sábado, 17 de janeiro de 2026

Trump prenderá Kim Jong-un?

Trump prenderá Kim Jong-un?

 

Professor Nazareno*

 

          A Coreia do Norte é inimiga dos Estados Unidos desde que terminou a fatídica Guerra da Coreia entre 1950 e 1953. Conflito este que dividiu a península coreana e que contabilizou entre três e seis milhões de mortos. Os norte-americanos, como sempre, foram os maiores protagonistas daquele morticínio. Durante a maior parte dessa guerra, o presidente dos EUA era Harry Truman, que iniciou o envolvimento americano, e foi sucedido por Dwight Eisenhower, que estava no cargo quando o armistício foi assinado, encerrando os combates em 1953. Não houve vencedores e até hoje tecnicamente os dois países asiáticos ainda estão em guerra. O Norte ficou com os comunistas com sua capital em Pyongyang. Já a parte sul do paralelo 38, capitalista, ficou com capital em Seul. Estados Unidos financiavam a Coreia do Sul, enquanto China e URSS ajudavam o Norte.

       Fala-se que Estados Unidos se retiraram daquela guerra apenas para evitar um confronto direto com a China ou mesmo com a poderosa União Soviética, que já tinha desenvolvido a sua bomba atômica anos antes. A imensa maioria dos presidentes norte-americanos sempre foi covarde. Basicamente esse amaldiçoado país só agride e ataca países pequenos e sem a menor capacidade militar de se defenderem. Foi assim na Coreia, no Vietnã, na República Dominicana, na Síria, na Somália, no Panamá, no Iraque, no Afeganistão, no Iêmen, no Irã e mais recentemente na Venezuela. O roteiro é sempre o mesmo: inventa-se uma desculpa qualquer e em pouco tempo os marines se apossam das riquezas do país invadido. Logo depois os governos americanos roubam todos os recursos naturais que encontram e deixam um rastro de morte, destruição e fome sem precedentes.

     Os líderes da Coreia do Sul apostaram num sistema que priorizou a Educação como a mola propulsora do progresso e do desenvolvimento, enquanto a Coreia do Norte apostou num regime ditatorial e de partido único, que eles disseram equivocadamente que se tratava do Comunismo. Com milhões de dólares chegando ao Sul e com uma Educação de altíssima qualidade, o novo país se desenvolveu rápido e hoje é uma das maiores potências econômicas do mundo. O Norte, “comunista”, priorizou o desenvolvimento na defesa e em armas nucleares, enquanto grande parte de sua população passa fome e necessidades. A Coreia do Norte tem hoje um arsenal de armas nucleares e de mísseis balísticos intercontinentais. E é rival declarada também do Japão e de sua vizinha do Sul. Os norte-coreanos têm hoje mísseis capazes de atingir os EUA em questão de 30 minutos.

     Acredita-se que a Coreia do Norte tenha atualmente um programa de armas nucleares de aproximadamente 50 bombas atômicas e produção suficiente de material físsil para seis a sete armas nucleares por ano. Além disso, tem mísseis nucleares potentes capazes de atingir Los Angeles ou Nova Iorque em minutos. Isso sem falar que Seul, a desenvolvida capital da Coreia do Sul está a menos de 50 quilômetros de distância. Tóquio, no Japão, também está muito próxima e bem ao alcance das armas de Kim Jong-un, o líder do país. Covarde, mole e medroso como é, duvido que o “Laranjão” Donald Trump tente qualquer gracinha com a Coreia do Norte. O déspota norte-americano sabe com quem mexe. Trump prendeu Nicolás Maduro para roubar o petróleo da Venezuela. Mataram Saddam Hussein do Iraque com o mesmo propósito de saquear o país e também Manuel Noriega do Panamá. Com a Coreia do Norte “o buraco é mais embaixo”. Frouxo!

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.


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