EUA
podem atacar Rondônia?
Professor
Nazareno*
O
presidente fascista dos Estados Unidos, Donald Trump, é hoje a palmatória
do mundo. Como um Hitler ensandecido nesse seu segundo mandato à frente
da Casa Branca, o “Laranjão” criou tarifas comerciais para o
mundo inteiro, colocou o ICE, a sua Gestapo particular, para perseguir os
imigrantes dentro do seu próprio país, incentivou Israel, o seu eterno preposto
sionista do Oriente Médio, a massacrar e assassinar velhos, mulheres e crianças
palestinas em Gaza, invadiu a Venezuela, prendeu o presidente-ditador Nicolás
Maduro, e agora junto com o mesmo Israel, bombardearam covardemente o Irã e assassinaram
seu líder máximo, o Aiatolá Ali Khamenei. Parece que nada nem ninguém consegue
parar essas ambições imperialistas. Como na época do nazismo, o mundo está com
medo do que pode acontecer. E Rondônia pode ser a próxima vítima.
Se
Trump soubesse metade do que se passa na capital Porto Velho, já teria tomado
umas providências. “Como pode uma cidade tão imunda, fedorenta e suja ter um
prefeito com uma aprovação até superior a 94 por cento?”, teria perguntado
ele, perplexo e incrédulo. Exigente como é, o “Laranjão” deve ter
ficado intrigado como pode quase uma população inteira viver sem água tratada
em suas residências. “Uma cidade como essa tem que ser bombardeada
impiedosamente para começar tudo do zero, pois não tem esgotos nem saneamento
básico e boa parte da população local mata sua sede com água de bosta”,
teria reclamado o homem mais poderoso do mundo. Ele reclamou que Porto Velho
não tem sequer um hospital de pronto-socorro e que as autoridades locais nunca tentaram
fazer um. “É que eles ficam enrolando em todas as eleições e não fazem
nada”.
Os
atentos assessores de Trump disseram a ele que a BR-364 foi privatizada no
estado, mas não foi ainda duplicada, não foi restaurada e ainda assim cobra-se um
dos pedágios mais caros do Brasil. O “Laranjão” ficou furioso com
isso. “Vamos bombardear esta merda de lugar!”, disse já irritado. Falaram
a ele também que a energia elétrica que se paga em Rondônia é um absurdo de tão
cara, apesar das várias hidrelétricas que há na região. “Excelência, o
senhor viu as condições do porto do Cai N’água?”, perguntaram-lhe os
seus puxa-sacos. “O povo desse lugar come essas aves pretas?”,
perguntou. Claro que o presidente dos Estados Unidos não entendeu por que o
atual governador daqui não vai concorrer às próximas eleições. “Ainda
bem, pois assim ele não terá o mesmo destino de Maduro e do Khamenei”,
argumentou o “Laranjão”. Trump é amigo de bolsonaristas!
Donald Trump
bombardeou a Venezuela e o Irã por que esses dois países têm as maiores
reservas de petróleo do mundo. Os americanos vão roubar tudo dali
depois dos ataques. Após destroçar esses países soberanos, sem levar em conta a
lei e o direito internacionais, os Estados Unidos poderiam bombardear Rondônia
e a sua fedorenta capital Porto Velho, por causa das coisas estranhas que
sempre andaram acontecendo por aqui. Só que o pouco que a terra karipuna tinha,
já doou tudo aos forâneos. Aqui os EUA só teriam prejuízo e nada mais. As armas
de destruição são muito caras e ainda tem a Rússia, a China e a Coreia do Norte
para serem invadidas. O escritor Eduardo Galeano disse que toda vez que os EUA
“salvam” um povo, deixam um manicômio ou um cemitério como herança. Em
Rondônia isso não seria possível: pois se já não somos um cemitério, somos um
manicômio há muito tempo. Quem tem medo de bombas fascistas?
*Foi Professor em Porto
Velho.












