Professor Nazareno*
segunda-feira, 11 de março de 2013
Um Brasil sem Direitos Humanos?
Professor Nazareno*
quinta-feira, 7 de março de 2013
Guerreiras, mulheres!
sexta-feira, 1 de março de 2013
Uma potência fracassada!
Brasil, uma potência que nunca foi
Professor Nazareno*
No ranking das maiores economias do planeta, o Brasil vinha nos últimos
anos, disparando para ocupar as primeiras posições. Chegamos ao sexto lugar e
quase ultrapassamos a poderosa França. Países tradicionais como Reino Unido,
Itália, Espanha, Canadá, Coreia do Sul e Austrália foram, um a um, tendo suas
economias superadas pelo gigante e emergente país tropical. Só que agora, com a
divulgação do desempenho pífio da nossa economia em 2012, a situação mundial
tende a “voltar ao normal” e colocar as coisas no seu devido lugar: já
perdemos a posição que havíamos tomado da Inglaterra e com o crescimento
insignificante do ano passado, descemos de forma mais do que justa, para a
sétima posição entre os países mais ricos do mundo. E mesmo com a crise
econômica e social que se abate sobre os países da União Europeia, as
perspectivas são sombrias para o Brasil, que nunca foi potência de nada.
Somos eternamente o país do
carnaval e do futebol. Apenas isso. E justamente por causa deste deprimente
fato, nunca deixamos de ser a “porcaria” que sempre fomos. Hoje há até
dúvidas se somos mesmo um país de futebol. Mas como o mundo dito
civilizado não aprecia muito a dança das mulatas seminuas e da sacanagem geral,
metade deste título ficará conosco ainda por um bom tempo. É muita petulância
para um país tipicamente agrário e detentor apenas de recursos naturais querer
ultrapassar e ser melhor do que economias prósperas em nações que têm na
tecnologia e no conhecimento as bases para o seu progresso e desenvolvimento. O
setor primário da produção aliado a uma natureza abundante, que em muitos casos
dispensa a criação do pensamento científico mais bem elaborado, nos transformou
num dos maiores produtores de commodities do mundo. E sem essa tecnologia da
criação, ganhamos os mercados mundiais.
Uma potência de fato se conhece
principalmente pelo IDH de seus habitantes e também pela sua alta escolaridade.
Chega a ser ridículo uma sociedade como a nossa, sem nenhuma qualidade de vida,
querer suplantar países infinitamente superiores a nós nesse aspecto. É só
comparar o Brasil com países cujas economias são bem menores do que a nossa.
Noruega, Holanda, Bélgica, Suécia, dentre outros, têm sociedades que se
comparadas aos nossos fedidos, esfarrapados, famintos, desdentados, violentos e
analfabetos habitantes faz-nos parecer Sudão do Sul, Burkina Fasso, Somália ou
Etiópia. Difícil encontrar prosperidade em qualquer setor da nossa sociedade. A
Educação é uma desgraça que não funciona, a Saúde Pública não existe, o setor
de transportes é ridículo, nossas Forças Armadas perderiam uma guerra até para
a Bolívia, o saneamento básico nosso parece que foi feito para porcos e
caranguejos. Só temos problemas.
Fora o Carnaval, apenas somos
bons em corrupção e roubalheiras. A maioria dos nossos políticos, por exemplo,
como se já não bastasse a sua notória incompetência e falta de caráter, são os
melhores do mundo para roubar verbas públicas e dilapidar o Erário. Com isso,
criamos o maior câncer que se conhece no mundo moderno: a desigualdade social e
com ela, os ricos manipulam os pobres dando-lhes migalhas travestidas de ajuda
como as malditas e eleitoreiras bolsas “isto e aquilo” do Governo
Federal. E sem condições de protestar, aceita-se tudo de bom grado. Investir em
Educação de qualidade, punir exemplarmente os “ladrões de gravata”,
criar políticas macroeconômicas de inclusão social, além de lutar por uma
sociedade mais justa e mais humana seriam talvez os primeiros passos para que
pudéssemos nos orgulhar de estar entre as dez maiores e melhores economias do
mundo. E isto sem precisar exportar “pernas de jogador” ou “bumbum de
mulatas”. Para ser grande e ter uma excelente qualidade de vida, uma
sociedade não pode contar apenas com as benesses da mãe natureza. Precisa de
conhecimento.
*É Professor em Porto Velho.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
FICA, RENAN!
De tempos em tempos, acontecem no Brasil e em Rondônia, manifestações em defesa de causas perdidas e que geralmente não dão em nada. Parte da sociedade brasileira é tomada por arroubos estéreis e muitas vezes direcionados por manifestantes eufóricos com o objetivo de apenas aparecer diante dos holofotes. Foi assim contra a aposentadoria vitalícia dos ex-governadores, pela adoção da lei do ficha limpa, pelo fim da corrupção em nosso país, por mais ética na política, pela punição deste ou daquele político ladrão, dentre outras inúmeras mobilizações. Aqui, pessoas se mobilizaram até pela emancipação do charmoso distrito de Extrema, pertencente ainda, mais de três anos após um patético plebiscito, ao município de Porto Velho e localizado nos confins da Amazônia. Nenhum problema em se manifestar, afinal vivemos em uma sociedade democrática e a pluralidade de opiniões é extremamente salutar.
