domingo, 22 de março de 2026

EUA: Rondônia seria poupada

EUA: Rondônia seria poupada

 

Professor Nazareno*

 

            Donald Trump, o megalomaníaco e fascista presidente dos Estados Unidos está com a corda toda neste seu segundo mandato à frente da Casa Branca. Muito pior do que Hitler, ele usou a sua Gestapo pessoal, a ICE, para perseguir e matar imigrantes em seu país e de quebra, resolveu intervir em vários outros países, um após o outro. Inicialmente continuou dando apoio incondicional a Israel, o seu proposto no Oriente Médio, para aniquilar os palestinos na Faixa de Gaza. Mais de 72 mil velhos, mulheres e crianças foram esmagados e despedaçados pela máquina de guerra dos judeus e dos norte-americanos. Depois, invadiu e bombardeou a Venezuela e prendeu seu presidente, Nicolás Maduro. Isso depois de bombardear pequenos barcos de pesca que, segundo ele, estavam levando drogas para os EUA. Quase 150 simples pescadores foram aniquilados.

            A seguir, incentivado e ajudado pelos israelenses, Trump resolveu atacar o Irã mergulhando o Oriente Médio numa guerra sem precedentes. Só que seria, segundo ele, uma guerra rápida. Mas já está fazendo quase um mês e pode ainda durar muito mais tempo. E mesmo sem sequer ter atingido os seus objetivos declarados na Pérsia, o maldito “Laranjão” já falou que vai invadir Cuba e tomar o poder na ilha como já fez com a Venezuela. Certamente ele também vai invadir e tomar a Groenlândia, como já prometeu antes. E certamente vai sobrar também para o Brasil. Trump e a alta cúpula do governo estadunidense não gostam de Lula nem da esquerda no Brasil. Além do mais, ele não gostou da prisão de Jair Bolsonaro e dos golpistas do nosso 8 de janeiro. Por isso, é quase certo que vamos sofrer uma invasão norte-americana com o apoio irrestrito da “boiada”.

            Porém, mesmo fazendo parte do Brasil, o distante e atrasado Estado de Rondônia não sofreria absolutamente nada com os ataques vindos da Terra do Tio Sam. As terras de Rondon têm pouco mais de 1,5 milhão de habitantes e quase todos em sua maioria são eleitores reacionários que militam, amam e votam na extrema-direita e se dizem amigos do “Laranjão”. É crime, mas em Rondônia muitos dos patriotas daqui ajudariam os invasores. Por isso, os rondonienses podem e devem ficar bem tranquilos. Os Tomahawks não nos atingiriam. Esses mísseis de última geração só matarão os esquerdistas, os petistas e as pessoas progressistas. Trump ama os latinos, em especial os brasileiros de direita e de extrema-direita. Ele não quer a Amazônia e nem as terras raras que o Brasil tem. E não demorará para que todos os rondonienses recebam grátis o Green Card dado pelos EUA.

            Trump jamais bombardeará Rondônia depois que souber que quase 80 por cento da população deste rincão subdesenvolvido é da extrema-direita. Imaginem a alegria do “Laranjão ao saber que tem uma vereadora de Porto Velho que propôs a eugenia social e a remoção de imigrantes pobres da capital karipuna. Se brincar, Rondônia será declarada como o 51° Estado dos Estados Unidos. Lá na América não existe atendimento público de saúde para o povão pobre, assim como aqui também. A experiência do hospital “Built to Suit” e do pedágio “Free Flowvai encantar os norte-americanos. “Nessa tal de Rondônia (Roubônia), nós vamos ressuscitar o Percival Farquhar”, teria dito, sorrindo, o “Laranjão”. Com Tomahawks explodindo em São Paulo, Rio de Janeiro e outras grandes cidades, os EUA prenderiam o Lula, o Moraes e outros esquerdistas. Mas não atacariam um lugar tão “abençoado” como esse. Será que eu escaparia da fúria dos EUA?

 

 

 

*Foi Professor em Porto Velho.

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