quarta-feira, 25 de março de 2026

Rondônia, protegida pelo Diabo

Rondônia, protegida pelo Diabo

 

Professor Nazareno*

 

            Se Deus existe, certamente Ele nunca quis saber de Rondônia e nem de sua gente. Rincão atrasado, distante e subdesenvolvido, o insólito Estado foi resultado direto de uma das maiores devastações da natureza de que se tem notícia: a derrubada da floresta amazônica e a matança de povos originários foi o pontapé inicial para se instalar “a mais nova estrela no azul da União”, isso ainda nas décadas finais do século passado. E de lá para cá as agressões sistemáticas ao meio ambiente continuaram a todo vapor. Entra ano e sai ano e as agruras e lástimas continuam a infernizar a vida dos poucos habitantes que ainda insistem em permanecer por aqui. Chuvas torrenciais com muita lama no inverno e queimadas apocalípticas com muita fumaça tóxica nos meses de verão é uma dolorosa rotina que acompanha o morador daqui. É como se o Belzebu fosse o padroeiro do lugar.

Como se todo este infortúnio fosse pouco, ainda tem a classe política local. Por causa dela, o jovem Estado de Rondônia sempre viveu dias tenebrosos. Longe, isolada, atrasada, inculta, subdesenvolvida e muito pobre, essa distante e amaldiçoada província nunca, jamais na vida, deu notícias alvissareiras para o restante do Brasil. As novidades daqui, principalmente na área da política, são as mais sombrias possíveis. Mas apesar de todas essas desgraças visíveis, o insólito rincão ficaria, numa hipotética divisão territorial do Brasil, do lado mais conservador. Quando o deputado federal Paulo Bilynskyj propôs criminosamente dividir o Brasil em “Brasil do Norte” e “Brasil do Sul”, o mapa que ele mostrou tinha Rondônia como pertencendo ao Norte, mais subdesenvolvido e de maioria esquerdista. Um engano, pois Rondônia tem a extrema-direita reacionária em seu sangue.

Não há políticos bons, trabalhadores e inteligentes em Rondônia. Nunca houve. Um sequer que apareça e se destaque nacionalmente é conjunto vazio. E o pior: todos os anos de eleições muitos deles são eleitos e reeleitos pelo povão ignaro. Nem direita nem esquerda existem nestas plagas. A polarização daqui é para escolher quem é o pior dentre os candidatos a ser eleito. E mais de 70 por cento deles é da extrema-direita bolsonarista. Esquerda, se existe, está incubada, escondida, disfarçada, dissimulada, camuflada atrás dos seus gordos contracheques e também lá nas redes sociais. Apesar de ter os maiores percentuais de seguidores da fé cristã evangélica, Rondônia só pode ser obra de Lúcifer. Deus, o Todo Poderoso, não perderia tempo com um lugar assim. Até a única atração turística da capital é uma ferrovia velha e abandonada e que já tem um dono: é o Tinhoso.

A Ferrovia do Diabo foi vendida para forâneos. O porto rampeado do rio Madeira já foi retirado, levado para Manaus. Lá só restam o lixo, a catinga, o barranco escorregadio e fedorento, a sujeira, o lodo, os ratos e os urubus. A capital do Estado é uma espécie de Reino das Trevas protegido pelo Capiroto. Porto Velho é a pior dentre as 27 capitais do Brasil em qualidade de vida, saneamento básico e água tratada. Ninguém quer saber de Rondônia. Para vir ao Estado pagam-se pedágios caríssimos se vier de carro. É o Free Flow. E de avião é quase impossível: passagem do Sul Maravilha para cá é até mais cara do que ir à Europa. E não tem disponibilidades. Hospital de Pronto-Socorro, a capital não tem. O “Built to Suit” dos políticos terminou em “beiju de caco. Até o atual governador, que ficou oito anos no poder, prevê uma derrota nas urnas e quer desistir de se candidatar. Não se pode dizer que Rondônia é do senhor Jesus ou de Deus. Deve ser do Cramunhão!

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.


domingo, 22 de março de 2026

EUA: Rondônia seria poupada

EUA: Rondônia seria poupada

 

Professor Nazareno*

 

            Donald Trump, o megalomaníaco e fascista presidente dos Estados Unidos está com a corda toda neste seu segundo mandato à frente da Casa Branca. Muito pior do que Hitler, ele usou a sua Gestapo pessoal, a ICE, para perseguir e matar imigrantes em seu país e de quebra, resolveu intervir em vários outros países, um após o outro. Inicialmente continuou dando apoio incondicional a Israel, o seu proposto no Oriente Médio, para aniquilar os palestinos na Faixa de Gaza. Mais de 72 mil velhos, mulheres e crianças foram esmagados e despedaçados pela máquina de guerra dos judeus e dos norte-americanos. Depois, invadiu e bombardeou a Venezuela e prendeu seu presidente, Nicolás Maduro. Isso depois de bombardear pequenos barcos de pesca que, segundo ele, estavam levando drogas para os EUA. Quase 150 simples pescadores foram aniquilados.

            A seguir, incentivado e ajudado pelos israelenses, Trump resolveu atacar o Irã mergulhando o Oriente Médio numa guerra sem precedentes. Só que seria, segundo ele, uma guerra rápida. Mas já está fazendo quase um mês e pode ainda durar muito mais tempo. E mesmo sem sequer ter atingido os seus objetivos declarados na Pérsia, o maldito “Laranjão” já falou que vai invadir Cuba e tomar o poder na ilha como já fez com a Venezuela. Certamente ele também vai invadir e tomar a Groenlândia, como já prometeu antes. E certamente vai sobrar também para o Brasil. Trump e a alta cúpula do governo estadunidense não gostam de Lula nem da esquerda no Brasil. Além do mais, ele não gostou da prisão de Jair Bolsonaro e dos golpistas do nosso 8 de janeiro. Por isso, é quase certo que vamos sofrer uma invasão norte-americana com o apoio irrestrito da “boiada”.

            Porém, mesmo fazendo parte do Brasil, o distante e atrasado Estado de Rondônia não sofreria absolutamente nada com os ataques vindos da Terra do Tio Sam. As terras de Rondon têm pouco mais de 1,5 milhão de habitantes e quase todos em sua maioria são eleitores reacionários que militam, amam e votam na extrema-direita e se dizem amigos do “Laranjão”. É crime, mas em Rondônia muitos dos patriotas daqui ajudariam os invasores. Por isso, os rondonienses podem e devem ficar bem tranquilos. Os Tomahawks não nos atingiriam. Esses mísseis de última geração só matarão os esquerdistas, os petistas e as pessoas progressistas. Trump ama os latinos, em especial os brasileiros de direita e de extrema-direita. Ele não quer a Amazônia e nem as terras raras que o Brasil tem. E não demorará para que todos os rondonienses recebam grátis o Green Card dado pelos EUA.

            Trump jamais bombardeará Rondônia depois que souber que quase 80 por cento da população deste rincão subdesenvolvido é da extrema-direita. Imaginem a alegria do “Laranjão ao saber que tem uma vereadora de Porto Velho que propôs a eugenia social e a remoção de imigrantes pobres da capital karipuna. Se brincar, Rondônia será declarada como o 51° Estado dos Estados Unidos. Lá na América não existe atendimento público de saúde para o povão pobre, assim como aqui também. A experiência do hospital “Built to Suit” e do pedágio “Free Flowvai encantar os norte-americanos. “Nessa tal de Rondônia (Roubônia), nós vamos ressuscitar o Percival Farquhar”, teria dito, sorrindo, o “Laranjão”. Com Tomahawks explodindo em São Paulo, Rio de Janeiro e outras grandes cidades, os EUA prenderiam o Lula, o Moraes e outros esquerdistas. Mas não atacariam um lugar tão “abençoado” como esse. Será que eu escaparia da fúria dos EUA?

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

quinta-feira, 19 de março de 2026

Guerra em nome do Satanás

Guerra em nome do Satanás

 

Professor Nazareno*

 

            Estados Unidos, Israel e Irã estão em guerra já há mais de três semanas! O primeiro é um país majoritariamente cristão, o segundo é judeu e o terceiro é uma república islâmica, portanto, muçulmano com mais de 98 por cento de sua população seguindo a vertente xiita do Islamismo. As três religiões abraâmicas, monoteístas, sempre estiveram guerreando. Ou entre si, como agora, ou para matar os ímpios, ou seja, aqueles que não seguem a sua crença. Em toda a História da Humanidade ninguém jamais ouviu falar em uma guerra travada em nome do Satanás, mas quase todas elas travadas em nome de Deus ou da religião. Dessa vez o componente religioso até existe, mas as batalhas estão sendo travadas por causa do petróleo, abundante na antiga Pérsia. Os Estados Unidos querem se apossar dessa commodity como já fez no início do ano ao invadir a Venezuela.

            O maior problema começou em 1948, quase dois mil anos depois da segunda diáspora do povo judeu. Após o Holocausto e a perseguição aos judeus por Hitler durante a Segunda Guerra Mundial, a ONU criou o Estado judeu nas mesmas terras onde já estavam habitando os palestinos. “Foi a terra prometida por Deus aos descendentes de Abraão”, dizia-se. Ou seja, Deus prometeu essas terras somente aos judeus deixando os cristãos e os palestinos, que já as habitavam, de fora. Não deu outra: dia 14 de maio foi criado o Estado de Israel e no dia seguinte os árabes declaram guerra ao novo país. De lá para cá, as brigas e as confusões só aumentaram naquela região, em que antes conviviam em paz os três grupos religiosos. Com a atual invasão do Irã por Israel e pelos EUA, o Oriente Médio está em total convulsão. Paquistão e Afeganistão também estão em guerra.

            Os Estados Unidos querem destruir o Irã para roubar todo o petróleo que os persas produzem. Assim como já fizeram com a Venezuela. Já Israel, que incentivou essa guerra, diz que os iranianos não podem ter uma bomba nuclear, mas eles, os judeus, têm mais de 90 ogivas nucleares em seu arsenal. Ou seja, os Estados Unidos, cristãos, bombardeiam e matam os muçulmanos para ajudar os judeus. Essa matança toda não pode ser em nome de Deus. Deve ser mesmo em nome de Satanás ou de outro cão. Uma escola primária foi severamente bombardeada no Irã onde quase duas centenas de crianças inocentes foram despedaçadas por um míssil Tomahawk dos norte-americanos. Os muçulmanos disparam mísseis com bombas de fragmentação tanto em Telavive quanto em Jerusalém, cidades de Israel, que bombardeia o sul do Líbano e mata centenas de civis.

            Israel, pátria dos judeus, produziu uma carnificina na Faixa de Gaza onde matou impiedosamente mais de 70 mil civis inocentes entre mulheres, velhos e crianças. O mundo viu tudo e calou diante da barbárie. Um Holocausto semelhante ao que aconteceu durante o regime nazista na Alemanha de Hitler. O Irã, muçulmano, financia grupos armados para matar judeus e cristãos como o Hamas na Palestina, os Houthis do Iêmen e o Hezbollah no Líbano. Já os Estados Unidos cristãos atacaram a Venezuela, o Irã e já estão ameaçando Cuba e a Groenlândia. E certamente deve sobrar também para o Brasil. Muitos “patriotas” daqui estão clamando por uma intervenção norte-americana em nosso país, mesmo que isso seja um crime proibido pela nossa Constituição. É a vingança da “boiada” por ter perdido as últimas eleições para o PT e as esquerdas. Deus vê tudo acontecer e não toma providências ou será que tudo isso é combinado com o diabo?

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

segunda-feira, 16 de março de 2026

Crime previsto na Constituição Federal


CUIDADO: incitar, desejar publicamente ou atuar para provocar intervenção estrangeira no Brasil é considerado crime contra a soberania nacional, com base na Lei nº 14.197/2021. Negociar com grupos estrangeiros para invadir o país, ou pedir interferência externa, viola a Constituição, que garante a autodeterminação, sendo conduta punível. 

domingo, 15 de março de 2026

Brasil, próxima vítima dos EUA

Brasil, próxima vítima dos EUA

 

Professor Nazareno*

 

            A China é um país comunista e hoje tem um PIB que rivaliza com o dos Estados Unidos. Fala-se que a partir dos anos 2030/2035 os chineses vão superar os americanos em produção de riquezas. Com uma economia planejada, mão de obra farta, sem participar praticamente de nenhuma guerra há tempos e com investimentos maciços em sua infraestrutura básica, os orientais estão dominando o mundo e isso, claro, irrita muita gente mundo afora, como os norte-americanos, por exemplo. Só que a China é uma potência nuclear desde 1964 com mísseis balísticos intercontinentais capazes de atingir qualquer parte do mundo em questão de minutos. Pequim confirma que tem mais de 600 ogivas nucleares e daqui a cinco ou dez anos passará de mil dessas armas mortíferas. Donald Trump e o seu país, que está em franca decadência, têm muito medo dos chineses.

             Os imperialistas estadunidenses entendem que precisam deter o progresso e o avanço dos comunistas, mas por serem muito covardes e medrosos não os enfrentam diretamente. Aliás, os Estados Unidos sempre tentaram medir forças com quem não as tem: Vietnã, Cuba, Venezuela, Síria, Líbia, Iugoslávia, Coreia do Norte (antes de ter as bombas nucleares), Panamá, República Dominicana. A China de hoje, aliada da Rússia e da Coreia do Norte, é um páreo muito duro para os arrogantes e assassinos americanos. Por isso, os Estados Unidos tentam, dessa forma, inviabilizar o progresso chinês atacando os seus principais amigos e fornecedores. A Venezuela foi invadida e bombardeada e teve o seu presidente preso. Agora, o país caribenho está proibido de negociar com os chineses. Todo o petróleo e o gás venezuelanos têm de ser negociados (roubados) só com os EUA.

            O Brasil tem como maior parceiro comercial justamente a China. E o nosso país precisa colocar “as barbas de molho”. Trump vai arrumar uma desculpazinha qualquer para travar a nossa relação comercial com os chineses. O Irã foi invadido, bombardeado e teve o seu líder assassinado por que negocia e fornece petróleo para o gigante asiático. Sem petróleo e sem outras commodities, a China para de crescer. Desculpas esfarrapadas e mentirosas sempre foram inventadas pelos malditos “yankees” só para saquear e dominar os países mais fracos. O Iraque tinha armas de destruição em massa, a Venezuela produzia drogas, o Irã tem bombas atômicas e por aí vai. E o Brasil? Ora, o Brasil tem o crime organizado, que precisa ser considerado como uma organização terrorista. Além do mais, o nosso país é governado pelo Lula, um homem de esquerda e não alinhado a eles.

            Isso sem falar que metade da nossa população é da extrema-direita reacionária que se considera norte-americana “da gema”. Não só presta continência àquela bandeira estrangeira, como sempre teve e ainda tem o sonho de morar ou mesmo de visitar aquele país surreal, habitado em sua maioria por ladrões, genocidas, assassinos e viciados em drogas. Os Estados Unidos são o câncer do mundo e hoje parece que são mandados pelos sionistas. Lula pode até ganhar as próximas eleições daqui, mas não tomará posse. “O golpe de Estado de verdade virá, com certeza, com uma vitória petista”. Os americanos para defender os seus interesses matam a sua própria mãe. E o pior é que não temos como nos defender. Nossas Forças Armadas não aguentariam meia hora de combate com a “máquina de matar gente” daquele país agressor. De qualquer maneira, os EUA vão nos invadir e dominar. Por isso, derrotar a extrema-direita nas urnas já seria um bom caminho.

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

sábado, 14 de março de 2026

O que é a Bíblia?


O que é a Bíblia?


"Há milhares de anos, as lendas, mentiras, besteiras, mitos e costumes primitivos de uma pequena tribo de nômades semisselvagens foram reunidos e escritos em pergaminhos. Ao longo dos séculos estes textos foram modificados, mutilados, truncados, floreados e divididos em pequenos pedaços que foram então embaralhados várias vezes. Em seguida, este material foi mal traduzido para várias línguas e vários povos o adotaram como a expressão da verdade, a palavra de Deus definitiva e irretocável".

quarta-feira, 11 de março de 2026

Precisamos da bomba atômica

Precisamos da bomba atômica

 

Professor Nazareno*

 

O Brasil precisa urgentemente de ter uma bomba atômica. Não! Não é para atacar ninguém e muito menos para jogar em nenhum outro país, mas para impor mais respeito na conjuntura política internacional e também para não ser tão rebaixado pelas potências nucleares como, por exemplo, os Estados Unidos. Segundo muitos especialistas, o nosso país possui a capacidade tecnológica, muito urânio e conhecimento técnico suficiente para produzir uma bomba nuclear em um prazo até relativamente curto se decidisse fazê-lo. No entanto, o desenvolvimento de armas nucleares é proibido pela nossa Constituição (que limita o uso da energia nuclear só para fins pacíficos) e por tratados internacionais assinados. O TNP, Tratado de Não Proliferação Nuclear, em vigor desde 1970 impede a disseminação de armas nucleares no mundo e busca também promover o desarmamento.

O engraçado e irônico é que esse tratado só permitiu que apenas cinco países (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido) pudessem ter armas nucleares em seus arsenais. E não é à toa que esses mesmos países formam o Conselho de Segurança da ONU, a fracassada Organização das Nações Unidas. Só que depois desse tratado, mais quatro países já entraram para o clube nuclear: Israel, Índia, Paquistão e Coreia do Norte. O Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (TPAN), adotado em 2017 e em vigor desde 2021, é o primeiro acordo internacional juridicamente vinculativo que proíbe o desenvolvimento, teste, produção, armazenamento, uso ou ameaça de uso de armas nucleares. Com o objetivo final de eliminação total, o tratado foi impulsionado e assinado por mais de 80 países, Brasil inclusive embora as potências nucleares não tenham aderido.

Com uma política externa extremamente agressiva, Os Estados Unidos e a Rússia principalmente agridem outros países do mundo a hora que querem. Quando a União Soviética se desmantelou, a Ucrânia herdou vários foguetes balísticos com ogivas nucleares e um outro tanto de bombas atômicas. Mas em troca da paz e da promessa de não ser invadida no futuro, entregou “de mãos beijadas” tudo para a Rússia. Não deu outra: foi invadida pelos russos e hoje está perdendo territórios numa velocidade avassaladora. Se tivesse essas armas, duvido que o facínora do Vladimir Putin tivesse invadido o vizinho. Com a bomba atômica em mãos, a Índia peitou a China e assustou o vizinho e arqui-inimigo Paquistão. Os paquistaneses produziram a sua bomba e brecaram as ações belicosas dos indianos. E se a Venezuela tivesse também a sua bomba atômica?

Duvido que o covarde Donald Trump tivesse tido coragem de atacar o país sul-americano. O Irã já devia ter produzido suas armas nucleares há tempos. Nem os sionistas israelenses nem os assassinos norte-americanos teriam atacado e nem quereriam briga com os aiatolás. Por que Israel pode ter armas nucleares e os iranianos não? Se outro país do Oriente Médio tivesse um bom arsenal nuclear, os judeus estavam “pianinho” e não teriam assassinado de forma covarde e infame mais de 70 mil mulheres, velhos e crianças na Faixa de Gaza. Por que as potências ocidentais não atacam a Coreia do Norte? Têm medo de quê? Os mísseis balísticos intercontinentais e as mais de 90 ogivas nucleares de Kim Jong-un não estão para brincadeiras. O Brasil tinha que ter uma bomba, sim! Com ela, jamais nos curvaríamos para ninguém no cenário internacional. Os taludos norte-americanos não interviriam na nossa política e nos respeitariam. Mas cadê Lula e o PT?

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

domingo, 8 de março de 2026

O verdadeiro “Eixo do Mal”

O verdadeiro “Eixo do Mal

 

Professor Nazareno*

 

            O ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, quando em 2003 queria invadir o Iraque de Saddam Hussein para roubar o petróleo daquele país do Oriente Médio, disse cinicamente que o Iraque, o Irã e a Coreia do Norte faziam parte de uma espécie de eixo do mal e que por isso os EUA deviam invadir militarmente aquele país para acabar com todas as “armas de destruição em massa” em poder do ditador iraquiano. Tudo era mentira, tudo era invenção, tudo era desculpa esfarrapada dos norte-americanos só para poderem saquear as riquezas do país invadido. Entre 10 e 15 mil iraquianos foram assassinados naquela guerra baseada em uma mentira e o ditador do Iraque foi deposto e depois enforcado. Esse foi o saldo trágico de mais uma guerra patrocinada pela maior potência imperialista da atualidade. Os Estados Unidos vivem de guerras há muito tempo.

Hoje, o ultradireitista Donald Trump, o fascista e vil presidente da vez nos Estados Unidos, usa as mesmas táticas mentirosas e nazistas para continuar roubando e saqueando outros países soberanos. Junto com o Estado sionista de Israel, os Estados Unidos e os sionistas declararam de forma unilateral e covarde a invasão do Irã. O país persa foi acusado, como de costume, de estar “muito perto” de ter uma arma nuclear. Os invasores já mataram o líder iraniano Ali Khamenei e estão bombardeando impiedosamente a Pérsia matando até agora milhares de inocentes. Assim como Israel fez na Faixa de Gaza, quando assassinou de forma covarde, com a ajuda norte-americana, mais de 70 mil palestinos entre mulheres, velhos e crianças principalmente. Por conta do Holocausto na Palestina, Netanyahu tem mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional.

Fala-se que foi o próprio Benjamim Netanyahu que convenceu o estúpido Donald Trump a atacar o Irã. Netanyahu teria Trump nas mãos, pois o israelense tem um dossiê completo da participação de Trump num caso de pedofilia, do escândalo Jeffrey Epstein, que está sacudindo os meios políticos e empresariais lá na América. Ou seja, um pode ser pedófilo, enquanto o outro é um genocida procurado no mundo inteiro. Deve faltar pouco para ambos serem presos. Assim como Hitler, o atual presidente dos Estados Unidos precisa ser parado senão pode levar o mundo a uma Terceira Guerra Mundial. Mas talvez isso não aconteça porque os americanos são na sua grande maioria um povo covarde e muito medroso. Por que Trump não ataca a Coreia do Norte, a China ou a Rússia? De que o “Laranjão” estúpido e arrogante tem tanto medo? Atacar Venezuela, Cuba e Irã é fácil!

Imperialistas, invasores, golpistas, assassinos, mentirosos, viciados em drogas, saqueadores, terroristas, genocidas, ladrões, os Estados Unidos da América sempre foram a pior ameaça à paz mundial, e agora, sob o comando de ensandecido Donald Trump mostram ao mundo a sua verdadeira face do mal. Os EUA sempre viveram de guerras e de exploração das riquezas de outras nações. A sua poderosa indústria bélica precisa de uma guerra todo ano. As próximas vítimas: Groenlândia e Cuba. O verdadeiro “Eixo do Mal” sempre existiu no mundo e hoje é formado pelos Estados Unidos, pelo Estado sionista de Israel, pela Rússia de Vladimir Putin, que invadiu também de forma covarde e vil a Ucrânia, e também por todos os países que têm governos de direita e de extrema-direita reacionárias e que apoiam direta ou indiretamente essas guerras desnecessárias e estúpidas. O 11 de setembro, por exemplo, foi só uma consequência dessa política infame.

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

domingo, 1 de março de 2026

EUA podem atacar Rondônia?

EUA podem atacar Rondônia?

 

Professor Nazareno*

 

            O presidente fascista dos Estados Unidos, Donald Trump, é hoje a palmatória do mundo. Como um Hitler ensandecido nesse seu segundo mandato à frente da Casa Branca, o “Laranjão” criou tarifas comerciais para o mundo inteiro, colocou o ICE, a sua Gestapo particular, para perseguir os imigrantes dentro do seu próprio país, incentivou Israel, o seu eterno preposto sionista do Oriente Médio, a massacrar e assassinar velhos, mulheres e crianças palestinas em Gaza, invadiu a Venezuela, prendeu o presidente-ditador Nicolás Maduro, e agora junto com o mesmo Israel, bombardearam covardemente o Irã e assassinaram seu líder máximo, o Aiatolá Ali Khamenei. Parece que nada nem ninguém consegue parar essas ambições imperialistas. Como na época do nazismo, o mundo está com medo do que pode acontecer. E Rondônia pode ser a próxima vítima.

            Se Trump soubesse metade do que se passa na capital Porto Velho, já teria tomado umas providências. “Como pode uma cidade tão imunda, fedorenta e suja ter um prefeito com uma aprovação até superior a 94 por cento?”, teria perguntado ele, perplexo e incrédulo. Exigente como é, o “Laranjão” deve ter ficado intrigado como pode quase uma população inteira viver sem água tratada em suas residências. “Uma cidade como essa tem que ser bombardeada impiedosamente para começar tudo do zero, pois não tem esgotos nem saneamento básico e boa parte da população local mata sua sede com água de bosta”, teria reclamado o homem mais poderoso do mundo. Ele reclamou que Porto Velho não tem sequer um hospital de pronto-socorro e que as autoridades locais nunca tentaram fazer um. “É que eles ficam enrolando em todas as eleições e não fazem nada”.

            Os atentos assessores de Trump disseram a ele que a BR-364 foi privatizada no estado, mas não foi ainda duplicada, não foi restaurada e ainda assim cobra-se um dos pedágios mais caros do Brasil. O “Laranjão” ficou furioso com isso. “Vamos bombardear esta merda de lugar!”, disse já irritado. Falaram a ele também que a energia elétrica que se paga em Rondônia é um absurdo de tão cara, apesar das várias hidrelétricas que há na região. “Excelência, o senhor viu as condições do porto do Cai N’água?”, perguntaram-lhe os seus puxa-sacos. “O povo desse lugar come essas aves pretas?”, perguntou. Claro que o presidente dos Estados Unidos não entendeu por que o atual governador daqui não vai concorrer às próximas eleições. “Ainda bem, pois assim ele não terá o mesmo destino de Maduro e do Khamenei”, argumentou o “Laranjão”. Trump é amigo de bolsonaristas!

Donald Trump bombardeou a Venezuela e o Irã por que esses dois países têm as maiores reservas de petróleo do mundo. Os americanos vão roubar tudo dali depois dos ataques. Após destroçar esses países soberanos, sem levar em conta a lei e o direito internacionais, os Estados Unidos poderiam bombardear Rondônia e a sua fedorenta capital Porto Velho, por causa das coisas estranhas que sempre andaram acontecendo por aqui. Só que o pouco que a terra karipuna tinha, já doou tudo aos forâneos. Aqui os EUA só teriam prejuízo e nada mais. As armas de destruição são muito caras e ainda tem a Rússia, a China e a Coreia do Norte para serem invadidas. O escritor Eduardo Galeano disse que toda vez que os EUA “salvam” um povo, deixam um manicômio ou um cemitério como herança. Em Rondônia isso não seria possível: pois se já não somos um cemitério, somos um manicômio há muito tempo. Quem tem medo de bombas fascistas?

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Trocar voto por dentadura

Trocar voto por dentadura

 

Professor Nazareno*

 

            O ditador João Batista Figueiredo, ex-presidente do Brasil, disse certa vez que o brasileiro comum não sabia votar. Não sei se ele estava certo ou errado, pois sendo um preposto da infame Ditadura Militar que governou o nosso país durante quase 21 anos e que não teve um voto sequer de nós brasileiros, ele não tinha nenhuma competência, autoridade e nem nenhum conhecimento científico para opinar sobre o que não conhecia. Mas suas grossas palavras e o seu vocabulário ignorante e estúpido ecoam até hoje e nos trazem alguns incômodos. Por falta de leitura de mundo e de conhecimentos ínfimos sobre Política, Sociologia e mesmo Filosofia, a maioria dos eleitores brasileiros ainda “hesita”, quase meio século depois, para escolher seus representantes nas urnas e no voto livre e democrático. Em vez de uma terceira via, insiste-se em ter só direita e esquerda no país.

            É óbvio que eu jamais trocaria o meu voto por dinheiro ou por qualquer outra coisa. Isso é crime e em nada ajudaria o processo democrático. Mas juro que até poderia cometer essa contravenção se o sujeito não só me prometesse, mas trabalhasse seriamente para construir um hospital de pronto-socorro em Porto Velho. Podia até ser um “Built to Suit” daquele que o atual governador Marcos Rocha prometeu e não fez. Aliás, só o Marcos Rocha, não! Praticamente todos os governadores de Rondônia nas últimas quatro décadas têm enganado o povo pobre daqui com essa promessa fajuta. Os poucos ricos têm bons planos de saúde e assim evitam ir ao eterno “açougue” da zona sul da capital. Mas aquele “campo de extermínio de pobres” continua lá de pé como numa homenagem macabra aos maus políticos. Pelo visto ainda vou continuar banguela por um bom tempo.

            Trocaria o meu voto também pela extinção total de todos os pedágios abusivos da BR-364. Já pensou o “Free Flow” ser banido para sempre da nossa BR? Se eu fizesse isso, receberia uma punição, mas ficaria satisfeito vendo que os preços não iriam mais aumentar de forma abusiva em todo esse Estado já tão castigado pela exploração alheia. Um exemplo: Rondônia tem quase 18 milhões de cabeças de gado para pouco mais de 1,7 milhão de habitantes, mas o preço da carne bovina aqui é estratosférico. A picanha do Lula nunca chegou em terra karipuna. O pior é que em Rondônia se faz de tudo para presentear só quem é de fora. Como não trocar o seu sagrado voto por um bom porto rampeado no rio Madeira? Pegar um barco no Cai N’Água é uma vergonha. E ninguém faz nada para resolver o problema. Uma hidrelétrica até que tentou isso. Mas deu em nada.

Ora, se todo poder emana do povo e se eu sou povo, assumo cometer um crime eleitoral e dessa forma trocaria meu voto por benfeitorias para o lugar onde moro, já que nenhum político daqui nunca fez nada por este rincão longe, atrasado e direitista. O TRE e o TSE que me perdoem, mas tenho coragem de negociar meu sufrágio por melhores condições para a “Capital de Roraima”. Não consigo mais viver sem ter uma rede de esgotos, sem saneamento básico e sem água tratada. Não gosto de beber bosta para matar minha sede. Viver num lugar que se diz uma capital, mas sem a menor qualidade de vida, sem mobilidade urbana, violenta e sem arborização é um castigo muito doloroso. O verão está para chegar e a fumaça criminosa das queimadas vai continuar? Se o governo Lula tivesse um programa “Minha Dentadura, Minha Vida” eu juro que escolheria uma dessas muitas “capivaras” e lhe propunha trocar meu voto. Vender, jamais. Sou honesto!

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Nem Deus, nem Pátria, nem Família

Nem Deus, nem Pátria, nem Família

 

Professor Nazareno*

 

            O outro slogan, que contraria o título acima, pode até não ser fascista, mas foi usado por mais de vinte anos por Mussolini e foi criado durante a unificação italiana. É muito utilizado hoje em dia pela extrema-direita no mundo inteiro. Mas é uma farsa, é algo inútil, inapropriado, hipócrita e sem nenhum fundamento lógico. Só os idiotas, semianalfabetos e desprovidos de leitura de mundo caem nessa lorota que serviu e serve às ditaduras de direita espalhadas pelo mundo. Deus talvez nem exista. É apenas uma espécie da criação humana. “Um delírio”, como disse Richard Dawkins em seu famoso livro. O Deus de Espinosa seria o mais crível dentre todos eles e o que deveria ser mais aceitável num mundo moderno.  Há muitos deuses em que se acreditam. Sempre houve. E todos eles criados pelo homem. E cada um deles é importante só na cultura que o criou.

Pátria é só uma aberração política e absurda que não tem sentido algum. Como pode haver uma pátria se há tanta desigualdade, guerras, fome, perseguições e injustiças? Pátria pode ser o lugar onde se nasce e onde se vive. “É a terra natal, com a qual se estabelece um vínculo emocional, cultural e histórico. Vai muito além do território físico, envolvendo identidade, tradições, língua, símbolos nacionais e o sentido de pertencimento a um povo”. Mas, no caso do Brasil, é algo ligado a injustiças sociais, à exploração humana, ao preconceito, à violência, à pobreza e à miséria. “Os muros que separam quintais” permitem que somente uns poucos e raros privilegiados cidadãos tenham uma vida decente enquanto a grande maioria vive à margem de tudo. E são exatamente só esses “cidadãos de bem” que veem alguma utilidade na pátria que habitam.

Já família é definida como “um grupo de pessoas unidas por laços de sangue, adoção, casamento ou, fundamentalmente, pelo afeto e convivência, agindo como base da sociedade e núcleo de acolhimento. É a célula da sociedade”. Tudo conversa fiada, tudo mentira e hipocrisia. Família hoje é uma instituição já falida e fadada ao atraso e ao anacronismo. O divórcio, a união estável, a falta de compromisso, dentre muitos outros fatores, já destruíram o conceito de família há tempos. Todo mundo conhece pessoas que já estão no terceiro ou no quarto casamento e em cada uma dessas “uniões”, que eram para sempre, há filhos e descendentes. É comum um homem ser casado com uma mulher e ter várias amantes. Assim como uma mulher casada se relacionar com vários outros parceiros. Deve ser a tal da família tradicional de que tanto se fala na mídia e na sociedade.

Não se pode aceitar um slogan mentiroso, asqueroso, nojento e hipócrita como “Deus, Pátria e Família” só para dominar e enganar as outras pessoas. É preciso quebrar essas regras invisíveis que se criaram do nada. A política não é só a polarização entre direita e esquerda. É algo muito mais produtivo dentro de uma sociedade. “A ciência política é a mais importante de toda a polis”, já pregava o sábio Aristóteles. Por isso, é preciso romper com a canalhice e a hipocrisia reinantes. É preciso sair dessa prisão mental. Ninguém deve ser coerente e certinho o tempo todo. Ninguém deve lutar para caber numa caixa ridícula que os outros criaram. Ninguém deve viver engessado numa vida que é muito curta. O ser humano não nasce pronto. E ter aquela velha opinião formada sobre tudo é algo que já foi superado há tempos. “Prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”, já cantava Raul Seixas.

 

 

                                                                                                            

*Foi Professor em Porto Velho.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

A cultura do colete salva-vidas

A cultura do colete salva-vidas


Professor Nazareno*

 

            Eu não sei nadar. Consigo, sem problemas, entrar numa piscina para me divertir. Mas se for num grande volume de água, como um lago, o rio Madeira ou mesmo no mar, não me arrisco muito. Morreria afogado rapidamente. Durante cinco anos de minha vida, entre 1981 e 1985, morei em Calama no baixo Madeira e todo mês viajava de barco até Porto Velho. Ainda hoje vou duas ou três vezes por ano até o distrito ribeirinho. Como não há estradas, a única maneira é pegando um barco. Mês passado, por exemplo, fui até a Ilha de Assunção para participar dos festejos em homenagem a São Sebastião. Muitas pessoas de várias outras localidades também foram. E, claro, todos navegando sobre as águas caudalosas do velho e lendário Madeira, hoje um rio quase morto por causa das barragens em seu leito, porém ainda com uma profundidade enorme e potencial de perigo.

            Nestas embarcações observa-se quase sempre que os muitos passageiros não usam seus flutuadores. Nenhum deles e nem a tripulação. A profundidade média do velho Madeira nesta época de inverno ultrapassa os 10 ou 15 metros facilmente. Sempre que eu viajo uso o colete que comprei. Não sei nadar bem e além do mais “não sou cristão para andar sobre as águas”. Nas lanchas rápidas, às vezes são mais de 90 passageiros e somente eu usando aquela boia salva-vidas. Nos barcos, o número de passageiros é até maior chegando às vezes a 200 pessoas. E todos sem o colete. E todos me ridicularizando e fazendo piadas comigo. Usar o colete salva-vidas é se precaver do perigo que pode, a qualquer momento, acontecer. Ninguém entra em um carro hoje e deixa de usar o cinto de segurança, por exemplo. “Evita-se levar as multas das autoridades de trânsito”, dizem.

            Raríssimas pessoas pilotam uma motocicleta sem o seu capacete. Além da multa, preteje-se a vida também. Mas em um barco de recreio nos rios amazônicos quase ninguém quer usar o colete. No recente naufrágio da lancha rápida no encontro das águas perto de Manaus possivelmente poucos passageiros estavam usando. Percebe-se pelas imagens das pessoas boiando nas caudalosas águas do Solimões e do Negro. O saldo até agora é trágico: pelo menos 3 mortos e 6 desaparecidos. A profundidade média ali é quase 90 metros. A lancha que afundou está lá embaixo a mais de 50 metros na escuridão misteriosa. Há um relato de uma mãe que deu o colete que estava usando para salvar seu filho. O rapaz conseguiu escapar, mas a cuidadosa mãe afundou para sempre ali. Se ambos estivessem usando obrigatoriamente o utensílio é bem possível que tivessem saído ilesos.

            Para se navegar no rio Sena em Paris, é obrigatório o uso de coletes salva-vidas em todos os passageiros. E o rio parisiense é raso e estreito se comparado ao Madeira, Negro, Tapajós, Amazonas, Solimões ou outros rios amazônicos. O Sena não oferece perigo algum. No rio Danúbio em Viena é a mesma coisa: rigor na segurança. No barco Bateau Mouche, por exemplo, é obrigatória a presença de um marinheiro e de um bombeiro em todas as viagens para evitar qualquer risco. Mas Paris e Viena são Primeiro Mundo, bem diferentes das barrancas esquecidas dos perigosos rios amazônicos. Em Porto Velho, para se pegar um barco o perigo já começa em terra: descer um vergonhoso barranco íngreme, enlameado, escorregadio e traiçoeiro. Quando uma embarcação dessas afunda, assolada pelos terríveis banzeiros, não dá tempo para nada. Se estiver sem a boia, já era! Não conheço a legislação, mas sei que a Marinha do Brasil obriga o uso do colete.

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.