Um
presidente de mentirinha!
Professor
Nazareno*
Terminadas
as eleições de 2026 no Brasil e com a reeleição de Luiz Inácio Lula da
Silva para governar todos os brasileiros pelos próximos quatro anos,
eis que surge no cenário político uma das maiores piadas já patrocinadas pela
direita e pela extrema-direita reacionárias. O candidato perdedor, Flávio
Bolsonaro, fugiu “de mala e cuia”, e na calada da noite, com toda sua
família para os Estados Unidos assim que o TSE proclamou o resultado final. De
Foz do Iguaçu no Paraná, o “presidente fujão” cruzou a fronteira com a
Argentina e de lá voou para Miami com uma rápida escala em Guayaquil no
Equador. Há relatos de que Flávio teve ajuda do presidente Milei da Argentina e
que foi a CIA que o teria ajudado nesta fuga desesperada e vergonhosa. A
Justiça brasileira, ainda no domingo, pediu para que ele devolvesse os seus
passaportes e o proibiu da deixar o país.
Com um enorme
cacife eleitoral de quase 60 milhões de votos, Flávio Bolsonaro imitou o seu
pai Jair na eleição de 2022, quando o agora ex-presidente, que está preso por
tentativa de golpe de Estado, também fugiu para os Estados Unidos. É a segunda
vez que membros desta “família de víboras” aprontam com o
seu eleitorado e desrespeitam seus fãs e seguidores. Pior: não reconhecem pela
segunda vez a derrota humilhante sofrida nas urnas e tentam desesperadamente
criar uma crise política no país. Flávio já até se autoproclamou presidente do
“Brazil”. Antes, o irmão desse “presidente fujão”,
o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, também já havia fugido para os EUA e de lá,
junto a outros comparsas seus, ficou até hoje, urdindo, tramando e conspirando
junto às autoridades norte-americanas para prejudicar os interesses nacionais. Como
as tarifas, por exemplo!
Para tentar encobrir um pouco a vergonha imensa e o vexame que sofreram, alguns correligionários de Flávio defenderam o “fujão” e chegaram a afirmar que ele fugiu para não ser preso por perseguição do STF. “O Flávio está fugindo de uma ditadura”, disseram alguns tolos. Que ditadura é essa que permitiu a eleição de todos os parentes desse candidato? O irmão Carlos Bolsonaro foi eleito senador por Santa Catarina. Um outro irmão, Jair Renan, foi eleito deputado federal também pelo estado catarinense. Sua madrasta, Michelle Bolsonaro, foi eleita senadora pelo Distrito Federal com uma votação recorde e um tio seu, irmão de seu pai, Renato Bolsonaro, foi eleito deputado federal por São Paulo. Todos eles com votação expressiva e dentro das regras democráticas. E a partir de agora em seus cargos vão democraticamente fazer oposição ao futuro governo de Lula.
Grande parte do Brasil pode até não gostar do presidente reeleito, é um direito de cada cidadão, mas muita gente tinha medo da volta dos Bolsonaro para governar o país. A direita perdeu pela segunda vez consecutiva para a esquerda e deveria “juntar os cacos”, “lamber as feridas” e repensar o que fazer, sem golpismo, para ganhar as próximas eleições. A extrema-direita perdeu, de novo, para ela própria. Jair Bolsonaro perdeu em 2022 por causa das “conversas fiadas”, das monstruosidades que disse durante a pandemia da Covid-19. Agora, muitos dos eleitos no primeiro turno esbanjaram tolices e mediocridades. Lucas Pavanato, Eduarda Campopiano e Nikolas Ferreira só atacaram os eleitores. Flávio, no debate da Globo, desrespeitou Lula. E Daniella Marques, cotada para ser ministra da Economia? “Cada entrevista que ela dava, Flávio perdia uns 20 mil votos”. O bolsonarismo tem que ser extinto. Não precisamos de um presidente da Shopee.
*Foi Professor em Porto Velho.

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