sexta-feira, 10 de julho de 2026

ALE-RO, orgulho de Rondônia!

ALE-RO, orgulho de Rondônia! 


Professor Nazareno*


   É muito estranho que a ALE-RO, a Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, nunca tenha sido indicada para ganhar um prêmio ou qualquer outra honraria nacional ou até mesmo internacional. Isso devido aos seus grandes préstimos em favor do povo sofrido desta unidade da federação. Com pouco mais de quarenta anos de existência, essa extraordinária casa de leis tem sido um exemplo dos mais respeitados em todo o país. Um Prêmio Nobel a estes notórios legisladores seria o mínimo que a população rondoniense poderia esperar. Nunca, jamais em toda a sua brilhante trajetória existencial houve naquele ambiente de grandes debates políticos algo que desabonasse o bom nome do Estado e dos seus majestosos políticos que tão bem sempre representaram os anseios de todos nós. A Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia sempre foi uma candura de honestidade e bons exemplos.

   Nunca entendi por que a ALE-RO tem somente 24 deputados estaduais. Deviam ser pelo menos o dobro.  Todo ano de eleições, o eleitor rondoniense deveria eleger 48 ou até mais desses homens justos, honestos e sem nenhuma mácula. De todos os seus presidentes, nenhum deles, absolutamente nenhum deles, jamais deixou de cumprir com os seus deveres mais cívicos e patrióticos. Basta fazer uma pequena retrospectiva para verificar o denodo e o trabalho incansável em benefício do Estado e de sua população. Rondônia só é a potência que é hoje por causa de sua combativa e atuante Assembleia Legislativa. Em cada quadrante deste Estado se vê a mão desta grande casa de leis. Não fossem esses excelentes legisladores, não teríamos as hidrelétricas do rio Madeira que tantos benefícios trouxeram para todo o povo daqui. Por isso, pagamos uma mixaria em nossas contas de energia elétrica.

         Até no acanhado aeroporto local vemos a mão abençoada desta exuberante casa de legisladores. Aqui se paga uma das passagens aéreas mais baratas em todo o país. Tudo trabalho dos deputados estaduais. Os incansáveis políticos foram à luta não só para aumentar o número de voos, mas também para baratear o preço dessas passagens. Rondonienses de todas as classes sociais agora só vivem viajando na ponte-aérea. Não tem um fim de ano para Porto Velho não se esvaziar por completo em voos fretados para as praias do Nordeste. No meio do ano só se vê rondoniense apreciando o frio na Serra Gaúcha, em Curitiba, São Joaquim e até em São Paulo. Passagens baratas dá nisso: viagens dos rondonienses a lazer e divertimento com toda a família. A BR-364 tem o pedágio Free Flow mais barato do mundo e tudo isso graças a quem? Nossos deputados estaduais não brincam em serviço. Que bom! 

 Porto Velho, que esteve na iminência de ter um Built to Suit, é considerada hoje uma cidade de Primeiro Mundo. Saúde, Educação, progresso e desenvolvimento é rotina na ALE-RO. Alguém já viu como é a suntuosidade, mais do que merecida, do novo prédio da ALE-RO? A eterna capital de Roraima figura entre as melhores cidades do país para se viver. O progresso aqui é coisa incrível. E tudo por iniciativa dos briosos parlamentares estaduais. Bom sinal: até aqueles lindos pássaros de cor escura que gostavam de ficar lá pela beira do rio Madeira estão agora enfeitando o prédio da Assembleia. Este ano tem eleições. O ideal seria que todos os atuais 24 parlamentares ficassem por mais quatro anos legislando em nome do povo e assim nós elegeríamos outros 24 para fazer companhia a eles. Afinal, como a despesa é pouca, o Estado inteiro sairia ganhando. Seria bom também que os órgãos fiscalizadores não fossem mais àquela casa de leis. Políticos de Rondônia: exemplos raros! 





*Foi Professor em Porto Velho.



 

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Mais uma derrota sem lição

Mais uma derrota sem lição



Professor Nazareno*



Jogando um futebol de péssima qualidade, o Brasil foi superado pela Noruega pelas Quartas de Final da Copa do Mundo de futebol. É a eliminação mais precoce do Brasil em Copas do Mundo desde 1990, quando foi surrado pela Argentina. Apesar da euforia inicial, muitos torcedores brasileiros já esperavam por esta derrota que, aliás, não trouxe nenhuma lição para ninguém. Muito menos para os atletas nacionais. Dentro do campo, o Brasil foi totalmente dominado pelos escandinavos. A equipe canarinho teve menos de 40 por cento do domínio da partida, enquanto os noruegueses ditavam as regras. Fizeram dois a zero e só no finalzinho levaram um gol de um pênalti inexistente. Uma vergonha para um país que se gaba de ser pentacampeão do mundo nesta modalidade esportiva. Pior: parece que tudo se repete há décadas sem deixar nenhuma lição para os nossos fracos jogadores e para a torcida iludida.

Logo após o final da partida, as redes sociais foram inundadas por elogios à Noruega. Não só no futebol, mas principalmente na forma como os nossos adversários conduzem a sua sociedade. Os dois países têm um abismo quase infinito nessa questão. Da política passando pela economia e pela vida social, o país do norte da Europa nos dá uma goleada muito pior do que aqueles 7x1 que sofremos da Alemanha na Copa de 2014. A classe política e as autoridades brasileiras deveriam se incomodar com isto. Como pode um pequeno país com menos de 6 milhões de habitantes ser tão rico e tão justo e correto com o seu povo, enquanto nossos políticos são, na maioria dos casos, sinônimo de ladrões e de corruptos? Por que há tanta desigualdade social e tanta injustiça entre nós? E por que afinal um país tão rico como o Brasil tem tantos gargalos sociais enquanto a Noruega tem uma qualidade de vida excelente?

Nossos políticos apenas dão o circo sem questionar o povão ignaro sobre nada do modo de vida do nosso adversário. A Noruega evoluiu muito no futebol e em várias outras modalidades esportivas e por isso enfrentar os pentacampeões do mundo e vencê-los tornou-se algo até fácil para eles. Por que Leonardo Barreto, por exemplo, não diz aos seus eleitores que seria normal perder no futebol para aquele país, mas em compensação nossa cidade teria índices sociais, políticos e econômicos muito melhores do que eles? Ou então falar a verdade. Para começo de conversa, Oslo e Porto Velho têm diferenças maiores do que o céu e o inferno. Já pensou se existisse um “açougue” na capital da Noruega como o que existe por aqui? Se as ruas de Oslo fossem iguais às de Porto Velho, creio que o número de suicídios seria muito grande por lá. Saúde pública e Educação de qualidade não há por aqui.

O fraco time do Brasil levou dois gols de “ROLA” (pronúncia em Noruegês do nome Haaland) e deu adeus ao torneio. E quase ninguém entendeu e parece que nunca entenderá que para triunfar nos esportes é preciso ter uma sociedade correta, igual, justa e quase sem corrupção como a dos noruegueses. A jornada de trabalho deles é de 5 dias por semana com o turno começando às 9 horas da manhã e vai até às 4 horas da tarde. Nada de pobreza nem de pessoas ricas. É a Noruega que nos manda dinheiro todo ano para o Fundo Amazônia. Haaland e companhia devem ser felizes, pois lá não existe câmara de vereadores, assembleia legislativa nem Congresso Nacional. E nem Lula e muito menos Flávio Bolsonaro. A mídia deles não se vende a candidato nem a partido político. Na Educação da Noruega os pais treinam, torcem e incentivam os filhos. No Brasil os pais só torcem pelo futebol. Nossos jogadores deviam ser punidos passando um mês em Porto Velho e treinando no Aluizão.



*Foi Professor em Porto Velho

 


quinta-feira, 2 de julho de 2026

A Noruega não devia perder


A Noruega não devia perder



Professor Nazareno*



Pela Copa do Mundo de futebol, a Noruega enfrentará o Brasil pelas oitavas de final no próximo domingo, dia 5 de julho. No “esporte das multidões”, a peleja parece estar meio empatada hoje entre os dois países. Porém, um universo de diferenças sociais e políticas, principalmente, separa as duas nações. Levando-se em conta essa perspectiva, a Noruega não deveria perder esse jogo para o Brasil. E devia ser por isso mesmo que os brasileiros mais conscientes e politizados deviam torcer pelos europeus. Com um time ligeiramente superior ao nosso, os escandinavos esbanjam qualidade de vida, consciência política, desenvolvimento social e muita civilidade dentro de sua sociedade. Coisas impensáveis no Brasil. A Noruega é um pouco maior do que o Estado de Goiás e tem uma população de quase seis milhões de pessoas. É hoje o segundo país com a melhor qualidade de vida no mundo, atrás só da Suíça.

Será uma grande injustiça se o Brasil vencer a Noruega de Erling Haaland. Uma grande injustiça para o povo norueguês. Enquanto isso, o Brasil é uma porcaria só como nação desenvolvida e civilizada. A Noruega é um reino que tem na democracia e na qualidade de vida de sua população o maior objetivo de seu governo. Lá, por exemplo, a educação é de excelente qualidade. Não existem escolas particulares e a maioria dos seus habitantes conseguem, sem nenhum problema, se expressar em vários idiomas como o Inglês, o Alemão, o Sueco e até o Espanhol. No Brasil a maioria dos seus habitantes mal fala o Português. Os noruegueses já abriram mão duas vezes de participar da poderosa União Europeia. Sua moeda é a Coroa norueguesa, que vale até menos do que o Real brasileiro. Mas não há inflação por lá. Toda a produção de petróleo deles é colocada em benefício do povo.

Na Noruega não há violência. Oslo, a linda capital do país, tem um sistema de metrô e de mobilidade urbana impecáveis. Porto Velho, por exemplo, é um lixo se comparada àquela cidade futurística. Com cem por cento de água tratada e de saneamento básico, a capital norueguesa é um exemplo para o mundo. O prefeito da cidade ganha pouco mais do que 30 por cento do menor salário do país. Assim como todos os políticos de lá, incluindo o primeiro-ministro. Um juiz norueguês ganha a mesma coisa que um professor primário. O filho do chefe de governo estuda em uma escola pública, assim como todos os filhos do povo da Noruega. Deve ser esqusito ver o filho do pedreiro e do motorista de ônibus frequentarem a mesma escola em que o filho do chanceler e de outros políticos poderosos estudam. Desigualdade social é uma desgraça que os noruegues não conhecem. Aquilo é um paraíso!

Tenho certeza de que naquele país escandinavo ninguém saqueia uma carga se uma carreta tombar na estrada. Nunca ouvi falar em bolsa-família, bolsa-gás ou outra esmola. O povo norueguês não reza para pneu nem bebe detergente. Entre eles não existem “açougues” que fazem a vez de hospital público como na capital rondoniense. Não existem vereadores nas cidades e nem nenhuma Assembleia Legislativa para roubar o dinheiro do povo. Escândalos políticos inexistem naquele Éden. Não é um encanto viver num lugar desse? Isso sem falar que todas as cidades do país são limpas, habitáveis e organizadas. O voto é universal e não é obrigatório entre os cidadãos. Apesar de ser um Reino, a democracia na Noruega é exercida em sua plenitude. Por tudo isso, não tenho a menor coragem de torcer pelo Brasil no jogo do próximo domingo. Já estou até tentando aprender a pronúncia certa do nome de vários jogadores vikings: Haaland, Nyland, Heggen, Falchener. Roooooo, Norge!




*Foi Professor em Porto Velho.

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terça-feira, 30 de junho de 2026

Carlo Ancelotti 2 X 1 Japão


Carlo Ancelotti 2 X 1 Japão


Professor Nazareno*



O Brasil ainda não convenceu nesta Copa do Mundo de futebol. Empatou com o Marrocos na estreia da competição e venceu até com alguma facilidade duas “galinhas mortas. Escócia e Haiti, com todo o respeito, não ganhavam nem jogando contra o Porto Velho ou o Guaporé de Rolim de Moura. O nosso adversário mais forte até agora foi o Japão. O time oriental abriu o placar e dominou totalmente o Brasil durante todo o primeiro tempo. No intervalo, com desvantagem no placar, quem se sobressaiu foi o técnico italiano do Brasil, o badaladíssimo Carlo Ancelotti. Medrosos, inseguros, totalmente desnorteados e com receio de uma eliminação precoce a equipe canarinho recebeu as orientações do técnico e conseguiram, a duras penas, virar o jogo no segundo tempo. O segundo gol brasilerio só saiu após os 50 minutos de jogo da etapa derradeira. Sem convencer ninguém, vencemos de novo.

Muita gente diz que o Brasil já chegou longe demais nessa competição. Está jogando já há muito tempo um futebolzinho de várzea e a hora da “onça beber água” ainda não chegou. Talvez no próximo domingo enfrentando a poderosa seleção da Noruega, de quem já somos fregueses habituais, a verdade do futebol que os pentacampeões estão jogando seja finalmente mostrada ao mundo. Haaland e seus companheiros podem mostrar o caminho de volta para os brasileiros, que acreditam estar jogando um futebol de encantar o mundo. Anestesiados pela Copa do Mundo e pelas fracas apresentações de sua seleção nacional na atual competição esportiva, muitos dos torcedores brasileiros mantêm a vã esperança de grandes conquistas. “Seremos hexa” é o grito que mais se ouve entre os milhões de desdentados, desempregados e de esperançosos brasileiros pobres sentados no meio das ruas.

Mas de qualquer maneira seremos hexa mesmo. Se num hipotético jogo de otimismo ganharmos todas as quatro partidas restantes, o título será esse sem a menor dúvida. Se formos derrotados pelos noruegueses, será a sexta Copa consecutiva que vamos perder. Ou seja, os antes temidos canarinhos terão 28 anos de abstinência de conquistas, tempo equivalente a seis Copas do Mundo consecutivas. Isso é o Brasil: hexa na vitória e também na derrota. Enfrentar a poderosa Argentina de Lionel Messi ou a até agora a imbatível França de Mbappé vai soar para os esperançosos verde-amarelos como os 7 X 1 que a outrora poderosa seleção da Alemanha impôs a nós em 2014 jogando em pleno Mineirão. Aliás, até agora só vi essas duas seleções jogarem o bom futebol que em épocas passadas já jogamos. Na Copa das Bets e da vergonha de os Estados Unidos poderem sediar uma Copa do Mundo, tudo é lucro.

 Mas para muita gente, a verdadeira Copa do Mundo será em outubro, aqui mesmo no Brasil, onde só terão dois concorrentes de peso: o que defende a soberania do país e o outro lado, o dos entreguistas da nação. Por enquanto, a contenda está quase empatada. Terá a primeira e a segunda fase. Neste campeonato fictício, mas de real importância para todos os brasileiros, é onde passado e presente se encontram para definir o futuro, ainda que incerto. Não torço para o Brasil nesta Copa do Mundo nem em nenhuma outra. Não ganhamos do Japão. Os nipônicos ganham de nós de goleada em todos os itens que se queiram comparar. Saúde, Educação, Mobilidade Urbana, Qualidade de Vida, PIB, IDH, Governo transparente, pouca ou nenhuma corrupção na política. O Japão perdeu, mas é Primeiro Mundo. O Brasil ganhou, mas é o rabo da civilização humana. Nada justifica ganharmos de uma França, Espanha, Noruega, Suécia, Japão ou outra nação civilizada. Nada disso nos daria vergonha!



*Foi Professor em Porto Velho.

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