domingo, 1 de fevereiro de 2026

BR-364: pedágio veio para ficar

BR-364: pedágio veio para ficar

 

Professor Nazareno*

 

        A cobrança do pedágio na BR-364 não é uma novela mexicana como muitos, de forma confortável, ainda pensam. Muito menos achar que, de uma hora para outra, a suspensão dessas taxas sejam já favas contadas. Esse pedágio veio para ficar eternamente para quem usa essa estrada que corta Rondônia de sul a norte ao longo de pouco mais de 700 quilômetros entre Vilhena e a capital Porto Velho. Privatizada ainda no governo de Bolsonaro por intermédio de seu ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas, atual governador de São Paulo, essa perigosa rodovia também teria o mesmo destino se fosse no governo petista de Lula ou de outro qualquer. Entregar de mão beijada o rico e pujante patrimônio dos rondonienses para os forasteiros tem sido uma praga que nos acompanha desde épocas passadas. E foi assim com o belo rio Madeira, a Ceron e a histórica EFMM.

Tudo daqui, em muito pouco tempo, será vendido para quem é de fora, já que é notório que empresários ricos e endinheirados não existem em terras karipunas. Quando o capital e o governo do PT, ainda no segundo mandato de Lula, decidiram estuprar o rio Madeira e construir duas grandes hidrelétricas nele sem levar em conta os impactos ambientais e a destruição da natureza local, muitos rondonienses foram às ruas exigir “hidrelétricas, já!”. Toda a energia gerada pelas turbinas do Madeira foi levada para fora do Estado. Para isso, os habitantes locais “ganhariam” de presente um shopping center para se divertirem. E assim foi feito. Porém o maior regalo que os rondonienses ganharam foi a enchente histórica de 2014 e o aumento exorbitante nas suas contas de energia elétrica. O rio Madeira está praticamente morto hoje em dia com a sua correnteza domada.

A privatização da BR-364 é uma das maiores ironias políticas que se conhece. A esmagadora maioria dos eleitores que residem em seu entorno são da direita e da extrema-direita reacionárias. Os usuários contumazes da estrada receberam do seu “Mito” essa privatização talvez como um reconhecimento ao contrário. Agora não se pode mais dizer que Bolsonaro nunca fez nada por Rondônia e também por sua gente. “Lula nos deu as hidrelétricas e Bolsonaro privatizou a 364. Esses presidentes amam Rondônia, percebe-se! Já a classe política local foi conivente o tempo inteiro com as duas coisas. Reclamar agora do preço do pedágio em um ano eleitoral é muita hipocrisia. Porém, o festival de enganações continua: quando, em primeira instância, o pedágio foi suspenso, apareceram vários pais da ação judicial. “Vitória para o povo de Rondônia”, gritavam os candidatos.

Quero ver quando a Justiça reverter essa primeira decisão sobre o pedágio. E não vai demorar muito. Nem fazer manifestações o povo que foi prejudicado poderá mais: a Justiça já decidiu que quem interditar a BR-364 pagará a “irrisória” quantia de 100 mil reais por hora. Essa cobrança do pedágio será para sempre. E todos os rondonienses terão que engolir calados. Já está decidido. Os preços das mercadorias vão disparar em todas as 52 cidades do Estado, é só uma questão de tempo. Enquanto isso, a briosa Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia perdoou a bagatela de mais de 2 bilhões de reais em ICMS da Energisa, aquela mesma empresa que, fala-se, teria comprado a Ceron, patrimônio de todos os rondonienses, por apenas 50 mil reais. Mas é assim mesmo: a “extrema-inteligência” do eleitor karipuna vai fazer o povo daqui votar de novo nos seus algozes de sempre: os políticos. Será que o rondoniense sofre da Síndrome de Estocolmo?

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

A polarização é um câncer

A polarização é um câncer

 

Professor Nazareno*

 

O jornalista Diogo Mainardi disse certa vez que “no Brasil não tem partido de direita, de esquerda, de nada. Tem um bando de salafrários que se reúnem para roubar juntos.” E roubam mesmo. E muito! O Brasil, há mais de meio século, é apontado como uma das dez maiores potências econômicas do mundo. É líder quase absoluto na produção de commodities há muito tempo e praticamente produz alimentos e possui riquezas naturais como nenhum outro país do mundo. Mas tem milhões de cidadãos pobres e miseráveis vivendo muito abaixo da linha da pobreza. A indigência de muitos brasileiros é bem pior do que naqueles países miseráveis da África subsaariana, só que nem sequer se presta a um espetáculo televisivo e midiático. A pobreza aqui é muitas vezes invisível aos olhos de muitas pessoas. E pode ser uma consequência da própria política do Estado.

Em pouco mais de 500 anos de História, todos os governantes do país, sejam eles da direita ou da esquerda, só se preocuparam em aumentar ainda mais a riqueza e os privilégios das elites endinheiradas que os colocam no poder e os sustentam. Tudo é feito sob medida para sacrificar ainda mais os pobres e miseráveis. Diante do ódio e de repulsa que muitos brasileiros demonstraram ter pela política e pelos políticos em geral, pode ter sido essa mesma elite endinheirada que criou, por exemplo, a atual polarização. Direita X Esquerda num país cuja maioria da população nem sabe o que isso significa. Lula pode até ser ladrão, mas terá a defesa intransigente dos que militam na esquerda. Ou seja, terá sempre metade dos brasileiros defendendo-o. Bolsonaro pode até ser um fascista, mas a outra metade sempre o defenderá até a morte. Ou seja, nenhum deles é totalmente do mal.

Essa polarização política é infame. Dividiu as famílias, semeou o ódio e desfez amizades de anos. Enquanto isso, os políticos brasileiros, os de direita e os de esquerda, continuaram a fazer o que sempre fizeram: roubar toda a riqueza produzida pelos cidadãos mais pobres. Antes eles roubavam também, mas tinham o ódio e a repulsa dos seus eleitores. Hoje, eles continuam roubando, mas tem quem os defenda com unhas e dentes. Em Rondônia, foram os políticos que privatizaram o rio Madeira, estupraram-no com duas hidrelétricas e depois privatizaram a Ceron. A conta de energia não baixou para os rondonienses e os serviços prestados continuam piores. A BR-364 já tem dono, assim como a lendária EFMM. No caso da rodovia a situação é surreal. Os pedágios mais caros do país já estão sendo cobrados, mas sem duplicação nem outra benfeitoria. Há culpados?

Os políticos são, claro, os maiores culpados disso. Foi Confúcio Moura, senador de Rondônia? Foi Bolsonaro e o seu ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas? Foi o Lula? Ninguém sabe quem é o pai desta desgraça para os rondonienses, mas se tem uma certeza: foi o outro lado. O fato é que os políticos da direita acusam os da esquerda e vice-versa. E todos eles, rindo, já estão em campo pedindo o voto dos idiotas eleitores. Inventaram até um pomposo nome em Inglês para o pedágio: “free flow”. Muitos eleitores vão ao delírio com isso, assim como vibraram também com o nome do fictício e hoje inexistente hospital de pronto-socorro para Porto Velho: “Built to Suit”. Enquanto os imbecis brigam, o patrimônio dos rondonienses como a energia, a BR-364, a EFMM e muitos outros continuam enriquecendo forasteiros e maus políticos à custa do trabalho e do suor do povo daqui. Deve ter sido para isso que criaram essa maldita polarização.

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

domingo, 25 de janeiro de 2026

Política e políticos de Beiradão

Política e políticos de Beiradão

 

Professor Nazareno*

 

            A política de Beiradão não é muito diferente daquela que se pratica em algumas outras províncias nacionais. Na terra do “pedágio mais caro do país”, os políticos locais geralmente têm índices de aprovação muito maiores do que vários dos ditadores da História. Saddam Hussein, Idi Amim, Hitler, Stalin, Mao Tsé-Tung, Putin e Mussolini são fichinhas quando o assunto é pesquisa de aceitação popular. Lá, naquelas distantes terras, um senador da República e candidato ao governo estadual já foi fuzilado no meio da rua para não mais concorrer ao cargo. Com muitos dos eleitores vivendo na miséria e na extrema-pobreza, o arremedo de Estado é um dos maiores redutos do conservadorismo mais autêntico e radical que se conhece até hoje. Uma província pobre, mas politicamente identificada como sendo da extrema-direita radical. Esquerda até que há, mas é escondida.

            Na última eleição presidencial, por exemplo, o Rato obteve pouco mais de 29 por cento das intenções de voto, enquanto Bovino Burro disparou com mais de 70 por cento. Nos 52 municípios de Beiradão, em 2022, a esquerda não chegou nem perto dos votos dados à extrema-direita conservadora. O governador reacionário, um cabo da PM local, foi reeleito para o seu segundo mandato com sobras. Dos 24 deputados estaduais apenas um deles diz que pertence à esquerda, mas que geralmente só vota sob orientação dos partidos de direita e de extrema-direita. Os três senadores sempre se alinharam às pautas direitistas e os oito deputados federais são, óbvio, de fileiras conservadoras. Apesar disso, a suja e desarrumada capital estadual não tem até hoje um bom hospital de pronto-socorro, mesmo com promessas falsas de se erguer um “Built to Suit” para atender os miseráveis.

            Aliás, o épico “açougue” do lugar é, há várias décadas, uma espécie de calcanhar de Aquiles para as pouco envergonhadas classes políticas estaduais e municipais. Só que ninguém até hoje conseguiu substituir aquele decadente, caótico e horroroso “campo de extermínio de pobres”. Porém, muitos dos políticos dali se esmeram em criar situações surreais que em nada ajudarão os muitos pobres e necessitados. Expulsar todas as pessoas indigentes e miseráveis, numa espécie de eugenia social, já passou e certamente ainda deve passar pela cabeça de alguns dos muitos políticos conservadores que existem ali. É incrível, mas Beiradão já teve até um Secretário de Educação acusado de mandar censurar várias obras literárias. Nada foi provado, mas uma suspeita pairou sobre todos quando um atual deputado federal e prefeito de uma grande cidade dali tentou rasgar vários livros.

            As atitudes da classe política de Beiradão definitivamente não são para amadores. Lá no ermo rincão não existe censura à mídia e nem a nenhuma obra de arte, mas estranhamente alguns dos órgãos noticiosos locais às vezes “selecionam” artigos para publicar. Falou mal do deputado fulano, do senador? Não se publica nada. Falou mal do prefeito da cidade ou do governador? Esquece! E pouca gente sabe o porquê dessa atitude tão antidemocrática e arcaica. Seria o vil metal? Com essa tacanha visão de mundo, é bem provável que até alguns jornalistas, donos de sites de notícias ou até professores defendam abertamente a recriação do DOI-CODI para torturar e punir quem ousar pensar diferente dos péssimos costumes ainda reinantes. O maior rio de Beiradão foi privatizado e lá construíram hidrelétricas sem baratear o preço da energia. Tem também estradas com caros pedágios, mas que nunca receberam benfeitorias. E os políticos dali são otimistas!

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Festejo de São Sebastião - Ilha de Assunção/Porto Velho-RO*

Festejo de São Sebastião

Ilha de Assunção/Porto Velho-RO*

 

 

Uma das festas de Padroeiro mais tradicionais de toda a extensa e ainda meio esquecida região do baixo rio Madeira em Porto Velho/Rondônia foi organizada mais uma vez e realizada durante dez noites, com muita competência, divertimento e alegria e teve o seu término neste último dia 19/20 de janeiro de 2026 naquela linda, aconchegante e ainda isolada Ilha de Assunção, localizada no meio de um dos maiores rios do mundo. Essa paradisíaca ilha fica distante, pelo rio, a cerca de 170 quilômetros da capital. Quase centenário, este festejo tem uma longa tradição, que vem passando de pai para filho já há quase um século. Atualmente Silmar e sua irmã Silmara Gomes, filhos da icônica e já lendária professora Maria Gomes e de seu Ademar, são os responsáveis maiores do festejo. Quase duas mil pessoas oriundas dos mais distantes vilarejos estiveram presentes ali naquele verdadeiro Paraiso na Terra... Outra vez, esse festejo foi um sucesso.

A maioria dessas pessoas, filhos e filhas de parentes dos antigos moradores da localidade, são de Porto Velho, de onde saíram alguns barcos lotados de pessoas e também de outras inúmeras localidades como Ressaca, Terra Firme, Papagaios, Aliança, Nova Aliança, São Carlos, Nazaré, Tira Fogo, Conceição do Galera, Bom jardim, Calama, Ilha do Tambaqui, Paraíso e até de Humaitá no Amazonas. Silmar e Silmara se superaram na organização do referido festejo, por isso estão mais uma vez de parabéns. Claro que assim como toda a comunidade, formada pelos atuais moradores, bem como muitas outras pessoas remanescentes ou nascidas na Ilha de Assunção participaram, e muito, para a realização e o estrondoso sucesso desta grande tradição religiosa, esportiva e social que acontece todo ano ali naquele paradisíaco recanto. A festa só terminou às seis horas da manhã quando o dia vinha raiando. Muita bebida, canoas, barcos, voadeiras e muitas outras embarcações maiores estiveram contribuindo com a alegria da distante localidade.

Por isso, parabéns para todos os envolvidos na confraternização! Homenagem especial a Wagner Torquato, atual administrador do vizinho distrito de Calama, que também ajudou muito como a limpeza na localidade e a instalação de banheiros químicos e de dois pequenos contêineres para recolher o lixo e outros dejetos dali. Wagner tem praticamente todos os seus familiares oriundos e nascidos na Ilha de Assunção. Todas as localidades próximas ao distrito de Calama são atendidas pelos serviços daquele distrito de Porto Velho, segundo nos informou o administrador Wagner. A festividade começou com os já famosos torneios de futebol tanto masculino como feminino. Mais de dez times no total. As meninas da comunidade de Ressaca ganharam a modalidade feminina, enquanto uma seleção de Calama com a Ilha de Assunção ganhou a modalidade masculina. Torcedores se confraternizando e ao mesmo tempo torcendo pelos seus times.

Depois dos torneios de futebol, tivemos a realização de bingos, leilão dos muitos presentes doados pelos fieis, celebração da missa na igrejinha do vilarejo e a já tradicional cerimônia da coroação da RAINHA e da PRINCESA daquele tradicional festejo. São Carlos e Vila de Papagaios participaram também com as suas encantadoras concorrentes. A vencedora foi uma linda jovem de 15 anos, filha da Ilha de Assunção mesmo. Incrível, a segurança deu o tom das brincadeiras. Nenhuma briga ou confusão foi verificada ali. E isso apesar da bebedeira. Famílias se confraternizando e mostrando para Porto Velho e para Rondônia o que é uma festa de verdade unindo tradição, esportes, religiosidade e muita diversão. Mas muita diversão mesmo! O festejo de São Sebastião da Ilha de Assunção todo ano dá um baile na capital Porto Velho, que pode até ter o seu santo padroeiro, mas não tem a festa. Pior: quase ninguém sabe quem é o padroeiro da capital de Rondônia nem onde é realizada a festa. Não é incrível? Ilha de Assunção, e não a capital do Estado, mostra tradição de verdade. No próximo ano tem mais. E que seja assim para sempre! Será que o prefeito da capital, os vereadores ou outras autoridades do Estado sabem da existência de tanta tradição assim num interior tão pobre e esquecido? Talvez não, pois nunca aparecem por lá. Uma festa tradicionalíssima que nunca mudou de data.

 

 

 

*Professor Nazareno com colaboradores

sábado, 17 de janeiro de 2026

Trump prenderá Kim Jong-un?

Trump prenderá Kim Jong-un?

 

Professor Nazareno*

 

          A Coreia do Norte é inimiga dos Estados Unidos desde que terminou a fatídica Guerra da Coreia entre 1950 e 1953. Conflito este que dividiu a península coreana e que contabilizou entre três e seis milhões de mortos. Os norte-americanos, como sempre, foram os maiores protagonistas daquele morticínio. Durante a maior parte dessa guerra, o presidente dos EUA era Harry Truman, que iniciou o envolvimento americano, e foi sucedido por Dwight Eisenhower, que estava no cargo quando o armistício foi assinado, encerrando os combates em 1953. Não houve vencedores e até hoje tecnicamente os dois países asiáticos ainda estão em guerra. O Norte ficou com os comunistas com sua capital em Pyongyang. Já a parte sul do paralelo 38, capitalista, ficou com capital em Seul. Estados Unidos financiavam a Coreia do Sul, enquanto China e URSS ajudavam o Norte.

       Fala-se que Estados Unidos se retiraram daquela guerra apenas para evitar um confronto direto com a China ou mesmo com a poderosa União Soviética, que já tinha desenvolvido a sua bomba atômica anos antes. A imensa maioria dos presidentes norte-americanos sempre foi covarde. Basicamente esse amaldiçoado país só agride e ataca países pequenos e sem a menor capacidade militar de se defenderem. Foi assim na Coreia, no Vietnã, na República Dominicana, na Síria, na Somália, no Panamá, no Iraque, no Afeganistão, no Iêmen, no Irã e mais recentemente na Venezuela. O roteiro é sempre o mesmo: inventa-se uma desculpa qualquer e em pouco tempo os marines se apossam das riquezas do país invadido. Logo depois os governos americanos roubam todos os recursos naturais que encontram e deixam um rastro de morte, destruição e fome sem precedentes.

     Os líderes da Coreia do Sul apostaram num sistema que priorizou a Educação como a mola propulsora do progresso e do desenvolvimento, enquanto a Coreia do Norte apostou num regime ditatorial e de partido único, que eles disseram equivocadamente que se tratava do Comunismo. Com milhões de dólares chegando ao Sul e com uma Educação de altíssima qualidade, o novo país se desenvolveu rápido e hoje é uma das maiores potências econômicas do mundo. O Norte, “comunista”, priorizou o desenvolvimento na defesa e em armas nucleares, enquanto grande parte de sua população passa fome e necessidades. A Coreia do Norte tem hoje um arsenal de armas nucleares e de mísseis balísticos intercontinentais. E é rival declarada também do Japão e de sua vizinha do Sul. Os norte-coreanos têm hoje mísseis capazes de atingir os EUA em questão de 30 minutos.

     Acredita-se que a Coreia do Norte tenha atualmente um programa de armas nucleares de aproximadamente 50 bombas atômicas e produção suficiente de material físsil para seis a sete armas nucleares por ano. Além disso, tem mísseis nucleares potentes capazes de atingir Los Angeles ou Nova Iorque em minutos. Isso sem falar que Seul, a desenvolvida capital da Coreia do Sul está a menos de 50 quilômetros de distância. Tóquio, no Japão, também está muito próxima e bem ao alcance das armas de Kim Jong-un, o líder do país. Covarde, mole e medroso como é, duvido que o “Laranjão” Donald Trump tente qualquer gracinha com a Coreia do Norte. O déspota norte-americano sabe com quem mexe. Trump prendeu Nicolás Maduro para roubar o petróleo da Venezuela. Mataram Saddam Hussein do Iraque com o mesmo propósito de saquear o país e também Manuel Noriega do Panamá. Com a Coreia do Norte “o buraco é mais embaixo”. Frouxo!

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Donald Trump devia ser preso

Donald Trump devia ser preso

 

Professor Nazareno*

 

            O “Laranjão”, atual e ex-presidente dos Estados Unidos está virando o mundo de cabeça para baixo. Pertencente à extrema-direita fascista, Donald Trump, que foi eleito pela segunda vez, não consecutiva, como presidente da maior potência econômica e militar do mundo, tem criado situações embaraçosas nas relações internacionais. Com ele, “a cadela do Fascismo está sempre no cio”. No final do seu primeiro mandato, ocorrido entre 20 de janeiro de 2017 e 20 de janeiro de 2021, ele não só incentivou, mas também permitiu que muitos de seus fanáticos seguidores invadissem e vandalizassem o prédio do Congresso Nacional dos Estados Unidos para impedir que as casas legislativas reconhecessem a vitória do seu oponente Joe Biden. O ataque ao Capitólio ocorreu no dia 6 de janeiro de 2021 e teve a participação direita do ainda presidente. Foram cinco mortos.

            Exatos dois anos depois, foi a vez dos radicais brasileiros, liderados e incentivados por Jair Bolsonaro, copiarem e repetirem a mesma coisa que aconteceu lá com os norte-americanos. Só que no caso do Brasil o resultado foi completamente diferente. Aqui, vários “terroristas de mentirinha” foram presos, julgados e condenados pelo STF. Muitos deles ainda estão cumprindo penas de até 17 anos de cadeia em regime fechado. Já o ex-presidente está preso depois de ser julgado e condenado a 27 anos de cadeia em regime fechado. Assim como também todos os seus asseclas que participaram da frustrada tentativa de golpe de Estado na nossa frágil democracia. No aspecto de lei e de justiça, o Brasil deu “um show” nos Estados Unidos, que se arvoram de ser um dos berços da democracia mundial. Ensinamos aos malditos “yankees” como funciona uma democracia.

            Nos Estados Unidos Donald Trump nem processado foi imagine-se preso, julgado e enjaulado como aconteceu com o seu preposto tupiniquim Jair Messias Bolsonaro. Por isso, conseguiu se candidatar e consequentemente vencer as eleições de 2024 e hoje, para infelicidade e muita apreensão de boa parte dos EUA e também do mundo inteiro, é o presidente daquele país. O segundo mandato Trump iniciou taxando unilateralmente todos os países do mundo com os quais tem relações diplomáticas e comerciais. Tentou, sem nenhuma autoridade para isso, interferir na soberania do Brasil, mas foi contido pela firmeza das nossas instituições. Além do mais, “quebrou a cara” quando a inflação nos EUA começou a disparar. O “Laranjão” bombardeou e invadiu a Venezuela para prender o ditador Nicolás Maduro. E os Estados Unidos já se apossaram de todo o petróleo dali.

O próprio Donald Trump já se considera como o presidente interino do país sul-americano. Antes que seja tarde demais, o atual presidente norte-americano tem que ser imediatamente processado, julgado e enjaulado. Ele, se continuar assim, pode levar o mundo a uma terceira guerra. Como Adolf Hitler, que tinha a Gestapo, ele também tem a sua polícia política, a ICE. O ditador alemão odiava os judeus, Trump odeia os latinos. Além da Venezuela, os norte-americanos também pensam em anexar o Canadá e invadir o México. Isso sem falar na Groenlândia que pode ser tomada pelo gigante norte-americano. O Irã pode ser atacado a qualquer momento. Engraçado é que em Gaza os EUA ajudaram Israel a perpetuar um Holocausto ali, enquanto quer atacar os iranianos por que os persas estariam atacando o seu povo. Por que o “Laranjão” não sequestra o ditador da Coreia do Norte? Por que não ataca China ou Rússia? Prendam esse fascista!

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

domingo, 11 de janeiro de 2026

O melhor prefeito na pior capital

O melhor prefeito na pior capital

 

Professor Nazareno*

 

O desconhecidíssimo Instituto Veritá da cidade de Uberlândia em Minhas Gerais divulgou uma recente pesquisa dizendo que Leonardo Barreto é o prefeito de uma capital mais bem avaliado no Brasil. Segundo essa sondagem, ele obteve o incrível registro de 94,5 % de aprovação. Algo inédito que nem Idi Amin em Uganda nem Saddam Hussein no Iraque conseguiam em seus áureos tempos administrando seus países. Levando-se em consideração que essa pesquisa ouviu mais de 100 mil pessoas nas capitais brasileiras, e que a margem de erro varia entre 2% e 3%, para mais ou para menos, Barreto poderia estar marcando 97,5% de aprovação popular beirando aí os quase 100%. E se “toda unanimidade não fosse burra”, certamente ele teria cravado essa inalcançável marca. Próximo a isso só o ex-prefeito Hildon Chaves, que chegou a mais de 90% de aprovação.

Não se sabe que diabos de perguntas foram feitas a essas pessoas entrevistadas para que elas dessem tantas respostas tão alvissareiras, esperançosas e quase unânimes de aprovação ao atual prefeito. Parece até que elas não residem nessa “currutela fedida”, apontada pelo ITB, Instituto Trata Brasil, como a pior cidade para se viver dentre as 27 capitais do país. Porto Velho, a eterna capital de Roraima, é uma cidade fedorenta, sem árvores, escura, violenta, sem praças, sem planejamento urbano nenhum e repleta de gente direitista, pobre e miserável. Muita gente sabe que sujeira, lixo, catinga, lodo, carniça, fedentina, bosta, esgoto a céu aberto e imundície é o que não faltam por aqui. Barreto, após dançar numa poça de água podre, se elegeu prometendo acabar com as alagações. Depois de um ano à frente da administração, ele não fez um centímetro de rede de esgotos.

 E pelo que se sabe, também não aumentou em nada a oferta de água tratada para os seus eleitores e puxa-sacos. Aqui todos nós continuamos a beber “água de bosta” como muito bem disse aquela ex-candidata à prefeitura. A coleta de lixo ultimamente virou um caos. Ratos e urubus infestam a cidade em todos os seus sujos recantos. Ainda bem que Leonardo Barreto não prometeu amar, beijar e acariciar a cidade como disse um outro prefeito. Mas hoje não pode nem pintar um meio-fio ou cortar uma grama que já vai fazer o show nas redes sociais. Além do mais, ele trouxe Joelma, que cantou no aniversário da cidade e um tal de Thierry (que levou uma facada da Rita) e também fez nevar na cidade das alagações e da falta de esgotos e de saneamento básico. O povo de Porto Velho precisa de neve, muita neve mesmo. Como alguém responderá a uma pesquisa se não está feliz?

A área mais bem avaliada na decadente cidade foi o transporte público, e o melhor serviço foi a sinalização de trânsito e semáforo. Já a pior área é saneamento básico e meio ambiente, e o pior serviço foi a coleta e o tratamento de esgoto. Tudo mentira, pois a mobilidade urbana é algo totalmente inexistente nesta cidade. Aqui não se veem ônibus decentes circulando em meio a mototáxis e outros alternativos. A cidade está sem porto no rio Madeira e por aqui ainda temos as passagens aéreas mais caras e raras do Brasil. A chuva do sábado, dia 10 de janeiro último, desbancou Leonardo Barreto e seus lacaios. O preço do IPTU não para de subir. Porto Velho tem o pior IDH dentre as capitais e tem o mais baixo IPS, Índice de Progresso Social, do Brasil já faz tempo. Ter o melhor prefeito e ser a pior capital é uma desgraça. Muitos gostariam de ter o pior prefeito e morar na melhor capital. Mas a extrema-direita local, a maior do Brasil, finge não ver nada errado.

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Pedágio na BR-364 está é barato

Pedágio na BR-364 está é barato

 

Professor Nazareno*

 

            A BR-364, que liga o Estado do Mato Grosso a Rondônia e ao Acre, teve uma parte privatizada recentemente. É o trecho entre as cidades de Vilhena e Porto Velho, a suja e fedorenta capital do estado Karipuna. Já a partir do próximo dia 12 de janeiro, as cobranças começarão a acontecer para o deleite da população atingida. Praticamente todos os “sofridos habitantes de antes estão eufóricos e muito alegres. A classe política, tanto a estadual quanto a federal, não esconde a sua satisfação e o regozijo com mais este grande presente dado ao povo rondoniense. A exemplo das grandes rodovias espalhadas pelo país, Rondônia também já tem a sua rodovia nas mãos da iniciativa privada. “O progresso finalmente dará as caras por aqui”, é o que se ouve das pessoas. Já é quase consenso de que quando a privatização chega a algum lugar ou instituição, tudo melhora.

            Muito antes dessa “abençoada” privatização, massas de turistas chegavam aos montes para visitar Rondônia e também a sua imponente capital. Agora esse contingente vai quadruplicar, pode-se ter a certeza disso. Os brasileiros oriundos de outras unidades da Federação terão a partir de agora a oportunidade única de ver o que é uma rodovia privatizada e como ela funciona tão bem. As coisas começarão de fato a funcionar como nos países de Primeiro Mundo. Pagando uma “ninharia” os novos turistas poderão ver in loco como um povo pobre e miserável consegue militar politicamente na extrema-direita reacionária e não demonstrar nenhum tipo de arrependimento. Verão também como a produção do agronegócio promoveu um dos maiores desastres ambientais da história da Humanidade. A impenetrável floresta amazônica foi derrubada e transformada em capim.

            Com a privatização da BR-364, os turistas e forasteiros poderão acompanhar de perto e até estudar como foram feitos os massacres de várias populações originárias locais para dar lugar a cidades “pujantes e progressistas” como Jaru, Ouro Preto, Presidente Médici, Pimenta Bueno e tantas outras. Além do mais, a partir de agora certamente os novos donos da estrada farão jorrar mel e leite da sua rodovia. Em pouco tempo ela será toda duplicada, claro! E quem quiser ver “de camarote” como foi feita a maior destruição de uma floresta tropical é só pagar o pedágio. Os preços de tudo vão baixar. Vejam só: a privatização só pode mesmo ser coisa de Deus, pois a Energisa, por exemplo, depois que chegou a Rondônia tudo aqui melhorou: energia boa, barata e farta. E se você nunca foi atendido num hospital “Built to Suit” agora vai pagar pedágio num sistema “Free Flow”.

            Esse baita presente de Ano Novo que Rondônia recebeu deve ser por que muitos de seus habitantes são incultos, conservadores e da extrema-direita. “E por isso, eles não reclamam de quase nada”. Óbvio que nenhum dos 3 senadores, dos 8 deputados federais do Estado e dos 24 deputados estaduais sabia dessa cobrança. Muitos desses políticos, dos prefeitos do interior e até mesmo o governador do Estado quase não falam sobre tudo isso. E como “quem cala, consente...”. Mas a maioria deles espera receber votos da massa ignara em 2026. Já ouvi algumas pessoas, claro que de direita, defenderem a privatização de todo o Estado de Rondônia: as hidrelétricas, o rio Madeira, que praticamente já tem dono, o CPA, o rio Machado, o ar que respiramos, o rio Candeias, o céu azul, o que ainda resta de floresta e até a própria capital estadual. Quanto será que Porto Velho vale a preço de hoje? Ninguém percebeu que “Quando tudo for privado, seremos privados de tudo”.

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Maduro caiu. Lula é o próximo?


 

Maduro caiu. Lula é o próximo?

 

Professor Nazareno*

 

            Os Estados Unidos bombardearam, invadiram a Venezuela e prenderam o ditador Nicolás Maduro e o levaram junto com a sua esposa para ser julgado nos Estados Unidos. Essa covarde intervenção norte-americana em um país soberano reacendeu no Brasil, principalmente entre os muitos tolos bolsonaristas, a possível ideia de que Lula, o atual presidente brasileiro, possa também ter o mesmo destino. Não terá! Na verdade, quem está preso por tentativa de golpe de Estado e tão cedo não será libertado é Jair Bolsonaro. O que Donald Trump fez teve certamente o aval de outras potências estrangeiras como a Rússia e a China. A nova Yalta (Crimeia), ou a NOM, Nova Ordem Mundial, já decidiu que Putin invadiu a Ucrânia, os Estados Unidos invadiram a Venezuela e a China vai invadir Taiwan. E nenhum deles se mete nas investidas do outro. Só umas notinhas bobas.

         A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo com mais de 300 bilhões de barris. Os Estados Unidos estão de olho nesta riqueza e vão roubar, claro, tudo o que puder. Além disso, o país sul-americano tem terras raras e muitas outras riquezas minerais. Nicolás Maduro era um ditador, não resta a menor dúvida. Perdeu as últimas eleições presidenciais para a oposição, mas não entregou o poder. O Brasil de Lula e do PT não reconheceu a sua vitória, assim como vários outros países do mundo. Mesmo assim os imperialistas norte-americanos, nem nenhum outro país do mundo, tinham o direito de bombardear e invadir o nosso vizinho. O direito internacional não foi para o beleléu dessa vez, já tinha ido bem antes quando Israel, com a ajuda dos norte-americanos, provocou um Holocausto em Gaza. E a ONU nada disse, nada fez, só olhou.

         Aliás, quem manda mesmo no mundo hoje são as três maiores potências militares da atualidade: Estados Unidos, Rússia e China. A França e o Reino Unido, apesar de também pertencerem ao Conselho de Segurança da ONU, parece que não têm vez nem voz. A desgastada e inútil Organização das Nações Unidas virou um brinquedo nas mãos dessas nações mais poderosas. Essa entidade infelizmente não tem atualmente nenhuma credibilidade. Já o Brasil é muito pior do que um zero à esquerda. Sem nenhum destaque internacional e com suas Forças Armadas em frangalhos, nosso país é o que sempre foi: uma vergonha internacional. “Um anão diplomático”, como bem frisou um diplomata de Israel. Os Estados Unidos não vão, por enquanto, tomar qualquer medida contra o nosso já aniquilado país. Mesmo ambicionando a Amazônia e todas as nossas riquezas naturais.

      Nossas Forças Armadas não aguentariam nem meia hora de combate contra uma potência como os Estados Unidos. Numa guerra de verdade nós perderíamos até para a Bolívia. Mas os bolsonaristas gostariam que Donald Trump nos invadisse, tomasse o governo de assalto e prendesse o Lula assim como fez com a Venezuela e o Maduro. Não só prender o Lula, mas também o Alexandre de Moraes, o Flávio Dino e muitas outras autoridades brasileiras. E, lógico, fechasse o STF e colocasse o presidiário Jair Bolsonaro no poder. Mesmo o Brasil sendo o “quintal” dos Estados Unidos é muito pouco provável que isso aconteça. A Rússia e a China, os nossos parceiros nos BRICS, não iriam se incomodar muito, pois já têm os seus próprios quintais para se preocupar. Mas é bom Lula colocar suas “barbas de molho” e maneirar com suas declarações, pois não se deve confiar muito numa nação imperialista como os Estados Unidos. Um feliz 2026 para nós.

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Um 2026 sem perspectivas!

Um 2026 sem perspectivas!

 

Professor Nazareno*

 

           O ano de 2026 já começou e parece que não vai trazer nenhuma esperança de melhoras para o Brasil, para Rondônia e muito menos para Porto Velho, a sofrida, distante e castigada capital estadual. Na política, o país terá eleições para escolher o próximo presidente, os governadores dos estados, dois terços do Senado, deputados estaduais e deputados federais. A maldita polarização a nível nacional ditará as regras dos debates infelizmente também no âmbito regional. Tudo sugere que Lula, representante do PT e das esquerdas, deva ganhar as próximas eleições, já que a direita e a extrema-direita, desgastadas, não têm um candidato definido, embora Flávio Bolsonaro já tenha dado a largada. Com Jair Bolsonaro e todos os seus principais seguidores presos por tentativa de golpe de Estado, a fatura deve mesmo se inclinar para um quarto mandato de Lula. Será?

            Ninguém sabe o que é pior para o Brasil com mais essa possível eleição do petista. Lula “já deu o que tinha que dar”. Chega! O “Sapo Barbudo” tinha que sair da política e se aposentar, pois já caminha para uma idade bem avançada. Mas a sua desistência pode abrir caminhos para algo muito pior no país: a volta quase certa do fascismo golpista da extrema-direita reacionária. O Brasil continua muito rico, mas ainda com uma das piores sociedades do mundo em termos de desigualdade social e de participação da população no PIB do país. O nosso IDH é um dos piores do mundo. E nem a direita conservadora nem a esquerda, dita progressista, vai querer resolver essas mazelas que afligem nossa gente há séculos. Qualquer ideologia que seja a vencedora agora em 2026 deverá trabalhar para tudo continuar do mesmo jeito. Mudanças, se houver, serão mínimas na sociedade.

            Em Rondônia, a fome e a miséria continuarão a fazer parte de um dos mais pobres, atrasados e miseráveis rincões atuais. Com apenas 0,7 por cento do PIB do país e menos de um por cento de toda a população nacional, o Estado Karipuna tem um dos maiores percentuais de gente que milita e ainda vota na extrema-direita fundamentalista. Mas pouca coisa deverá mudar por aqui no ano que se inicia. Problemas fundiários, massacres de povos originários, agressões à natureza com a destruição sistemática da Amazônia, incêndios florestais com fumaça tóxica, fome em grandes plantações, energia caríssima, apesar das várias hidrelétricas que há no estado, raríssimos voos saindo do acanhado aeroporto da capital, passagens aéreas pela hora da morte e falta de um hospital de pronto-socorro são gargalos costumeiros que a incompetente classe política local devia resolver.

            Já Porto Velho, a pior dentre as 27 capitais do país em qualidade de vida e em saneamento básico, deverá continuar com a sua triste sina de carniça, podridão, violência, favelas, falta de arborização e com esgotos contaminados escorrendo a céu aberto. Já se passou um ano e a atual administração nada fez em relação ao aumento da precária e quase inexistente rede de esgotos. Vergonha nacional: quase meio milhão de pessoas na “currutela fedida” não têm acesso a água potável ou a limpeza urbana. Engana-se quem pensa que só porque chegou um novo ano, o prefeito vai fazer jorrar mel e leite das fedorentas ruas daqui de uma hora para outra. Será que em 2026 o porto rampeado vai ser consertado? Será que os ratos, urubus e tapurus que infestam essa cidade vão procurar outros lugares para fazer moradia? O ano pode até ser novo, mas o Brasil, Rondônia e Porto Velho devem continuar com as infâmias de sempre. “Povo e políticos: os mesmos”.

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

Meu sonho: nunca ir aos EUA

Meu sonho: nunca ir aos EUA

 

Professor Nazareno*

 

            Modéstia à parte, eu já conheço muitos países do mundo. Visitei, como turista, quase todos as nações vizinhas a nós, fui à Europa umas quatro vezes, visitei o Oriente Médio incluindo Israel, Jordânia e Palestina, mas nunca fui aos Estados Unidos. Aliás, eu sempre tive um sonho, assim como o ativista americano Martin Luther King: jamais em toda a minha vida ir visitar aquele país. Não gosto dos EUA nem da maioria de sua gente e das suas autoridades. Embora reconheça que não existe nação hoje no mundo que respeite tanto a democracia como os norte-americanos. Investimentos em Educação, em pesquisas e ciência têm sido uma constante na América do Norte. Mas a política externa desse país é uma desgraça baseada na ambição imperialista que sempre produziu guerras ao redor do mundo. Do Vietnã à Iugoslávia passando pela Europa, Ásia e Oriente Médio.

            Muito antes do início do século passado que os governos estadunidenses, de um modo geral, sempre quiseram ser a “palmatória do mundo”, por isso exportaram guerras, intervenções, massacres, genocídios e assassinatos de cidadãos em vários países. Na Guerra da Coreia, por exemplo, os Estados Unidos mataram mais de três milhões de inocentes. No Vietnã fizeram outra carnificina com mais de 3,5 milhões de mortos. Esse amaldiçoado país da América do Norte sempre teve uma azeitada e moderna máquina de guerra só para matar gente em todos os continentes. E quem não se submeter à sua vontade paga um preço caro. Sem necessidade, durante a Segunda Guerra Mundial, e de forma covarde, lançaram duas bombas atômicas sobre um Japão já rendido, derrotado, vencido. Milhares de mortos. Hiroshima e Nagasaki: hoje são vergonhas do mundo dito civilizado.

            No Oriente Médio, os imperialistas yankees impuseram o Estado de Israel em terras habitadas por palestinos e até hoje ajudam os judeus a produzirem massacres e genocídios de velhos, mulheres e crianças. Vejam Gaza! Na década de 1960 patrocinaram inúmeras ditaduras militares no continente americano, todas fiéis a Washington. E sobrou até para nós com a nossa ditadura militar sendo apoiada pelos malditos norte-americanos. A Guerra ao Terror foi outra farsa só para roubar o petróleo do Iraque. Mataram Saddam Hussein e se apossaram da riqueza do país invadido. O Iraque não tinha nem nunca teve armas de destruição em massa como fora alegado na época. Em apenas 23 anos, Bill Clinton, George W. Bush e Barak Obama, ex-presidentes dos EUA, invadiram 9 países muçulmanos, mataram onze milhões de cidadãos e nunca foram chamados de terroristas.

Foi por isso que Osama Bin Laden arquitetou com maestria o 11 de setembro de 2001. Essa data foi uma consequência da política externa dos EUA e não um ataque à toa. Por que os “terroristas” árabes não atacaram a Rússia, a China ou outro país? Os Estados Unidos sempre foram o câncer do planeta e se não existissem como nação, a paz e a harmonia certamente seriam uma constante no nosso mundo. Agora, eles querem invadir a Venezuela para roubar o país sul-americano. “A Venezuela é um país narcoterrorista”, dizem falsamente. A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo da atualidade e não produz um grama sequer de cocaína ou de outra droga. Mas só se livra de ser atacada se China ou Rússia intervierem e ajudarem a defender os bolivarianos. Trump é o diabo em pessoa. Ele é muito pior do que Bolsonaro ou Hitler. Então, qual o prazer de se visitar uma porcaria de nação agressora como essa? Se me derem um visto, eu rasgo e jogo fora.

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.