracassado em praticamente tudo o que faz na já podre, tosca e doente realidade mundial. Muitos dos nossos torcedores apaixonados pelo “esporte das multidões” sequer podem usar hoje em dia a camisa amarela que tanto simbolizou o nosso time, que era vencedor. A tradicional vestimenta amarelinha foi devidamente sequestrada pela extrema-direita reacionária. A própria bandeira nacional estendida nas janelas virou sinônimo de quem é da extrema-direita abjeta, golpista, odiosa e radical. O Brasil vive hoje o dilema das eleições, que acontecerão ainda neste ano. Os jogadores da seleção, ricos e endinheirados, mas quase todos eles desconhecidos, estão perdidos diante da realidade nacional. Assim como estavam no jogo contra o Marrocos.

            O jogo em si foi de uma tragédia surreal para nós brasileiros. O Marrocos atacava e o Brasil se defendia. Nos 20 minutos iniciais muitos torcedores imaginavam que seríamos goleados sem dó nem piedade pelos hábeis, bem treinados e rápidos atletas marroquinos. O Brasil jogou com medo, nervoso e sem nenhum entrosamento tático. Conseguiu, num lance de pura sorte, empatar o jogo ainda no primeiro tempo. O segundo tempo foi monótono e sonolento sem grandes jogadas. O Marrocos atacava e o Brasil se defendia. O resultado mais justo do jogo teria sido uma derrota nossa. Se não de goleada, mas de uns três ou quatro gols de diferença para o time africano. Mesmo que tivesse jogado, o bolsonarista, machucado, velho e totalmente dispensável Neymar não teria feito nenhuma diferença naquela sofrível partida. Nossos atletas nos representam bem: falidos.

            O próximo jogo será contra o inexpressivo Haiti. Mas corremos o risco de perder a partida. E se isso acontecer, os jogadores voltarão mais cedo. Voltarão, não! Ficam por lá mesmo no mundo civilizado e rico onde a maioria deles defende os clubes que lhe dão sustento e muita riqueza. Depois tem a Escócia, antiga freguesa do Brasil em Copas do Mundo. Se não ganharmos estas duas partidas fica claro que é o velho amor pelo vil metal que fala mais alto. Patriotismo na ponta das chuteiras é tolice. Mas é melhor sair mais cedo dessa Copa para evitar vergonhas maiores. Imagino aqui se estivéssemos jogando contra a Argentina, França, Espanha, Alemanha ou Inglaterra. O Brasil virou saco de pancadas. Nossa Educação é uma das piores do mundo. Não temos infraestrutura decente, nossas cidades são verdadeiras pocilgas e somos uma nação violenta e faminta. É melhor já buscarmos outro país para torcer. O futebol arte já deu o que tinha de dar. Lamentável!

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.