sábado, 3 de janeiro de 2026

Maduro caiu. Lula é o próximo?


 

Maduro caiu. Lula é o próximo?

 

Professor Nazareno*

 

            Os Estados Unidos bombardearam, invadiram a Venezuela e prenderam o ditador Nicolás Maduro e o levaram junto com a sua esposa para ser julgado nos Estados Unidos. Essa covarde intervenção norte-americana em um país soberano reacendeu no Brasil, principalmente entre os muitos tolos bolsonaristas, a possível ideia de que Lula, o atual presidente brasileiro, possa também ter o mesmo destino. Não terá! Na verdade, quem está preso por tentativa de golpe de Estado e tão cedo não será libertado é Jair Bolsonaro. O que Donald Trump fez teve certamente o aval de outras potências estrangeiras como a Rússia e a China. A nova Yalta (Crimeia), ou a NOM, Nova Ordem Mundial, já decidiu que Putin invadiu a Ucrânia, os Estados Unidos invadiram a Venezuela e a China vai invadir Taiwan. E nenhum deles se mete nas investidas do outro. Só umas notinhas bobas.

            A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo com mais de 300 bilhões de barris. Os Estados Unidos estão de olho nesta riqueza e vão roubar, claro, tudo o que puder. Além disso, o país sul-americano tem terras raras e muitas outras riquezas minerais. Nicolás Maduro era um ditador, não resta a menor dúvida. Perdeu as últimas eleições presidenciais para a oposição, mas não entregou o poder. O Brasil de Lula e do PT não reconheceu a sua vitória, assim como vários outros países do mundo. Mesmo assim os imperialistas norte-americanos, nem nenhum outro país do mundo, tinham o direito de bombardear e invadir o nosso vizinho. O direito internacional não foi para o beleléu dessa vez, já tinha ido bem antes quando Israel, com a ajuda dos norte-americanos, provocou um holocausto em Gaza. E a ONU nada disse, nada fez, só olhou.

            Aliás, quem manda mesmo no mundo hoje são as três maiores potências militares da atualidade: Estados Unidos, Rússia e China. A França e o Reino Unido, apesar de também pertencerem ao Conselho de Segurança da ONU, parece que não têm vez nem voz. A desgastada e inútil Organização das Nações Unidas virou um brinquedo nas mãos dessas nações mais poderosas. A diferença dessa entidade e uma lata de bosta é só a lata mesmo. Já o Brasil é muito pior do que um zero à esquerda. Sem nenhum destaque internacional e com suas Forças Armadas em frangalhos, nosso país é o que sempre foi: uma vergonha internacional. “Um anão diplomático”, como bem frisou um diplomata de Israel. Os Estados Unidos não vão, por enquanto, tomar qualquer medida contra o nosso já aniquilado país. Mesmo ambicionando a Amazônia e todas as nossas riquezas naturais.

            Nossas Forças Armadas não aguentariam nem meia hora de combate contra uma potência como os Estados Unidos. Numa guerra de verdade nós perderíamos até para a Bolívia. Mas os bolsonaristas gostariam que Donald Trump nos invadisse, tomasse o governo de assalto e prendesse o Lula assim como fez com a Venezuela e o Maduro. Não só prender o Lula, mas também o Alexandre de Moraes, o Flávio Dino e muitas outras autoridades brasileiras. E, lógico, fechasse o STF e colocasse o presidiário Jair Bolsonaro no poder. Mesmo o Brasil sendo o “quintal” dos Estados Unidos é muito pouco provável que isso aconteça. A Rússia e a China, os nossos parceiros nos BRICS, não iriam se incomodar muito, pois já têm os seus próprios quintais para se preocupar. Mas é bom Lula colocar suas “barbas de molho” e maneirar com suas declarações, pois não se deve confiar muito numa nação imperialista como os Estados Unidos. Um feliz 2026 para nós.

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

Um comentário:

Anônimo disse...

Será mesmo que ele vai chegar lá? Com a idade e o ódio que está o coração dele não vai conseguir chegar à tempo de querer bater de frente com o Lula, pois que duvidem. O Lula é o nosso Davi. Pequeno em estatura ,mas com um Deus grande. Um pouco para ilustrar, se Maduro não teve moral para ir contra o Trump, Lula não é o caso,um descondenado como dizem é um Estadista respeitado, não com grande poder bélico, mas com poder de estratégia e grande habilidade em derrotar o inimigo , apenas com a palavra