É Profesor em Porto Velho.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Calama, a (última) pérola do Madeira
É Profesor em Porto Velho.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
A natureza de Rondônia está se acabando...
Professor Nazareno*
sexta-feira, 1 de julho de 2011
O "Adeus" do nosso lendário rio Madeira
Professor Nazareno*
“... Sou o rio Madeira, mas já tive outros nomes: rio das Madeiras, rio Kaiary. Embora com quase um milhão de anos, afirmam que sou muito jovem e que ainda estou em formação. Parte de meu corpo (na verdade, minhas águas) nasce nos Andes bolivianos e caminha celeremente com outros nomes, já em território brasileiro, quando se junta a outros rios, para a minha formação atual. Sou alimentado pelos altos índices de pluviosidade que ajudo a formar no rigoroso inverno amazônico. Sou belo, é o que sempre escuto dizerem de mim. Serpenteio entre montanhas, planícies e florestas úmidas. Guardo em minhas entranhas variadas espécies de peixes e outros animais comestíveis. A minha água, apesar de esbranquiçada e barrenta, sempre foi doce como o mel e ser potável sempre foi a sua grande e reconhecida característica maior. No calor, minha água é gelada. Na friagem, ela fica morna como num passe de mágica. De muitos, matei a sede, a fome e até a ganância por metais preciosos. No Brasil, sou o maior tributário de outro rio também gigante: o Amazonas. Sou o maior rio-afluente do mundo. Navegável, respondo pelo equilíbrio ambiental amazônico...”.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Existem mesmo festas juninas em Porto Velho?
Professor Nazareno*
Mês de junho e no Brasil inteiro as festas típicas do momento se espalham. Em Campina Grande no interior da Paraíba tem-se “o maior São João do mundo” que rivaliza com as festas de Caruaru, interior de Pernambuco. A maioria das cidades brasileiras das regiões Norte e Nordeste, principalmente, festeja com muita alegria esse mês dedicado às “festas matutas”. Coincidindo com a colheita do milho verde em muitos lugares, é muito comum esta iguaria (gororoba) estar presente no meio dos brincantes na forma de muitas comidas típicas. Em Porto Velho, por exemplo, temos inúmeros arraiais. Muitas repartições públicas, escolas, associações de bairros dentre outras instituições costumam fazer o seu “arraiá” para arrecadar algum dinheiro ou simplesmente fazer uma confraternização entre os seus funcionários, clientes, fornecedores ou mesmo alunos, professores e comunidade no caso das escolas.
sábado, 18 de junho de 2011
Deus é brasileiro e ama o Brasil. Será?
sábado, 11 de junho de 2011
Livro que ensina errado? Onde? Qual?
Uma nova e desnecessária polêmica se criou recentemente no Brasil: a adoção de um livro de Português para o Ensino Fundamental das escolas públicas e que admite algo perfeitamente normal foi execrado publicamente com se fosse o mensageiro das coisas mais absurdas possíveis. O livro “Por uma vida melhor” da coleção Viver, Aprender foi o estopim de toda a celeuma. Muitas pessoas sem o menor conhecimento do assunto passaram a dar opiniões sem nenhum fundamento. Médicos, jornalistas, profissionais das mais variadas áreas, políticos e até professores de outras disciplinas se esmeraram em alfinetar o MEC, Ministério da Educação e Cultura, e o Governo do PT de um modo geral. Claro que todo Governo tem seus erros e suas falhas, mas neste caso se quiserem escolher um “bode expiatório” certamente ele estará bem longe do Palácio do Planalto ou mesmo do Ministério da Educação, não que o PT ou qualquer outro Governo não cometa erros, mas desta vez o assunto é para entendedores.
sábado, 4 de junho de 2011
Expovel: cachaça, poeira, calor e circo!
Professor Nazareno*
O dicionário Aurélio diz que cultura é o complexo dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições e de outros valores espirituais e materiais transmitidos coletivamente e característicos de uma sociedade, de uma civilização. Já para o antropólogo e professor belga Claude Lévi-Strauss, falecido recentemente, cultura é algo bem mais complexo uma vez que “se alguém quiser destruir um povo, basta destruir a sua cultura”. O Brasil é anunciado ao mundo inteiro como um país de variadas culturas. As contribuições dos elementos branco, negro e índio à nossa História corroboram com esta tese. No entanto, tem-se verificado ultimamente no país uma espécie de afunilamento e da diminuição da quantidade dos processos sociais relacionados à cultura ou às expressões culturais. O Carnaval e o Futebol, cantados em verso e prosa mundo afora, parecem ser as nossas únicas fontes de cultura.
Há tentativas de se diversificar esta área em todo o território nacional. Das
Festas Juninas do Nordeste, Dança do Boi em Parintins, Axé na Bahia, Cavalgadas
e Exposições Agropecuárias no Centro Sul, o que se observa é uma preocupação
crescente para se expandir o corolário de ações culturais do Brasil. Todas
estas manifestações, além do Carnaval e do Futebol, são vergonhosamente
copiadas em Rondônia sem nenhum acanhamento, sem nenhuma criatividade. Mas
diante da precariedade, da falta de uma boa organização e do interesse
puramente econômico e muitas vezes até político-partidário envolvido nestas
ditas “festas populares”, o que se tem observado é que cada vez mais o
povo é usado para dar alegria a esta orgia coletiva. E ele, justamente o povo,
que é o que mais padece pela falta de ação dos governantes, dá a impressão de
que esbanja alegria e felicidade. Um engano só.
A Expovel, realizada em Porto Velho, por exemplo, existe coisa mais absurda e
patética do que esta “manifestação cultural”? Existe algo mais
alienante, deprimente e totalmente sem sentido do que cavalos sujando ainda
mais as nossas já sujas e imundas ruas? Mas muitas pessoas daqui ainda
acreditam que somos “a Califórnia brasileira”. É um exagero, pois
situada em plena floresta Amazônica e às margens do lendário e hoje já estuprado
rio Madeira, Porto Velho em absolutamente nada lembra as verdejantes cidades da
Califórnia e muito menos o próspero e progressista interior mais ao Sul. Não se
pode comparar uma cidade de ‘beiradeiros e barnabés’, onde o
contracheque responde por grande parte da economia local, com lugares como
Barretos, Ribeirão Preto, Presidente Prudente, Caxias do Sul, Londrina, Maringá
ou Cascavel, por exemplo. Muitas delas bem mais novas do que Porto Velho. Além
do mais, não devia ter dinheiro público “jogado na poeira”. Já se falou
em 350 mil reais. Será possível que em Rondônia, onde falta tudo, cavalo e
cachaça são melhores do que Educação ou Saúde?
Porém, o “cardápio de atrações artísticas” da festa é o que mais
impressiona pela sua incrível capacidade de alienar ainda mais o sofrido e já
alienado público expectador. As músicas horrorosas, desconcertantes,
desafinadas, de letras previsíveis, culturalmente pobres e totalmente
descartáveis de Michel Teló, Léo Magalhães e uma dupla caipira de nome João Bosco
e Vinícius darão o tom das brincadeiras e tentarão animar os brincantes. E o
pior de tudo é que se paga para assistir a estas embromações. Para os poucos
artistas da terra, nenhum dia, ou seja, a cultura local é desprezada, jogada no
lixo. É o dinheiro de Rondônia sendo carreado mais uma vez para fora do Estado
em troca de nada. Em troca apenas da estupidez e da imbecilização geral. Porém,
esta cultura de massa, pífia e decadente do “sertanejo universitário”,
esse lixo cultural, é defendida ”com unhas e dentes” por alguns
indivíduos metidos a intelectuais que, sem nada entenderem, dizem escrever
sobre cultura. Estamos perdidos. Diante de toda esta aberração, Lévi-Strauss
deve se remexer no túmulo.
Mas mesmo sem pão, a alegria da “indústria do circo” funciona a todo
vapor em Rondônia. Aqui temos o carnaval fora de época, carnaval de 120 mil
pessoas numa banda só, espetáculos da Semana Santa em junho, Sete de Setembro e
até “arraial sem santo”: O Flor do Maracujá está próximo. “Os
anestesistas do povo”, “os gigolôs da alienação geral” já
programaram para que tudo funcione sem nenhum erro. Mesmo com os eternos
problemas sociais, ninguém numa hora dessas se lembrará deles. A Rondônia da
pouca Educação, da saúde pública precária, da incompetência do Estado, das
mortes na luta pela posse da terra, da falta de saneamento básico, da corrupção
na política, da sujeira nas ruas e de tantas outras mazelas é envolta numa
mobilização bestial onde o que importa é apenas a sacanagem, o lucro fácil e a
festa muitas vezes regada a drogas e álcool. Nestas horas, povo e político se
confraternizam como se fôssemos uma espécie de Jardins do Éden, de Terra
Prometida. O Estado que copia mal a cultura alheia, tem em sua capital a
síntese de um Brasil que vive à míngua e eternamente à espera de soluções.
Aqui, só a cultura de viadutos inacabados. Como não se acanhar de se divertir
num lugar onde quase nada funciona a contento? Contrariando Lévi-Strauss, tenho
certeza de que se acabássemos com todas estas tolices que se praticam em nome
da cultura, este Estado em vez de se extinguir, seria um lugar bem melhor para
se viver.
*É Professor em Porto Velho (profnazareno@hotmail.com
quarta-feira, 1 de junho de 2011
SER PROFESSOR...
7. Por fim, você desfrutará de um plano de saúde de ótima qualidade, cuja eficiência é demonstrada nos consultórios psiquiátricos repletos de professores que, ao completarem a idade e o tempo de serviço, já se encontram fatigados pelo trabalho, sugados pelo sistema e em pleno desmoronamento físico além do mental. |
terça-feira, 31 de maio de 2011
Estudar dá futuro a alguém?
Moral da História:
