segunda-feira, 20 de julho de 2026

Espanha: vitória da esquerda

Espanha: vitória da esquerda


Professor Nazareno*


   A seleção da Espanha venceu de forma invicta a 23ª Copa do Mundo de futebol. Na vitoriosa campanha, perdeu um ponto no empate contra Cabo Verde ainda na estreia e levou apenas um gol, da Bélgica, nas quartas de final. Mesmo assim, foi o time da França que demonstrou, nas seis partidas iniciais, ser um time superior aos espanhóis. Até a garra argentina pode ter sido superior aos ibéricos. Mas o entrosamento e o bom domínio de bola verificados a cada partida levaram a Espanha ao seu segundo título mundial. Ou seja, o que espanhóis e franceses demonstraram nas finais desta Copa do Mundo é o que sobrava no futebol do Brasil de outrora: domínio de bola, controle da partida e garra. Muita garra mesmo. Como não apresentaram absolutamente nada durante o torneio, os canarinhos ficaram pelo meio do caminho com a triste sensação de que não somos mais país do futebol.

O Brasil ficou apenas num ridículo 11º lugar ao final do torneio. Por isso seus torcedores se contentaram em torcer apenas para as seleções dos outros países. Muitos diziam torcer para a Argentina, enquanto outros preferiram a Espanha. Torcer contra os argentinos porque eles são racistas, dizia-se à boca larga, ignorando que foi na Espanha que os torcedores jogaram bananas nos estádios durante alguns jogos. E é também na Espanha que o nosso jogador Vini Júnior passa poucas e boas devido ao racismo abjeto. Ou seja, ao apontar o dedo sujo para os argentinos fazemos as pazes com nós mesmos: vivemos num país onde o racismo é talvez até maior do que na Argentina e na Espanha juntas. Nossos negros já foram impedidos até de jogar futebol. Pelé, por ter sido negro, nunca teve no Brasil o mesmo prestígio que Maradona e Lionel Messi, por exemplo, têm na Argentina. Não é incrível isso?

Quando misturamos o futebol com a política a coisa fica mais humilhante ainda. Disseram até que Messi e companhia eram amigos de Javier Milei, o desastrado presidente de extrema-direita do país vizinho. Messi teria uma intimidade forte também com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, país onde o Messi está jogando ultimamente. Chamados de racistas, militantes da direita, encrenqueiros e arrogantes, os argentinos não receberam apoio total dos perdedores torcedores brasileiros. Aliás, o presidente argentino não teve permissão do STF do Brasil para visitar seu amigo Jair Bolsonaro na prisão. Já a Espanha do catalão Lamine Yamal e dos bascos Oyarzabal e Unai Simón está mais alinhada com o pensamento da esquerda na política. Pedro Sánchez, o primeiro-ministro espanhol, é inimigo declarado da política imperialista de Donald Trump e com ele tem tido discussões. 

A vitória da Espanha, portanto, na casa de Donald Trump serviu como uma vingança para a esquerda mundial. Lamine Yamal já participou de muitas comemorações carregando a bandeira da Palestina e tem dado declarações contundentes contra Donald Trump e contra Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, ambos cúmplices no atual Holocausto palestino na Faixa de Gaza. Por isso, falam aqui no Brasil que a esquerda venceu a última Copa do Mundo no quintal dos imperialistas, que estavam torcendo pela racista Argentina de Milei e de Messi. Mas a discussão ainda está longe de se acabar. Na política, por exemplo, ainda se espera no Brasil por um tetracampeonato. Lula, o metalúrgico de nove dedos é o favorito para levar pela quarta vez a Presidência da República em outubro próximo. Muitos brasileiros não sabem, mas não somos mais nada no futebol e nem na política. Se não der Lula, dará Flávio Bolsonaro, o do Tariflávio. É melhor esquecer tudo e torcer pelos outros.




*Foi Professor em Porto Velho.

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sábado, 18 de julho de 2026

Direita ou Esquerda? Argentina ou Espanha?




              A ARGENTINA é da Direita. A ESPANHA é da Esquerda. Messi e companhia votaram e apoiam Milei e Trump. Na ESPANHA o Lamine Yamal é catalão. Oyarzabal é basco e Borges Iglesias é galego. Milei e Trump são amigos e apoiam Flávio Bolsonaro. Já Pedro Sanches é inimigo.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

"Os argentinos são racistas"


"Os argentinos são racistas"


Professor Nazareno*


É exatamente isso que muitos brasileiros afirmam. Por esta razão não vão jamais torcer pelo time portenho nesta Copa do Mundo de Futebol. Infelizmente, tem-se observado ultimamente vários casos de racismo envolvendo os vizinhos. Mas será que os brasileiros têm ética suficiente para reclamar dos argentinos? Racismo é uma praga que deve ser combatida em todas as partes do mundo, claro. Só que praticamente em todos os países o racismo tem sido praticado e dificilmente punido, inclusive aqui no Brasil. No futebol, essa prática monstruosa de discriminar pessoas pela cor ou pela etnia tem sido uma constante desde sempre. Torcer pela Espanha, por exemplo, é também fazer vistas grossas a essa prática criminosa. Afinal, o jogador brasileiro Vini Júnior tem passado maus bocados com muitos torcedores espanhóis atuando pelo Real Madri. O racismo está presente em tudo há tempos.

Não existem raças na história da humanidade. há uma raça, a humana. A Argentina, assim como o Brasil, também viveu um passado escravagista. Só que tentou “branquear” a sua população. E até conseguiu em parte. Por isso sua seleção nacional não tem negros. No Brasil, que foi o último país das Américas a libertar seus escravizados, a situação não foi muito diferente. Nossos negros produziram quase toda a riqueza que o país tem hoje, mas foram escanteados e até hoje são esquecidos por grande parte da população branca. Principalmente aquela que detém a riqueza e grande parte do PIB do país. Nossa seleção de futebol tem 16 negros dos 26 convocados. A França tem 18 e é o país “branco com o maior número. Quase todos os países não africanos têm negros em suas seleções. Fato: Noruega, Inglaterra, Espanha, Estados Unidos, Suíça e até o Japão confiam em seus negros.

Essas questões raciais não deviam jamais ser levadas em consideração principalmente em uma Copa do Mundo. O indivíduo branco, o negro e o oriental, qualquer um deles, com bom treinamento e orientação, pode desempenhar seu papel de maneira satisfatória. Junte-se a isso, em alguns casos, o amor por seu país e garra durante as partidas. E os brancos da seleção argentina têm demonstrado isso durante todas as partidas que jogaram nesta Copa do Mundo. Independente do fato de seus torcedores praticarem atos racistas durante os jogos. Eu não torço pelos racistas durante esta competição. Torço pelo bom futebol. Coisa que os atletas brasileiros, bancos e negros, não apresentaram e por isso foram eliminados precocemente. Com o Brasil eliminado, torcer pelo bom futebol da Argentina é algo mais do que normal. Aliás, nesta Copa, somente Argentina, França, Espanha e Inglaterra foram bons. 

Contra a Espanha no próximo domingo, os argentinos deveriam mostrar porque a sua seleção de futebol é uma das melhores desse torneio. Torcer pelo Brasil não dá mais. Devemos torcer pelo bom futebol. Nossos atletas ao perderem para a Noruega sequer voltaram para o nosso país. Foram direto para a Europa onde defendem seus clubes. Muitos dos nossos jogadores vivem numa bolha e não conhecem mais o país que defendem numa Copa do Mundo. Fazem propagandas de casas de apostas e de outras coisas pouco éticas e alguns deles estão se lixando para os seus fanáticos torcedores. O Brasil, com ou sem negros em sua seleção, é hoje um fracasso total também no futebol. Na política, já fracassamos muito tempo. O que nos restou hoje em dia é um país de corruptos, entreguistas e ladrões que nos roubam o dinheiro dos impostos. Não devíamos cobrar muita coisa dos nossos negros. Eles já nos deram todo o seu trabalho e garra para produzir a riqueza que temos hoje.




*Foi Professor em Porto Velho.

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