sexta-feira, 22 de maio de 2026
quinta-feira, 21 de maio de 2026
A extrema-direita também rouba!
A
extrema-direita também rouba!
Professor
Nazareno*
Claro
que sim! Principalmente no Brasil. E isto não é novidade para ninguém. Na
verdade, ela sempre roubou, foi corrupta, sempre desviou recursos públicos,
teve vários integrantes seus que enriqueceram ilicitamente, prevaricou e na política
faz de tudo para se manter no poder. Isso sem falar que sempre foi golpista e
nunca esteve ao lado dos pobres, dos trabalhadores e também daqueles eleitores
que sempre votaram nos seus candidatos. E a esquerda? Pelo menos em nosso país
não há muita diferença entre direita, esquerda e extrema-direita. É tudo
farinha do mesmo saco. Diogo Mainardi, escritor e colunista, disse certa
vez que “no Brasil não existe direita nem esquerda. O que existe é um bando
de salafrários, vagabundos, ordinários e corruptos que vez ou outra se juntam
para roubar o dinheiro do povo”. É obvio que devam existir algumas
exceções.
O
problema é que na nossa política, o que mais se tem visto ultimamente são os
caciques e também quase todos os políticos e eleitores da extrema-direita
reacionária dizendo que Lula e o PT são um bando de ladrões. “Lula
Ladrão!” é um mote que se popularizou naquele meio. Mesmo que não se
saiba exatamente o que foi roubado, repete-se a frase como um mantra. Eu não
acuso a esquerda nem os seus políticos de terem roubado alguém ou alguma coisa,
mas também não duvido. E eis que agora é a extrema-direita que se
vê em maus lençóis com o recente escândalo do Banco Master e de seu
proprietário Daniel Vorcaro. É aquela velha máxima de Vladimir Lenin se
repetindo: “acuse seus adversários daquilo que você faz. Chame-os do que
você é”. Toda a extrema-direita nacional se viu diante do espelho. E
agora, quem rouba? Quem é roubado?
Parece
que o banqueiro é agora “irmão e amigo” de todo mundo da
extrema-direita. Pelo menos é o que se observa nos áudios vazados. Flávio
Bolsonaro, que já está sangrando nas pesquisas para presidente por causa do seu
envolvimento com Vorcaro, pode ter dado adeus as suas pretensões políticas. Ciro
Nogueira, presidente do PP e ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro,
recebia mensalmente uma gorda mesada do dono do Banco Master. Era cotado para
ser candidato a vice-presidente na chapa de Flávio nas próximas eleições. Até o
“falante” deputado Sóstenes Cavalcante do PL do Rio de
Janeiro teria sido flagrado pela Polícia Federal com quase 400 mil reais dentro
de sua casa numa recente operação policial. Ele afirmou que a origem desse
dinheiro é lícita. Já pensou se estes fatos tivessem como protagonistas
políticos da esquerda e do PT de Lula?
Em
termos de corrupção e de roubar ou desviar dinheiro público a contenda parece
que está empatada no Brasil. E como fazer para votar sem correr o risco de
eleger ladrões, canalhas e corruptos? Simples, basta escolher candidatos que
mostram na prática a defesa dos mais humildes. Jamais votar em quem quer
expulsar os pobres das cidades. Por que votar em políticos que são assumidamente
contra a diminuição da jornada de trabalho no país? Como votar em candidatos
que querem criar uma jornada de 52 horas semanais de trabalho? Político
inimigo do trabalhador? Não! Há políticos honestos
e candidatos também honestos, embora sejam exceções. Se o candidato é
favorável à diminuição da maioridade penal ou é contrário à política de
direitos humanos não devia receber votos. Como um eleitor pobre votará
num futuro presidente, deputado, governador ou senador que é contra as
políticas sociais? Eleger corruptos ou ladrões é perigosíssimo.
*Foi Professor em Porto Velho.
domingo, 17 de maio de 2026
A linda mascote de Porto Velho
A
linda mascote de Porto Velho
Professor
Nazareno*
Porto
Velho, a imunda e fedorenta capital de Roraima, ganhou, assim do nada, uma
mascote para lhe representar. O atual prefeito da currutela fedida,
Leonardo Barreto, escolheu sem fazer nenhum concurso, o boto-cor-de-rosa
para ser a mascote da cidade-lixo, a pior dentre todas as 27
capitais do Brasil em IDH, saneamento básico e água tratada. Agora, o animado
administrador quer que os azarados moradores escolham um nome para o infeliz animal.
Existe tristeza maior, mesmo para um animal irracional, representar logo a
capital nacional da sujeira? Coitados dos botos. Eles não mereciam desgraça
maior. Além de já terem a má fama de estuprar as irmãs, filhas e outras
parentes, agora o pobre animal vai ter que representar a sujeira e a imundície.
Animal de destino sinistro, seria melhor para eles serem extintos para não ter
que passar mais esta vergonha.
Discordo
da escolha que o “prefeito tik tok” disse que fez.
Como pagador de impostos há quase meio século desta imunda capital, entendo que
ele patrocinou uma grande injustiça ao reino animal. Por que ele deixou de
fora, por exemplo, os ratos e os urubus que infestam as ruas daquela área onde
funcionava um antigo porto rampeado no rio Madeira doado pela Santo Antônio
Energia e que hoje só resta um barranco íngreme, cheio de lodo e escorregadio? Além
do mais, o boto-cor-de-rosa está quase extinto. O que tem de sobra, não só
naquelas redondezas, mas na cidade inteira também, são ratos e urubus.
Façamos justiça: a verdadeira mascote de Porto Velho tinha que ser um urubu ou
qualquer uma das ratazanas já tão familiares que vemos ali a qualquer hora do
dia. O Leonardo Barreto está há quase dois anos nesse cargo
e já fez o quê por esta cidade?
Porto
Velho sempre foi a latrina do Brasil. Pior: muitos dos políticos
direitistas daqui nunca se preocuparam com limpeza, higiene, rede de esgotos,
água tratada nem qualidade de vida. Todos os anos são eleitos e reeleitos e
nada fazem pela melhoria do povo otário que os elege. Muitos
deles querem é mandar expulsar todos os pobres da cidade. Um absurdo, pois
agindo dessa maneira nazista não vai sobrar muita gente por aqui. Não sei o
percentual, mas acredito que mais de noventa por cento da população de Porto
Velho seja constituída só de pessoas pobres e miseráveis. E quase todos eles
dependem dos programas sociais do governo como bolsa isso e bolsa
aquilo. Mas como são influenciados pela direita e pela extrema-direita
reacionária, sempre votam e elegem, em todas a as eleições, os candidatos mais
reacionários que há. E Rondônia é só o “Mito”.
Leonardo
Barreto está totalmente por fora em escolher um animal aquático para
representar a cidade que ele administra. Porto Velho não é Veneza e nunca
será. A não ser que ele tenha se lembrado das constantes e inacabadas
alagações que se presenciam em toda época de chuvas por aqui. O eterno encontro
das ruas Rio Madeira e Rio de Janeiro no bairro Nova Porto Velho é um bom
exemplo. Ali é uma região onde só mesmo os botos sobrevivem. O próprio Barreto
foi praticamente eleito em 2024 ao dançar, em pleno mês de outubro, em uma poça
de lama na zona leste depois de uma forte chuva. Só que de lá para cá, a cidade
continuou sendo alagada toda vez que chove. Nada foi feito. Só conversa fiada
mesmo! Um só centímetro de rede de esgoto, uma casa a mais que foi contemplada
com água tratada. Melhorou a mobilidade urbana? NADA!
Absolutamente nada foi feito em benefício dos pagadores de impostos. E nem
a coleta de lixo melhorou!
*Foi Professor em Porto
Velho.
quinta-feira, 14 de maio de 2026
Rondônia: bolsonarismo em alta
Rondônia:
bolsonarismo em alta
Professor
Nazareno*
O
Estado de Rondônia tem na política algo de mais surreal no Brasil. É, dentre
todos as unidades da federação, a mais bolsonarista, reacionária e amante da
extrema-direita. Seus eleitores superam, e muito, em termos proporcionais, os
eleitores de estados ricos e tradicionais como Santa Catarina, Minas Gerais e
São Paulo. Só que “a nova estrela no azul da União” é um dos
estados mais pobres e miseráveis que há. Aqui, sequer tem uma grande população.
Temos algo só em torno de 0,82% da população nacional e um PIB até menor do que
isso: apenas 0,7%. Todos os números são, portanto, menores do que um por cento.
Resumindo: Rondônia diante da já tosca realidade nacional é uma espécie de “segunda
pessoa do quase nada”. Mas a maioria dos eleitores daqui insistem
em votar na extrema-direita e a bajular candidatos com o sobrenome Bolsonaro.
Mesmo
com o bolsonarismo sitiado não só no estado, mas em todo o país,
os eleitores não deixam de tecer loas aos representantes daquilo que há
de mais reacionário, conservador e direitista na política. O bolsonarismo, de
um modo geral, só trouxe mais desgraças para este jovem estado. Veja o exemplo do
atual governador. Foi eleito e reeleito com sobras pelo seu fiel eleitorado.
Passou oito anos no Palácio Getúlio Vargas e neste período o atraso, o
subdesenvolvimento e as desgraças foram a tônica. Neste meio tempo, só faltou
dar uma chuva de merda nas “Terras de Rondon”. O governo Marcos
Rocha é tão pífio que o atual mandatário sequer vai se candidatar a algum cargo
político nas próximas eleições. Em Rondônia nada dá certo. Para se tirar um
simples documento de identidade, por exemplo, é quase impossível. Ninguém
consegue agendar. Tudo é caos.
A
capital do estado continua ainda sem porto rampeado. E a construção do seu novo
hospital de pronto-socorro deu em nada. O “Built to Suit”
prometido por Marcos Rocha ficou só nisso mesmo: promessa. Rondônia nunca teve
pedágio em suas raras e precárias rodovias. Mas o Free Flow
apareceu de repente na perigosa, esburacada e mortífera BR-364 para desespero
dos eleitores direitistas que moram às margens dessa estrada. Aqui se paga uma
das mais caras taxas de energia elétrica do Brasil, apesar de termos pelo menos
três hidrelétricas somente para gerar energia boa e barata para fora do estado.
Ainda assim, o bolsonarismo está em alta em Rondônia, apesar de só ter
trazido mais desgraças e muito mais misérias para o seu povo. O combustível
daqui é um dos mais caros de todo o país. Rondônia foi o único estado a
não aderir ao pacto do diesel.
Não
existe um só estado no país que tenha as passagens aéreas tão caras como aqui.
Caríssimas e muito raras! E ninguém faz nada para tentar resolver o problema. O
ICMS do combustível de aviação deve ter também o preço muito alto, pois muitos
passageiros locais preferem ir de ônibus para Rio Branco ou Cuiabá para pegar
voos mais baratos. O bolsonarismo vai fazer Rondônia voltar a ser
território de novo. Ainda assim o eleitor não “abre os olhos”
para a triste realidade que o cerca. Flávio Bolsonaro está enrolado até o
pescoço com o banqueiro Daniel Vorcaro, mas muitos rondonienses nada veem de
anormal nisso. Dão-lhe apoio integral e votam maciçamente nos candidatos que
insistem em usar o sobrenome Bolsonaro. Aliás, por aqui muitos candidatos
brigam para usar esse sobrenome que, no resto do país, já está em franco
declínio com o seu líder julgado e preso. Falam que o próximo governador daqui será
o ex-pit bull do Bolsonaro.
*Foi Professor em Porto
Velho.
quinta-feira, 7 de maio de 2026
E se a Terra for mesmo plana?
E
se a Terra for mesmo plana?
Professor
Nazareno*
Este
ano de 2026 haverá eleições no Brasil para vários cargos. De Presidente da
República, passando por governadores, deputados estaduais, deputados federais e
até para dois terços do Senado, os brasileiros vão escolher nas urnas
eletrônicas todos os seus candidatos. Como ainda faltam mais de cinco meses até
o pleito, os respectivos candidatos ainda não foram devidamente escolhidos nas
convenções dos partidos. Mas as pesquisas eleitorais já estão a todo vapor.
Fala-se até que Flávio Bolsonaro, da extrema-direita e filho do ex-presidente
Jair Bolsonaro, ganhará o pleito para presidente e se tornará o próximo
mandatário do país. E não será a primeira vez que a extrema-direita governará o
Brasil. Dos 526 anos de nossa triste História, o PT e a esquerda governaram por
exatos 18 anos, enquanto a elite conservadora
esteve nos governando por pelo menos 508 anos.
Com
a volta triunfante da extrema-direita ao poder de forma lícita e democrática
por meio de sufrágio universal, de urnas eletrônicas e da vontade absoluta da
maioria dos nossos eleitores, esperam-se algumas mudanças na rotina de todos os
brasileiros. Pra começo de conversa, o salário mínimo vigente no país será
congelado por pelo menos seis anos consecutivos. Funcionários públicos de todas
as esferas não terão mais a estabilidade em seus empregos e os aposentados
deixarão de receber reajustes em seus vencimentos. Todos os auxílios sociais
como bolsa família, bolsa gás, bolsa isso e bolsa aquilo serão
reduzidos sumariamente. O número de pessoas trabalhando com a carteira assinada
terá que ser sempre muito maior do que aqueles cidadãos que recebem auxílios
governamentais. Porém, as mudanças não serão apenas verificadas nos programas
sociais.
No
novo governo não haverá mais STF e nem também Ministério
Público e o novo Congresso Nacional, que elegeu praticamente só deputados
e senadores da direita e da extrema-direita, será, por vontade própria,
totalmente submisso ao Poder Executivo. Já no primeiro ano de mandato será
redigida uma nova Constituição para alinhavar os desejos e as vontades não só
da classe política recém eleita, mas de todos os brasileiros que, felizes,
elegeram o novo governo do país. O ensino será totalmente modificado no país
inteiro. Em disciplinas como Geografia, por exemplo, será ensinado que a
Terra é plana e que é o sol que gira em redor desse inusitado planeta e
não o contrário. Paulo Freire será banido das universidades públicas, que serão
fechadas e em História será ensinado que a Revolução de 1964 foi
um marco do nosso progresso e desenvolvimento.
No
novo cenário a partir de 2027, o Brasil não mais fará negócios com a China e as
relações com os EUA e Israel serão plenas e garantirão a soberania deles
em detrimento da nossa. Qualquer cidadão que ousar criticar o sionismo
ou a política externa norte-americana será punido. Não haverá
mais partidos de esquerda muito menos socialistas ou comunistas. O DOI-CODI, tortura
e censura voltarão. Em Rondônia, que deu mais de 90 por cento dos votos aos
novos governantes, serão criados hospitais “Built to Suit” de
mentirinha e o pedágio da BR-364 será aumentado em 200 ou 300 por cento. As
cidades brasileiras não terão mais pobres e a “fila do osso”
será restaurada em todas as capitais. A BR-319 vai ser totalmente asfaltada e o
rio Madeira será reaberto para o garimpo com mercúrio. Voltará o “dia
do fogo” e a maioria dos povos originários será extinta e o Estado
não será mais laico. E depois disso tudo, só posso dizer, calado: seja
bem-vindo, Flávio!
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Vivendo no país das 49 anistias
Vivendo
no país das 49 anistias
Professor
Nazareno*
Assim
é o Brasil: desde 1822 até os dias atuais, já tivemos na nossa insólita cena
política quase meia centena de anistias. Um paraíso jamais visto dentre todas
as nações civilizadas do mundo. Neste incrível país, tudo se perdoa, tudo se
desculpa, tudo se releva, tudo se anistia, tudo fica por isso mesmo, qualquer
que seja a gravidade do crime que se cometeu. O Poder Judiciário, em alguns
casos, até que tenta punir sob a forma da lei, mas nada dá certo. No final,
todos os infratores são liberados e até chamados de heróis. Todas as infrações
cometidas durante um golpe de Estado, uma insurreição, um levante, uma ditadura
ou uma crise, institucional ou não, tudo “termina em pizza”
e depois o perdão vai, via de regra, para todos. As duas últimas anistias se
referem à cruel, sanguinária e infame Ditadura Militar e mais
recentemente, à tentativa de golpe do 8 de janeiro de 2023.
Durante
as décadas de 1960 e 1970 do século passado, os Estados Unidos, no
contexto da Guerra Fria, financiaram, apoiaram e implantaram ditaduras
militares em quase toda a América Latina. No Brasil, foi em 1964 quando os militares golpistas apoiados pela elite civil derrubaram João Goulart, um
presidente democraticamente eleito para, segundo os vigaristas da época, evitar
o comunismo em nossa pátria. Os milicos passaram quase 21
anos governando o país sob o tacão das baionetas e dos fuzis.
Quase 500 pessoas foram assassinadas pelos governantes de então. Censura à
mídia, privação de eleições diretas para Presidente da República, exílio de lideranças,
perseguição aos oposicionistas, desrespeito aos direitos humanos, tortura nos
DOI-CODI e todo tipo de violência foi usada como rotina, sem remorsos,
como uma prática de Estado e de governo.
Muito
diferente de países vizinhos como o Chile e a Argentina, que também tiveram
suas ditaduras cruéis e sanguinárias, mas que prestaram contas com o seu
passado, no Brasil torturadores e torturados, perseguidores e
perseguidos, quem bateu e quem apanhou foram todos colocados num balaio só e
tudo ficou por isso mesmo. A anistia de 1979 praticamente perdoou a todos:
culpados e inocentes. E apesar do trauma, a alegria voltou a reinar
tranquilamente entre todos. E talvez por isso mesmo, algum tempo depois, um torturador cruel e sanguinário como Carlos Brilhante Ustra voltou a ser
chamado de herói nacional. A Ditadura Militar foi e ainda é negada em todas as suas
formas e o golpe de 1964 está sendo ensinado às novas gerações como “algo
muito benéfico” para todo o país, apesar das arbitrariedades. Anistia
e perdão sempre dão nisso!
Com
a certeza da anistia, em 2023, alguns vândalos da extrema-direita reacionária,
insatisfeitos com a derrota nas eleições, invadiram Brasília, quebraram e
depredaram as sedes dos Três Poderes sem prever sequer as consequências de seus
tresloucados atos. Essa baderna toda aconteceu depois de acamparem em frente
aos quartéis de todo o país por mais de dois meses seguidos pedindo outro golpe
militar. Insuflados e talvez até financiados pelos perdedores do pleito
eleitoral de 2022, muitos deles foram presos, julgados e condenados pela
insanidade que cometeram. O próprio ex-presidente perdedor está preso depois de
ser julgado e condenado a quase 30 anos de cadeia. Agora, vem outra anistia
patrocinada por um Congresso Nacional direitista e reacionário. “O STF
cometeu uma injustiça contra os patriotas”, dizem na maior cara de
pau os que defendem mais este perdão. Anistia para arruaceiros é o ovo da serpente chocando. E eclodirá em breve!
*Foi Professor em Porto
Velho.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
A extrema-direita é perversa!
A
extrema-direita é perversa!
Professor
Nazareno*
Existem
muitas tendências, pensamentos e posicionamentos na política, a mais importante
de todas as ciências, segundo Aristóteles. Algumas dessas teorias são boas,
outras são neutras e outras más. A extrema-direita é talvez a pior de todas
elas. Adolf Hitler, o monstro nazista, por exemplo, era signatário e fiel
seguidor dessa tendência política. O “anticristo ariano”
foi o responsável direto pela morte de mais de 60 milhões de pessoas durante a
Segunda Guerra Mundial. E por infinitas outras maldades que ele fez enquanto
viveu. Donald Trump, o atual presidente dos Estados Unidos, é outra desgraça
que comunga com os mesmos propósitos do crápula nazista. Hitler era misógino,
racista, homofóbico, ditador, genocida, xenófobo, cruel, sanguinário, déspota,
infame e desumano. Donald Trump segue os mesmos passos e é adorado por uma
multidão enorme.
O
ex-presidente Jair Messias Bolsonaro no Brasil tentou, sem muito sucesso,
seguir a política dos ditadores acima, por isso está preso. Por ser estúpido e
despreparado politicamente, fracassou e hoje está cumprindo pena por tentativa
de golpe de Estado. Não foi julgado ainda pelas mais de 700 mil mortes causadas
pela incompetência e pela maldade durante a pandemia da Covid-19. As políticas
adotadas pelos três “vassalos do Satanás” são muito
parecidas. A extrema-direita, linha doutrinária deles, começa criando um
inimigo fictício somente para justificar a barbárie contra o povo que governa.
Hitler disse que os judeus eram os oponentes a serem derrotadas,
vencidos, exterminados, mortos. Jair Bolsonaro elegeu os esquerdistas, de
um modo geral e Trump, o “Laranjão”, afirma que os imigrantes
são a escória a ser vencida. E muita gente acredita nessas lorotas.
A
extrema-direita é uma desgraça. Fez e ainda faz muitos estragos por onde passa,
por onde governa. Ela só pensa nos ricos e nos poderosos. Ignora o pobre,
escraviza o trabalhador, não respeita os direitos humanos, é machista,
corrupta, desleal e quer que o pobre morra de tanto trabalhar. É também
favorável à tortura e à censura. No campo político geralmente quer e ainda luta
pela eliminação de seus opositores. Foi assim na Alemanha nazista, foi assim no
Brasil de Bolsonaro e está sendo assim com Trump nos Estados Unidos. O pior é
que esses canalhas, travestidos de fiéis democratas, conseguem até usar a
própria democracia para conseguir os seus maléficos propósitos. O povão, sem
muita leitura de mundo, alienado e totalmente alheio à política, cai feito um idiota
na lábia desses insanos malditos. Aí quando acorda, é tarde para reagir à
exploração, ao domínio.
É
o que acontece exatamente em Rondônia. Aqui mais de 70% dos pobres, humildes e
explorados eleitores fazem o jogo da extrema-direita reacionária e vota, em
quase todas eleições, nesses mesmos “lobos travestidos de cordeiros”
e por isso, o sofrimento continua ad eternum. Rondônia tem o mais
caro sistema de pedágio do Brasil, tem a energia elétrica mais cara, apesar das
hidrelétricas, e as passagens aéreas também mais onerosas. Porto Velho não tem
sequer um porto rampeado no rio Madeira, não tem hospital de pronto-socorro e
é, de longe, a pior dentre as 27 capitais do Brasil em esgotos, saneamento
básico e água tratada. Ainda assim, o “cego” eleitor
continua votando feliz e esperançoso na extrema-direita. No Brasil, Rondônia e
Roraima são os dois estados mais bolsonaristas superando até Santa Catarina e
São Paulo. A extrema-direita tem sido muito boa para cooptar escravos a sua
senzala. Deixemos: enquanto eles se acharem felizes...
*Foi Professor em Porto Velho.
sábado, 18 de abril de 2026
Rondônia: a triste exceção nacional
Rondônia: a
triste exceção nacional
Professor
Nazareno*
Devido a sua grande e notória insignificância na já
caótica realidade nacional, o Estado de Rondônia sempre foi
considerado como um dos estados mais problemáticos e bagunçados da federação.
Criado a partir de um dos maiores desastres ambientais da História da
humanidade, ainda na década de 1980 do século passado, o jovem estado nunca deu
notícias alvissareiras para o restante do país nesses pouco mais de 40 anos de
existência. Desta vez é por causa do aumento dos combustíveis devido à guerra
entre Estados Unidos, Israel e Irã e o consequente bloqueio do Estreito de
Ormuz, por onde passam mais de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo.
O preço do diesel, principalmente, subiu quase 30 por cento no mundo inteiro.
Não foi diferente no Brasil. E para aliviar o bolso dos brasileiros, o governo
federal propôs um pacto com todos os estados para, até o final de maio próximo,
diminuir os impostos que incidem sobre a commodity.
Rondônia
simplesmente não aceitou. Ao lado até agora só do Rio de Janeiro, o
pouco importante, pobre e miserável estado da região norte disse não
ao governo federal e dessa forma os preços dos combustíveis não vão baixar nas
“Terras de Rondon”. Rondônia é um estado bolsonarista em sua
essência. Mais de 70 por cento dos indigentes e paupérrimos eleitores daqui são
da extrema-direita reacionária. Quase não há esquerda na nossa política. Rondônia
é uma vergonha nacional. Com uma população formada majoritariamente por
“forâneos”, o sinistro estado sempre foi referência em ceder todas
as suas riquezas para o restante do país. Permitiu, por exemplo, que se
construíssem duas hidrelétricas em seu imponente rio Madeira somente para
abastecer o sul do país com energia boa e barata. Mas aqui, paga-se uma das
contas de energia mais caras e em retribuição tivemos os nossos recursos
naturais estuprados sem dó nem piedade.
O atual governador do
estado, o coronel bolsonarista Marcos Rocha, que foi eleito e reeleito
pelos rondonienses, é tão fraco politicamente que sequer vai se
candidatar a qualquer cargo nas próximas eleições. Rocha não aceitou fazer
tratativas com o governo federal para aliviar o bolso dos rondonienses e dizem
que, mesmo em meio a toda essa terrível crise dos combustíveis, viajou para os
Estados Unidos. Crise em Rondônia é uma rotina quase diária. Aqui até um
senador da República já foi metralhado ne meio da rua e até hoje, mais de três
décadas depois, nada se apurou. A BR-364, única ligação do estado com o
restante do país, foi privatizada e cobra um dos pedágios mais caros de que se
tem notícia. Detalhe incrível e surreal: a caótica estrada não foi sequer
duplicada e não recebeu, até agora, nenhuma benfeitoria visível. O amor dos
rondonienses por quem é de fora é tão grande que Rondônia só teve um
governador daqui.
A suja e imunda capital
do estado é um esgoto podre a céu aberto. Uma pocilga imunda, esburacada, cheia
de lixo e fedorenta que sempre envergonhou alguns poucos de seus moradores. É a
pior dentre as 27 capitais do Brasil em saneamento básico, água tratada e
qualidade de vida, segundo o Instituto Trata Brasil. Na cidade-lixo
do Brasil, mal começou a guerra lá no Oriente Médio e o preço dos combustíveis
subiu mais de dez por cento em alguns postos e ninguém disse absolutamente
nada. Não é incrível? Mas andam falando que assim que terminarem os conflitos,
os postos vão baixar os seus preços. “Me engana que eu gosto”. Até
para sair daqui é um suplício interminável: os preços das passagens aéreas são
os mais altos do Brasil. Para viajar de avião é muito mais prático e “mais
em conta” ir para Rio Branco ou Cuiabá. E “na pisada que vai”
as coisas não vão melhorar tão cedo: os candidatos às próximas eleições são as
mesmas “cartas marcadas” de sempre: prometem “Built to Suit”,
saneamento, isso e aquilo, e saem rindo de nós.
*Foi Professor em Porto Velho.
quarta-feira, 15 de abril de 2026
O “Dia do Fogo” vai voltar?
O
“Dia do Fogo” vai voltar?
Professor
Nazareno*
Tudo
indica que sim! Vai depender muito de quem ganhar as próximas eleições para
presidente da República. Não que político nenhum esteja tão preocupado assim em
preservar e proteger o meio ambiente. Praticamente todos eles, seja de
direita ou de esquerda querem mais é que a natureza se acabe. Muitos
desses políticos estão se lixando para o sofrimento do povo com a fumaceira
absurda do verão amazônico. Em 2019 quando Jair Bolsonaro assumiu a Presidência
da República, muitos fazendeiros do interior do Pará, principalmente, incentivados
pela política ambiental devastadora do presidente recém-empossado e do seu
ministro Ricardo Salles, criaram o “Dia do Fogo” que foi
exatamente o dia 10 de agosto daquele ano. A extrema-direita, de um modo geral,
é contra toda e qualquer política ambiental. “É preciso deixar passar
toda a boiada”, afirmavam.
O
ano de 2024, durante o governo petista de Lula e de Marina Silva, a acreana
ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a Amazônia ardeu impiedosamente
como nunca. Eu particularmente sofri muito com falta de ar e com a respiração
ofegante durante todo aquele fatídico verão. Já no ano passado eu “fugi”
para o sul do país, mas soube que aqui não houve queimadas e a fumaça foi menor
do que em anos anteriores. Este ano provavelmente eu não vou esperar tocarem
fogo na mata. A depredação da floresta amazônica e do meio ambiente em geral
parece que está no DNA de muitos moradores dessa região. Rondônia mesmo é fruto
de um dos maiores desastres ambientais da História da humanidade. Muitos dos
forasteiros que vieram “colonizar” o então território não
pouparam nem a cobertura vegetal e muito menos as populações originárias.
Rondônia
é filha direta de um dos maiores massacres ambientais de que se tem notícia.
Fala-se que até o próprio criador do novo Estado ficava alegre quando via
fumaça. “Estão produzindo”, dizia. Verdade ou não, ainda hoje
percebe-se a luta de muita gente para reabrir a inútil e desnecessária BR-319.
Com ela, a Amazônia encontrará o seu irremediável fim em menos de dez anos. O maldito
garimpo de ouro no rio Madeira, por exemplo, é outro gargalho que os agressores
da natureza reivindicam todo dia. A extrema-direita e os reacionários do
agronegócio podem estar por trás dos incêndios na região durante a época da
estiagem. Aliás, atribui-se à extrema-direita não só a repulsa pelo meio
ambiente, mas uma infinidade de outras coisas ruins como o desrespeito aos
direitos humanos, negacionismo, desapego pela ciência, racismo, misoginia,
homofobia, guerras.
Ainda
estamos no inverno em nossa região. As precauções para se evitar a queima da
floresta e a fumaceira têm que ser tomadas agora. O prefeito de Porto Velho,
Leonardo Barreto, disse que foi ele que evitou a desgraça em 2025. Tomara que
não só ele, mas todas as autoridades tanto federais como estaduais e
municipais, estejam em alerta para evitar o pior este ano. Os muitos órgãos de
defesa do meio ambiente têm que começar também desde já a preparação para
coibir derrubadas, fogo e fumaça em Rondônia. Esse Estado, ao não respeitar a
natureza, é acusado de ser responsável direto pelas enchentes catastróficas e também
por outros desastres ambientais que assolam o restante do país. Se o louco do Donald
Trump resolver, por exemplo, tomar a Amazônia, não seremos nós próprios
que vamos dar o motivo. Garimpo ilegal, fogo na floresta, derrubadas, extinção
de povos originários, desrespeito à natureza, não são ações civilizadas. Mas
até quando?
*Foi Professor em Porto
Velho.
domingo, 12 de abril de 2026
sábado, 11 de abril de 2026
O melhor de todos os candidatos
O
melhor de todos os candidatos
Professor
Nazareno*
Este
ano de 2026 tem eleições gerais no Brasil. A corrida aos cargos ainda
nem começou direito e muitos brasileiros praticamente já decidiram em quais
candidatos votar em outubro próximo. A nível federal, a maioria dos eleitores,
seguindo a sua consciência política de sempre, deve escolher o candidato que se
mostrar mais cruel, mais desumano, mais insensato, mais corrupto, mais
impiedoso, mais desalmado e mais picareta possível. Dificilmente se elegerá
qualquer candidato que seja humano, racional, inteligente, amigo, probo,
perspicaz, honesto e compromissado com a civilidade e com o espírito público. A
Câmara Federal e os dois terços do Senado terão eleitos, muito provavelmente, as
pessoas que apresentarem a mesma índole de sempre: descompromisso total com a
dura realidade de desigualdade social do país e vistas grossas com a fome, a
miséria e injustiças sociais.
Em
mais de 520 anos de História foi sempre assim, por que alimentar esperanças de
que em 2026 as coisas, como num passe de mágica, vão mudar drasticamente? A
maioria dos eleitores brasileiros parece que sofre da Síndrome de
Estocolmo. Basta observar a postura do atual Congresso Nacional, que
foi eleito por esse mesmo tipo de eleitor: o nosso Legislativo é
ultradireitista ao extremo e defende, geralmente, aquelas pautas que só
desgraçam ainda mais a vida dos pobres, dos miseráveis e desassistidos. No
âmbito do Executivo a ladainha sempre foi a mesma só com pequenas alterações.
Um candidato entreguista, pouco patriota, mentiroso, golpista, negacionista,
vingativo e aliado à extrema-direita reacionária e à elite cruel do país deve
disputar, num provável segundo turno, o cargo maior da nação com um candidato
que diz representar a pobreza.
Pode
até representar a pobreza, mas não deixa jamais de usar as políticas públicas
sociais para arregimentar cada vez mais votos e apoio desses mesmos pobres,
deixando, dessa forma, todos eles dependentes quase para sempre do Estado. E o
pior: diante dessa polarização criada por esses mesmos políticos, a chance de
aparecer uma terceira via é quase impossível. Um candidato ideal seria
aquele que mostrasse amor incondicional pelo país que ele vai governar. Um cidadão
compromissado em distribuir de forma mais equitativa todos os imensos recursos
do país com cada habitante que aqui vive. Alguém que tivesse a responsabilidade
de atacar e acabar com tantos problemas sociais que temos. Alguém que respeitasse
os direitos humanos, o meio ambiente, enfim, um candidato que tentasse acabar
com tantas injustiças que vemos no dia a dia da sociedade. E é possível?
Claro
que é. Nada de entregar nossas riquezas para nações estrangeiras. Lutar sempre
pela nossa soberania, lutar pelo progresso social do país atacando os
principais gargalhos que nos aprisionam no mundo incivilizado, pobre e
dependente apesar do nosso enorme patrimônio. Nada de governar oito anos
consecutivos e não construir sequer um bom hospital de pronto-socorro para uma
capital de Estado. Governar tanto tempo e não dotar a sua cidade, por exemplo,
de água tratada e de boa rede de saneamento básico, de arborização, segurança,
boas escolas e de mobilidade urbana é de uma irresponsabilidade e incompetência
ímpares. Dinheiro para tudo isso existe aos montes. E pior: quase
ninguém cobra isso de seus candidatos. E assim continua, ano após ano,
votando sempre neles. E é obvio que estes candidatos existem, mas o próprio
sistema os poda e o que há de pior na política sempre é eleito. O pobre é
como lombriga: se sair da merda morre!
*Foi Professor em Porto
Velho.









