Precisamos
da bomba atômica
Professor
Nazareno*
O Brasil precisa
urgentemente de ter uma bomba atômica. Não! Não é para atacar ninguém e muito
menos para jogar em nenhum outro país, mas para impor mais respeito na
conjuntura política internacional e também para não ser tão rebaixado pelas
potências nucleares como, por exemplo, os Estados Unidos. Segundo muitos
especialistas, o nosso país possui a capacidade tecnológica, muito urânio e
conhecimento técnico suficiente para produzir uma bomba nuclear em um prazo até
relativamente curto se decidisse fazê-lo. No entanto, o desenvolvimento de armas nucleares é proibido pela nossa
Constituição (que limita o uso da energia nuclear só para fins pacíficos) e por
tratados internacionais assinados. O TNP, Tratado de Não Proliferação Nuclear,
em vigor desde 1970 impede a disseminação de armas nucleares no mundo e busca
também promover o desarmamento.
O engraçado e irônico é que esse
tratado só permitiu que apenas cinco países (EUA, Rússia, China, França e Reino
Unido) pudessem ter armas nucleares em seus arsenais. E não é à toa que esses
mesmos países formam o Conselho de Segurança da ONU, a fracassada Organização
das Nações Unidas. Só que depois desse tratado, mais quatro países já entraram
para o clube nuclear: Israel, Índia, Paquistão e Coreia do Norte. O Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (TPAN),
adotado em 2017 e em vigor desde 2021, é o primeiro acordo internacional
juridicamente vinculativo que proíbe o desenvolvimento, teste, produção,
armazenamento, uso ou ameaça de uso de armas nucleares. Com o objetivo final de eliminação
total, o tratado foi impulsionado e assinado por mais de 80 países, Brasil
inclusive embora as potências nucleares não tenham aderido.
Com uma política externa
extremamente agressiva, Os Estados Unidos e a Rússia principalmente agridem
outros países do mundo a hora que querem. Quando a União Soviética se
desmantelou, a Ucrânia herdou vários foguetes balísticos com ogivas nucleares e
um outro tanto de bombas atômicas. Mas em troca da paz e da promessa de não ser
invadida no futuro, entregou “de mãos beijadas” tudo para a
Rússia. Não deu outra: foi invadida pelos russos e hoje está perdendo
territórios numa velocidade avassaladora. Se tivesse essas armas, duvido que o
facínora do Vladimir Putin tivesse invadido o vizinho. Com a bomba atômica em
mãos, a Índia peitou a China e assustou o vizinho e arqui-inimigo Paquistão. Os
paquistaneses produziram a sua bomba e brecaram as ações belicosas dos
indianos. E se a Venezuela tivesse também a sua bomba atômica?
Duvido que o covarde Donald Trump
tivesse tido coragem de atacar o país sul-americano. O Irã já devia ter
produzido suas armas nucleares há tempos. Nem os sionistas israelenses nem os
assassinos norte-americanos teriam atacado e nem quereriam briga com os
aiatolás. Por que Israel pode ter armas nucleares e os iranianos não? Se outro
país do Oriente Médio tivesse um bom arsenal nuclear, os judeus estavam “pianinho”
e não teriam assassinado de forma covarde e infame mais de 70 mil mulheres,
velhos e crianças na Faixa de Gaza. Por que as potências ocidentais não atacam
a Coreia do Norte? Têm medo de quê? Os mísseis balísticos intercontinentais e
as mais de 90 ogivas nucleares de Kim Jong-un não estão para brincadeiras. O
Brasil tinha que ter uma bomba, sim! Com ela, jamais nos curvaríamos
para ninguém no cenário internacional. Os taludos norte-americanos não
interviriam na nossa política e nos respeitariam. Mas cadê Lula e o PT?
*Foi Professor em Porto Velho.











