sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O dilema do "Mundo Árabe"



"Revoluções no Mundo Árabe"


Professor Nazareno*


O mundo árabe está em polvorosa. Do Marrocos até a Arábia Saudita há o temor de que haverá fortes conflitos sociais. O povo está muito insatisfeito com os sucessivos governos nestes países. O caos é geral. Na Tunísia, a insurreição popular já derrubou o Governo local. No Egito, há várias manifestações de inquietação por parte da população insatisfeita. O Exército está nas ruas. Os enfrentamentos são diários. O número de mortos e feridos aumenta a cada dia. Os confrontos se sucedem e as manifestações se espalham como rastilho de pólvora. Desde as revoltas populares do Leste Europeu no final da década de oitenta e a conseqüente extinção da Guerra Fria, o mundo nunca tinha visto nada igual. Massas ensandecidas saem às ruas com um único objetivo: derrubar as ditaduras e tentar instalar democracias. A população, insatisfeita, enfrenta o poder e clama por liberdade. Por causa do petróleo, muitos países estão atentos e preocupados.

A situação é pior no Egito. O povo tem demonstrado muita insatisfação com o atual presidente do país Hosni Mubarak. Em vez de governar a nação com seriedade, ele é acusado de ficar brincando na internet. O "Blog do Mubarak" traz diariamente mensagens virtuais que dão a tônica do seu infantil Governo. Dizem que ele está há trinta anos no poder, porém muitos juram que esta situação de caos total faz muito mais tempo. Mubarak cercou-se de muitos assessores impopulares, incompetentes e corruptos que sempre "mamaram nas tetas" do Estado. O Egito poderia ser uma nação muito mais próspera do que é, mas as roubalheiras e trambicagens dos sucessivos Governos devastaram esta nação árabe do norte da África. Dinheiro não falta. A produtividade nunca foi interrompida, os egípcios trabalham feito burros, mas a pobreza campeia. A patifaria na política tem transformado os egípcios num povo faminto e sofredor.

O Dr. Abdul Azim Wazir é o prefeito do Cairo, a capital do país. Ex-sindicalista e sempre ligado às massas é considerado hoje como um verdadeiro imbecil. É acusado de trair suas origens e todos afirmam que quando deixar a prefeitura da capital será um homem rico. Fala-se, dentre outras coisas, que ele não repassa corretamente o dinheiro dos servidores da cidade para o Instituto de Previdência do Município. Gosta muito de viajar para o exterior e por isso já conhece vários países da Europa. Dizem que seus assessores diretos são os amigos mais chegados da época dos sindicatos. Sua administração na capital do Egito é um desastre total. Embora seja uma cidade "meia boca", o Cairo tem muitas construções ainda inacabadas. Ninguém sabe o que se faz com tanto dinheiro que entra diariamente nos cofres públicos. Nem prestígio político o infeliz tem, já que não conseguiu emplacar o seu candidato nas últimas eleições.

A bagunça é tão grande no Egito que o atual presidente da Assembléia Nacional Popular, Ahmad Fathi Sorour, tomou posse com o propósito de moralizar aquela casa de leis. "A ANP e os seus membros nunca fizeram nada em benefício do povo egípcio", acusam muitos manifestantes. Outros mais exaltados vão mais além: "noventa por cento dos parlamentares da ANP são cínicos, desonestos e corruptos", dizem. "Se a ANP não existisse que falta faria aos egípcios?", perguntam. O pior é que as propagandas veiculadas por aquela "casa da mãe Joana", pagas com o suado dinheiro dos impostos, afirmam cinicamente que o povo do país só reelegeu muitos dos atuais deputados por causa do "grande trabalho" prestado por eles. No Judiciário egípcio a situação também não é das melhores. Farouk Soultan, presidente deste poder, foi à televisão pedir desculpas pela morosidade no andamento de processos e também pelos altos salários que o Estado paga a muitos de seus integrantes. Uma infâmia, um escândalo nacional.

O Cairo, cortada pelo rio Nilo, é uma cidade destroçada. Na Avenida Al-Arabyia, que dá acesso ao centro comercial, existem carcaças de vários viadutos inacabados. Uma simples chuva de verão que a cidade vira um mar de lama e imundices. A água contaminada invade as residências. Restos de animais mortos enfeitam a paisagem urbana. A fedentina é geral. O símbolo do país, a "Praça das Três Pirâmides", embora adorado pelo povo, é feio e sem sentido e o Prefeito gastou doze milhões de libras egípcias só para reformá-la. Desde a morte do ex-presidente Anwar- el.-Sadat que o país ficou praticamente sem cultura própria. Tenta-se copiar a cultura de outros lugares, mas nada dá certo. A educação está sucateada e os professores totalmente desprestigiados. A Universidade Federal Egípcia, a UFE em Português, é uma porcaria e foi acusada de não saber nem organizar um simples concurso vestibular. Na área da saúde o transtorno também é visível. No maior hospital público da cidade, o Hospital Profeta Maomé, que mais se parece um açougue, os pacientes estavam esparramados pelo chão sem atendimentos e foi preciso que uma emissora de televisão da Europa, dizem que paga com o dinheiro dos próprios egípcios, denunciasse o fato ao mundo para que o escândalo fosse parcialmente resolvido. Por tudo isso, o Egito precisa da ajuda dos brasileiros. Vamos fazer uma corrente para ajudar os nossos irmãos árabes. Alguém sabe o endereço ou o telefone da embaixada egípcia em Brasília?


*O Professor Nazareno leciona em Porto Velho.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Outra lorota para enganar os abestados...


Ex-Governadores: Aposentadoria Justa


Professor Nazareno*


        De tempos em tempos uma pequena parte da sociedade brasileira que se diz mais esclarecida é tomada por arroubos estéreis, mentirosos, populistas e hipócritas. No ano passado foi levantada a possibilidade de só concorrer nas eleições cidadãos que tivessem a ficha limpa. O Brasil inteiro "viajou" nesta idéia enganosa como se tivéssemos descoberto o fogo ou reinventado a roda. Qualquer eleitor deste país, esclarecido ou não, sabe perfeitamente que vários candidatos ficha-suja, de Rondônia e do Brasil inteiro, saíram das urnas como verdadeiros heróis ao receberem a aprovação maciça dos seus eleitores. Do Amapá ao Rio Grande do Sul, da Paraíba ao Acre são muitos os eleitos que foram diplomados ou participam de governos, mas respondem na Justiça a uma penca de processos. O próprio STF prestou um desserviço à nação ao não resolver a parada em favor da moralidade e da boa maneira de se fazer política no país.

        Desta vez vem à tona outro mantra bestial: é preciso cortar a aposentadoria de ex-governadores dos Estados. Várias entidades e até parlamentares já se posicionaram favoráveis à medida sem questionar por que durante tanto tempo o Estado brasileiro manteve essa dita excrescência ao arrepio da lei. A hipocrisia se torna mais latente ainda porque vários destes políticos sequer abordaram o fato de que, na calada da noite, aprovaram um aumento em seus vencimentos de 62 por cento em pleno mês de dezembro do ano passado. Ou seja, nossas autoridades adoram fazer cortesia com o chapéu alheio. Um Deputado Estadual em Rondônia, por exemplo, ganha somente quarenta vezes mais do que um trabalhador comum. E não adianta querer comparar e saber quem trabalha mais. Quanto ganha um Senador da República? Por que ninguém questiona os salários do Judiciário? Essa história de marajás já é antiga e deu em nada.

        Em Rondônia são quinze os privilegiados. Mas seria uma injustiça acabar com tal regalia levando-se em consideração o grande serviço prestado pelos nossos ex-mandatários. Desde o antigo Território Federal até o "Império da Roça" de Ivo Cassol, cada um deu a sua enorme contribuição para Rondônia ser a potência que é. Com nome de estádio de futebol, o Teixeirão, mesmo sem ter recebido um único voto dos rondonienses, é adorado por estas terras como um verdadeiro czar amazônico. Embora tenha sido um preposto da ditadura militar em terras Karipunas, é visto como uma espécie de encarnação divina. Se sua viúva recebe pensão, jamais deve ser cortada, pois Rondônia deve muito a ele. Afinal o coronel criou a primeira mulher governadora no Brasil: a paraibana Janelene Melo, que governou por exatos 43 dias e deveria ser também agraciada com sua "mais do que justa" aposentadoria mensal até o fim da vida.

    Ângelo Angelin, com nome de dupla caipira este governador-tampão, que também não recebeu um único voto do eleitor rondoniense para governar o Estado, ainda está na ativa e quase aos 80 anos de idade presta seus relevantes serviços ao Governo da Nova Rondônia no Cone Sul do Estado. Um estadista que merece cada centavo que recebe dos cofres públicos estaduais. Jerônimo Santana, o Bengala, foi o homem que dinamizou a administração pública, modernizou Rondônia e saiu do Governo "porque quis" já que sua popularidade era muito alta. Moralizou como ninguém este Estado. Uma injustiça cortar-lhe o diminuto salário que recebe como aposentadoria. Oswaldo Piana, o único governador filho da terra, que por amor, sempre teve residência fixa em Porto Velho, não pode ser abandonado pelo seu próprio Estado. De extrema importância para Rondônia, governou-nos direto da "Casinha da Barbie".

        Valdir Raupp, mesmo com o seu inconfundível sotaque caipira, foi um governador que só não vai deixar saudades porque ainda está na ativa e pode, a qualquer momento, se quiser, voltar a governar o Estado. Um insulto cortar a pequena aposentadoria desse eminente líder que, além de outras coisas, nos ensinou como se administra um banco estadual. Senador mais votado nas últimas eleições, disse com toda a humildade que "abriria mão" desta aposentadoria. Bianco, o "deus do funcionalismo público" preparou as bases para o neoliberalismo em Rondônia e por isso não merece castigo. Já Cassol, o que cacetava professores em greve e não precisava de estudos para nos governar e João Cahulla, que não foi à festa de transmissão de cargo e dinamizou o açougue João Paulo Segundo, colocaram este Estado na rota do progresso e por isso fazem jus a qualquer mimo pago com o nosso suado dinheiro. Se eu fosse o Deputado Estadual Daniel Pereira, pertencesse à OAB ou fosse um "sindicalistazinho" de fundo de quintal proporia aumentar ainda mais o valor destas aposentadorias como forma de homenagear as nossas ilustres autoridades do passado. Rondônia deveria dobrar os mais de 300 mil reais mensais que paga aos ex-governadores. Eles merecem.


*É Professor em Porto Velho.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Para os amantes do Big Bost...Brasil!


BIG BROTHER BRASIL


(Luiz Fernando Veríssimo)


Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.

Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?


São esses nossos exemplos de heróis?


Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados.

Heróis são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.

Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ler a Bíblia, orar, meditar, passear com os filhos, ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... Ou simplesmente dormir.

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.

Um abismo chama outro abismo.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Futebol agora é para os outros...


Brasil, a ex-Potência do Futebol


Professor Nazareno*


Durante muito tempo o Brasil foi considerado, dentre tantas outras coisas inúteis, o país do futebol. O maior ganhador de títulos em Copas do Mundo. O celeiro de craques. Um lugar onde se revelam vários jogadores a cada campeonato realizado. Foi. Tudo isso é coisa do passado. O Brasil possui apenas cinco títulos mundiais conquistados enquanto a Europa, unificada, possui o dobro. Hoje, as melhores seleções do mundo estão na Europa: Espanha, a atual campeã mundial, Holanda, Itália, Alemanha, França e Inglaterra, para não citar outras, são equipes que desbancam, na organização e no excelente futebol jogado em campo, qualquer seleçãozinha daqui.

A Europa é o centro do mundo e conseqüentemente o centro do futebol mundial. Não há hoje um único jogador brasileiro cujo sonho não seja jogar nos gramados europeus. Os melhores futebolistas do país estão, há muito tempo, deslumbrando o torcedor da Europa. Kaká, Robinho, Ronaldinho Gaúcho, Lúcio, Júlio César e centenas de outros bons jogadores nascidos aqui estão espalhados pelo velho continente fazendo a alegria e lotando os estádios nos ricos campeonatos locais. Só demonstram vontade de voltar ao Brasil depois dos 30 anos, já cansados, estourados e em fim de carreira. Roberto Carlos e Ronaldo do Corinthians, Fred e Belletti do Fluminense são exemplos. Agora, com mais de 30 anos e já cansado, Ronaldinho Gaúcho é do Flamengo.

A perda de prestígio do nosso futebol começou já há algum tempo e vem se materializando a cada ano que passa. Em 2006 contra a França, a falta de empenho e garra da nossa seleção envergonhou o país inteiro. Ano passado, contra a Holanda, vice-campeã mundial e uma das atuais potências do futebol europeu, o "time canarinho" foi uma decepção total. O ano terminou com a derrota vergonhosa do Internacional de Porto Alegre para um desconhecido Mazembe da República Democrática do Congo pelo Mundial Interclubes em Abu Dabi, torneio ganho pela Internazionale de Milão, Itália, que não tomou conhecimento de nenhuma das equipes e somente venceu todas.

Dentro do próprio país o futebol é uma vergonha. O melhor jogador do último campeonato brasileiro foi Conca, um argentino. O time que mais ganhou a Libertadores também é argentino. Para melhor técnico de futebol do mundo nenhum indicado trabalha aqui. O melhor atleta do ano sempre é escolhido dentre os jogadores que atuam na Europa. Pelé, mesmo tendo um futebol considerado muito inferior ao de Maradona, fez o seu milésimo gol bem antes dos 30 anos. Romário, um dos únicos que tentaram o feito, até que alcançou esta marca, mas já estava velho, careca e cansado e abandonou os gramados logo em seguida. A seleção de 1970 com Pelé, Gérson, Tostão, Jairzinho e Rivelino foi considerada, sem provas, o melhor time de futebol de todos os tempos.

A próxima Copa do Mundo será realizada no Brasil e tem tudo para ser um grande fiasco. A organização está, como era de se esperar, desorganizada e a maioria das sedes escolhidas não tem Estádio, rede hoteleira, transportes, segurança nem logística para realizar o evento que poderá ser transferido pela Fifa para o plano B, ou seja, a Inglaterra. O Estádio do Maracanã, que tinha capacidade para até 200 mil espectadores, foi praticamente desmontado e abrigará, depois de pronto, apenas 76 mil torcedores. Parece até que os dirigentes do fracassado futebol brasileiro copiaram de Rondônia os maus exemplos: estádio quadrado, partidas de futebol encerradas com spray de pimenta e cassetetes da polícia, times inexpressivos, jogadores morrendo de fome e abandonados à própria sorte e torcedores, muitos torcedores mesmo, sentados num bar da esquina torcendo em frente a uma televisão por um time de fora daqui.


*É professor em Porto Velho.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Ah! Quanta preguiça...


Feriado de quê mesmo?


Professor Nazareno*


Fala-se que o Brasil é o país dos feriados e que somos os campeões dos dias sem trabalho. Tolice, pois descobri que em Porto Velho tem mais feriados do que em qualquer outra cidade do país. O Estado de Rondônia e a sua capital são o paraíso dos dias de descanso. Após as festas de Natal e Ano Novo quase ninguém na cidade "pegou no batente" ainda e comenta-se por aqui à boca larga que trabalho mesmo só depois do carnaval que é quando começa pra valer o ano de 2011. A costumeira preguiça dos rondonienses em levar o trabalho a sério e produzir riquezas com o seu labor desbanca baianos e cariocas, povos costumeiramente chamados por nós de preguiçosos. Somos até mais indolentes do que os nossos irmãos bolivianos de quem costumamos falar mal.

A rotina de letargia começa nas datas históricas. Acostumados a não fazerem nada, muitas autoridades e homens públicos deste lugar são os primeiros a incentivar a boa vida nas terras de Rondon. O Estado de Rondônia foi criado em 22 de dezembro e instalado no dia 04 de janeiro. Comemora-se o feriado nas duas datas, ora. Houve até sessão solene na Assembléia Legislativa do Estado para deliberar sobre estes feriados sem importância nenhuma. O município de Porto Velho foi criado em 02 de outubro de 1914 e instalado no ano seguinte no dia 24 de janeiro. Acertou quem acha que é feriado nas duas datas. Além do feriado pela instalação do município a data também é dedicada a um tal de São Francisco de Sales. Além da Igreja quem mais conhece este santo?

Depois destes feriados desnecessários existem outros mais. O dia 24 de maio, por exemplo, é dedicado à padroeira do município. Mesmo sem a tradicional festa, os porto-velhenses, claro, fazem feriado também neste dia. Para não ficarem para trás, os evangélicos instituíram logicamente a sua data: 18 de junho. Carnaval, Semana Santa, 07 de setembro, 12 de outubro e 15 de novembro são feriados normais dentro do calendário nacional. Mas já ouvi falarem em feriado no dia 13 de setembro, data do extinto Território Federal. Não é engraçado? Engraçado e extremamente prejudicial à economia de qualquer região. O Brasil perde anualmente muitos milhões de reais só com estes dias parados. Em Rondônia como não há nada para fazer, apenas hiberna-se.

Ouve-se falar com freqüência que os nordestinos são trabalhadores e os nortistas, incluindo aí os rondonienses, são preguiçosos por excelência. Óbvio que isto é uma generalização grotesca já que quase todos nós brasileiros somos indolentes por natureza. Alguns estados são mais prósperos do que outros devido às características climáticas e as benesses da mãe natureza. Nunca fomos chegados a uma vida de trabalho árduo, esta é a verdade. Sempre gostamos de uma mamata, uma vida descansada. Os nossos políticos são o espelho do povo e nos quais o povo também se espelha. Eles aumentam seus vencimentos sem aumentar suas horas de trabalho. Inventamos o feriadão e adoramos "enforcar" dias sem muita importância entre feriados.

De qualquer maneira, ainda existem muitas outras datas locais que poderiam ser feriados. Se eu fosse uma autoridade rondoniense instituía como feriado "o Dia do Boi" e durante o Arraial Flor do Maracujá teríamos uma semana só de feriados, já que os rondonienses são muito trabalhadores e merecem descansar. Trabalho no Governo? Só o estritamente necessário. Fezes boiando em sala de cirurgia? Depois se vê. Dias chuvosos e úmidos pedem uma rede e como estou de férias há quase 30 dias "sem dar um prego numa barra de sabão", com preguiça até de produzir textos, deixo o meu comodismo aflorar e tento entender o porquê de tantos dias parados, modorrentos. Com tanta pasmaceira assim, Porto Velho está se parecendo um quartel das Forças Armadas onde ninguém faz absolutamente nada e à espera do tempo passar sonha-se com o Brasil, o país do amanhã. Isto é, se amanhã não for feriado de novo.


*É professor em Porto Velho.

sábado, 22 de janeiro de 2011

O João Bento da Costa é isso aí...

Aos mestres do Terceirão JBC

Autor: Maicon C.Roger

Passou-se um ano, que particularmente foi mais do que versátil, múltiplo, rico, para mim. Adquiri desde o conhecimento à sabedoria de vida. Com as prestigiosas aulas e bate-papos com os ilustres professores do terceirão, de 2010. Percebi o quanto o ser humano tem valor e potencial.
Foi nítida a sagacidade destes professores, foram notáveis em suas sabedorias e foi mais do óbvio o mérito deles serem merecedores do carinho de seus alunos. Sem exceção de nenhum deles, são dignos de ter todo afago de quem os conhecem. Primeiro que aprendi a aprender com eles, a frase marco deles foi “aqui é estudar ou estudar” daí já senti a pressão do sacrifício iminente, mas eles souberam com destreza a melhor forma de compartilhar e atenuar o fardo pesado de se preparar para o vestibular. Sinceros, verdadeiros, mais acima de tudo altruístas, se via que, com a paciência, o humor, as artimanhas pra não terem que ser grossos, eles se colocavam no lugar do aluno. Vou guardar muitas, mas muitas lembranças boas, principalmente conselhos, porém melhor do que conselho foram seus comportamentos.

Prof. Tadeu
com sua memória pródiga, me ensinou que, de fato, o conhecimento é poder, fazendo da história experiências e lições indiretas para qualquer explorador leitor, evidenciando a conseqüência dos fatos para a vida. Nunca vi tão hábil professor, fazia do conteúdo disciplinar grandes aventuras e lições. Foi uma verdadeira odsséia ouvi-lo!

Prof. Neyzinho
com seu jeito palhaço e maleável ao trabalhar com o aluno, me ensinou que é importante ter sempre bom humor e não ser besta ao mesmo tempo. Mostrando de forma cômica e séria que muitas vezes é mais fácil aprender matemática se divertindo. Piadas, as sem graças são as melhores.

Prof. Arimatéia
, com seu perene sorriso, me mostrou que sorrir para a vida é fundamental para que a vida sorria para nós. Seu dinamismo e alegria, e muita sabedoria, conquista qualquer aluno a não perder nenhuma aula! Ensinou geografia vislumbrando o cotidiano. Aguçou minha visão à natureza.

Prof. Nazareno
, me ensinou que a irreverência sem perspicácia é tolice. Com grande senso crítico impregnou em mim o gosto e a vontade de obter uma opinião própria e culta. Com seus papos eloqüente e causticante me abriu os olhos para esse mundo injusto e desumano. Mas deixou patente que a mudança começa por mim, sempre que aprimoro o meu português – leitura de mundo.

Mestre Moreira
, imprescindível professor, aquele fora de linha de medida, que me despertou a curiosidade, desde à mente humana à religião, me entusiasmou a ter opinião e personalidade própria. Fazendo da literatura “religião”, que em mim gerou imensa vontade de saber os preceitos e epifanias dos grandes escritores, conquistando-me a não perder nenhuma aula, mostrou que a literatura é mais do que genuína, é uma magia! Dileto prof. de uma vida.

Profª. Geane
, charmosa e austera ao mesmo tempo, com todo respeito ao prof. Tadeu, com muito carisma me mostrou importância em ser organizado. Solícita e carinhosa, em cada aula, fazia qualquer aluno se sentir a vontade desde que não a provoque. Lecionando biologia, com harmonia e seriedade demonstrou quão importante é ser informado a respeito da natureza, principalmente a humana.

Prof. Décio
, um pouco bruto mas deixando prevalecer a gentileza e a mansidão, o que dirá do exame final em, mas tudo bem. Mostrou-se um grande homem, deixou o autocontrole para mim, como lição. A física para mim, até então, era um mistério, contudo, consegui aprender o básico graças a sua simplicidade em ensinar. Também muito mérito ao prof. Laércio-Fininho, mostrando bela disposição em ajudar quem quer aprender.

Profª. Doralice
, excelente ser humana, com paciência “limitada” de Jó, soube trabalhar de forma nobre, direta e indiretamente transmitindo lições de moral, mostrando quão importante é trocar experiência, saber ouvir. Infelizmente sobre o inglês não progredi muito, mas quando ela começava suas retóricas sobre a vida eu aguçava meus ouvidos, atento.

Profa. Mônica
, sua fama não condizeu com sua personalidade. Excelente profissional, disposta a este projeto filantrópico, que é o terceirão, mostrando que tem um bom coração, me ensinou a ser prestativo com ações benevolentes. Méritos também ao prof. Diego, com seu jeito moleque mostrou ser um rapaz sério na área de trabalho.

Profª . Russimeire
, com sua aguçada observação e habilidade de trabalhar com o aluno, fazendo da biologia importância pro dia a dia. Me fez ser mais zeloso por mim e pela natureza. Também grande mérito ao prof. J. Cezar, jovem guerreiro, muito eficiente no seu ofício.

Profa. Francisca
, fazendo do esporte oportunidade de relações humanas, fazendo-me inferir que exercitar o corpo é uma das melhores maneira de espairecer.

E também a uma professora renomada que tive a honra de ser aluno no segundo ano (segunda série), meus ditos a profª. Soniamar, que com extrema inteligência fez da sala de aula que para mim era local de desilusão e de utopias medíocres, me acordando para a vida.

Enfim, este texto não é puxaquismo, mesmo porque não tenho motivos pra tal. É meu modo de agradecer ao sublime ano, no sentido intelectual e humano que passei muito graças a esse magnífico time de mestres – professores do terceirão de 2010. Agradeço também aos solidários professores extras que se disponibilizaram a ajudar no ensino.
Meu especial agradecimento ao diretor Suamy por me proporcionar, através de sua árdua e engenhosa gestão, o privilégio de cursar em prestigioso colégio onde estudei desde a quinta série, mas onde em sua gestão tranformou o que era impossível em escola pública algo possível quando se sabe trabalhar. Foi uma honra!
Que esse ano novo seja recheado de muito trabalho! Mais sucesso e consolidação de seus nobres objetivos. Muita saúde, muita paz e amor e perseverança... (desejo de coração).
Ah, eu era um modesto aluno da tarde. Discreto, nem devem lembrar de mim!..
Torço que continuem assim, desencadeando a imaginação e a vontade de aprender de seus privilegiados alunos, vendendo sonhos!!!!!!!!!


Abraços...fiquem com Deus!
“o trabalho dignifica o homem(mulher)”

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Fechou-se um ciclo no Colégio João Bento da Costa

* Carta de despedida da Direção da EEEFM Prof. João Bento da Costa aos servidores da Instituição“Finis Coronat Opus”

Caro Servidor:É com muito respeito que dirigimos essa saudação, agradecendo pelos 8(oito) anos que se passaram ou menos, se você chegou após a nossa posse em 10/01/2003. Uma grande escola só se constrói se em determinado momento lideres e liderados possuem a mesma determinação, o mesmo objetivo, compromisso profissional e acima de tudo competência para desenvolver ações benéficas à comunidade a qual é destinado o trabalho e, pelo visto conseguimos nesses anos executar de forma competente senão todas,mas quase todas as ações planejadas. Existe em nós O SENTIMENTO DO DEVER CUMPRIDO, foram tantas realizações, foram centenas de alunos enviados para as Universidades Federais, Faculdades Particulares via PROUNI, Faculdade de Prefeitura, Projeto Jovem Talento da UNIRON, tantos aprovados em diversos Concursos Públicos para trabalho, enfim tantas “emoções” que, de certa forma até nos surpreendemos com o que construímos. Uma coisa é certa e aqui queremos externar: nós temos certeza que tudo isso só foi possível porque VOCÊ QUE ESTÁ RECEBENDO ESTA CARTA foi cúmplice e usou toda sua inteligência para fazer acontecer essa mágica educacional produzida nesses últimos 8 anos na Escola João Bento da Costa,foi você que nos apontou o caminho a seguir,com sua humildade e criatividade inteligente e sem malícia,buscando apenas o bem comum.Sabemos que você queria mostrar que sabia fazer o que era certo, o que antes de assumirmos não era possível, nem permitido.Hoje está findando um ciclo “consummatum est” apenas para dois gestores (Suamy e Elba), você e os outros gestores que estão ficando sabem o que fazer, conhece a Proposta Pedagógica Escolar, o Regimento Escolar, sabem que construímos tudo isso juntos, sabem que o grandeProjeto da Escola não pode parar nem ser alterado apenas porque alguns recalcados, despreparados para o ofício educacional aportaram na instituição, mal intencionados e sem competência para se estabelecer, hoje jogam pedras em tudo que foi feito nos últimos 8 anos. Desconfie meu caro amigo de pessoas que amanhecem o dia mal humorados,que não gostam de sua profissão,que não gostam do que fazem,que não conseguem sentir felicidade com as realizações alçadas pelos jovens da periferia, invejosos que ficam revoltados ao ver o sucesso de lideres que venceram por possuírem competência, habilidade e conhecimento em administração suficientes para produzir a construção de um projeto planejado para dar certo.Desconfiem de quem sempre tem a fórmula para a vida dos outros quando não possui nem para sua própria vida, desconfiem de alguém que não conseguindo apoio junto a você detona teu trabalho e dos gestores junto aos alunos. Que se ocupa em levar alunos para filmar o lixeiro da escola,como se fosse o diretor,você ou os funcionários de limpeza que tivessem derramado o lixo nas salas e pátios, lembrando que só moscas, vermes, baratas e ratos esbaldam-se no lixo; desconfiem de alguém que possui sentimento de desagregação, pois, quem sente prazer com a desordem, quem torce pelo “quanto pior melhor”, quem nasceu para semear o mal, a contenda; quem sente prazer em apenas apresentar falhas quando sequer cumpre suas obrigações, sempre reproduzirá valores ruins, ao mais,a grande arma desses é a calúnia,pois impulsionados pela inveja e,para alcançar objetivos sórdidos,na sua ânsia pelo poder submetem-se a meios escusos e buscam de qualquer forma macular a imagem e o trabalho de pessoas idôneas.Pensamos igual ao poeta: ”aqueles que estão aí atravancando meu caminho passarão,e eu passarinho”.Durante essa gestão, você juntamente com esses dois gestores que agora se despedem,promoveram grandes momentos de sucesso para a comunidade estudantil como a aprovação massiva de alunos em vagas federais, aprovações de alunos em concursos públicos de trabalho, alunos que ao terminarem a formação superior entraram direto em mestrados (alguns já concluíram), sucesso total nos esportes com até campeão mundial de karatê e a única medalha de prata em jogos coletivos conquistada por uma equipe do Estado de Rondônia no JEBS (Futsal Feminino), sucessivas conquistas com medalhas nas olimpíadas de matemática, química, olimpíada de raciocínio lógico, a inserção da instituição na mídia através de seus resultados positivos favoráveis aos alunos, de seu modelo de gestão que hoje é apresentado e debatido em todas as IES.NUNCA NA HISTÓRIA DESSE ESTADO, uma equipe de profissionais em um curto espaço de tempo obteve resultados tão expressivos, tanto sucesso; sinta-se realizado, pois “você como profissional integrou a mais bem sucedida experiência pedagógica já conhecida na história do Estado de Rondônia”.Se hoje a credibilidade da Instituição é inquestionável, com certeza é fruto do teu trabalho e tem muito do teu esforço, o que é preciso agora é continuar no trabalho. Continue investindo em você,estudando,pesquisando,continue acreditando que você é capaz de continuar produzindo bons valores para a sociedade;seja espontâneo,ao mais para que gente do bem e valorosa como você continue sendo avaliada de forma positiva pois é preciso os despreparados,mal amados e insensatos por que é nessa hora que você mostra o seu valor.Informa a quem interessar possa que quando te foi permitido trabalhar com inteligência,você fez maravilhas como educador.Queremos agradecer a você que trabalhou no planejamento para realização de ações e projetos: àquele que digitou simulados, que aplicou simulados, que corrigiu, que arbitrou jogos, que supervisionou, que orientou, que promoveu atendimento psicológico, que planejou, que inspecionou, que fez merenda, limpou salas, que veio aos sábados e domingos, que deu aulas extras, que trabalhou nos arraiais, que organizou saraus, jornais, peças teatrais, que participou das reuniões pedagógicas ou administrativas, que deu idéias, que ornamentou a escola, que participou de passeios interativos, que treinou alunos na piscina, que conduziu alunos em ações externas à escola, que treinou karatê, capoeira, que matriculou, que cuidaram dos documentos de alunos, que fez café, que elevou o nome da escola e que participou das licitações de merenda, a estes nossos sinceros agradecimentos. Que nos desculpem àqueles aos quais não conseguimos atender as expectativas,enquanto gestores na posição que estamos,enxergamos coisas que em outras posições as pessoas não vêem,a esses informamos que “em todas as ações e instituições onde convivem seres humanos ocorrem problemas” e, como resposta propomos a questão: “que líder deseja que a instituição que administra vá mal? “,ao contrário a sensatez de profissionais compromissados impõe que o ESCÁRNIO e a BALBÚRDIA nunca trouxe solução para os problemas e sim a honestidade,fidelidade,compromisso e coerência racional para a proteção da instituição,pois ela congrega todos os que nela labutam devendo proteger suas integridades”. Os gestores que agora despedem-se saem orgulhosos de sua performance frente a instituição,visto que quando entraram,sabiam que não podiam errar pois “a fama dura pouco,a infâmia dura muito mais tempo”.Que as forças do universo continuem a nos iluminar e a nos possibilitar continuar, enquanto seres humanos a produzir cidadãos cada dia melhorem. Enfim chegamos a reta final de nosso mandato e,a partir de 2011 estes gestores,que esta subscrevem,farão parte apenas da história desta Comunidade Escolar, isso é fato.Façamos um esforço para esquecer os conflitos e contendas,embora saibamos que foram elas que fizeram transcender quem era forte,como também obrigou os fracos a jogarem pedras, porque isso é deles, até porque quem está no alto quer subir mais,quem está embaixo já está próximo das pedras.Que o espírito natalino toque em nossos corações nos fazendo lembrar da mensagem de fraternidade e amor ao próximo.Desejamos a você amigo funcionário que nos acompanhou nessa aventura que foi a de viver esse sonho mágico da pedagogia aplicada pelas diversas ciências, que transformou positivamente a vida de famílias e jovens da sociedade rondoniense contribuindo para uma vida melhor destes, um Natal maravilhosamente abençoado por Deus e todas as forças positivas do universo, cheio de amor e esperança e que se concretize um mundo melhor e mais justo.A você amigo (a), declaramos nosso fraternal amor, que se estabeleça um novo vigor de humanidade entre aqueles que permanecerem, que possam se permitir continuar sendo fiéis escudeiros da verdade, da honestidade, da idoneidade e da busca incessante pelo bem comum, enfim agindo “bona Fidei”.Que em 2011 se renovem todos os seus sonhos, desejos e projetos de vida. Um brinde a você pelo afeto e carinho que deixou em nossos corações!Que Deus os acompanhe nessa nova jornada. Amém.
Suamy V.Lacerda de Abreu – Diretor
Elba Cerquinha Barbosa – Vice-Diretora
2003/2010

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A Educação salva um país...


Educação: Como Salvar Rondônia e o Brasil


Professor Nazareno*


No dia primeiro de janeiro tomaram posse os 27 novos Secretários de Educação do país. Há sempre expectativas de que as coisas mudem por meio do conhecimento. Porém é muito difícil haver qualquer modificação na estrutura da nossa sociedade se novas e diferentes medidas não forem implementadas já a partir da posse desses novos mandatários. No nosso Estado, o Governo da "Nova Rondônia" indicou um engenheiro para comandar a castigada, desprestigiada e pouco reconhecida área educacional. Embora a tarefa seja muito difícil, existem fórmulas que se seguidas à risca poderiam mudar a triste realidade do Brasil e de qualquer um dos Estados da Federação. No entanto, é preciso coragem e vontade política para se atingir esses objetivos.

A maior parte dos recursos púbicos deveria ser investida nos Ensinos Fundamental e Médio e não na Universidade enquanto a qualidade nesses níveis for sofrível. E é o que fazem as principais nações do planeta. Quem tem de ser fortalecida é a base e não o teto da casa. Em países sérios, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio públicos são de extrema qualidade. As boas universidades da Europa e dos EUA são, na sua maioria, particulares. Essa equação é totalmente invertida no Brasil e precisa mudar. Além disso, o Governo deveria premiar os melhores alunos com bolsas e aulas extras para que melhor desenvolvessem o seu talento. Como Rondônia não banca o ensino superior esta tarefa fica ainda mais fácil, já reconhecer talentos incentiva o jovem.

É preciso também melhorar o salário dos professores. No Brasil um bom professor ganha a mesma coisa que um mau professor. A profissão precisa ter incentivo, precisa ser atrativa. Enquanto no Japão o Imperador reverencia qualquer mestre, aqui no Brasil há relatos de professores que levam surras de alunos e sempre estão às voltas com o Ministério Público respondendo a processos absurdos. Mas não se enganem, pagar bem aos professores não resolve o problema da educação. A saúde em Porto Velho, por exemplo, sempre esteve um caos e não há perspectivas de melhorar. Alguém sabe quanto o Estado paga de salário a um médico? A questão da Segurança Pública também é um desastre. Quanto ganha um Delegado de Polícia pago por este mesmo Estado?

Criar pólos voltados para a área tecnológica e afinados com a demanda do mercado de trabalho seria outra saída. Em Rondônia, com os recursos do PAC, devíamos lutar por uma Universidade Estadual. Temos mais de 12 milhões de cabeças de gado. Laticínios, frigoríficos, adubos, rações e tantas outras coisas ligadas a esse setor poderiam ser trabalhadas pela educação estadual. Centros de pesquisas, universidades, boas escolas é aposta certa no futuro dos nossos jovens. Em vez disso ficam construindo pontes sem estrada, viadutos (abandonados) e outras tolices só para desviar dinheiro público. O Estado precisa atrair as empresas do setor privado para patrocinar as escolas já que a futura mão-de-obra deve ser treinada com antecedência.

Mas o Governo sozinho não resolverá nada. Os nossos alunos precisam estudar mais. Escola de tempo integral é uma realidade do Primeiro Mundo já faz tempo. No Brasil existe somente em época de eleições. Os alunos brasileiros estudam menos de metade do tempo dos japoneses e sul-coreanos. Os pais devem também ser incentivados a participar assiduamente da educação dos filhos. Porém, temo que nada disso aconteça. A disputa por cargos políticos e o fisiologismo são desgraças que nos acompanham há tempos. Sempre se preferiu a indicação política à técnica. Mas agora parece que se mudará esta prática, pelo menos aqui no Estado. Entretanto, sem estas propostas o resto é conversa fiada e nem colocando a professora Victória Bacon ou o professor Pantera no comando do MEC resolve este problema. Estas sete propostas são o começo, a luz no fim do túnel. A Educação, como salvadora dos povos e das nações, deve ser levada a sério. E é o que se espera. No Brasil e em Rondônia.


*Leciona em Porto Velho.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Adeus, 2010...


Retrospectiva 2010: "Um Ano de Ouro"


Professor Nazareno*


Todo final de ano a história se repete: os principais fatos que foram notícias no Brasil e no mundo são reprisados pela mídia numa espécie de pequeno documentário anual. E em 2010 não foi diferente. Em Rondônia aconteceram coisas interessantes que ficarão marcadas no anedotário político, no social e no esportivo. Uma pequena olhada nos sites eletrônicos e podemos observar fatos surpreendentes, coisas inimagináveis para um ser humano comum. Entretanto, há outros fatos que não mudaram em nada, ou seja, tudo continuou da mesma forma verificada há muitos anos. É como se o tempo tivesse parado na capital dos rondonienses: a sujeira tão comum nas nossas ruas e a falta de saneamento básico parece que já fazem parte da nossa fedorenta paisagem urbana.

No esporte, a melhor coisa que nos aconteceu no ano que se finda foi a derrota do Brasil para a Holanda pela Copa do Mundo de futebol. Dias de alegrias aqueles em que, de forma merecida, uma seleção medrosa, perdida em campo e com medo de atacar foi derrotada por 2 X 1. Um alívio já que o pior poderia ter acontecido se pegássemos uma Argentina, Alemanha ou mesmo a Espanha que acabou sendo, com todo merecimento, a campeã do torneio. A derrota para os holandeses nos poupou de vexames maiores. Em Porto Velho, a piada ficou por conta dos jogadores do Cruzeiro de Loló que, famintos e sem dinheiro foram abandonados à própria sorte. Já dentro do campo, protagonizamos o famoso e impagável futebol com spray de pimenta.

Na área política, como não podia ser diferente, enriquecemos o anedotário nacional ao emancipar, por absoluta incompetência administrativa da Prefeitura de Porto Velho, um pequeno vilarejo perdido nos cafundós da Amazônia. Os habitantes da simpática Vila de Extrema, entre o Amazonas e a Bolívia, acreditaram, e acreditam até hoje, quase um ano depois, que se tornariam o 53º município rondoniense. Sem informações sobre o estranho pleito, 245 mil eleitores foram obrigados a participar de uma patética eleição de mentirinha para ratificar a secessão previamente acertada entre a classe política daqui. Houve até escaramuças: dias antes, um pelotão da Polícia Rodoviária Federal fora surrado vergonhosamente por exaltados moradores locais.

Ainda na política, a Assembléia Legislativa do Estado entrará para a História por não ter protagonizado nenhum escândalo de grandes proporções em 2010. Porém, deleitou-nos ao fazer concorrência ao Conselho de Segurança das Nações Unidas e aprovar uma lei que determina "que todo cidadão pode defecar nas privadas das rodoviárias sem ter que pagar por isso". Nem a Conferência de Yalta na Criméia teve tanta importância para a História da humanidade quanto a nossa Assembléia Legislativa tem para o povo otário daqui. Dentre outras bizarrices aprovadas naquela casa de leis está a definição, quase trinta anos depois, do dia 04 de janeiro como a data oficial do Estado. Em Rondônia aniversário não é quando se nasce, mas quando se registra.

Durante a desocupação de um terreno na periferia da capital, vários políticos apanharam da C.O.E, o truculento braço da Polícia Militar do Estado. Políticos sendo surrados é um espetáculo impagável que dispensa qualquer inútil lei de ficha limpa. Dentre as coisas que não mudaram citam-se o "Açougue João Paulo Segundo" que continuou sendo um açougue, sete carcaças de viadutos que a cidade ganhou de presente e que viraram elefantes brancos sem nenhuma utilidade, uma fábrica de cimento que foi instalada no município só para que aumentassem o preço do produto, uma greve dos profissionais da educação em um ano de eleições, fumaça durante o verão, inauguração de um "meio mercado cultural" para apresentações de "meia cultura" e a décima mudança de local do Arraial Flor do Maracujá. Por tudo isso, 2010 entrará para a História de Rondônia como um "ano de ouro", daqueles inesquecíveis. Então, até 2011.


*É professor em Porto Velho.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Porto Velho: a cidade dos sonhos!

"De Malas Prontas" chega a Rondônia


Professor Nazareno*


        Com a aproximação do período de férias e do verão no Hemisfério Sul, o programa "Mais Você" da Rede Globo capitaneado pela apresentadora Ana Maria "Brega" tem um quadro, De Malas Prontas, que sorteia durante uma entrevista feita nas ruas, uma família para passar quatro dias descansando em um destino qualquer com todas as despesas pagas por uma conhecida agência de turismo. O repórter Fabrício Bataglin entrevistou nas ruas de Curitiba o senhor Antônio Parvo que aceitou prontamente "o desafio". Após ser informada, a família sorteada escolheu por unanimidade o destino onde eles iriam passar os quatro dias mais felizes de suas vidas. As opções eram cidades da Serra Gaúcha, do litoral do Nordeste, da Amazônia e do Cerrado. Escolheram a Amazônia e a cidade foi Porto Velho, "capital de Roraima".

     Difícil encontrar vôos disponíveis "para um lugar tão distante". De Curitiba a São Paulo e de lá até Brasília. Da capital do país até Porto Velho, a família, composta de quatro pessoas, Sr. Antônio, sua esposa e um casal de filhos, "comeu o pão que o diabo amassou". Muita gente nos aeroportos congestionados. Vôos sempre atrasados, hotéis lotados, mau tempo e pobre, muitos pobres mesmo embarcando nos aviões. "Antigamente pobre só freqüentava aeroportos para roubar, pedir esmolas ou trabalhar de camelô. Hoje os miseráveis já compram passagens aéreas para viajar. Deve ser por isso que existe este infernal caos aéreo, pois antigamente não existiam problemas nos aeroportos", filosofou o senhor Antônio com a sua esposa. Após muita demora, finalmente a família Parvo chega ao Aeroporto Internacional Jorge Teixeira.

        "Quero ver os índios, quero ver os índios", gritavam eufóricas as crianças. "Pai, saem muitos aviões desta cidade para a Europa e os Estados Unidos?", perguntou o menino. "Acho que sim, meu filho, já que este aeroporto é internacional.". Receberam as boas vindas de funcionários mal educados, grossos, ignorantes e que não falam uma única palavra em Inglês. Foram hospedados num hotel da periferia cuja diária é equivalente a um requintado cinco estrelas de Dubai. No trajeto viram muitas carcaças de cachorros mortos pelas fedorentas ruas da cidade. "Devem ter sido as batalhas com os índios", comentaram os meninos. Um dos funcionários gritou para que eles se calassem e informou que à noite, se não faltar energia, eles farão um tour pela cidade: Porto Velho by night. Vão ao Mercado cultural, Avenida Jorge Teixeira e Zona Leste.

        Deslumbrada, a família viu as lindas decorações de Natal espalhadas pela cidade e devido à semelhança lembraram Curitiba. Passaram pelos viadutos abandonados e, curiosos, perguntaram o que significavam aqueles arcos na entrada da cidade. "É um dos jazigos do PT rondoniense", informaram. Zelosos, os recepcionistas do hotel lhes avisaram que se fossem convidados para alguma festa não levassem o Dydyo, uma espécie de refrigerante local. Quiseram saber o porquê e foram informados que as pessoas daqui agem assim mesmo: valorizam apenas o que é de fora. Por não ter sido assaltada na Zona Leste, a família achou que não existe violência na cidade. Durante o dia, foram à Hidrelétrica de Santo Antônio conhecer "o Pelourinho dos rondonienses" e lamentaram por terem perdido a festa de despedida da cachoeira e da vila do Teotônio.

        Houve um único dia só para visitar as obras inacabadas da cidade. Não deu tempo para ver todas. Viram também a nova sede da Assembléia Legislativa do Estado que está sendo construída onde antes funcionava um circo. "Nos próximos dias esta importante casa de leis funcionará em duas boites da cidade", disse um funcionário. A família ainda visitou a praça das imponentes Três Caixas d'água, o símbolo maior dos porto-velhenses, viram a dança do Boi, comeram mandi com farinha e na praça cuja reforma custou 12 milhões de reais e que já exala odor de fezes humanas, tomaram tacacá na cuia. Os Parvo eram só alegria e comemorações."Que cidade limpa e organizada, que povo acolhedor, que lugar lindo", diziam. A senhora Parvo admitiu que foram os quatro dias mais felizes de suas vidas. E nem foram ao açougue João Paulo Segundo nem viram a fumaça do verão. Com lágrimas nos olhos, as crianças se despediram da cidade a ainda lamentavam não terem visto índios por aqui...




*É professor em Porto Velho.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

E o JBC não pára. Dominamos o ACRE.


Alunos do Colégio João Bento fazem História no Acre


A UFAC, Universidade Federal do Acre, divulgou nesta semana o resultado do seu último Concurso Vestibular. Diferentemente de anos anteriores, mas já mostrando uma forte tendência de muita procura, o Concurso Vestibular da UFAC/2011 teve nesta sua última edição vários vestibulandos de outros estados, principalmente de Rondônia. A Escola João Bento da Costa, líder absoluta dentre as escolas públicas do nosso Estado, em aprovações no vestibular da UNIR, a Universidade Federal de Rondônia, também se fez representar por vários alunos do Projeto Terceirão no concorrido vestibular do nosso vizinho Estado. Cursos como Medicina, Engenharia Florestal, Engenharia Civil e Medicina Veterinária foram os mais concorridos naquela Instituição de Ensino Superior.

Porém os alunos do JBC demonstraram na prática o real valor deste Projeto e não fizeram por menos. Lucas Francisco de Souza foi aprovado em Medicina Veterinária, Railson Rigamonte Liza em Saúde Coletiva, Guilherme Piassa Ferreira em Engenharia Civil, Ruan de Souza Matos em Engenharia Florestal e Thiego Maia de Menezes, ex-aluno do JBC, conseguiu a tão sonhada aprovação no concorrido curso de Medicina daquela universidade pública.

É importante ressaltar que estas aprovações não aconteceram por acaso. O aluno Ruan de Souza, por exemplo, de uma das turmas da tarde do João Bento, ficou em segundo lugar no seu curso, enquanto Thiego Menezes, num feito inédito, superou todos os seus concorrentes e alcançou nada menos do que o Primeiro Lugar no curso de Medicina da UFAC. "Primeiramente devo agradecer a Deus, aos meus familiares e aos professores do JBC, que foram bastante importantes para este grande feito", frisou o mais novo acadêmico de Medicina.

Thiego enfrentou uma concorrência de quase 1.800 candidatos para apenas 40 vagas. Mais de 44 candidatos por vaga. Ele fez também o vestibular para Medicina na UNIR e também espera ser aprovado já que também se preparou em um cursinho. "Estudar mais perto de casa junto aos familiares é mais tranqüilo", finalizou. Residente no Bairro Eletronorte, zona sul da capital, Thiego é oriundo de família humilde e completa, junto com o Ruan e tantos outros "feras", o extenso time de alunos vencedores que já passaram pelo Projeto Terceirão do Colégio João Bento da Costa. "Quero o meu nome escrito no muro do colégio e com o destaque merecido: 1º lugar em Medicina na UFAC", exigiu o acadêmico Thiego ao diretor Suamy Lacerda do JBC.

O professor Suamy acredita que vai faltar espaço nos muros da Escola professor João Bento da Costa para colocar tantos nomes de alunos aprovados em vestibulares pelo Brasil afora neste ano de 2010. "Esperamos para janeiro próximo uma aprovação de pelo menos 150 alunos somente no vestibular da UNIR. Temos também vários alunos concorrendo pelo PROUNI e ainda muitos outros, a exemplo destes que foram aprovados no Acre, que fazem vestibulares em várias outras universidades públicas do Brasil", completou o Diretor. "O sucesso do Thiego, do Ruan, do Cristiano Danúbio, da Gabriele Veiga, também alunos de Medicina e de tantos outros, é o sucesso da família JBC e de um trabalho que só alegrias tem dado a Porto Velho e ao Estado de Rondônia", concluiu Suamy.