terça-feira, 27 de outubro de 2026
domingo, 25 de outubro de 2026
Perdão, Brasil! Votei no Lula
Perdão,
Brasil! Votei no Lula
Professor
Nazareno*
Por
incrível que possa parecer, eu não sou petista, não sou da esquerda e muito
menos admiro o Lula, o atual e próximo presidente reeleito do Brasil. Parabéns
para todos os petistas, parabéns para o Lula e parabéns para a esquerda,
tetracampeã brasileira. Não gosto do PT menos ainda do Lula e entendo que “da
forma como tem governado o nosso país” a pobreza e a miséria
dificilmente vão desaparecer. Mas não havia outro jeito neste domingo, dia 25 de outubro de 2026: era votar no satanás ou na mãe dele. Tive que escolher o
menos ruim nessa disputa absurda assim como outros mais de 64 milhões de
cidadãos brasileiros. Digitei o 13 na urna, mas não votei no Lula.
Votei na derrocada dessa família de víboras venenosas que nos queria tomar o
poder à força. Votei pela nossa soberania nacional e disse um não
rotundo ao entreguismo absurdo a forças estrangeiras.
Quando
vi a foto do “sapo barbudo” na urna tive vontade de vomitar e saí dali
engulhando e passando mal. Chegando em casa, tive que tomar remédios para
enjoos. Diante do espelho dei uma boa esculhambação em mim mesmo: “professor
idiota, como pôde ter feito uma merda desta? Como pode ter votado, de novo, num
candidato acusado de corrupção por vários anos seguidos? Irado, dei-me um soco
bem na boca do estômago e quase desmaio”. Sei que durante muito tempo
eu não vou me perdoar, mas quando vejo que a bosta que fiz serviu mais uma vez
para me vingar das mais de 710 mil mortes pela Covid-19 e pelo negacionismo
criminoso dos terraplanistas idiotas, fiquei mais conformado. Ainda assim,
como castigo, passarei uns dias sem me olhar no espelho. O que fiz, votar
no Lula, não tem perdão. Mas como votar em um Bolsonaro?
Espero
que com esta vitória maiúscula da esquerda, o espírito do “grande imbecil”
desapareça para sempre do nosso meio. O mundo moderno não quer mais fascismo. Não
quer mais golpes de Estado e nem ditaduras. O Brasil não merece ter essa
maldita família de víboras tramando contra o nosso agronegócio. Espero que essa
vitória do Lula salve a democracia brasileira por muitos anos. Votei no
Lula por que não podíamos perder a democracia em uma simples eleição.
Sei que a oitava economia do mundo não pode mais conviver com miséria e
subdesenvolvimento. As terras raras são nossas! O Brasil é soberano e é o dono
legítimo de todos os seus recursos. Nada de intervenções estrangeiras contra o
nosso povo. Enfim, “esse país não pode ser quintal de ninguém”.
Votei no Lula por que entendo que teremos uma nação respeitada no conturbado
cenário internacional.
Mas
como já disse antes: foi uma vitória de Pirro. Lula ganhou, mas
dificilmente vai governar bem com um Congresso Nacional conservador, hostil e inimigo
na sua cola. Lula disse que vai governar para os 215 milhões de cidadãos, mas
terá uma oposição forte, aguerrida e brava que teve mais de 59 milhões de
votos. E é bom que ela faça uma oposição séria e responsável. E isso é bom para
a democracia que tanto nós defendemos. Um recado bem sutil: “senhores
bolsonaristas, aceitem a derrota que dói menos e não tentem dar outro
golpe de Estado nem tentem acampar em frente aos quartéis das Forças Armadas
como fizeram da outra vez”. O STF e a nossa democracia já demonstraram
que isso tem um preço: a cadeia ou o autoexílio. Muito a contragosto fui
obrigado a votar no Lula, mas nunca mais farei isso de novo. Aprendi uma lição
importante: não se deve xingar a mãe do crocodilo antes de atravessar o rio. Será
que o Brasil vai me perdoar?
*Foi Professor em Porto
Velho.
Lula e Flávio: vitória de Pirro
Lula
e Flávio: vitória de Pirro
Professor
Nazareno*
Hoje,
25 de outubro de 2026. O Brasil vai às urnas para decidir em segundo turno quem
será o presidente do país pelos próximos quatro anos. Extrema-direita e
esquerda são os adversários. Pesquisas de opinião já amplamente divulgadas,
apontam empate técnico. O país continua dividido e ainda muito polarizado.
O ganhador terá poucos votos de vantagem sobre o seu oponente. São quase 160
milhões de eleitores numa das maiores democracias do mundo. Todos alegres e
felizes e botando fé em seu candidato. A partir das 18 horas de Brasília,
começa a festa da apuração. Ainda hoje sai o resultado final e começam as
comemorações com fogos, champanhes e muita alegria de um lado e alguma
tristeza, decepção e reclamações do outro. Mas este cenário não representa, em
hipótese alguma, a realidade vivida no país. Ambos os lados deviam chorar
de tristeza.
Se
soubessem a verdadeira realidade do país em que vivem, tanto os vencedores como
os perdedores dessas eleições dariam as mãos e todos choravam juntos. Não são
somente os próximos quatro anos de desgraças, lamentos e infortúnios
que esperam “aquele que teve mais votos nesta disputa meio que arranjada”.
A extrema-direita diz que “vai mudar tudo que puder para consertar o país”.
Já a esquerda afirma que “manterá todas as atuais conquistas sociais”
para que o povo continue feliz e sorrindo à toa. Ledo engano, tolice, palavras
ao vento. A realidade do país já está devidamente selada há muito tempo. O Centrão,
que não é um partido político, nem de direita e nem de esquerda, já “colocou
as cartas na mesa” e já se apoderou do seu quinhão na partilha da nação,
pois vai continuar dominando o Congresso Nacional, parte do STF e a
maioria dos estados.
Tomada
pelo arroubo e pela emoção, a senzala vota, mas é a Casa
Grande que vai governar. Lula, o seu PT e as esquerdas podem até
ganhar, mas não governarão nada se o Centrão decidir que vai lhe fazer
oposição. Assim como o Flávio Bolsonaro da extrema-direita: ganha, mas não
governa. Há mais de meio século que como uma das dez maiores economias do mundo
dito civilizado, o Brasil sempre patinou no meio das nações que detêm de fato o
poder na atual ordem econômica mundial. Estados Unidos, China, Rússia, França e
Reino Unido sempre ditaram as regras e tudo indica que nada vai mudar por
enquanto. A oitava economia do mundo continuará cobrando impostos
europeus e prestando serviços africanos. A mão de obra barata, os
muitos recursos naturais, a violência, a fome, injustiça e miséria vão
continuar a ser rotina entre nós, os desdentados.
Se
depois de tudo isso, quem vai mandar de fato é o Centrão e a Casa
Grande, a festa da democracia não passa de uma farsa, de um engodo, de
uma grande enganação. Todos os eleitos, de antes e de agora, empanturram-se na
festa comemorando e já não mais convidam a senzala para participar das danças e
nem comer do bolo. Dentes afiados olham “salivando” e já
amolam suas garras para devorar o porco verde-amarelo assado ali
sob o suor dos pobres e miseráveis. Há muitos séculos que a desgraça foi criada
e está sob medida para transferir as riquezas produzidas por “quem nada
tem” para “quem já tem de tudo”. Um lado propõe dar
esmolas a “conta-gotas”, enquanto o outro lado defende
cortar de vez o assistencialismo nacional. Lutando para satisfazer a sede do establishment,
extrema-direita e esquerda brigam de mentirinha enquanto analfabetos, banguelas
e famintos sentem-se como Pirro: adiantou o quê vencer mais essa batalha?
*Foi Professor em Porto
Velho.
sexta-feira, 23 de outubro de 2026
quarta-feira, 21 de outubro de 2026
O Brasil esquece muito rápido!
O
Brasil esquece muito rápido!
Professor
Nazareno*
O escritor Lima
Barreto disse que “o Brasil não tem povo, tem público”,
isso talvez porque povo luta pelos seus direitos, já o público assiste a tudo
de camarote. Outra frase, sem um autor conhecido e também muito incômoda: “Visto
de fora, o Brasil é grotesco”, povoa o nosso anedotário popular há
tempos. Atribui-se erradamente a Charles de Gaulle, ex-presidente da França,
outra fala igualmente polêmica: “O Brasil não é um país sério”.
Nelson Rodrigues, escritor e dramaturgo, censurado em Rondônia,
disse que “o brasileiro tem complexo de vira-latas”. Ele
falou essa expressão para descrever a inferioridade que os brasileiros, de um
modo geral, se
colocam, voluntariamente,
em face do resto do mundo. Segundo ele, nós sofremos de uma
falta crônica de autoestima e de fé em nós mesmos, agindo como um “Narciso
às avessas”, que cospe na própria imagem.
Na verdade, não é o Brasil, somos nós
brasileiros que nos esquecemos de tudo. E muito rápido. Esquecemos
o colonialismo. Esquecemos a escravidão. Esquecemos os golpes de
Estado. Esquecemos as ditaduras. Esquecemos os roubos. Esquecemos
as perseguições. Esquecemos a corrupção. Esquecemos a tortura. Esquecemos
o exílio. Esquecemos nossa própria História. Por falta de uma educação
de qualidade e por falta de uma boa leitura de mundo e de conhecimentos estamos
fadados a repetir, com toda força, as mazelas que sofremos através dos tempos.
Como quem sofre da “Síndrome de Estocolmo”, esquecemos
todo o sofrimento e nos aliamos ao agressor, aquele que nos impôs tamanha
desgraça. Assim também é na política, no voto e na democracia, quando
vergonhosamente mostramos ao mundo dito civilizado a nossa triste, cruel e
patética face.
No domingo
próximo, por exemplo, metade dos usuários do SUS, Sistema Único de Saúde, sem
saber o porquê, deve votar em quem promete privatizar esse sistema.
Metade dos beneficiários do Bolsa-Família afirma que vão votar no único
candidato que vai extinguir, em dois anos, esse programa social. A
maioria dos empresários do agro votará em quem vai favorecer o agro dos Estados
Unidos. Muitos assalariados pedem voto e votarão também em quem diz que
vai acabar com direitos trabalhistas e sequer foi votar na escala 5 X 2, que
beneficiava todos os trabalhadores do país. Quase toda a classe média votará em
quem vai subir o custo de vida, a maioria das vítimas da violência votará em um acusado de ser da milícia e do crime. Ou seja, metade do Brasil votará na sua
própria autodestruição. Pior, insetos e inseticida comemoram juntos na
mesma festa.
Para quem defende
o patriotismo não há nada mais ridículo do que ir a uma manifestação portando a
bandeira de outro país. Os Estados Unidos imperialistas e Israel sionista são
os eleitos por essa gente descerebrada. Nada para o Brasil, tudo para
esses países! Esse é o slogan que muitos desses brasileiros
patriotas defendem. Pedir que uma potência estrangeira nos bombardeie com
armas nucleares é coisa surreal que certamente nenhum cidadão, de qualquer outro
país, vai entender. Votemos em massa em quem nos negligenciou as vacinas para a
Covid-19, que matou mais de 710 mil dos nossos cidadãos. Vamos eleger quem quase
golpeou a nossa democracia e tentou matar os que foram democraticamente eleitos.
Vamos eleger quem criminaliza o certo e defende os ricos. Infelizmente metade
do Brasil é isso, enquanto a outra metade luta, crê na democracia, nos direitos
humanos e defende a autodeterminação soberana dos povos. Quem vencerá?
*Foi Professor em Porto Velho.
domingo, 18 de outubro de 2026
O ‘ovo da serpente’ vai chocar?
O
‘ovo da serpente’ vai chocar?
Professor
Nazareno*
Nimbos
ameaçadores se concentram no firmamento. É quase certo de que haverá fortes
precipitações pluviométricas em breve. As perspectivas atuais são sombrias e
assustadoras. O medo está estampado em grande parte das pessoas, principalmente
naquelas mais esclarecidas, enquanto as de menor leitura de mundo e de conhecimentos
ainda estão cegas e inebriadas por ideias ultrapassadas e retrógradas do “grande
imbecil”. Parece ser a repetição da História. Em 1923, por exemplo,
o austríaco Adolf Hitler tentou também um fracassado golpe de Estado na
Alemanha. Condenado e preso, passou apenas nove meses na cadeia,
de onde saiu para liderar, de forma democrática, o poder em todo o país e usando
para isso a democracia com o objetivo de propagar o ódio, as mentiras e
principalmente as narrativas próprias bem articuladas para enganar todo o
povo alemão.
Hitler
era da extrema-direita, por isso odiava os comunistas e os socialistas.
Tanto é que na Operação Barbarossa invadiu, sem nenhuma declaração formal de guerra,
a extinta União Soviética. Como semear o ódio a um povo sem nomeá-lo? Os judeus
foram perseguidos sem trégua e, pouco depois, tiveram todos seus bens
confiscados e depois foram mandados para campos de extermínios espalhados por
toda a Europa. Seis milhões foram perseguidos, exilados, dizimados e mortos.
Além disso, ciganos e muitas outras minorias que não se encaixassem na “raça
pura ariana”, defendida pelos monstros nazistas, foram simplesmente
aniquiladas e mortas. Se o “ovo da serpente” chocar e se
reproduzir, qual será o destino dos esquerdistas que muitos de nós conhecemos?
Ora, a antológica frase “às favas com a democracia” já foi
pronunciada tempos atrás no Brasil.
Muitas
dessas nuvens escuras do obscurantismo assassino e cruel trazem alguma vingança
e um certo “acerto de contas” que em nada ajudarão a pacificar o país. O
8 de janeiro de 2023 não foi uma tentativa de golpe de Estado. Foi apenas uma
manifestação pacífica que só tinha “velhinhas usando a Bíblia nas mãos”,
falou-se. Essa narrativa absurda e mentirosa, como as de Hitler, mistura “alhos
com bugalhos” e coloca erroneamente num mesmo patamar os que defenderam
a democracia e os que hoje defendem uma ditadura insana, criminosa, vingativa e
assassina. O esquecimento da História, proposital ou não, nivela todos ao mais
rasteiro dos níveis. Prioridades institucionais polêmicas, propostas de
mudanças na Constituição, cassação de alguns ministros do STF e
governar sem oposição é o receio em caso de a serpente chocar o ovo.
As
mentiras, as narrativas próprias, a vingança, o ódio, o preconceito, a
misoginia, o racismo, a homofobia, o exílio, a certeza de que se tem a verdade
absoluta, a censura e a intolerância levaram a Alemanha nazista a se colocar
praticamente contra todo o mundo dito civilizado e culminaram com a Segunda Guerra
Mundial, onde entre 70 e 85 milhões de pessoas perderam a vida. Com
todas as inconsistências e erros que tem, a democracia ainda é o regime
político mais aceito e lutar pela igualdade, pela autodeterminação dos povos e
pela paz é a coisa mais civilizada que ainda temos. Bons tempos eram aqueles em
que “perder uma eleição numa democracia era algo normal”. Hoje o
perigo é “perder a democracia em uma eleição”. Lutar para
destruir todos os ninhos de serpentes venenosas e os ovos do mal é dever
de quem acredita nos princípios do Cristianismo. E só temos poucos dias
para nos salvar.
*Foi Professor em Porto
Velho.
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Não acredito: eu fui eleito!
Não
acredito: eu fui eleito!
Professor
Nazareno*
Eu
fui eleito nas últimas eleições do Brasil. Uma das maiores desgraças
que podia ter acontecido na minha vida. O mais surpreendente foi o número avassalador
de votos que recebi desta gentalha semianalfabeta e quase sem leitura de mundo.
O detalhe é que eu nem queria me candidatar, mas me convenceram de que a grana
do Fundo Eleitoral é muita alta e por isso, resolvi entrar, muito
a contragosto, na política. Imaginei que se fizesse uma campanha insossa, prometendo
o absurdo e defendendo ideias já ultrapassadas e monstruosas ninguém votaria em
mim. Teria, no máximo, uns cinco ou dez votos, colocava a grana bolso e só nas
próximas eleições apareceria de novo para pegar mais dinheiro fácil. Fiz alguns
discursos e dei só umas entrevistas nos sites e nos canais de televisão e
emissoras de rádio de minha família. Nada de aparecer em público.
Defendi
a matança de todos os índios, pois são selvagens que “não servem para nada”,
só para dar despesas à nação, já que eles nada produzem. Disse que a Amazônia
tinha que ser totalmente derrubada para dar lugar ao pasto e a outras
plantações. “Aquele mato imprestável não alimenta ninguém”.
Afirmei que lutaria pelo fim da licença-maternidade, que é um privilégio para
as mulheres, e que o feminicídio não devia existir em nossas
leis. Falei que a polícia tinha que matar todos os bandidos que encontrasse
pela frente. Um limpa na sociedade que trabalha. O Fundo Eleitoral
tinha que ser aumentado em 500 ou 600 por cento todo ano. Os políticos têm que
ser beneficiados, pois trabalham muito para sustentar a sociedade, que quer
viver de esmolas oficiais. A escala de trabalho 6 X 1 não poderia ter acabado. O
ideal seria uma escala 7 X 0 para esses preguiçosos.
Em BOLSONARÓPOLIS,
capital de Rondônia, afirmei que o progresso só virá depois que encherem o rio
Madeira de garimpeiros extraindo o ouro e outras riquezas. Mercúrio não
faz mal a ninguém. Na suja e fedorenta capital desse Estado nada de
fazer rede de esgotos e nem de saneamento básico. Beber água de merda
deve ser bom, pois há anos as pessoas bebem e nunca reclamaram de nada. Na
parte social, as autoridades devem fazer bolos com centenas de metros e trazer
cantores bregas para divertir as pessoas. Falei também que deveríamos expulsar
todos os pobres das cidades. A cidade é um lugar para ricos, o pobre enfeia
tudo por onde anda. No plano internacional, entendo que os eleitos deviam trazer
o Trump e outros norte-americanos para nos administrar. Daríamos a eles nossas terras
raras e deixaríamos que eles implantassem bases por aqui.
Em meus discursos
disse que casamentos entre pessoas do mesmo sexo é uma excrescência. Falei da importância
de se censurar algumas obras “que não servem para crianças”
e defendi a transformação de todas as escolas públicas em estabelecimentos
militares com disciplina de quartel. Atestei que os ricos desse país não
deveriam pagar mais impostos e tentei convencer a todos que a Petrobras, os
Correios, as estradas e todas as instituições púbicas deveriam ser
privatizadas. Falei da pouca importância do STF, que deveria ser fechado e
todos os seus ministros cassados e caçados. Devíamos também criar eleições
indiretas para Presidente da República e para governadores e o Legislativo
tinha que ser tutelado pelo Poder Executivo. Defendi tudo isso pensando
que os eleitores eram conscientes e assim não votariam em mim. Só que
quebrei a cara! Fui eleito com a maior votação da História. Para não ter votos, da próxima vez digo o que Cristo pregou.
*Foi Professor em Porto
Velho.
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Mulheres do Brasil, uni-vos!
Mulheres
do Brasil, uni-vos!
Professor
Nazareno*
Antônia
Inocência é minha mulher, com que estou casado há
mais de quarenta anos. Sempre fomos um casal bem sucedido. Eu mando nela
e ela sempre me obedeceu sem dar um pio. É que ela sabe onde é o lugar
dela: na cozinha, claro! Toda mulher tem um lugar dentro da relação: atrás do
marido, pois o homem sempre foi a “cabeça” de todo casamento. Além do
mais, é ele, o macho, que dá o sustento da casa, inclusive para bancar o luxo e
a comida da mulher e dos filhos. Homem nenhum bate na mulher, ele só bate no
atrevimento dela. Feminicídio não existe. É tudo invenção dos “esquerdopatas”
e também das mulheres feias, tribufus, rejeitadas e que não depilam as próprias
axilas. Toda mulher tem que esperar o marido em casa depois que ele chega
cansado do trabalho. A mulher tem que agradar ao seu marido de todas as
maneiras que ele lhe determinar.
A dona de casa que
ousar trabalhar fora deve saber que ganhará um salário bem menor do que o do
homem, fazendo a mesma coisa que ele, pois ela engravida e passa pelo menos de
quatro a seis meses “sem dar um prego numa barra de sabão”. É a
licença-maternidade. Já pensou se ela engravidasse todo ano? Levaria o Brasil à
falência rapidamente. Aliás, essa lei deveria ser retirada da CLT e da
Constituição o quanto antes. No dia em que eu for eleito, lutarei para isso.
Deus fez primeiro o homem e só depois é que lhe sacrificou uma costela para
fazer a mulher. Está escrito na própria Bíblia. Por isso que os homens são
superiores. A mulher devia ser impedida de votar. Política é uma coisa muito
importante e só os homens é que deveriam participar desse processo. O homem tem
que bater na mulher para ver se ela se esperta mais. Só uma surra de vez
em quando.
Em muitos países
muçulmanos, por exemplo, o homem pode ter até quatro esposas ao mesmo tempo. É
a lei chamada de Sharia e o próprio Alcorão, o
livro sagrado deles, que permitem isso. Já as mulheres só podem ter um único
marido. Essa lei tinha que ser aplicada no Brasil urgentemente. Lá a mulher que
trair o marido é condenada à morte por apedrejamento. Nada mais justo, pois à
mulher compete cuidar e zelar do marido, da casa e dos filhos. Por isso, não
pode dar mau exemplo. “Todo homem tem que ser agressivo. E até letal”.
Ou seja, agindo assim ele impõe ordem e respeito no casamento. E se as mulheres
fossem mais inteligentes, não questionavam nada disso. “Crime de
feminicídio não deveria existir perante a lei em nosso país” assim
como o direito à licença-maternidade, já que “todo homem tem o direito
de mandar a mulher ir para a cozinha”.
Por mais absurdo e
monstruoso, quase tudo o que está escrito no texto acima já foi defendido por uma
jovem mulher de apenas 23 anos, Eduarda Campopiano, do PL, eleita
recentemente deputada estadual por São Paulo e que teve exatos 1.956.238 votos.
Pior: boa parte dos seus eleitores são mulheres. Eu torço aqui
para que ela, a Eduarda, encontre em seu caminho um homem totalmente diferente
do que ela preconiza em seus discursos. Isso para o próprio bem dela. E só a
título de informação: em 2025
tivemos no Brasil 1.571 casos de feminicídio, 4.189 escaparam por
algum capricho do destino. Já em 2026,
o país registrou 848 vítimas de feminicídio entre janeiro e
julho, de acordo com os dados oficiais do Ministério da Justiça
e Segurança Pública.
Mas respeitemos a democracia. Ele existe para confrontar os extremos. E Eduarda
Campopiano foi eleita democraticamente e seguindo todas regras do jogo.
Francisca, sem você eu nada seria!
*Foi Professor em
Porto Velho.
domingo, 11 de outubro de 2026
A Terra voltará a ser plana?
A
Terra voltará a ser plana?
Professor
Nazareno*
Tudo
indica que sim! Há uma grande possibilidade para que este
retrocesso da Ciência volte a acontecer. A Terra não girará mais em torno do
sol e finalmente terá uma borda finita bem visível separando o nosso planeta do
vácuo infinito e escuro. Os navios terão, a partir dos meses próximos, que se
desviar deste precipício. Vacinas deverão ser proibidas em todo o
território nacional, universidades serão fechadas e pesquisas em todas as áreas
deixarão de existir. Muitas das escolas de ensinos Fundamental e Médio serão
transformadas em estabelecimentos cívico-militares e os alunos, principalmente
os mais pobres e carentes, terão disciplina militar e usarão uniformes
militares. Já todos os estudantes filhos da elite rica e alguns da classe média
continuarão estudando nas escolas particulares do país. Só os alunos
humildes e pobres é que serão tutelados pelo Estado.
Na
área trabalhista, os negros receberão um salário menor do que os trabalhadores
brancos e a escala 6 X 1 será reativada. Não haverá mais cotas em nenhuma
universidade e a entrada no ensino superior dependerá somente da meritocracia.
Todos os concursos para entrada no serviço público serão extintos. Todo e
qualquer funcionário público será COMISSIONADO e o servidor não terá
mais nenhuma estabilidade no emprego. A censura como política de governo não
existirá, mas algumas obras podem ter alguma restrição. Memórias Póstumas
de Brás Cubas, de Machado de Assis, por exemplo, só deverá ser
lido com a permissão escrita dos pais ou responsáveis. Macunaíma
de Mário de Andrade, Os Sertões de Euclides da Cunha,
O Castelo de Franz Kafka, assim como infinitas outras obras e
escritores, de renome nacional e internacional, serão cerceados.
A absurda tesoura da futura censura atingirá ainda Caio Fernando Abreu, Rubem Fonseca, Rubem Alves, Edgar Allan Poe e o respeitadíssimo e premiado Nelson Rodrigues, além de Ferreira Gullar que terão, todos eles, suas obras “restritas”. Em Ariquemes, cidade próxima a BOLSONARÓPOLIS, livros didáticos terão agora suas páginas arrancadas sem nenhuma restrição para atender aos anseios dos censores de lá. Na área da saúde, a iminente pandemia da Peste Pneumônica da Sibéria, que poderá se alastrar pelo mundo como foi o Coronavírus, não terá vacina disponibilizada no Brasil. Todo mundo daqui terá de se infectar para que logo se atinja a “imunidade de rebanho”. Claro que algum laboratório oportunista indicará algum placebo para ser receitado para toda a população como um medicamento eficaz. Como ficará a área da segurança pública?
A
maioridade penal será diminuída para 16 ou até mesmo para 14 anos em todo o
país. O slogan “Bandido bom é bandido morto” será adotado
em todas as situações. Compras de imóveis, só em dinheiro vivo a partir de
agora. As bandeiras dos Estados Unidos e de Israel terão muito mais homenagens
e respeito em todo o território nacional do que a própria bandeira nacional. Donald
Trump, presidente “daquele país”, já ganhou várias vezes o Prêmio Nobel
da Paz. Isso será ensinado em todas as escolas brasileiras. Bater na mulher será atribuição do marido. Feminicídio não existirá mais. Não haverá mais
casamento LGBTQIA+. O Brasil, a partir de agora, não será mais um
Estado laico. O rio Madeira, a partir de BOLSONARÓPOLIS, será
todo tomado por garimpeiros, que jogarão mercúrio em busca de suas riquezas. A
fumaça, em todo verão, será uma companheira inseparável dos rondonienses. Como hoje.
Serão recriados os DOI-CODI?
*Foi Professor em Porto
Velho.
sábado, 10 de outubro de 2026
Socorram-nos, srs. bolsonaristas!
Socorram-nos,
srs. bolsonaristas!
Professor
Nazareno*
Já confundiram a
frase do título acima com um palíndromo: ou seja, poderia ser escrita tanto da
direita para a esquerda como também da esquerda para a direita. E tudo daria
na mesma coisa. Como na política! Mas não é! Após a
divulgação dos resultados das últimas eleições, Rondônia e a sua suja e imunda
capital, BOLSONARÓPOLIS, podem se achar no direito de exigir das
futuras autoridades eleitas melhorias nas suas estruturas de Estado da Federação
e também de uma capital de Estado. Quase cem por cento dos políticos eleitos
são da extrema-direita bolsonarista e reacionária com duas raríssimas exceções,
na Assembleia Legislativa estadual, de candidatas eleitas pela esquerda. Os
eleitores de BOLSONARÓPOLIS, e consequentemente os de todo o
Estado, não mediram esforços para “passar o trator” e dessa forma,
quase 70 por cento dos votos válidos foram para essa ideologia política. E
o que estes eleitores vão ganhar?
BOLSONARÓPOLIS,
capital de Rondônia, é uma cidade arrasada. Precisa de tudo. Não tem
saneamento básico, não tem água tratada, não tem porto rampeado no rio Madeira,
não tem passagens aéreas disponíveis, não tem hospital de pronto-socorro
e principalmente não tem nenhuma qualidade de vida. Há mais de 10
anos a cidade, segundo o Instituto Trata Brasil, está nas últimas colocações em
IDH, Índice de Desenvolvimento Humano. No IPS, Índice de Progresso Social, BOLSONARÓPOLIS
está, há três anos consecutivos, no último lugar dentre as 27 capitais do país.
E nem precisa olhar esses números: basta dar uma voltinha pelas ruas podres da
capital para ver a desgraça. Independentemente de palíndromos ou de ideologias,
acredita-se que grande parte desses eleitores quer avanços para o grotão em que
vivem. E esperam as melhorias.
Há quase meio
século que tenho o desprazer de morar em BOLSONARÓPOLIS e, claro,
pago religiosamente os meus impostos em dia. E nunca vi nesse tempo nada na
cidade que pudesse compará-la com uma verdadeira capital. Não votei na
extrema-direita, mas torço para que ela reorganize, a partir do próximo ano, as
coisas por aqui. E tenho certeza de que os eleitores não votaram nesses
candidatos por que alguns deles usaram o boné vermelho do MAGA ou porque
alguns querem expulsar os pobres da cidade. O eleitor não quer saber de
ideologia de gênero, das pautas LGBTQIA+. Eles não merecem um bom porto
rampeado no rio Madeira? Quem não quer parar de beber água de bosta?
Qual o eleitor pobre de BOLSONARÓPOLIS que não quer ter um bom
hospital de pronto-socorro em vez de uma pedra, recentemente inaugurada?
Pergunte-se a todos eles!
Não adianta se a
autoridade é de direita ou se é de esquerda. O eleitor quer ser tratado com
decência, com lisura e com respeito. Se nenhum desses candidatos eleitos fizer,
nos próximos 4 anos, o que BOLSONARÓPOLIS precisa, essas eleições
foram mais um engodo, uma farsa, uma mentira. Senhores senadores, senhores
deputados federais, senhores deputados estaduais, senhor governador
recém-eleito, mexam-se para nos tornar uma cidade mais habitável. Mexam-se para
acabar com o vergonhoso pedágio na BR-364, lutem para diminuir o
preço da energia que pagamos, apesar das inúmeras hidrelétricas que temos,
trabalhem para termos passagens aéreas mais abundantes e menos caras. O atual
governador é rondoniense da gema. Espera-se, assim, que ele tenha amor pelo seu
rincão atrasado e subdesenvolvido e mude tudo. Salvem-nos, senhores! Eu
não voto na direita, mas pararia de criticá-los se vocês trabalhassem por isso.
Juro!
*Foi Professor em Porto Velho.
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Vivendo na cidade amaldiçoada
Vivendo
na cidade amaldiçoada
Professor
Nazareno*
Morar
em uma cidade amaldiçoada, não é para os fracos. Única cidade do Brasil onde
uma das famosas lojas não tem a Estátua da Liberdade à frente, a
“currutela fedida” dá exemplos pouco claros e enviesados ao
restante do país. Com 112 anos recém completados, o arremedo de capital não
consegue sequer se sobressair sobre as outras 51 cidades que compõem a
província onde está situada. Município composto em sua maioria por uma
população de pobres e de miseráveis, o lugar está localizado geograficamente no
final e não no meio da decadente província que lhe tem como capital. Como se
não bastassem todos esses equívocos, a “capital dos destemidos pioneiros”
adotou a extrema-direita reacionária para seguir na política. Só mesmo um
lugar tão amaldiçoado assim teria uma ideologia tão surreal. E é o
interior que manda na capital em termos políticos.
Os
festejos de São João são comemorados com muita alegria, mas só no mês de
setembro ou noutro mês qualquer, menos em junho. Os brincantes ficam tão “eufóricos”
que nem percebem a data. Um “São João fora de época” só
mesmo nessa urbe renegada e fora da realidade. Na sinistra cidade não existe um
hospital de pronto-socorro. Na verdade, nunca existiu um só! Há apenas um velho
“açougue” que só serve para matar pacientes pobres e para
eleger políticos ruins e mentirosos. E em toda eleição, o povão ignaro elege
muitos desses políticos. Recentemente um deles inaugurou uma pedra
em vez de um bom pronto-socorro e por causa disso recebeu a maior quantidade de
votos jamais vista e se elegeu senador com toda pompa e glória. A cidade
inteira é conservadora e da extrema-direita reacionária e se orgulha muito
disso. É só eleitor consciente, mano!
Na
cidade desprezada tem até vice-prefeito, mas quase ninguém sabe quem é.
Dizem até que que tentou mudar de cargo nestas eleições. Aliás, o próprio
governador da província fez uma administração tão medíocre que sequer tentou
participar do recente processo eleitoral. Um senador famoso da província também
seguiu o mesmo caminho do fraco governador. Na cidade, é normal senador virar
deputado estadual ou mesmo vereador. O sonho de muitos políticos locais é regredir
de posição sem problema algum. O detestável recanto não tem um aeroporto bom,
não tem porto rampeado nem água tratada ou saneamento básico. Ali bebe-se
água de merda. E se quiser viajar, tem que ir à capital mais próxima
para visitar outros estados do centro sul. E os políticos nada fazem. Ninguém
dali nunca abriu uma torneira para dela sair água potável. Mas todos são
felizes.
Engana-se quem pensa que ali não existe
culinária boa. Um tal de bolo Moca, bombom de castanha, bombom de cupuaçu,
mandi frito, tacacá, saltenha boliviana, farinha puba e tamuatá cozido são as
iguarias mais consumidas pelos nativos. Já os eleitores dali não
demonstram ser românticos. Dessa vez rechaçaram de imediato um dos candidatos
que prometeu hipocritamente outro dia beijar, abraçar e acariciar a imunda
cidade. Beijar a cidade, mesmo na iminência de dar uma violenta chuva de
merda! Fato que é esperado por muito dos moradores. Na área da cultura,
as coisas também são muito sinistras. Existiu, por exemplo, uma banda que fez
sucesso nacional na rede Globo, mas depois desapareceu e não fez mais nenhum
sucesso conhecido. Umas pinturas que fizeram nos viadutos da cidade hoje já
desapareceram no lixo e no lodaçal. Pelo visto, a cidade amaldiçoada
pode até mudar de nome: Bolsonarópolis ou Cidade do Mito. Não é
legal?
*Foi Professor em Porto Velho.
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
O Brasil é da extrema-direita
O
Brasil é da extrema-direita
Professor
Nazareno*
Com
a divulgação dos resultados das últimas eleições, não resta mais nenhuma
dúvida: o Brasil, a partir do próximo ano, está inteiramente nas mãos da
extrema-direita bolsonarista e reacionária. Em um pleito limpo, marcado pela
lisura e sem nenhuma falcatrua, foi a vontade da maioria do povo brasileiro que
prevaleceu. E até que se prove o contrário, as urnas eletrônicas nas nossas
eleições são corretas e com quase nenhuma possibilidade de erros. Com mais de
56 milhões de votos, Flávio Bolsonaro e o atual presidente Lula, que teve 53
milhões de votos, vão disputar daqui a três semanas o segundo turno. E só
um milagre fará o PT, o Lula e a esquerda saírem vitoriosos no dia 25 de
outubro próximo. Nunca quem ganhou no primeiro turno perdeu as eleições
no Brasil. E a vontade da maioria do povo brasileiro deve e tem de ser
respeitada. É justo!
Tudo
isso faz parte do jogo democrático. Com a possível e já quase certa derrota dos
petistas, nada de acampar em frente aos quartéis nem querer dar um golpe como
no dia 8 de janeiro de 2023 ou tentar impedir a posse do vencedor. Nada de
tramar a morte dos vencedores. Se derrotado pela soberana vontade do povo
brasileiro, Lula deve passar a faixa presidencial para o vencedor. É assim que
acontece nas principais democracias do mundo civilizado. Ao PT e às esquerdas
restará o legítimo dever de fazer uma oposição consciente e responsável ao novo
presidente. Para a extrema-direita caberá fazer as mudanças que sempre pregou.
Serão quatro anos para provar suas teses, que devem ser devidamente respaldadas
pela nação em uma votação limpa e sem nenhum atropelo. A Câmara Federal
e o Senado já estão nas mãos do PL. Só está faltando o governo
central.
A
extrema-direita bolsonarista e reacionária praticamente já venceu na maioria
dos estados também. A esquerda só ganhou até agora no Piauí, Bahia e Ceará. O
tsunami direitista varreu o país de norte a sul. E como numa democracia
de verdade, precisa ser vigiada, cobrada e fiscalizada de perto. Se perder
mesmo o Palácio do Planalto, restará ao PT e à esquerda um patrimônio de mais
de 60 milhões de votos. O PT não será extinto em uma simples eleição.
O perigo estará posto se perdermos a democracia, pois “Perder uma
eleição numa democracia é coisa normal. Perigoso é perder a democracia numa
eleição”. Por isso, todos nós, de direita e de esquerda devemos
estar atentos aos próximos passos que a traiçoeira, elitista, fascista e
reacionária extrema-direita vai dar a partir do próximo ano em caso mesmo de
vitória. Muitas promessas podem criar um caos no país.
A
privatização da Petrobras, a permissão para que um governo estrangeiro indique
os ministros do novo governo, não dar nenhum reajuste salarial aos trabalhadores,
desvincular a aposentadoria do reajuste salarial vigente, acabar completamente
com os programas sociais como o bolsa-família, amordaçar completamente o STF e
todo o Judiciário, sepultar de vez a
escala de trabalho 5 X 2, já em fase de aprovação, permitir a livre negociação
entre patrão e trabalhador, implantar uma reforma trabalhista nos moldes da
Argentina, entregar as terras raras para os Estados Unidos, romper o comércio
com a China, instalar bases militares norte-americanas em solo nacional,
transformar todas as escolas do país em estabelecimentos cívico-miliares, dentre
inúmeras outras aberrações, devem ser combatidas ferozmente pela futura
oposição. E se o PT não ganhar no segundo turno, fará essa oposição firme e
consciente e vai se preparar para o ano 2030.
*Foi Professor em Porto
Velho.










