domingo, 22 de fevereiro de 2026
sábado, 21 de fevereiro de 2026
Nem Deus, nem Pátria, nem Família
Nem
Deus, nem Pátria, nem Família
Professor
Nazareno*
O outro slogan,
que contraria o título acima, pode até não ser fascista, mas foi usado por mais
de vinte anos por Mussolini e foi criado durante a unificação italiana. É muito
utilizado hoje em dia pela extrema-direita no mundo inteiro. Mas é uma farsa, é
algo inútil, inapropriado, hipócrita e sem nenhum fundamento lógico. Só os idiotas,
semianalfabetos e desprovidos de leitura de mundo caem nessa lorota que serviu e
serve às ditaduras de direita espalhadas pelo mundo. Deus talvez nem exista. É
apenas uma espécie da criação humana. “Um delírio”, como
disse Richard Dawkins em seu famoso livro. O Deus de Espinosa seria o
mais crível dentre todos eles e o que deveria ser mais aceitável num mundo
moderno. Há muitos deuses em que se
acreditam. Sempre houve. E todos eles criados pelo homem. E cada um deles é
importante só na cultura que o criou.
Pátria é só uma
aberração política e absurda que não tem sentido algum. Como pode haver uma
pátria se há tanta desigualdade, guerras, fome, perseguições e injustiças? Pátria
pode ser o lugar onde se nasce e onde se vive. “É a terra natal, com a
qual se estabelece um vínculo emocional, cultural e histórico. Vai muito além do território físico,
envolvendo identidade, tradições, língua, símbolos nacionais e o sentido de
pertencimento a um povo”. Mas, no caso do Brasil, é algo ligado a injustiças sociais, à exploração
humana, ao preconceito, à violência, à pobreza e à miséria. “Os muros
que separam quintais” permitem que somente uns poucos e raros
privilegiados cidadãos tenham uma vida decente enquanto a grande maioria vive à
margem de tudo. E são exatamente só esses “cidadãos de bem” que veem
alguma utilidade na pátria que habitam.
Já família é
definida como “um grupo de pessoas unidas por laços de sangue,
adoção, casamento ou, fundamentalmente, pelo afeto e convivência, agindo como base
da sociedade e núcleo de acolhimento. É a célula da sociedade”. Tudo conversa fiada,
tudo mentira e hipocrisia. Família hoje é uma instituição já falida e fadada ao
atraso e ao anacronismo. O divórcio, a união estável, a falta de compromisso,
dentre muitos outros fatores, já destruíram o conceito de família há tempos.
Todo mundo conhece pessoas que já estão no terceiro ou no quarto casamento e em
cada uma dessas “uniões”, que eram para sempre, há filhos
e descendentes. É comum um homem ser casado com uma mulher e ter várias
amantes. Assim como uma mulher casada se relacionar com vários outros
parceiros. Deve ser a tal da família tradicional de que tanto se fala na mídia
e na sociedade.
Não se pode
aceitar um slogan mentiroso, asqueroso, nojento e hipócrita como “Deus,
Pátria e Família” só para dominar e enganar as outras pessoas. É
preciso quebrar essas regras invisíveis que se criaram do nada. A política não
é só a polarização entre direita e esquerda. É algo muito mais produtivo dentro
de uma sociedade. “A ciência política é a mais importante de toda a polis”,
já pregava o sábio Aristóteles. Por isso, é preciso romper com a canalhice e a
hipocrisia reinantes. É preciso sair dessa prisão mental. Ninguém deve ser
coerente e certinho o tempo todo. Ninguém deve lutar para caber numa caixa
ridícula que os outros criaram. Ninguém deve viver engessado numa vida que é
muito curta. O ser humano não nasce pronto. E ter aquela velha opinião formada
sobre tudo é algo que já foi superado há tempos. “Prefiro ser essa
metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”,
já cantava Raul Seixas.
*Foi Professor em Porto
Velho.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
A cultura do colete salva-vidas
A cultura do colete salva-vidas
Professor Nazareno*
Eu
não sei nadar. Consigo, sem problemas, entrar numa piscina para me divertir.
Mas se for num grande volume de água, como um lago, o rio Madeira ou mesmo no
mar, não me arrisco muito. Morreria afogado rapidamente. Durante cinco anos de
minha vida, entre 1981 e 1985, morei em Calama no baixo Madeira e todo mês
viajava de barco até Porto Velho. Ainda hoje vou duas ou três vezes por ano até
o distrito ribeirinho. Como não há estradas, a única maneira é pegando um
barco. Mês passado, por exemplo, fui até a Ilha de Assunção para participar dos
festejos em homenagem a São Sebastião. Muitas pessoas de várias outras
localidades também foram. E, claro, todos navegando sobre as águas caudalosas do
velho e lendário Madeira, hoje um rio quase morto por causa das barragens em
seu leito, porém ainda com uma profundidade enorme e potencial de perigo.
Nestas
embarcações observa-se quase sempre que os muitos passageiros não usam seus
flutuadores. Nenhum deles e nem a tripulação. A profundidade média do velho
Madeira nesta época de inverno ultrapassa os 10 ou 15 metros
facilmente. Sempre que eu viajo uso o colete que comprei. Não sei nadar bem e
além do mais “não sou cristão para andar sobre as águas”.
Nas lanchas rápidas, às vezes são mais de 90 passageiros e somente eu usando
aquela boia salva-vidas. Nos barcos, o número de passageiros é até maior
chegando às vezes a 200 pessoas. E todos sem o colete. E todos me
ridicularizando e fazendo piadas comigo. Usar o colete salva-vidas é se
precaver do perigo que pode, a qualquer momento, acontecer. Ninguém entra em um
carro hoje e deixa de usar o cinto de segurança, por exemplo. “Evita-se
levar as multas das autoridades de trânsito”, dizem.
Raríssimas
pessoas pilotam uma motocicleta sem o seu capacete. Além da multa, preteje-se a
vida também. Mas em um barco de recreio nos rios amazônicos quase ninguém quer
usar o colete. No recente naufrágio da lancha rápida no encontro das águas
perto de Manaus possivelmente poucos passageiros estavam usando. Percebe-se
pelas imagens das pessoas boiando nas caudalosas águas do Solimões e do Negro.
O saldo até agora é trágico: pelo menos 3 mortos e 6
desaparecidos. A profundidade média ali é quase 90 metros. A lancha que afundou
está lá embaixo a mais de 50 metros na escuridão misteriosa. Há um relato de
uma mãe que deu o colete que estava usando para salvar seu filho. O rapaz
conseguiu escapar, mas a cuidadosa mãe afundou para sempre ali. Se ambos
estivessem usando obrigatoriamente o utensílio é bem possível que tivessem
saído ilesos.
Para
se navegar no rio Sena em Paris, é obrigatório o uso de coletes salva-vidas em
todos os passageiros. E o rio parisiense é raso e estreito se comparado ao Madeira,
Negro, Tapajós, Amazonas, Solimões ou outros rios amazônicos. O Sena não
oferece perigo algum. No rio Danúbio em Viena é a mesma coisa: rigor na
segurança. No barco Bateau Mouche, por exemplo, é obrigatória a presença de um marinheiro
e de um bombeiro em todas as viagens para evitar qualquer risco. Mas Paris e
Viena são Primeiro Mundo, bem diferentes das barrancas esquecidas dos perigosos
rios amazônicos. Em Porto Velho, para se pegar um barco o perigo já começa em
terra: descer um vergonhoso barranco íngreme, enlameado, escorregadio e traiçoeiro.
Quando uma embarcação dessas afunda, assolada pelos terríveis banzeiros, não dá
tempo para nada. Se estiver sem a boia, já era! Não conheço a legislação, mas sei que a Marinha do Brasil obriga o uso do colete.
*Foi Professor em Porto
Velho.
domingo, 15 de fevereiro de 2026
Acabar o Bolsa Família, por quê?
Acabar
o Bolsa Família, por quê?
Professor
Nazareno*
A
sociedade brasileira é uma das mais injustas do mundo quando o assunto é
política econômica. Aqui se tem uma das maiores desigualdades sociais que se
conhece. E isso vem desde os tempos coloniais passando pelo Império e
desaguando na República. O economista Edmar Bacha disse que somos uma espécie
de Belíndia, uma mistura de Bélgica com a Índia. O nosso PIB
figura entre os dez maiores do mundo há mais de meio século, mas a pobreza e a
miséria nos acompanham desde sempre. Em todos os 5.569 municípios do país há
muita riqueza e prosperidade convivendo ao lado de famintos e de despossuídos.
Por isso, mais recentemente, os governos, tanto os de direita, de
extrema-direita e principalmente os de esquerda tentam reequilibrar essa triste
situação criando programas sociais para diminuir a fome que convive com muitas
famílias em todo o país.
Claro
que quem é rico e abastado e milita na extrema-direita reacionária é contra
esses programas sociais, pois alegam que é uma maneira de o “governo
do momento” comprar votos, principalmente dos pobres e miseráveis.
E não deixa de ser uma grande verdade, infelizmente. Gilmar Mendes, ministro do
STF, já afirmou isso. Vários políticos já se manifestaram favoravelmente a esse
respeito, inclusive o ex-presidente Bolsonaro. Só que o “Mito”
governou o país por quatro anos entre 2019 e 2022 e não acabou com nenhum desse
programas. Aliás, ele até deu uma turbinada nessas “mamatas sociais”
aumentando o número de famílias beneficiadas. E durante muitos séculos ainda, o
país vai ter que conviver com essas ajudas oficiais para as famílias pobres.
Com medo de perder votos e popularidade, nenhum candidato teria a coragem de
cortar esses benefícios.
Hoje
o governo federal tem mais de vinte desses projetos sociais destinados às
famílias pobres e miseráveis do país. Bolsa Família, BPC, Programa Leite das
Crianças, Tarifa Social de Energia Elétrica, Isenção de Taxas em concursos
públicos, Tarifa Social de Água, Programas habitacionais como o Minha Casa,
Minha Vida, Farmácia Popular, o Mais Médicos, dentre muitos outros. O último
foi o Vale Gás. Muitos políticos de direita e de extrema-direita principalmente
são contra esses programas sociais, mas quase nenhum deles assume publicamente a
sua posição. Muitos eleitores ricos e privilegiados também falam mal, mas não
veem o outro lado do fato. Muitos só falam assim porque esses programas
beneficiam principalmente os mais pobres. Mas há também muitos outros
benefícios dados à elite e aos poderosos e ricos cidadãos do país. Aí todos
se calam!
Por que ninguém fala dos privilégios
tributários (Renúncia Fiscal) para grandes empresas e indivíduos de alta renda?
Por que ninguém fala da isenção fiscal que as Igrejas têm? Nunca ouvi ninguém
falar dos Incentivos Fiscais aos empresários nem do Plano Safra que “desvia”
para o agronegócio cinco vezes mais do que o Bolsa Família. E a pensão das
filhas de militares, é legal? E a Lei Kandir, que isenta pagamento de impostos
na exportação de commodities? E o Fundo Partidário, quanto essa excrescência
suga do governo? E os salários no serviço público? O Brasil tem hoje 5.569
prefeitos e igual número de vice-prefeitos. Há exatos 58.432 vereadores. Há no
país 1.059 deputados estaduais. São 513 deputados federais e 81 senadores. E
todos esses políticos têm inúmeros servidores pagos por nós. E os penduricalhos
nos altos salários? Um juiz tem até auxílio-moradia e outras mordomias. Por
que só o pobre é que não pode ter nada?
*Foi Professor em Porto
Velho.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
A certeza na verdade absoluta
A
certeza na verdade absoluta
Professor
Nazareno*
Max
Born,
cientista alemão de origem judaica, físico nuclear, ganhador do prêmio Nobel de
Física, professor da Universidade de Göttingen, amigo de Albert Einstein e
tutor de Robert Oppenheimer, disse certa vez que “a raiz de todos os
males da Humanidade é a crença que o indivíduo tem de possuir a verdade
absoluta”. Born dizia que essa certeza é vista como a raiz de todos
os males porque gera fanatismo, intolerância e soberba. Essa crença é vista como
um grande mal por que às vezes elimina o diálogo, gera
intolerância e legitima a violência contra o que é diferente. Ao acreditar
possuir a única verdade inquestionável, o indivíduo desumaniza o outro que
discorda dele, justificando opressão, conflitos e dogmatismo em nome de uma
suposta superioridade moral ou factual. Só que o mundo nunca se livrou desse mal, por isso tantos conflitos e
as guerras que se têm hoje.
No Brasil, especificamente na área
da política, nunca se discutiu tanto hoje em dia como nesta polarização absurda.
Os bolsonaristas e a extrema-direita afirmam, como uma verdade
absoluta, que Lula e o PT são ladrões do dinheiro público e que por isso
devem ser eliminados. Já a esquerda mais radical jura que Bolsonaro e todos os
integrantes da extrema-direita são uns fascistas reacionários e que por isso
também deviam ser banidos da vida pública do país. Cada grupo, portanto,
defende publicamente a eliminação e o desaparecimento do outro grupo. Ninguém
jamais pensou em se juntar com quem pensa diferente e discutir em profundidade
quais são os principais problemas do país e tentar, juntos, resolver todas as
demandas. Parece que na política e na administração pública ninguém quer abrir
mão da sua verdade. Essa visão também parece existir nas religiões.
Cristãos, muçulmanos e judeus. Cada uma
dessas religiões monoteístas defende com unhas e dentes a sua própria verdade
absoluta. Para os cristãos, Jesus Cristo é filho de Deus e não um enviado ou
profeta. E fim de papo! Para os judeus, o povo escolhido por Deus
são, claro, todos eles, os judeus. E não tem conversa! A Terra
Prometida deles fora invalidada pelos palestinos, que têm que ser expulsos
dali. Custe o que custar. Já os muçulmanos têm em Maomé o seu último e mais
importante profeta de Deus (Alá), enviado para restaurar a fé monoteísta
original de Abraão. Os islâmicos dizem que Maomé é considerado o fundador do
Islã e o recebedor da revelação do Alcorão pelo anjo Gabriel e exemplo supremo
da conduta humana. E ninguém pode e nem deve discordar disso. Cada grupo tem a sua verdade que considera,
óbvio, como sendo única e absoluta.
E quase ninguém quer saber sobre o Deus
de Espinosa e sobre o Panteísmo. Afirma-se que isso é bobagem, tolice,
pois “o único e verdadeiro Deus é aquele em que eu acredito”.
Essa é a minha verdade. As outras verdades são Fake News. Donald Trump, por
exemplo, é uma pessoa miserável, cruel, bandida, má, estúpida, imperialista,
colonialista, dominadora, hegemônica, opressora, expansionista e repugnante,
pois assim como Adolf Hitler ele quer mudar a Ordem Mundial e invadir nações
inocentes, matar pessoas, bombardear cidades e escravizar meio mundo em
benefício de seu já decadente país, os Estados Unidos. Essa é a verdade
absoluta sobre ele e sobre Jair Bolsonaro, Javier Milei da Argentina e tantos
outros líderes dessa extrema-direita reacionária. Mas muitas pessoas têm nestes
idiotas a imagem de seu líder absoluto e insubstituível. Eu já
ouvi muita gente dizer que Lula é a encarnação de Deus. É verdade?
*Foi Professor em Porto Velho.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Uma ditadura “boazinha”!
Uma
ditadura “boazinha”!
Professor
Nazareno*
Uma célebre frase
atribuída a Umberto Eco e também a muitos outros pensadores antifascistas
ressalta que o fascismo quando chega ao poder não diz que é o fascismo, mas sim
ele se disfarça com máscaras de liberdade, ordem ou democracia. Ele chega na sociedade explorando as crises
da própria democracia, utilizando para isso discursos nacionalistas e
populistas para conseguir apoio popular, disfarçando o seu autoritarismo, a militarização
da política, a perseguição aos opositores e a eliminação de todos os seus adversários. Foi assim com o nazismo na Alemanha de Adolf Hitler, foi
assim nos países da Cortina de Ferro, que se diziam comunistas, foi assim na
Itália com Mussolini e é assim ainda hoje com todos os países dominados por
ditaduras. No Brasil, os militares, aliados à elite civil, golpearam as instituições
democráticas e instalaram o terror político.
Essa barbárie aconteceu em 1964 em pleno
contexto da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética. O obscurantismo
político no Brasil durou pelo menos 21 anos ininterruptos com cassações,
privação de eleições diretas para presidente da República, censura à mídia,
demonização e perseguições a intelectuais e artistas, mortes, torturas e exílios
de oposicionistas. Entre desaparecidos e mortos, a ditadura militar do Brasil
conta pelo menos com o macabro número de 436 cidadãos. Já os torturados passam
de 20 mil pessoas. Impossível negar a existência do DOI-CODI e as
torturas que muitos brasileiros sofreram por terem cometido o bárbaro crime de
“pensarem diferente”. Mas há inúmeras pessoas que negam
hoje em dia a existência de uma ditadura militar no Brasil. Ignorância e estupidez,
o mau-caratismo e o desconhecimento da História podem estar por trás disso.
“O Brasil não teve uma ditadura
militar”, dizem alguns desinformados. Teve um “militarismo
vigiado”. Essa declaração surreal e absurda foi do cantor sertanejo
Zezé de Camargo. Já o bolsonarista e cantor brega Amado Batista disse
publicamente em uma entrevista à TV que foi torturado pelo regime militar, mas
que mereceu. Ou seja, admitiu que houve tortura por parte de um governo
constituído, ainda que ilegalmente. Devem sofrer da Síndrome de Estocolmo.
Outros dizem que houve sim um regime militar no Brasil, mas que foi uma “ditadura
boazinha”. Resta saber com quem essa ditadura foi tão boazinha
assim. Com Vladimir Herzog, com Rubens Paiva, com Alexandre Vannuchi Leme, com
Carlos Marighela, Frei Tito, Ana Rosa Kucinski, com Manuel Fiel Filho e com
tanta gente assassinada covardemente nos “porões” do governo
militar é que não foi.
Muitos dos atuais bolsonaristas saudosos e
também muitas das “viúvas” do Jair Bolsonaro falam hoje de
uma “Ditadura da Toga” referindo-se ao ministro Alexandre de Moraes do
STF, por este ter sacramentado a condenação e depois a prisão do ex-presidente
golpista. Esse povo realmente não sabe o que é de fato uma ditadura.
Moraes foi indicado pelo presidente, também golpista, Michel Temer e foi
sabatinado no Senado, que lhe deu 55 votos e ele então se tornou ministro
vitalício do Supremo. Nenhum desses votos foi do PT ou de qualquer outro
partido de esquerda. Ora, e se Moraes é mesmo um ditador como dizem, por que o
próprio Senado da República não lhe cassa o mandato? Muitos brasileiros flertam
com o obscurantismo e com as ditaduras ferozes e assassinas. Será
que Millôr Fernandes estava certo quando dizia que “democracia é
quando eu mando em você e ditadura é quando você manda em mim”? Viva
a democracia! Sempre!
*Foi Professor em Porto
Velho.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
As Escolas militar é eiscelentes
As
Escolas militar é eiscelentes
Professor
Nazareno*
Certa
veis eu disse que nunca na minha vida matriculava ou colocava qualquer um dos
meus filho em uma escola militar ou ate mesmo em uma escola religiosa. Disse
issu por quê entendia que essas escola é baseada nos dogma e não na realidade.
Ah não ser que eles quizesse, mais eles nunca quiz. Então eles foram meus
alunos nas escola que eu ensinava a fazer redaçãos e também a entender a
gramatica da lingua Portuguesa. Se formaro e hoje são eiscelentes profissionais
com atuação no mercado de trabalho. Uma boa escola para mim é aquela que ensina
“de merda a foguete” sem a necessidade de diciplina,
obediêmsia, ierarquia ou mesmo de fé como nas escola religiosa. Obedecê é uma
tarefa ensinada pela familia em casa. Assim como tambem crê em alguma divindade.
Não precisa de escolas nem de ninguém para ensinar o que a familia devia
ensinar. E isso!
Rondonha
tem muitas escola militar. Todas elas são boas de mais da conta. No Enem, por
exemplo, não tem pra ninguém. As melhores nota são dessas escola. Ali se
discute comcerteza todas as tendencias filosófica e seus principais filosofo.
Além disso se discute também como ser um bom filho obedecendo os pais sem
problema. E amando a pátria e as suas autoridade. Deus, pátria e familia é o
lema ensinado dentro de muita dessas escola. A diciplina é a base do ensino
ali. Prestar continêcia toda vez que passar na frente de um
superior seu é obrigação do aluno. Amar a pátria acima de tudo é outra
obrigação ensinada. Já nas escola religiosa a adoração à Deus é ensinada para
todos. Isso sem falar na religião cristã onde Cristo é superior a tudo e a
todos. Jesus é Deus e foi gerado na Virge Maria, onde veio para salvar todos os
homem. O aluno aprende tudo isso.
As
vezes os aluno também aprendem nessas escola musicas lindas que diz que é bom “entrar
na favela e deichar corpo no chão”. Nas escola militar é muito bom
os aluno aprender essas coisa tão bonita. Já pensou na emoção dos pai de
crianças numa escola civico-militar do Paraná? Muitos pais até choraram de
tanta alegria. Lá os meninos foram ensinados e tavam cantano esse refrão: “Homem de preto, o que é que você faz? Eu faço coisas que assusta o
satanás. Homem de preto, qual é sua missão? Entrar na favela e deixar o corpo
no chão. O Bope tem guerreiros que matam fogueteiros. Com a faca entre os
dentes, esfola eles inteiros. Mata, esfola, usando sempre o seu fuzil”, diziam as criançinhas. Esses
meninos serão no futuro grandes respeitadores dos direitos humanos e da boa
convivencia entre as classe sociais. E isso se deve à essas boas escolas.
Já nas escola religiosas se aprende
que Deus é o senhor absoluto de todas as coisas. Aprende-se tudo sobre a santíssima
trindade sem nenhuma culpa ou arrependimento. Ali, se vive o celibato clerical
sem nenhum problema. Padres e crianças e também alguns jovens comungando
juntinhos esses divinos ensinamentos. E tudo com muita obediencia e ieraquia.
Todos ensinando e aprendendo coisas de Deus. Algumas coisas precisa de um maior
controle para não desvirtuar os jovens, futuro da nação. Álguns autores não
pode ser ensinados. Alguns filósofo como Nietzche, Baruch Espinosa, Shakespeare
são evitados por questãos obvias. Em algumas desses estabelecimento de ensino
pode-se, sem nenhum problema, até proibir certas obras literarias
para não influenciar muito o aluno. Escola militar e escola religiosa é o
futuro do Brasil, podem ter certeza disso. Só descanço quando ver
a escola João Bento da Costa de Porto Velho e outras daqui serem militares.
*Foi Professor em Porto Velho.
domingo, 1 de fevereiro de 2026
BR-364: pedágio veio para ficar
BR-364:
pedágio veio para ficar
Professor
Nazareno*
A
cobrança do pedágio na BR-364 não é uma novela mexicana como muitos, de forma
confortável, ainda pensam. Muito menos achar que, de uma hora para outra, a
suspensão dessas taxas sejam já favas contadas. Esse pedágio veio para ficar
eternamente para quem usa essa estrada que corta Rondônia de sul a norte ao
longo de pouco mais de 700 quilômetros entre Vilhena e a capital Porto Velho.
Privatizada ainda no governo de Bolsonaro por intermédio de seu ministro da
Infraestrutura Tarcísio de Freitas, atual governador de São Paulo, essa
perigosa rodovia também teria o mesmo destino se fosse no governo petista de
Lula ou de outro qualquer. Entregar de mão beijada o rico e pujante patrimônio
dos rondonienses para os forasteiros tem sido uma praga que nos acompanha desde
épocas passadas. E foi assim com o belo rio Madeira, a Ceron e a histórica
EFMM.
Tudo daqui, em
muito pouco tempo, será vendido para quem é de fora, já que é notório que
empresários ricos e endinheirados não existem em terras karipunas. Quando o
capital e o governo do PT, ainda no segundo mandato de Lula, decidiram estuprar
o rio Madeira e construir duas grandes hidrelétricas nele sem levar em conta os
impactos ambientais e a destruição da natureza local, muitos rondonienses foram
às ruas exigir “hidrelétricas, já!”. Toda a
energia gerada pelas turbinas do Madeira foi levada para fora do Estado. Para
isso, os habitantes locais “ganhariam” de presente um shopping center
para se divertirem. E assim foi feito. Porém o maior regalo que os rondonienses
ganharam foi a enchente histórica de 2014 e o aumento exorbitante nas suas contas de energia elétrica. O rio Madeira está praticamente morto hoje em dia com a
sua correnteza domada.
A privatização da
BR-364 é uma das maiores ironias políticas que se conhece. A esmagadora maioria
dos eleitores que residem em seu entorno são da direita e da extrema-direita
reacionárias. Os usuários contumazes da estrada receberam do seu “Mito”
essa privatização talvez como um reconhecimento ao contrário. Agora não se pode
mais dizer que Bolsonaro nunca fez nada por Rondônia e também por sua gente. “Lula
nos deu as hidrelétricas e Bolsonaro privatizou a 364”. Esses
presidentes amam Rondônia, percebe-se! Já a classe política local foi
conivente o tempo inteiro com as duas coisas. Reclamar agora do preço do
pedágio em um ano eleitoral é muita hipocrisia. Porém, o festival de enganações
continua: quando, em primeira instância, o pedágio foi suspenso, apareceram
vários pais da ação judicial. “Vitória para o povo de Rondônia”,
gritavam os candidatos.
Quero ver quando a
Justiça reverter essa primeira decisão sobre o pedágio. E não vai demorar
muito. Nem fazer manifestações o povo que foi prejudicado poderá mais: a Justiça
já decidiu que quem interditar a BR-364 pagará a “irrisória” quantia de
100 mil reais por hora. Essa cobrança do pedágio será para sempre. E todos os
rondonienses terão que engolir calados. Já está decidido. Os preços das
mercadorias vão disparar em todas as 52 cidades do Estado, é só uma questão de
tempo. Enquanto isso, a briosa Assembleia Legislativa do Estado
de Rondônia perdoou a bagatela de mais de 2 bilhões de reais em ICMS da
Energisa, aquela mesma empresa que, fala-se, teria comprado a Ceron,
patrimônio de todos os rondonienses, por apenas 50 mil reais. Mas é assim
mesmo: a “extrema-inteligência” do eleitor karipuna vai
fazer o povo daqui votar de novo nos seus algozes de sempre: os políticos. Será
que o rondoniense sofre da Síndrome de Estocolmo?
*Foi Professor em Porto
Velho.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
A polarização é um câncer
A
polarização é um câncer
Professor
Nazareno*
O jornalista Diogo Mainardi disse certa vez que “no
Brasil não tem partido de direita, de esquerda, de nada. Tem um bando de
salafrários que se reúnem para roubar juntos.” E roubam mesmo. E
muito! O Brasil, há mais de meio século, é apontado como uma das dez maiores
potências econômicas do mundo. É líder quase absoluto na produção de
commodities há muito tempo e praticamente produz alimentos e possui riquezas
naturais como nenhum outro país do mundo. Mas tem milhões de cidadãos pobres e
miseráveis vivendo muito abaixo da linha da pobreza. A indigência de muitos
brasileiros é bem pior do que naqueles países miseráveis da África subsaariana,
só que nem sequer se presta a um espetáculo televisivo e midiático. A pobreza
aqui é muitas vezes invisível aos olhos de muitas pessoas. E pode ser uma
consequência da própria política do Estado.
Em pouco mais de 500 anos de História, todos os governantes
do país, sejam eles da direita ou da esquerda, só se preocuparam em aumentar
ainda mais a riqueza e os privilégios das elites endinheiradas que os colocam
no poder e os sustentam. Tudo é feito sob medida para sacrificar ainda mais os
pobres e miseráveis. Diante do ódio e de repulsa que muitos brasileiros
demonstraram ter pela política e pelos políticos em geral, pode ter sido essa
mesma elite endinheirada que criou, por exemplo, a atual polarização. Direita X
Esquerda num país cuja maioria da população nem sabe o que isso significa. Lula
pode até ser ladrão, mas terá a defesa intransigente dos que
militam na esquerda. Ou seja, terá sempre metade dos brasileiros defendendo-o.
Bolsonaro pode até ser um fascista, mas a outra metade sempre o
defenderá até a morte. Ou seja, nenhum deles é totalmente do mal.
Essa polarização política é infame. Dividiu as famílias,
semeou o ódio e desfez amizades de anos. Enquanto isso, os políticos
brasileiros, os de direita e os de esquerda, continuaram a fazer
o que sempre fizeram: roubar toda a riqueza produzida pelos cidadãos mais
pobres. Antes eles roubavam também, mas tinham o ódio e a repulsa dos seus
eleitores. Hoje, eles continuam roubando, mas tem quem os defenda com unhas e
dentes. Em Rondônia, foram os políticos que privatizaram o rio Madeira,
estupraram-no com duas hidrelétricas e depois privatizaram a Ceron. A conta de
energia não baixou para os rondonienses e os serviços prestados continuam piores.
A BR-364 já tem dono, assim como a lendária EFMM. No caso da rodovia a situação
é surreal. Os pedágios mais caros do país já estão sendo
cobrados, mas sem duplicação nem outra benfeitoria. Há culpados?
Os políticos são, claro, os maiores culpados disso. Foi Confúcio
Moura, senador de Rondônia? Foi Bolsonaro e o seu ministro da Infraestrutura Tarcísio
de Freitas? Foi o Lula? Ninguém sabe quem é o pai desta desgraça para os
rondonienses, mas se tem uma certeza: foi o outro lado. O fato é
que os políticos da direita acusam os da esquerda e vice-versa. E todos eles,
rindo, já estão em campo pedindo o voto dos idiotas eleitores. Inventaram até
um pomposo nome em Inglês para o pedágio: “free flow”. Muitos
eleitores vão ao delírio com isso, assim como vibraram também com o nome
do fictício e hoje inexistente hospital de pronto-socorro para Porto Velho: “Built
to Suit”. Enquanto os imbecis brigam, o patrimônio dos rondonienses
como a energia, a BR-364, a EFMM e muitos outros continuam enriquecendo forasteiros
e maus políticos à custa do trabalho e do suor do povo daqui. Deve ter
sido para isso que criaram essa maldita polarização.
*Foi Professor em Porto Velho.
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
domingo, 25 de janeiro de 2026
Política e políticos de Beiradão
Política
e políticos de Beiradão
Professor
Nazareno*
A
política de Beiradão não é muito diferente daquela que se pratica em algumas
outras províncias nacionais. Na terra do “pedágio mais caro do país”,
os políticos locais geralmente têm índices de aprovação muito maiores do que
vários dos ditadores da História. Saddam Hussein, Idi Amim, Hitler, Stalin, Mao
Tsé-Tung, Putin e Mussolini são fichinhas quando o assunto é pesquisa de
aceitação popular. Lá, naquelas distantes terras, um senador da República e
candidato ao governo estadual já foi fuzilado no meio da rua para não mais
concorrer ao cargo. Com muitos dos eleitores vivendo na miséria e na
extrema-pobreza, o arremedo de Estado é um dos maiores redutos do conservadorismo
mais autêntico e radical que se conhece até hoje. Uma província pobre, mas
politicamente identificada como sendo da extrema-direita radical. Esquerda até
que há, mas é escondida.
Na
última eleição presidencial, por exemplo, o Rato obteve pouco
mais de 29 por cento das intenções de voto, enquanto Bovino Burro
disparou com mais de 70 por cento. Nos 52 municípios de Beiradão, em 2022, a
esquerda não chegou nem perto dos votos dados à extrema-direita conservadora. O
governador reacionário, um cabo da PM local, foi reeleito para o seu segundo
mandato com sobras. Dos 24 deputados estaduais apenas um deles diz que pertence
à esquerda, mas que geralmente só vota sob orientação dos partidos de direita e
de extrema-direita. Os três senadores sempre se alinharam às pautas direitistas
e os oito deputados federais são, óbvio, de fileiras conservadoras. Apesar
disso, a suja e desarrumada capital estadual não tem até hoje um bom hospital
de pronto-socorro, mesmo com promessas falsas de se erguer um “Built
to Suit” para atender os miseráveis.
Aliás,
o épico “açougue” do lugar é, há várias décadas, uma espécie de
calcanhar de Aquiles para as pouco envergonhadas classes políticas estaduais e
municipais. Só que ninguém até hoje conseguiu substituir aquele decadente,
caótico e horroroso “campo de extermínio de pobres”.
Porém, muitos dos políticos dali se esmeram em criar situações surreais que em
nada ajudarão os muitos pobres e necessitados. Expulsar todas as pessoas indigentes
e miseráveis, numa espécie de eugenia social, já passou e
certamente ainda deve passar pela cabeça de alguns dos muitos políticos
conservadores que existem ali. É incrível, mas Beiradão já teve até um Secretário
de Educação acusado de mandar censurar várias obras literárias. Nada
foi provado, mas uma suspeita pairou sobre todos quando um atual deputado
federal e prefeito de uma grande cidade dali tentou rasgar vários livros.
As atitudes da classe política de Beiradão definitivamente não são para amadores. Lá no ermo rincão não existe censura à mídia e nem a nenhuma obra de arte, mas estranhamente alguns dos órgãos noticiosos locais às vezes “selecionam” artigos para publicar. Falou mal do deputado fulano, do senador? Não se publica nada. Falou mal do prefeito da cidade ou do governador? Esquece! E pouca gente sabe o porquê dessa atitude tão antidemocrática e arcaica. Seria o vil metal? Com essa tacanha visão de mundo, é bem provável que até alguns jornalistas, donos de sites de notícias ou até professores defendam abertamente a recriação do DOI-CODI para torturar e punir quem ousar pensar diferente dos péssimos costumes ainda reinantes. O maior rio de Beiradão foi privatizado e lá construíram hidrelétricas sem baratear o preço da energia. Tem também estradas com caros pedágios, mas que nunca receberam benfeitorias. E os políticos dali são otimistas!
*Foi Professor em Porto
Velho.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Festejo de São Sebastião - Ilha de Assunção/Porto Velho-RO*
Festejo
de São Sebastião
Ilha
de Assunção/Porto Velho-RO*
Uma das festas de
Padroeiro mais tradicionais de toda a extensa e ainda meio esquecida região do
baixo rio Madeira em Porto Velho/Rondônia foi organizada mais uma vez e realizada
durante dez noites, com muita competência, divertimento e alegria e teve o seu término
neste último dia 19/20 de janeiro de 2026 naquela linda, aconchegante e ainda
isolada Ilha de Assunção, localizada no meio de um dos maiores rios do mundo. Essa
paradisíaca ilha fica distante, pelo rio, a cerca de 170 quilômetros da
capital. Quase centenário, este festejo tem uma longa tradição, que vem
passando de pai para filho já há quase um século. Atualmente Silmar e sua irmã
Silmara Gomes, filhos da icônica e já lendária professora Maria Gomes
e de seu Ademar, são os responsáveis maiores do festejo. Quase
duas mil pessoas oriundas dos mais distantes vilarejos estiveram presentes ali
naquele verdadeiro Paraiso na Terra... Outra vez, esse festejo foi um sucesso.
A maioria dessas
pessoas, filhos e filhas de parentes dos antigos moradores da localidade, são
de Porto Velho, de onde saíram alguns barcos lotados de pessoas e também de outras
inúmeras localidades como Ressaca, Terra Firme, Papagaios, Aliança, Nova Aliança,
São Carlos, Nazaré, Tira Fogo, Conceição do Galera, Bom jardim, Calama, Ilha do
Tambaqui, Paraíso e até de Humaitá no Amazonas. Silmar e Silmara se superaram
na organização do referido festejo, por isso estão mais uma vez de parabéns.
Claro que assim como toda a comunidade, formada pelos atuais moradores, bem como
muitas outras pessoas remanescentes ou nascidas na Ilha de Assunção
participaram, e muito, para a realização e o estrondoso sucesso desta grande
tradição religiosa, esportiva e social que acontece todo ano ali naquele
paradisíaco recanto. A festa só terminou às seis horas da manhã quando o dia
vinha raiando. Muita bebida, canoas, barcos, voadeiras e muitas outras
embarcações maiores estiveram contribuindo com a alegria da distante localidade.
Por isso, parabéns
para todos os envolvidos na confraternização! Homenagem especial a Wagner
Torquato, atual administrador do vizinho distrito de Calama, que também
ajudou muito como a limpeza na localidade e a instalação de banheiros químicos
e de dois pequenos contêineres para recolher o lixo e outros dejetos dali.
Wagner tem praticamente todos os seus familiares oriundos e nascidos na Ilha de
Assunção. Todas as localidades próximas ao distrito de Calama são atendidas
pelos serviços daquele distrito de Porto Velho, segundo nos informou o
administrador Wagner. A festividade começou com os já famosos torneios de
futebol tanto masculino como feminino. Mais de dez times no total. As meninas
da comunidade de Ressaca ganharam a modalidade feminina, enquanto uma seleção
de Calama com a Ilha de Assunção ganhou a modalidade masculina. Torcedores se
confraternizando e ao mesmo tempo torcendo pelos seus times.
Depois dos
torneios de futebol, tivemos a realização de bingos, leilão dos muitos
presentes doados pelos fieis, celebração da missa na igrejinha do vilarejo e a
já tradicional cerimônia da coroação da RAINHA e da PRINCESA
daquele tradicional festejo. São Carlos e Vila de Papagaios participaram também
com as suas encantadoras concorrentes. A vencedora foi uma linda jovem de 15
anos, filha da Ilha de Assunção mesmo. Incrível, a segurança deu o tom das
brincadeiras. Nenhuma briga ou confusão foi verificada ali. E
isso apesar da bebedeira. Famílias se confraternizando e mostrando para Porto
Velho e para Rondônia o que é uma festa de verdade unindo tradição, esportes, religiosidade
e muita diversão. Mas muita diversão mesmo! O festejo de São Sebastião da Ilha
de Assunção todo ano dá um baile na capital Porto Velho, que pode até ter o seu
santo padroeiro, mas não tem a festa. Pior: quase ninguém sabe quem é o
padroeiro da capital de Rondônia nem onde é realizada a festa. Não é incrível?
Ilha de Assunção, e não a capital do Estado, mostra tradição de verdade. No
próximo ano tem mais. E que seja assim para sempre! Será que o prefeito da
capital, os vereadores ou outras autoridades do Estado sabem da existência de
tanta tradição assim num interior tão pobre e esquecido? Talvez não, pois nunca
aparecem por lá. Uma festa tradicionalíssima que nunca mudou de data.
*Professor Nazareno com
colaboradores
sábado, 17 de janeiro de 2026
Trump prenderá Kim Jong-un?
Trump
prenderá Kim Jong-un?
Professor
Nazareno*
A
Coreia do Norte é inimiga dos Estados Unidos desde que terminou a fatídica
Guerra da Coreia entre 1950 e 1953. Conflito este que dividiu a península
coreana e que contabilizou entre três e seis milhões de mortos. Os
norte-americanos, como sempre, foram os maiores protagonistas daquele
morticínio. Durante a maior
parte dessa guerra, o presidente dos EUA era Harry Truman, que iniciou o envolvimento americano, e foi sucedido por Dwight Eisenhower, que estava no cargo quando o armistício foi assinado,
encerrando os combates em 1953. Não houve vencedores e até hoje tecnicamente os
dois países asiáticos ainda estão em guerra. O Norte ficou com os comunistas
com sua capital em Pyongyang. Já a parte sul do paralelo 38, capitalista, ficou
com capital em Seul. Estados Unidos financiavam a Coreia do Sul, enquanto China
e URSS ajudavam o Norte.
Fala-se que
Estados Unidos se retiraram daquela guerra apenas para evitar um confronto
direto com a China ou mesmo com a poderosa União Soviética, que já tinha
desenvolvido a sua bomba atômica anos antes. A imensa maioria dos presidentes
norte-americanos sempre foi covarde. Basicamente esse amaldiçoado país
só agride e ataca países pequenos e sem a menor capacidade militar de se defenderem.
Foi assim na Coreia, no Vietnã, na República Dominicana, na Síria, na Somália,
no Panamá, no Iraque, no Afeganistão, no Iêmen, no Irã e mais recentemente na
Venezuela. O roteiro é sempre o mesmo: inventa-se uma desculpa qualquer e em
pouco tempo os marines se apossam das riquezas do país invadido. Logo depois os
governos americanos roubam todos os recursos naturais que encontram e deixam um
rastro de morte, destruição e fome sem precedentes.
Os líderes
da Coreia do Sul apostaram num sistema que priorizou a Educação como a mola
propulsora do progresso e do desenvolvimento, enquanto a Coreia do Norte
apostou num regime ditatorial e de partido único, que eles disseram
equivocadamente que se tratava do Comunismo. Com milhões de dólares chegando ao
Sul e com uma Educação de altíssima qualidade, o novo país se desenvolveu
rápido e hoje é uma das maiores potências econômicas do mundo. O Norte, “comunista”,
priorizou o desenvolvimento na defesa e em armas nucleares, enquanto grande
parte de sua população passa fome e necessidades. A Coreia do Norte tem hoje um
arsenal de armas nucleares e de mísseis balísticos intercontinentais. E é rival
declarada também do Japão e de sua vizinha do Sul. Os norte-coreanos têm hoje
mísseis capazes de atingir os EUA em questão de 30 minutos.
Acredita-se
que a Coreia do Norte tenha atualmente um programa
de armas nucleares de aproximadamente 50 bombas atômicas e produção suficiente
de material físsil para seis a sete armas nucleares por ano. Além disso, tem
mísseis nucleares potentes capazes de atingir Los Angeles ou Nova Iorque em
minutos. Isso sem falar que Seul, a desenvolvida capital da Coreia do Sul está
a menos de 50 quilômetros de distância. Tóquio, no Japão, também está muito
próxima e bem ao alcance das armas de Kim Jong-un, o líder do país. Covarde, mole
e medroso como é, duvido que o “Laranjão”
Donald Trump tente qualquer gracinha com a Coreia do Norte. O déspota
norte-americano sabe com quem mexe. Trump prendeu Nicolás Maduro para roubar
o petróleo da Venezuela. Mataram Saddam Hussein do Iraque com o mesmo propósito
de saquear o país e também Manuel Noriega do Panamá. Com a Coreia do Norte “o
buraco é mais embaixo”. Frouxo!
*Foi Professor em Porto Velho.













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