CUIDADO: incitar, desejar publicamente ou atuar para provocar intervenção estrangeira no Brasil é considerado crime contra a soberania nacional, com base na Lei nº 14.197/2021. Negociar com grupos estrangeiros para invadir o país, ou pedir interferência externa, viola a Constituição, que garante a autodeterminação, sendo conduta punível.
segunda-feira, 16 de março de 2026
domingo, 15 de março de 2026
Brasil, próxima vítima dos EUA
Brasil,
próxima vítima dos EUA
Professor
Nazareno*
A
China é um país comunista e hoje tem um PIB que rivaliza com o
dos Estados Unidos. Fala-se que a partir dos anos 2030/2035 os chineses vão
superar os americanos em produção de riquezas. Com uma economia planejada, mão
de obra farta, sem participar praticamente de nenhuma guerra há tempos e com
investimentos maciços em sua infraestrutura básica, os orientais estão
dominando o mundo e isso, claro, irrita muita gente mundo afora, como os
norte-americanos, por exemplo. Só que a China é uma potência nuclear desde 1964
com mísseis balísticos intercontinentais capazes de atingir qualquer parte do
mundo em questão de minutos. Pequim confirma que tem mais de 600 ogivas
nucleares e daqui a cinco ou dez anos passará de mil dessas armas mortíferas.
Donald Trump e o seu país, que está em franca decadência, têm muito medo dos
chineses.
Os imperialistas estadunidenses entendem que
precisam deter o progresso e o avanço dos comunistas, mas por serem muito covardes
e medrosos não os enfrentam diretamente. Aliás, os Estados Unidos
sempre tentaram medir forças com quem não as tem: Vietnã, Cuba, Venezuela,
Síria, Líbia, Iugoslávia, Coreia do Norte (antes de ter as bombas nucleares),
Panamá, República Dominicana. A China de hoje, aliada da Rússia e da Coreia do
Norte, é um páreo muito duro para os arrogantes e assassinos americanos. Por
isso, os Estados Unidos tentam, dessa forma, inviabilizar o progresso chinês
atacando os seus principais amigos e fornecedores. A Venezuela foi invadida e
bombardeada e teve o seu presidente preso. Agora, o país caribenho está
proibido de negociar com os chineses. Todo o petróleo e o gás venezuelanos têm
de ser negociados (roubados) só com os EUA.
O
Brasil tem como maior parceiro comercial justamente a China. E o nosso país
precisa colocar “as barbas de molho”. Trump vai arrumar uma
desculpazinha qualquer para travar a nossa relação comercial com os chineses. O
Irã foi invadido, bombardeado e teve o seu líder assassinado por que negocia e
fornece petróleo para o gigante asiático. Sem petróleo e sem outras
commodities, a China para de crescer. Desculpas esfarrapadas e mentirosas
sempre foram inventadas pelos malditos “yankees” só para
saquear e dominar os países mais fracos. O Iraque tinha armas de destruição em
massa, a Venezuela produzia drogas, o Irã tem bombas atômicas e por aí vai. E o
Brasil? Ora, o Brasil tem o crime organizado, que precisa ser considerado como uma
organização terrorista. Além do mais, o nosso país é governado pelo Lula,
um homem de esquerda e não alinhado a eles.
Isso
sem falar que metade da nossa população é da extrema-direita reacionária que se
considera norte-americana “da gema”. Não só presta
continência àquela bandeira estrangeira, como sempre teve e ainda tem o sonho
de morar ou mesmo de visitar aquele país surreal, habitado em sua maioria por ladrões,
genocidas, assassinos e viciados em drogas. Os Estados Unidos são o câncer do
mundo e hoje parece que são mandados pelos sionistas. Lula pode até ganhar as
próximas eleições daqui, mas não tomará posse. “O golpe de Estado de
verdade virá, com certeza, com uma vitória petista”. Os americanos
para defender os seus interesses matam a sua própria mãe. E o pior é que não
temos como nos defender. Nossas Forças Armadas não aguentariam meia hora de
combate com a “máquina de matar gente” daquele país
agressor. De qualquer maneira, os EUA vão nos invadir e dominar. Por isso,
derrotar a extrema-direita nas urnas já seria um bom caminho.
*Foi Professor em Porto
Velho.
sábado, 14 de março de 2026
O que é a Bíblia?
"Há milhares de anos, as lendas, mentiras,
besteiras, mitos e costumes primitivos de uma pequena tribo de nômades
semisselvagens foram reunidos e escritos em pergaminhos. Ao longo dos séculos
estes textos foram modificados, mutilados, truncados, floreados e divididos em
pequenos pedaços que foram então embaralhados várias vezes. Em seguida, este
material foi mal traduzido para várias línguas e vários povos o adotaram como a
expressão da verdade, a palavra de Deus definitiva e irretocável".
quarta-feira, 11 de março de 2026
Precisamos da bomba atômica
Precisamos
da bomba atômica
Professor
Nazareno*
O Brasil precisa
urgentemente de ter uma bomba atômica. Não! Não é para atacar ninguém e muito
menos para jogar em nenhum outro país, mas para impor mais respeito na
conjuntura política internacional e também para não ser tão rebaixado pelas
potências nucleares como, por exemplo, os Estados Unidos. Segundo muitos
especialistas, o nosso país possui a capacidade tecnológica, muito urânio e
conhecimento técnico suficiente para produzir uma bomba nuclear em um prazo até
relativamente curto se decidisse fazê-lo. No entanto, o desenvolvimento de armas nucleares é proibido pela nossa
Constituição (que limita o uso da energia nuclear só para fins pacíficos) e por
tratados internacionais assinados. O TNP, Tratado de Não Proliferação Nuclear,
em vigor desde 1970 impede a disseminação de armas nucleares no mundo e busca
também promover o desarmamento.
O engraçado e irônico é que esse
tratado só permitiu que apenas cinco países (EUA, Rússia, China, França e Reino
Unido) pudessem ter armas nucleares em seus arsenais. E não é à toa que esses
mesmos países formam o Conselho de Segurança da ONU, a fracassada Organização
das Nações Unidas. Só que depois desse tratado, mais quatro países já entraram
para o clube nuclear: Israel, Índia, Paquistão e Coreia do Norte. O Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (TPAN),
adotado em 2017 e em vigor desde 2021, é o primeiro acordo internacional
juridicamente vinculativo que proíbe o desenvolvimento, teste, produção,
armazenamento, uso ou ameaça de uso de armas nucleares. Com o objetivo final de eliminação
total, o tratado foi impulsionado e assinado por mais de 80 países, Brasil
inclusive embora as potências nucleares não tenham aderido.
Com uma política externa
extremamente agressiva, Os Estados Unidos e a Rússia principalmente agridem
outros países do mundo a hora que querem. Quando a União Soviética se
desmantelou, a Ucrânia herdou vários foguetes balísticos com ogivas nucleares e
um outro tanto de bombas atômicas. Mas em troca da paz e da promessa de não ser
invadida no futuro, entregou “de mãos beijadas” tudo para a
Rússia. Não deu outra: foi invadida pelos russos e hoje está perdendo
territórios numa velocidade avassaladora. Se tivesse essas armas, duvido que o
facínora do Vladimir Putin tivesse invadido o vizinho. Com a bomba atômica em
mãos, a Índia peitou a China e assustou o vizinho e arqui-inimigo Paquistão. Os
paquistaneses produziram a sua bomba e brecaram as ações belicosas dos
indianos. E se a Venezuela tivesse também a sua bomba atômica?
Duvido que o covarde Donald Trump
tivesse tido coragem de atacar o país sul-americano. O Irã já devia ter
produzido suas armas nucleares há tempos. Nem os sionistas israelenses nem os
assassinos norte-americanos teriam atacado e nem quereriam briga com os
aiatolás. Por que Israel pode ter armas nucleares e os iranianos não? Se outro
país do Oriente Médio tivesse um bom arsenal nuclear, os judeus estavam “pianinho”
e não teriam assassinado de forma covarde e infame mais de 70 mil mulheres,
velhos e crianças na Faixa de Gaza. Por que as potências ocidentais não atacam
a Coreia do Norte? Têm medo de quê? Os mísseis balísticos intercontinentais e
as mais de 90 ogivas nucleares de Kim Jong-un não estão para brincadeiras. O
Brasil tinha que ter uma bomba, sim! Com ela, jamais nos curvaríamos
para ninguém no cenário internacional. Os taludos norte-americanos não
interviriam na nossa política e nos respeitariam. Mas cadê Lula e o PT?
*Foi Professor em Porto Velho.
domingo, 8 de março de 2026
O verdadeiro “Eixo do Mal”
O
verdadeiro “Eixo do Mal”
Professor
Nazareno*
O
ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, quando em 2003 queria invadir
o Iraque de Saddam Hussein para roubar o petróleo daquele país do Oriente
Médio, disse cinicamente que o Iraque, o Irã e a Coreia do
Norte faziam parte de uma espécie de eixo do mal e que por isso os EUA
deviam invadir militarmente aquele país para acabar com todas as “armas
de destruição em massa” em poder do ditador iraquiano. Tudo era mentira,
tudo era invenção, tudo era desculpa esfarrapada dos norte-americanos só para poderem
saquear as riquezas do país invadido. Entre 10 e 15 mil iraquianos foram
assassinados naquela guerra baseada em uma mentira e o ditador do Iraque foi deposto
e depois enforcado. Esse foi o saldo trágico de mais uma guerra patrocinada
pela maior potência imperialista da atualidade. Os Estados Unidos vivem de
guerras há muito tempo.
Hoje, o
ultradireitista Donald Trump, o fascista e vil presidente da vez nos Estados
Unidos, usa as mesmas táticas mentirosas e nazistas para continuar roubando e
saqueando outros países soberanos. Junto com o Estado sionista de Israel, os
Estados Unidos e os sionistas declararam de forma unilateral e covarde a
invasão do Irã. O país persa foi acusado, como de costume, de estar “muito
perto” de ter uma arma nuclear. Os invasores já mataram o líder iraniano
Ali Khamenei e estão bombardeando impiedosamente a Pérsia matando até agora
milhares de inocentes. Assim como Israel fez na Faixa de Gaza, quando
assassinou de forma covarde, com a ajuda norte-americana, mais de 70 mil
palestinos entre mulheres, velhos e crianças principalmente. Por conta do Holocausto
na Palestina, Netanyahu tem mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal
Internacional.
Fala-se que foi o próprio Benjamim
Netanyahu que convenceu o estúpido Donald Trump a atacar o Irã. Netanyahu teria
Trump nas mãos, pois o israelense tem um dossiê completo da participação de
Trump num caso de pedofilia, do escândalo Jeffrey Epstein, que está sacudindo
os meios políticos e empresariais lá na América. Ou seja, um pode ser pedófilo,
enquanto o outro é um genocida procurado no mundo inteiro. Deve
faltar pouco para ambos serem presos. Assim como Hitler, o atual presidente dos
Estados Unidos precisa ser parado senão pode levar o mundo a uma Terceira
Guerra Mundial. Mas talvez isso não aconteça porque os americanos são na sua
grande maioria um povo covarde e muito medroso. Por que Trump não ataca a
Coreia do Norte, a China ou a Rússia? De que o “Laranjão”
estúpido e arrogante tem tanto medo? Atacar Venezuela, Cuba e Irã é fácil!
Imperialistas, invasores, golpistas,
assassinos, mentirosos, viciados em drogas, saqueadores, terroristas,
genocidas, ladrões, os Estados Unidos da América sempre foram a pior ameaça à
paz mundial, e agora, sob o comando de ensandecido Donald Trump mostram ao
mundo a sua verdadeira face do mal. Os EUA sempre viveram de guerras e de
exploração das riquezas de outras nações. A sua poderosa indústria bélica
precisa de uma guerra todo ano. As próximas vítimas: Groenlândia e Cuba. O
verdadeiro “Eixo do Mal” sempre existiu no mundo e hoje é formado
pelos Estados Unidos, pelo Estado sionista de Israel,
pela Rússia de Vladimir Putin, que invadiu também de forma
covarde e vil a Ucrânia, e também por todos os países que têm governos de
direita e de extrema-direita reacionárias e que apoiam direta ou indiretamente
essas guerras desnecessárias e estúpidas. O 11 de setembro, por exemplo, foi
só uma consequência dessa política infame.
*Foi Professor em Porto Velho.
domingo, 1 de março de 2026
EUA podem atacar Rondônia?
EUA
podem atacar Rondônia?
Professor
Nazareno*
O
presidente fascista dos Estados Unidos, Donald Trump, é hoje a palmatória
do mundo. Como um Hitler ensandecido nesse seu segundo mandato à frente
da Casa Branca, o “Laranjão” criou tarifas comerciais para o
mundo inteiro, colocou o ICE, a sua Gestapo particular, para perseguir os
imigrantes dentro do seu próprio país, incentivou Israel, o seu eterno preposto
sionista do Oriente Médio, a massacrar e assassinar velhos, mulheres e crianças
palestinas em Gaza, invadiu a Venezuela, prendeu o presidente-ditador Nicolás
Maduro, e agora junto com o mesmo Israel, bombardearam covardemente o Irã e assassinaram
seu líder máximo, o Aiatolá Ali Khamenei. Parece que nada nem ninguém consegue
parar essas ambições imperialistas. Como na época do nazismo, o mundo está com
medo do que pode acontecer. E Rondônia pode ser a próxima vítima.
Se
Trump soubesse metade do que se passa na capital Porto Velho, já teria tomado
umas providências. “Como pode uma cidade tão imunda, fedorenta e suja ter um
prefeito com uma aprovação até superior a 94 por cento?”, teria perguntado
ele, perplexo e incrédulo. Exigente como é, o “Laranjão” deve ter
ficado intrigado como pode quase uma população inteira viver sem água tratada
em suas residências. “Uma cidade como essa tem que ser bombardeada
impiedosamente para começar tudo do zero, pois não tem esgotos nem saneamento
básico e boa parte da população local mata sua sede com água de bosta”,
teria reclamado o homem mais poderoso do mundo. Ele reclamou que Porto Velho
não tem sequer um hospital de pronto-socorro e que as autoridades locais nunca tentaram
fazer um. “É que eles ficam enrolando em todas as eleições e não fazem
nada”.
Os
atentos assessores de Trump disseram a ele que a BR-364 foi privatizada no
estado, mas não foi ainda duplicada, não foi restaurada e ainda assim cobra-se um
dos pedágios mais caros do Brasil. O “Laranjão” ficou furioso com
isso. “Vamos bombardear esta merda de lugar!”, disse já irritado. Falaram
a ele também que a energia elétrica que se paga em Rondônia é um absurdo de tão
cara, apesar das várias hidrelétricas que há na região. “Excelência, o
senhor viu as condições do porto do Cai N’água?”, perguntaram-lhe os
seus puxa-sacos. “O povo desse lugar come essas aves pretas?”,
perguntou. Claro que o presidente dos Estados Unidos não entendeu por que o
atual governador daqui não vai concorrer às próximas eleições. “Ainda
bem, pois assim ele não terá o mesmo destino de Maduro e do Khamenei”,
argumentou o “Laranjão”. Trump é amigo de bolsonaristas!
Donald Trump
bombardeou a Venezuela e o Irã por que esses dois países têm as maiores
reservas de petróleo do mundo. Os americanos vão roubar tudo dali
depois dos ataques. Após destroçar esses países soberanos, sem levar em conta a
lei e o direito internacionais, os Estados Unidos poderiam bombardear Rondônia
e a sua fedorenta capital Porto Velho, por causa das coisas estranhas que
sempre andaram acontecendo por aqui. Só que o pouco que a terra karipuna tinha,
já doou tudo aos forâneos. Aqui os EUA só teriam prejuízo e nada mais. As armas
de destruição são muito caras e ainda tem a Rússia, a China e a Coreia do Norte
para serem invadidas. O escritor Eduardo Galeano disse que toda vez que os EUA
“salvam” um povo, deixam um manicômio ou um cemitério como herança. Em
Rondônia isso não seria possível: pois se já não somos um cemitério, somos um
manicômio há muito tempo. Quem tem medo de bombas fascistas?
*Foi Professor em Porto
Velho.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
Trocar voto por dentadura
Trocar
voto por dentadura
Professor
Nazareno*
O
ditador João Batista Figueiredo, ex-presidente do Brasil, disse certa vez que o
brasileiro comum não sabia votar. Não sei se ele estava certo ou errado, pois
sendo um preposto da infame Ditadura Militar que governou o nosso
país durante quase 21 anos e que não teve um voto sequer de nós brasileiros, ele
não tinha nenhuma competência, autoridade e nem nenhum conhecimento científico
para opinar sobre o que não conhecia. Mas suas grossas palavras e o seu
vocabulário ignorante e estúpido ecoam até hoje e nos trazem alguns incômodos.
Por falta de leitura de mundo e de conhecimentos ínfimos sobre Política, Sociologia
e mesmo Filosofia, a maioria dos eleitores brasileiros ainda “hesita”,
quase meio século depois, para escolher seus representantes nas urnas e no voto
livre e democrático. Em vez de uma terceira via, insiste-se em ter só direita
e esquerda no país.
É
óbvio que eu jamais trocaria o meu voto por dinheiro ou por qualquer outra
coisa. Isso é crime e em nada ajudaria o processo democrático. Mas juro que até
poderia cometer essa contravenção se o sujeito não só me prometesse, mas
trabalhasse seriamente para construir um hospital de pronto-socorro em Porto
Velho. Podia até ser um “Built to Suit” daquele que o
atual governador Marcos Rocha prometeu e não fez. Aliás, só o Marcos Rocha,
não! Praticamente todos os governadores de Rondônia nas últimas quatro décadas
têm enganado o povo pobre daqui com essa promessa fajuta. Os poucos ricos têm
bons planos de saúde e assim evitam ir ao eterno “açougue”
da zona sul da capital. Mas aquele “campo de extermínio de pobres”
continua lá de pé como numa homenagem macabra aos maus políticos. Pelo visto
ainda vou continuar banguela por um bom tempo.
Trocaria
o meu voto também pela extinção total de todos os pedágios abusivos da BR-364.
Já pensou o “Free Flow” ser banido para sempre da nossa BR?
Se eu fizesse isso, receberia uma punição, mas ficaria satisfeito vendo que os
preços não iriam mais aumentar de forma abusiva em todo esse Estado já tão
castigado pela exploração alheia. Um exemplo: Rondônia tem quase 18 milhões de
cabeças de gado para pouco mais de 1,7 milhão de habitantes, mas o preço da
carne bovina aqui é estratosférico. A picanha do Lula nunca chegou em
terra karipuna. O pior é que em Rondônia se faz de tudo para presentear
só quem é de fora. Como não trocar o seu sagrado voto por um bom porto rampeado
no rio Madeira? Pegar um barco no Cai N’Água é uma vergonha. E ninguém faz nada
para resolver o problema. Uma hidrelétrica até que tentou isso. Mas deu em
nada.
Ora, se todo poder
emana do povo e se eu sou povo, assumo cometer um crime eleitoral e dessa forma
trocaria meu voto por benfeitorias para o lugar onde moro, já que nenhum
político daqui nunca fez nada por este rincão longe, atrasado e direitista. O
TRE e o TSE que me perdoem, mas tenho coragem de negociar meu sufrágio por
melhores condições para a “Capital de Roraima”. Não
consigo mais viver sem ter uma rede de esgotos, sem saneamento básico e sem
água tratada. Não gosto de beber bosta para matar minha sede.
Viver num lugar que se diz uma capital, mas sem a menor qualidade de vida, sem
mobilidade urbana, violenta e sem arborização é um castigo muito doloroso. O
verão está para chegar e a fumaça criminosa das queimadas vai continuar? Se o
governo Lula tivesse um programa “Minha Dentadura, Minha Vida”
eu juro que escolheria uma dessas muitas “capivaras” e lhe
propunha trocar meu voto. Vender, jamais. Sou honesto!
*Foi Professor em Porto
Velho.
domingo, 22 de fevereiro de 2026
sábado, 21 de fevereiro de 2026
Nem Deus, nem Pátria, nem Família
Nem
Deus, nem Pátria, nem Família
Professor
Nazareno*
O outro slogan,
que contraria o título acima, pode até não ser fascista, mas foi usado por mais
de vinte anos por Mussolini e foi criado durante a unificação italiana. É muito
utilizado hoje em dia pela extrema-direita no mundo inteiro. Mas é uma farsa, é
algo inútil, inapropriado, hipócrita e sem nenhum fundamento lógico. Só os idiotas,
semianalfabetos e desprovidos de leitura de mundo caem nessa lorota que serviu e
serve às ditaduras de direita espalhadas pelo mundo. Deus talvez nem exista. É
apenas uma espécie da criação humana. “Um delírio”, como
disse Richard Dawkins em seu famoso livro. O Deus de Espinosa seria o
mais crível dentre todos eles e o que deveria ser mais aceitável num mundo
moderno. Há muitos deuses em que se
acreditam. Sempre houve. E todos eles criados pelo homem. E cada um deles é
importante só na cultura que o criou.
Pátria é só uma
aberração política e absurda que não tem sentido algum. Como pode haver uma
pátria se há tanta desigualdade, guerras, fome, perseguições e injustiças? Pátria
pode ser o lugar onde se nasce e onde se vive. “É a terra natal, com a
qual se estabelece um vínculo emocional, cultural e histórico. Vai muito além do território físico,
envolvendo identidade, tradições, língua, símbolos nacionais e o sentido de
pertencimento a um povo”. Mas, no caso do Brasil, é algo ligado a injustiças sociais, à exploração
humana, ao preconceito, à violência, à pobreza e à miséria. “Os muros
que separam quintais” permitem que somente uns poucos e raros
privilegiados cidadãos tenham uma vida decente enquanto a grande maioria vive à
margem de tudo. E são exatamente só esses “cidadãos de bem” que veem
alguma utilidade na pátria que habitam.
Já família é
definida como “um grupo de pessoas unidas por laços de sangue,
adoção, casamento ou, fundamentalmente, pelo afeto e convivência, agindo como base
da sociedade e núcleo de acolhimento. É a célula da sociedade”. Tudo conversa fiada,
tudo mentira e hipocrisia. Família hoje é uma instituição já falida e fadada ao
atraso e ao anacronismo. O divórcio, a união estável, a falta de compromisso,
dentre muitos outros fatores, já destruíram o conceito de família há tempos.
Todo mundo conhece pessoas que já estão no terceiro ou no quarto casamento e em
cada uma dessas “uniões”, que eram para sempre, há filhos
e descendentes. É comum um homem ser casado com uma mulher e ter várias
amantes. Assim como uma mulher casada se relacionar com vários outros
parceiros. Deve ser a tal da família tradicional de que tanto se fala na mídia
e na sociedade.
Não se pode
aceitar um slogan mentiroso, asqueroso, nojento e hipócrita como “Deus,
Pátria e Família” só para dominar e enganar as outras pessoas. É
preciso quebrar essas regras invisíveis que se criaram do nada. A política não
é só a polarização entre direita e esquerda. É algo muito mais produtivo dentro
de uma sociedade. “A ciência política é a mais importante de toda a polis”,
já pregava o sábio Aristóteles. Por isso, é preciso romper com a canalhice e a
hipocrisia reinantes. É preciso sair dessa prisão mental. Ninguém deve ser
coerente e certinho o tempo todo. Ninguém deve lutar para caber numa caixa
ridícula que os outros criaram. Ninguém deve viver engessado numa vida que é
muito curta. O ser humano não nasce pronto. E ter aquela velha opinião formada
sobre tudo é algo que já foi superado há tempos. “Prefiro ser essa
metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”,
já cantava Raul Seixas.
*Foi Professor em Porto
Velho.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
A cultura do colete salva-vidas
A cultura do colete salva-vidas
Professor Nazareno*
Eu
não sei nadar. Consigo, sem problemas, entrar numa piscina para me divertir.
Mas se for num grande volume de água, como um lago, o rio Madeira ou mesmo no
mar, não me arrisco muito. Morreria afogado rapidamente. Durante cinco anos de
minha vida, entre 1981 e 1985, morei em Calama no baixo Madeira e todo mês
viajava de barco até Porto Velho. Ainda hoje vou duas ou três vezes por ano até
o distrito ribeirinho. Como não há estradas, a única maneira é pegando um
barco. Mês passado, por exemplo, fui até a Ilha de Assunção para participar dos
festejos em homenagem a São Sebastião. Muitas pessoas de várias outras
localidades também foram. E, claro, todos navegando sobre as águas caudalosas do
velho e lendário Madeira, hoje um rio quase morto por causa das barragens em
seu leito, porém ainda com uma profundidade enorme e potencial de perigo.
Nestas
embarcações observa-se quase sempre que os muitos passageiros não usam seus
flutuadores. Nenhum deles e nem a tripulação. A profundidade média do velho
Madeira nesta época de inverno ultrapassa os 10 ou 15 metros
facilmente. Sempre que eu viajo uso o colete que comprei. Não sei nadar bem e
além do mais “não sou cristão para andar sobre as águas”.
Nas lanchas rápidas, às vezes são mais de 90 passageiros e somente eu usando
aquela boia salva-vidas. Nos barcos, o número de passageiros é até maior
chegando às vezes a 200 pessoas. E todos sem o colete. E todos me
ridicularizando e fazendo piadas comigo. Usar o colete salva-vidas é se
precaver do perigo que pode, a qualquer momento, acontecer. Ninguém entra em um
carro hoje e deixa de usar o cinto de segurança, por exemplo. “Evita-se
levar as multas das autoridades de trânsito”, dizem.
Raríssimas
pessoas pilotam uma motocicleta sem o seu capacete. Além da multa, preteje-se a
vida também. Mas em um barco de recreio nos rios amazônicos quase ninguém quer
usar o colete. No recente naufrágio da lancha rápida no encontro das águas
perto de Manaus possivelmente poucos passageiros estavam usando. Percebe-se
pelas imagens das pessoas boiando nas caudalosas águas do Solimões e do Negro.
O saldo até agora é trágico: pelo menos 3 mortos e 6
desaparecidos. A profundidade média ali é quase 90 metros. A lancha que afundou
está lá embaixo a mais de 50 metros na escuridão misteriosa. Há um relato de
uma mãe que deu o colete que estava usando para salvar seu filho. O rapaz
conseguiu escapar, mas a cuidadosa mãe afundou para sempre ali. Se ambos
estivessem usando obrigatoriamente o utensílio é bem possível que tivessem
saído ilesos.
Para
se navegar no rio Sena em Paris, é obrigatório o uso de coletes salva-vidas em
todos os passageiros. E o rio parisiense é raso e estreito se comparado ao Madeira,
Negro, Tapajós, Amazonas, Solimões ou outros rios amazônicos. O Sena não
oferece perigo algum. No rio Danúbio em Viena é a mesma coisa: rigor na
segurança. No barco Bateau Mouche, por exemplo, é obrigatória a presença de um marinheiro
e de um bombeiro em todas as viagens para evitar qualquer risco. Mas Paris e
Viena são Primeiro Mundo, bem diferentes das barrancas esquecidas dos perigosos
rios amazônicos. Em Porto Velho, para se pegar um barco o perigo já começa em
terra: descer um vergonhoso barranco íngreme, enlameado, escorregadio e traiçoeiro.
Quando uma embarcação dessas afunda, assolada pelos terríveis banzeiros, não dá
tempo para nada. Se estiver sem a boia, já era! Não conheço a legislação, mas sei que a Marinha do Brasil obriga o uso do colete.
*Foi Professor em Porto
Velho.
domingo, 15 de fevereiro de 2026
Acabar o Bolsa Família, por quê?
Acabar
o Bolsa Família, por quê?
Professor
Nazareno*
A
sociedade brasileira é uma das mais injustas do mundo quando o assunto é
política econômica. Aqui se tem uma das maiores desigualdades sociais que se
conhece. E isso vem desde os tempos coloniais passando pelo Império e
desaguando na República. O economista Edmar Bacha disse que somos uma espécie
de Belíndia, uma mistura de Bélgica com a Índia. O nosso PIB
figura entre os dez maiores do mundo há mais de meio século, mas a pobreza e a
miséria nos acompanham desde sempre. Em todos os 5.569 municípios do país há
muita riqueza e prosperidade convivendo ao lado de famintos e de despossuídos.
Por isso, mais recentemente, os governos, tanto os de direita, de
extrema-direita e principalmente os de esquerda tentam reequilibrar essa triste
situação criando programas sociais para diminuir a fome que convive com muitas
famílias em todo o país.
Claro
que quem é rico e abastado e milita na extrema-direita reacionária é contra
esses programas sociais, pois alegam que é uma maneira de o “governo
do momento” comprar votos, principalmente dos pobres e miseráveis.
E não deixa de ser uma grande verdade, infelizmente. Gilmar Mendes, ministro do
STF, já afirmou isso. Vários políticos já se manifestaram favoravelmente a esse
respeito, inclusive o ex-presidente Bolsonaro. Só que o “Mito”
governou o país por quatro anos entre 2019 e 2022 e não acabou com nenhum desse
programas. Aliás, ele até deu uma turbinada nessas “mamatas sociais”
aumentando o número de famílias beneficiadas. E durante muitos séculos ainda, o
país vai ter que conviver com essas ajudas oficiais para as famílias pobres.
Com medo de perder votos e popularidade, nenhum candidato teria a coragem de
cortar esses benefícios.
Hoje
o governo federal tem mais de vinte desses projetos sociais destinados às
famílias pobres e miseráveis do país. Bolsa Família, BPC, Programa Leite das
Crianças, Tarifa Social de Energia Elétrica, Isenção de Taxas em concursos
públicos, Tarifa Social de Água, Programas habitacionais como o Minha Casa,
Minha Vida, Farmácia Popular, o Mais Médicos, dentre muitos outros. O último
foi o Vale Gás. Muitos políticos de direita e de extrema-direita principalmente
são contra esses programas sociais, mas quase nenhum deles assume publicamente a
sua posição. Muitos eleitores ricos e privilegiados também falam mal, mas não
veem o outro lado do fato. Muitos só falam assim porque esses programas
beneficiam principalmente os mais pobres. Mas há também muitos outros
benefícios dados à elite e aos poderosos e ricos cidadãos do país. Aí todos
se calam!
Por que ninguém fala dos privilégios
tributários (Renúncia Fiscal) para grandes empresas e indivíduos de alta renda?
Por que ninguém fala da isenção fiscal que as Igrejas têm? Nunca ouvi ninguém
falar dos Incentivos Fiscais aos empresários nem do Plano Safra que “desvia”
para o agronegócio cinco vezes mais do que o Bolsa Família. E a pensão das
filhas de militares, é legal? E a Lei Kandir, que isenta pagamento de impostos
na exportação de commodities? E o Fundo Partidário, quanto essa excrescência
suga do governo? E os salários no serviço público? O Brasil tem hoje 5.569
prefeitos e igual número de vice-prefeitos. Há exatos 58.432 vereadores. Há no
país 1.059 deputados estaduais. São 513 deputados federais e 81 senadores. E
todos esses políticos têm inúmeros servidores pagos por nós. E os penduricalhos
nos altos salários? Um juiz tem até auxílio-moradia e outras mordomias. Por
que só o pobre é que não pode ter nada?
*Foi Professor em Porto
Velho.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
A certeza na verdade absoluta
A
certeza na verdade absoluta
Professor
Nazareno*
Max
Born,
cientista alemão de origem judaica, físico nuclear, ganhador do prêmio Nobel de
Física, professor da Universidade de Göttingen, amigo de Albert Einstein e
tutor de Robert Oppenheimer, disse certa vez que “a raiz de todos os
males da Humanidade é a crença que o indivíduo tem de possuir a verdade
absoluta”. Born dizia que essa certeza é vista como a raiz de todos
os males porque gera fanatismo, intolerância e soberba. Essa crença é vista como
um grande mal por que às vezes elimina o diálogo, gera
intolerância e legitima a violência contra o que é diferente. Ao acreditar
possuir a única verdade inquestionável, o indivíduo desumaniza o outro que
discorda dele, justificando opressão, conflitos e dogmatismo em nome de uma
suposta superioridade moral ou factual. Só que o mundo nunca se livrou desse mal, por isso tantos conflitos e
as guerras que se têm hoje.
No Brasil, especificamente na área
da política, nunca se discutiu tanto hoje em dia como nesta polarização absurda.
Os bolsonaristas e a extrema-direita afirmam, como uma verdade
absoluta, que Lula e o PT são ladrões do dinheiro público e que por isso
devem ser eliminados. Já a esquerda mais radical jura que Bolsonaro e todos os
integrantes da extrema-direita são uns fascistas reacionários e que por isso
também deviam ser banidos da vida pública do país. Cada grupo, portanto,
defende publicamente a eliminação e o desaparecimento do outro grupo. Ninguém
jamais pensou em se juntar com quem pensa diferente e discutir em profundidade
quais são os principais problemas do país e tentar, juntos, resolver todas as
demandas. Parece que na política e na administração pública ninguém quer abrir
mão da sua verdade. Essa visão também parece existir nas religiões.
Cristãos, muçulmanos e judeus. Cada uma
dessas religiões monoteístas defende com unhas e dentes a sua própria verdade
absoluta. Para os cristãos, Jesus Cristo é filho de Deus e não um enviado ou
profeta. E fim de papo! Para os judeus, o povo escolhido por Deus
são, claro, todos eles, os judeus. E não tem conversa! A Terra
Prometida deles fora invalidada pelos palestinos, que têm que ser expulsos
dali. Custe o que custar. Já os muçulmanos têm em Maomé o seu último e mais
importante profeta de Deus (Alá), enviado para restaurar a fé monoteísta
original de Abraão. Os islâmicos dizem que Maomé é considerado o fundador do
Islã e o recebedor da revelação do Alcorão pelo anjo Gabriel e exemplo supremo
da conduta humana. E ninguém pode e nem deve discordar disso. Cada grupo tem a sua verdade que considera,
óbvio, como sendo única e absoluta.
E quase ninguém quer saber sobre o Deus
de Espinosa e sobre o Panteísmo. Afirma-se que isso é bobagem, tolice,
pois “o único e verdadeiro Deus é aquele em que eu acredito”.
Essa é a minha verdade. As outras verdades são Fake News. Donald Trump, por
exemplo, é uma pessoa miserável, cruel, bandida, má, estúpida, imperialista,
colonialista, dominadora, hegemônica, opressora, expansionista e repugnante,
pois assim como Adolf Hitler ele quer mudar a Ordem Mundial e invadir nações
inocentes, matar pessoas, bombardear cidades e escravizar meio mundo em
benefício de seu já decadente país, os Estados Unidos. Essa é a verdade
absoluta sobre ele e sobre Jair Bolsonaro, Javier Milei da Argentina e tantos
outros líderes dessa extrema-direita reacionária. Mas muitas pessoas têm nestes
idiotas a imagem de seu líder absoluto e insubstituível. Eu já
ouvi muita gente dizer que Lula é a encarnação de Deus. É verdade?
*Foi Professor em Porto Velho.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Uma ditadura “boazinha”!
Uma
ditadura “boazinha”!
Professor
Nazareno*
Uma célebre frase
atribuída a Umberto Eco e também a muitos outros pensadores antifascistas
ressalta que o fascismo quando chega ao poder não diz que é o fascismo, mas sim
ele se disfarça com máscaras de liberdade, ordem ou democracia. Ele chega na sociedade explorando as crises
da própria democracia, utilizando para isso discursos nacionalistas e
populistas para conseguir apoio popular, disfarçando o seu autoritarismo, a militarização
da política, a perseguição aos opositores e a eliminação de todos os seus adversários. Foi assim com o nazismo na Alemanha de Adolf Hitler, foi
assim nos países da Cortina de Ferro, que se diziam comunistas, foi assim na
Itália com Mussolini e é assim ainda hoje com todos os países dominados por
ditaduras. No Brasil, os militares, aliados à elite civil, golpearam as instituições
democráticas e instalaram o terror político.
Essa barbárie aconteceu em 1964 em pleno
contexto da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética. O obscurantismo
político no Brasil durou pelo menos 21 anos ininterruptos com cassações,
privação de eleições diretas para presidente da República, censura à mídia,
demonização e perseguições a intelectuais e artistas, mortes, torturas e exílios
de oposicionistas. Entre desaparecidos e mortos, a ditadura militar do Brasil
conta pelo menos com o macabro número de 436 cidadãos. Já os torturados passam
de 20 mil pessoas. Impossível negar a existência do DOI-CODI e as
torturas que muitos brasileiros sofreram por terem cometido o bárbaro crime de
“pensarem diferente”. Mas há inúmeras pessoas que negam
hoje em dia a existência de uma ditadura militar no Brasil. Ignorância e estupidez,
o mau-caratismo e o desconhecimento da História podem estar por trás disso.
“O Brasil não teve uma ditadura
militar”, dizem alguns desinformados. Teve um “militarismo
vigiado”. Essa declaração surreal e absurda foi do cantor sertanejo
Zezé de Camargo. Já o bolsonarista e cantor brega Amado Batista disse
publicamente em uma entrevista à TV que foi torturado pelo regime militar, mas
que mereceu. Ou seja, admitiu que houve tortura por parte de um governo
constituído, ainda que ilegalmente. Devem sofrer da Síndrome de Estocolmo.
Outros dizem que houve sim um regime militar no Brasil, mas que foi uma “ditadura
boazinha”. Resta saber com quem essa ditadura foi tão boazinha
assim. Com Vladimir Herzog, com Rubens Paiva, com Alexandre Vannuchi Leme, com
Carlos Marighela, Frei Tito, Ana Rosa Kucinski, com Manuel Fiel Filho e com
tanta gente assassinada covardemente nos “porões” do governo
militar é que não foi.
Muitos dos atuais bolsonaristas saudosos e
também muitas das “viúvas” do Jair Bolsonaro falam hoje de
uma “Ditadura da Toga” referindo-se ao ministro Alexandre de Moraes do
STF, por este ter sacramentado a condenação e depois a prisão do ex-presidente
golpista. Esse povo realmente não sabe o que é de fato uma ditadura.
Moraes foi indicado pelo presidente, também golpista, Michel Temer e foi
sabatinado no Senado, que lhe deu 55 votos e ele então se tornou ministro
vitalício do Supremo. Nenhum desses votos foi do PT ou de qualquer outro
partido de esquerda. Ora, e se Moraes é mesmo um ditador como dizem, por que o
próprio Senado da República não lhe cassa o mandato? Muitos brasileiros flertam
com o obscurantismo e com as ditaduras ferozes e assassinas. Será
que Millôr Fernandes estava certo quando dizia que “democracia é
quando eu mando em você e ditadura é quando você manda em mim”? Viva
a democracia! Sempre!
*Foi Professor em Porto
Velho.












