quarta-feira, 30 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
O Blog está sendo encerrado. Servirá apenas para leitura. Esta é a última publicação.
“O Último Texto”
Professor Nazareno*
Em clima de Copa do Mundo não poderia haver uma notícia melhor para os internautas rondonienses. Eu, José do Nazareno Silva, conhecido também por Professor Nazareno, não mais escreverei artigos ou qualquer outro tipo de texto, inclusive comentários, para a mídia eletrônica, falada ou escrita deste Estado. Nenhuma redaçãozinha sequer será publicada por mim em qualquer blog ou site a partir desta data, junho de 2010. Qualquer texto divulgado com o meu nome não passará de uma cópia apócrifa. Alegria para muitos, tristeza e decepção para umas duas ou três pessoas que diziam gostar das minhas redações. Não é um apagão intelectual, pois “sei que nada sei”, mas uma tomada de posição coerente diante de várias circunstâncias surgidas.
Foram dois longos anos de “treino jornalístico” e de publicação de vários artigos que causaram muitas polêmicas entre os rondonienses. “Em Rondônia é assim mesmo...”, “Porto Velho, uma cidade sem símbolo”, “As lições da COE”, “Justiça caolha e desumana”, dentre tantos outros textos amplamente comentados e que mexeram com parte da opinião pública local. Em nenhum deles havia a verdade absoluta, eu mesmo não acreditava em tudo o que escrevia, mas apenas a intensão de provocar outros textos, comentários e principalmente a reflexão sobre os nossos problemas. E quase conseguia. Faltaram ações? Não sou administrador, apenas escrevo textos. Nem político, só um simples professor que ousa pensar e escrever.
Agradeço de coração aos que publicaram “a minha literatura” e peço mil desculpas a quem se aborreceu. Não tenho inimigos e espero que não tenha feito nenhum com os meus escritos. O problema é que descobri que tenho um estômago bem maior do que o cérebro. Tenho filhos e uma adorada família que ainda dependem de mim. Claro que sofri ameaças. Muitas. Tentaram tirar o meu salário e me denunciaram como um péssimo profissional e cheio de defeitos. Atingiram a minha honra pessoal, questionaram a minha idoneidade, invadiram a minha privacidade e não viram nenhuma utilidade no meu trabalho. Muitos se esqueceram de rebater os meus textos com outros textos, a minha opinião com outra opinião. Será que desconheciam Voltaire?
Claro que não vou entrar na política. Não tenho vocação para mercantilista, com todo respeito aos mesmos. Apenas achava que o Artigo Quinto da nossa Constituição era pra valer. Se for, como entender as reações retrógradas de jornalistas, professores, advogados e tantos outros profissionais às minhas opiniões? Os que se intitulam donos de Porto Velho e de Rondônia não se acanharam em mostrar suas garras contra mim. Poderia continuar a escrever, mas não estou na Escócia nem em outro país distante. Não trabalho nas revistas Época, IstoÉ ou mesmo Veja. Não sou Diogo Mainardi ou Arnaldo Jabor da Rede Globo. Sou pobre e como professor tenho um salário que todo mundo sabe quanto é e por isso mesmo entender o poder que tenho. Ou seja, nenhum.
Sei que minha ausência na mídia não será lamentada, mas fico triste de não poder escrever durante uma Copa do Mundo e num ano eleitoral. E noutros anos que certamente virão com as bizarrices tão peculiares a nós humanos, aos rondonienses e aos brasileiros
Continuarei a produzir textos para um dia publicá-los. Sou jornalista formado e professor de Redação. O dia em que a liberdade de expressão e a aceitação do contraditório forem entendidas como algo banal que não merece respostas ásperas com ataques pessoais a mim e aos meus familiares. Alguns leitores não viam os meus textos como um jogo de palavras, mas como espelhos terríveis que refletiam suas carapuças. Espero o momento em que textos não sirvam para provar que liberdade de expressão é algo relativo. Acho que muitas mentalidades deste país precisam mudar. Não sei quando isto acontecerá, pois enquanto se entoam hinos e se distribuem tochas e capuzes fictícios a “adolescentes gordos” dentro dos shoppings é por que a situação está feia. Pelo menos meus textos serviram para provar que ainda somos uma das periferias medievais desse capitalismo. Que a alegria volte à mídia, sem a temida ironia do Professor Nazareno, o “rebotalho, aloprado, mentecapto, retirante da seca e faminto”. Mentiroso, jamais.
*O Professor Nazareno leciona
terça-feira, 8 de junho de 2010
O Brasil sem futebol?
Brasil, uma potência sem futebol?
Professor Nazareno*
O Brasil sempre foi o país das contradições. O que se observa hoje, às vésperas de mais uma Copa do Mundo de Futebol, por todas as ruas brasileiras, é uma mistura de amor à pátria com arroubos nacionalistas como se o destino de uma nação dependesse apenas da boa vontade de duas dúzias de atletas que são muito bem pagos para defender a seleção nacional. Estranho é perceber que “este nacionalismo exótico” também conhecido como “nacionalismo de trouxas” contagia até as classes mais abastadas da nossa sociedade uma vez que, além das ruas e favelas pintadas de verde e amarelo, notam-se também vários carros, cujos condutores de classe média para cima, estão empunhando garbosamente a bandeira do Brasil.
Eu estou também muito alegre, mas o motivo não é o futebol. Não gosto muito deste esporte e admito que não consiga assistir a uma partida inteira. É muito maçante perder tempo com bobagens. Vejo um jogo de futebol como ele é: apenas um jogo de futebol já que todo esporte é bom para a saúde de quem o pratica. A minha euforia se dá por outro motivo totalmente despercebido pela maioria dos torcedores do país. Segundo dados recentemente publicados pelo IBGE, o Brasil cresceu quase três por cento apenas no primeiro trimestre deste ano o que dá uma perspectiva de crescimento talvez superior aos nove por cento para 2010. Tive vontade de hastear uma enorme bandeira na porta do meu apartamento e outra no meu carro. Gosto deste Brasil. Assim, vibro muito com ele.
O Presidente Lula foi mais além: “Penso que nós vivemos um momento de ouro nesse país já que 9% é um crescimento exuberante. Um índice chinês. Acho que o Brasil merecia e precisava disso”, disse o nosso maior mandatário. Realmente. É bem melhor continuar crescendo pelos próximos anos neste ritmo do que ganhar Copa do Mundo. Quando um país registra estes índices de crescimento, toda a economia se movimenta, os negócios prosperam, a indústria produz mais, a construção civil aquece, o comércio vende mais, o poder de compra da população aumenta e todos ganham. Qualquer economista sabe disto. Ganhar uma competição de futebol só aumenta a venda de bebidas alcoólicas, enriquece ainda mais os jogadores e é algo previsível.
Este país não pode viver apenas de futebol, mulher pelada e políticos corruptos. Claro que somos uma potência ainda com “os pés de barro”. Precisamos crescer noutras áreas, melhorar o nosso frágil e falido sistema de educação que é considerado um dos piores do mundo. A saúde pública neste país tem qualidade africana. Precisamos melhorar a nossa infra-estrutura como um todo, melhorar nossos portos, estradas. Precisamos atrair mais investimentos estrangeiros e atacar os nossos problemas sociais. Crescendo assim, vamos superar a economia da Itália
O povo brasileiro deveria ver que futebol não é tudo num país. O nacionalismo de que precisamos é mais importante do que "onze marmanjos" correndo atrás de uma bola. A estupidez e a burrice de declarar amor ao país apenas de quatro em quatro anos é algo bisonho e difícil de aceitar. A Coréia do Sul, por exemplo, tem mulheres bonitas e futebol. Quase todo país tem. Mas há outras coisas lá fora que fazem destas nações lugares bem melhores de se viver, pois a maioria investiu em educação de qualidade e atacou seus problemas sociais. Se ganharmos o campeonato, nosso amor dura ainda uns dois ou três meses. Se perdermos, rompemos logo com essa paixão que nunca existiu. Não queremos o bem do nosso país. Queremos somente ficar alegres e embriagados porque ganhamos uma competição esportiva que não é “lá” uma grande coisa.
*Leciona
sábado, 5 de junho de 2010
Os políticos brasileiros são assim mesmo...
ANTES DA POSSE
O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
Para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa ação.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos econômicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.
---
DEPOIS DA POSSE
Basta ler no mesmo texto acima as frases DE BAIXO PARA CIMA
(Magnífico texto, não sei quem é o autor)
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Temos que defender os bolivianos
Bolívia: “país hermano, pueblo amigo”
Professor Nazareno*
O Pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, acusou o Presidente da Bolívia, Evo Moralez, de ser cúmplice do tráfico de drogas realizado na fronteira entre os dois países. A Chancelaria do país vizinho através do porta-voz Felipe Cáceres, vice-ministro de Defesa Social, respondeu que se tratava de uma declaração política e não merecia resposta. Dilma Roussef, candidata petista e oponente de Serra, afirmou que as declarações do tucano só contribuem para criar conflitos armados e demonstrar a soberba do nosso país frente aos vizinhos. Para ela, “Serra mexe com a soberania do povo boliviano e demoniza a gestão de Moralez”. A Bolívia virou tema preferencial do duelo verbal entre os presidenciáveis no Brasil. Baixamos o nível.
Não se sabe quem tem razão nesta pendenga, mas mexer com os bolivianos não será lucrativo para nós rondonienses. A Bolívia nos ensinou muita coisa e ainda continua exercendo fortes influências no nosso povo. O uso de moto-táxi, que Porto Velho aprovou recentemente, é um exemplo. Somos agora uma cidade chique com este tipo de transporte que copiamos dos nossos “hermanos” e vizinhos. Imagine-se uma vitória tucana no Brasil e o possível fechamento da fronteira. Um desastre para o povo daqui. Que experiência internacional teríamos? Guayaramerin é a Europa de Rondônia. Os colhas e cambas, parecidos com o povo daqui, são os austríacos, escoceses, alemães, belgas ou suecos que não estamos acostumados a ver. Por isso adoramos os bolivianos.
Além disso, a Bolívia é muito mais politizada do que nós. O civismo deles é muito melhor do que o nosso. As Forças Armadas de lá é um colosso. Não podemos enfrentá-los num campo de batalha, perderíamos feio. E depois, não podemos nos meter em encrenca com os nossos "irmãos andinos" por que Rondônia ficaria isolada para sempre do resto do mundo. Onde compraríamos os muitos produtos chineses que eles 'gentilmente' nos vendem? Por que será que tantos chineses cruzam a fronteira entre os dois países? Simplesmente por que os bolivianos têm certeza de que amamos os produtos feitos lá no Oriente. Então, agora vêm os próprios chineses. Pedimos para que isto acontecesse. Reclamar agora é tarde. Vamos fazer compras internacionais, é bom.
A sujeira e a breguice existentes por aqui podem ter sido importadas do outro lado do Guaporé. Os bolivianos são bonzinhos, sim. Quando os ladrões brasileiros roubam um veículo, logo os nossos vizinhos dão um jeito de acertar tudo. Muitos viciados tupiniquins do Rio de Janeiro e de São Paulo, por exemplo, estranhariam a droga de outro lugar. Por ser mais longe, o produto ficaria mais caro. Serra não pode ganhar esta eleição. Lula já presenteou os irmãos bolivianos com duas refinarias prontinhas. O desenvolvimento do Brasil depende muito do gás extraído de solo boliviano. Só os petistas entendem as necessidades daquele povo sofrido. Vão até fazer uma ponte no rio Mamoré ligando as duas nações. “Vamos hablar castelhano!”
Por isso, os habitantes de Rondônia deveriam se mobilizar para impedir qualquer tipo de ameaça ao nosso “povo irmão”. Não viveríamos sem eles. Talvez José Serra não entenda tanto de Rondônia como se imagina. Com uma população seis vezes maior que a deste Estado e um PIB quase oito vezes superior, os bolivianos têm muito a nos ensinar ainda. A saltenha, tão apreciada em terras rondonienses, veio mesmo de que lugar? Como viveríamos sem a imundície e as “gororobas” típicas de lá? Precisamos reinventar o Tratado de Petrópolis e dar-lhes outras oportunidades para que sejam reconhecidos no mundo exterior. Se eles acreditam que nos deram o Acre de presente, porque não lhes damos em troca outro Estado da Federação? Se Rondônia servisse de oferta, nem colocaríamos um cavalo no negócio, já que somos bons parceiros e amigos.
*Leciona
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Existem políticos honestos?
O perfil de um bom candidato
Professor Nazareno*
As eleições se aproximam. Mais de 130 milhões de eleitores brasileiros devem ir às urnas em dois turnos para cumprir com mais esta obrigação que lhes é imposta. Embora obrigatório, o voto faz parte de qualquer regime democrático. E não é diferente na nossa jovem democracia. É a nossa única chance de mudar os destinos desta sociedade que tanto criticamos. É a hora de depositar as nossas esperanças num país melhor, num Estado melhor, num mundo melhor. É como num jogo de xadrez: se as jogadas forem bem feitas, colhem-se bons resultados. Caso contrário, sofreremos por mais quatro anos nas mãos dos maus representantes escolhidos democraticamente por nós.
Existe uma crença generalizada por parte da população brasileira de que não há políticos bons e honestos no país. Fala-se que todos são ladrões e interesseiros. Ledo engano, já que toda unanimidade pode ser burra. Embora pouquíssimos deles estejam efetivamente dispostos a fazer um bom trabalho em benefício da população que o elegeu, é possível sim, encontrar “essa agulha no palheiro”. Se nem Jesus Cristo agradou a todos, como poderiam simples mortais conseguir este feito? No entanto, é bom que se fale sobre o nível de “leitura de mundo” da maioria desse eleitorado. Infelizmente talvez nem vinte por cento seja consciente e tenha critérios corretos para fazer esta tão importante escolha.
O ex-presidente Figueiredo foi criticado quando disse que o brasileiro não sabia votar. Embora estivesse à frente de uma feroz ditadura militar, ele estava correto. Mesmo que nós tivéssemos a sabedoria de votar consciente, poderíamos enfrentar problemas. Se o Brasil tivesse pelo menos 80% de eleitores conscientes ainda assim estaríamos correndo riscos. Na França, país rico e desenvolvido de Primeiro Mundo, ninguém é obrigado a votar, mas nas últimas eleições quase noventa por cento dos franceses foram às urnas que elegeram o atual presidente Sarkozy. Na Inglaterra foram quase oitenta por cento dos súditos da rainha que foram às cabines de votação nas últimas eleições. Ainda assim, lá existem problemas. Muitos. Imagine-se com uma maioria de eleitores “estúpidos”.
Político honesto é aquele que não respondeu nem responde a nenhum processo na Justiça ou que não foi citado em nenhuma operação da Polícia Federal. Isso é só o começo. Além do mais, todo cidadão eleito deveria trabalhar para beneficiar toda a população. Deveria criar leis sérias, administrar corretamente o dinheiro dos impostos e interceder junto aos outros poderes para resolver os problemas mais imediatos dos eleitores. Seria uma espécie de ponte, de intermediário, de fiador entre o Estado, as instituições e o cidadão comum. Em Rondônia e no Brasil talvez haja políticos com este perfil, porém dificilmente será eleito já que o cidadão comum não consegue entender seus objetivos. Seria uma exceção em vez de regra numa sociedade decadente como a nossa.
Sendo assim, nada vai mudar nas próximas eleições. A minoria de eleitores conscientes será sempre refém da maioria burra e alienada. As coisas vão continuar como dantes. Mesmo criticados, os políticos colocam seus mandatos à disposição da população a cada quatro anos e não têm culpa se são reeleitos. Ruim com eles? Seria muito pior sem. Afinal de contas quem nos governaria? Como seriam escolhidos os nossos representantes? É preciso investir na melhoria do nosso eleitorado tornando-o mais consciente, “abrindo os seus olhos”, dando-lhe mais consciência crítica por meio de uma educação de qualidade, pois eleitor consciente é um dos itens sagrados de uma verdadeira democracia. E a nossa parece que desconhece isto. O nosso político é ruim, mas o povo é pior.
*Professor Nazareno leciona
sábado, 29 de maio de 2010
Os viadutos de Porto Velho saem ou não saem?
Viadutos também Abandonados (?)
Professor Nazareno*
O Prefeito de Porto Velho Roberto Sobrinho acaba de anunciar mais um mega-pacote de obras para melhorar o aspecto da cidade, como se isto fosse possível, e uma campanha de conscientização dos moradores, para trabalhar junto com a Prefeitura para o embelezamento da Capital. “Cidade mais limpa para você, mais limpa para todos – Trabalho integrado, melhoria por todo lado.” É o slogan pomposamente anunciado pelo chefe do Executivo Municipal. Estamos já no início do verão amazônico, período em que os prefeitos de Rondônia dizem poder trabalhar mais. Essa operação englobará toda a infra-estrutura da cidade com obras “pra todo lado”, anunciaram ainda os holofotes municipais. Sobre a conclusão dos viadutos da BR - 364, iniciados há mais de um ano, nenhuma linha, nenhum comentário. E isto já está se tornando preocupante.
Ultimamente o número de operários que estavam trabalhando nas obras, entrada da Avenida Jatuarana, Trevo do Roque, e na saída para a Bolívia no Trevo da Campos Sales está diminuindo a olhos vistos. Um frio no pé da barriga começa a ser sentido por todos nós, pagadores de impostos e vítimas destas construções. Até quando vamos nos submeter aos constantes e absurdos desvios? Sobrinho é talvez o Prefeito com o maior número de obras inacabadas do Brasil. A nossa capital está revirada. Os incômodos se espalham por todos os lados. Da Zona Norte, com a famigerada ligação do bairro Nacional à Avenida Farquar, até a Zona Sul passando pelo centro, contornando e seguindo pela agora inesquecível Vieira Caúla, o que se vê são as empresas contratadas pela Prefeitura simplesmente abandonando as obras, a exemplo da Uni – Engenharia.
Em matéria de viadutos inacabados o nosso Estado está se tornando expert, pois já temos os de Pimenta Bueno abandonados há quase seis anos sem que haja nenhuma promessa para a conclusão daquele “elefante branco”. Nem neste ano eleitoral. A irresponsabilidade das autoridades rondonienses é tanta que antes de concluir uma obra, outras já são anunciadas. A ponte sobre o rio Madeira, por exemplo, já vai iniciar sem que a BR – 319 tenha sequer indício de ser asfaltada até Manaus. Talvez só no final do próximo ano saia qualquer decisão sobre isto. Ligará literalmente o nada a coisa alguma. O único trabalho concluído e ainda assim “aos trancos e barrancos” foi a duplicação da BR - 364 entre o Candeias e a Unir. Uma obra atípica, já que fez o contorno da cidade por dentro da própria cidade mesmo. Coisa de rondoniense.
Como se pode observar, em matéria de urbanismo os rondonienses também são um fracasso. Ao duplicar uma rodovia federal, isolaram bairros inteiros, a exemplo do São João Batista e do Tucumanzal e quase não terminavam a obra que fora paralisada várias vezes por “falta de verba”. Teve até torcida organizada (moradores dos próprios bairros citados) para não ser concluída e terminou fora do prazo como de costume. Estas obras faraônicas não têm nenhuma necessidade uma vez que para se resolver os problemas do trânsito é preciso investir na qualidade dos transportes coletivos. Sobrinho e as outras autoridades deveriam saber disto, mas o povo ficou encantado como se nunca tivesse visto “pontes no meio da cidade”, matutos que somos. Um alerta: se estes viadutos não forem concluídos onde vamos abrigar os desempregados do “pós-usinas”? Como vamos dizer aos nossos compatriotas do sul do país que somos um lugar desenvolvido? Onde a “gentalha” vai tirar fotos para colocar nos orkuts da vida?
*Leciona na Escola João Bento
sábado, 22 de maio de 2010
Viva a Padroeira de Porto Velho!
Porto Velho tem Padroeira?
Professor Nazareno*
O Brasil, por ser um país com maioria de cristãos católicos em sua população, sempre pautou a vida diária de suas localidades baseada no calendário oriundo da própria Santa Sé. Praticamente todo e qualquer pequeno lugarejo deste país e até mesmo as grandes metrópoles têm um santo padroeiro e as suas igrejas principais ou catedrais homenageiam esse santo e o adotam geralmente como o patrono do lugar. Em Calama, por exemplo, São João Batista é homenageado com oito ou dez dias de festas anualmente todo mês de junho. A principal igreja daquela comunidade ribeirinha recebe o nome de São João Batista. No Rio de Janeiro temos a Catedral de São Sebastião e todo vinte de janeiro sem nenhuma exceção é dia santo na cidade. Há muitas comemorações e festejos na “cidade das Olimpíadas”.
Ainda assim, os habitantes locais adoram festas. Como tem santo padroeiro sem arraial ou festejos, eles inventaram um arraial sem santo para compensar a bizarrice. É o Flor do Maracujá, evento tão importante para as autoridades que “entra ano e sai ano” e ainda está sem local definido para a sua realização. Muitos nativos eufóricos chegam até a dizer que se trata da “maior expressão da cultura local” ou “o maior arraial do Norte do Brasil”. Tolices. É um amontoado de gente mal vestida comendo “gororoba” a preço de ouro em meio a esgotos catinguentos e a céu aberto. É um espetáculo deprimente e horrendo ver aquelas pessoas espremidas num ambiente poeirento que sufoca qualquer cristão com coragem suficiente para participar daquilo. Este ano ainda teremos por lá os políticos à cata de votos.
Temos também várias outras atrações vindas principalmente da Bahia para animar os porto-velhenses. Ivete Sangalo, por exemplo, esteve por aqui recentemente, levou muitos mil reais da economia local e ensandeceu uma multidão entusiasmada e calculada em mais de vinte mil foliões. Alegria contagiante que contrasta absurdamente com as dez ou quinze almas que estavam em frente ao João Paulo Segundo na Avenida Campos Sales, zona sul da cidade, implorando uma assinatura para a construção de um novo hospital de pronto socorro para a capital. Para os próximos dias está prevista a apresentação da Banda Calipso com Joelma, Chimbinha e companhia nos palcos locais. Mais dinheiro saindo do nosso Estado em vez de ajudar a aquecer a economia daqui. O Brasil está começando a gostar de Rondônia.
Uma bonita, organizada e divulgada festa do santo padroeiro não só colocaria a capital de Rondônia na rota do turismo católico do mundo como faria com que grande parte desse dinheiro que abastece e enriquece as celebridades “do Axé” e de tantos outros lugares ficasse por aqui mesmo. Agindo assim, só aumenta o festival de coisas estranhas que parecem existir apenas em terras de Rondon: futebol com spray de pimenta, estádio ultra-moderno para 42 mil torcedores numa cidade onde praticamente não há times de futebol, ponte suntuosa sem estradas, ginásio de esportes que só serve para exposições e alojamento, políticos sanguessugas fazendo campanha eleitoral, compra de votos a cem reais, falta de água e saneamento básico numa cidade amazônica e produção de energia elétrica para beneficiar os habitantes que ainda confundem isto aqui com Roraima, além disso, ainda temos “santo sem arraial” e “arraial sem santo”.
*Leciona na escola João Bento
quarta-feira, 12 de maio de 2010
O João Paulo Segundo ainda é "um açougue"
“Comadre Safira estava no João Paulo II”
Professor Nazareno*
Poucos rondonienses conhecem a Comadre Safira. Eu conheço. Ela tem uns 70 anos e nasceu na Ilha de Assunção no rio Madeira. Além de negra, é rondoniense nata e tem um trabalho prestado a esta terra muito maior do que qualquer Governador, autoridade de Estado ou político. Seu nome completo é Maria Safira de Paula Pimenta. Parteira experiente, já fez segundo as suas contas, muito mais de 300 partos. E ainda continua fazendo. Além do mais é uma “médica” pediatra, ortopedista, ginecologista, e todos os “istas” que se imaginem. Mora no bairro São Francisco em Calama numa casinha simples, de tábuas e coberta de palhas e cuja cozinha ainda tem piso de paxiúba, sem banheiro, água encanada, ou qualquer conforto que nós conhecemos e veneramos. Porém, muitos ainda dependem de seus honrosos trabalhos.
Com problemas circulatórios, ela adoeceu. Perna esquerda inchada, dificuldades para andar, teve que se deslocar até Humaitá no Amazonas. Quiseram-lhe amputar a perna. Teimosa, não deixou. Na sua mente ainda restava Porto Velho. Ainda restava o Hospital João Paulo Segundo. Incrível, mas ela confiava no nosso único hospital de pronto socorro. Minha comadre viu poucos hospitais em sua vida... Internada naquele moquifo durante 16 dias, fui visitá-la. Vi o que sabia, mas não acreditava que pudesse existir nem nos países
Mas tive tempo de dizer para a minha comadre que os rondonienses vão construir um estádio de futebol
Disse a ela acreditar que não haja dinheiro público envolvido nesta aventura tresloucada. Só dinheiro vadio, aquele que os donos não têm pena de gastar. De fato, construir estádio de futebol numa terra onde não há futebol é o mesmo que instalar fábrica de geladeira no Pólo Norte. Será que Genus e Shallon levarão 40 mil idiotas para lá? Depois da ponte sem estrada, só faltava essa lorota para encantar os rondonienses. De coisas que não funcionam já temos o Ginásio de Esportes (?) Cláudio Coutinho que só serve mesmo para shows, alojamentos e exposições de flores. Ainda bem que ela não perguntou por que faltava tanta energia na “cidade das hidrelétricas”. Não saberia responder e muito menos por que estão fazendo este “oba-oba” com o dinheiro do PAC. Será que é por que somos otários mesmo já que acreditamos em tudo?
Antes de me despedir disse-lhe que este ano tem eleições e que já vi muitos políticos sanguessugas rondonienses fazendo campanha nas “barbas da Justiça” e tendo até apoio da mídia. Ela me disse que em Calama tem muitas sanguessugas também. Ela melhorou e quando a vi novamente, estava no barco a caminho de sua humilde terra. Não entendeu que é imoral e indecente construir besteiras com o dinheiro público e ainda me perguntou aos gritos para quê serviriam as sanguessugas. Disse-lhe, também gritando, que só depois das eleições é que o povo iria saber, pois sentiria na carne a conseqüência do voto. O barco “Caçote” sumiu entre a floresta e as águas barrentas do Madeira. Minha comadre está feliz, pois parece que fez algumas amigas lá no João Paulo Segundo: se não me engano, seriam a esposa de um desembargador, a filha de um juiz aposentado da capital, e uma parenta de um ex-governador, todas também internadas lá.
*Leciona na escola João Bento da Costa
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Rondônia e a sua "Arena de Futebol"
“Futebol de Primeiro Mundo”
Professor Nazareno*
Diversas vezes alguns internautas fazem comentários sobre meus textos e pedem que eu escreva algo bom sobre Rondônia. Só que agora parece que a coisa é mesmo pra valer. O Grupo Empresarial Infinity Empreendimentos S.A. anunciou esta semana a construção de um grande complexo esportivo
Não estou bêbado nem sou idiota. Sediar jogos da Copa de 2014 mesmo sem a capital de Rondônia ter sido escolhida como sede da competição é um engodo. Não só estão enganando os rondonienses como também estão subestimando a sua capacidade de raciocínio. Uma executiva desse grupo empresarial foi mais além ao afirmar que o “Terceiro Milênio” será um dos poucos estádios cobertos do mundo, um importante quesito para ser palco para as partidas da competição comandada pela Fifa. “Trata-se de um projeto de alta tecnologia”, resumiu ela. A mega-construção terá entre outras tecnologias de ponta, cobertura completa para captação de raios solares e toda uma infra-estrutura para usar a água das chuvas que será prontamente armazenada.
Embora desbanque os principais estádios de futebol do mundo, esta mentira não levou em consideração que
A idiotice e a falta de leitura de mundo da nossa população são tantas que numa simples matéria sobre futebol em qualquer site de notícias, 200 ou 300 comentários são postados imediatamente. Dez vezes mais do que o público do Aluízio Ferreira em dia de clássico. Política, saúde ou educação são itens praticamente ignorados pelo nosso público torcedor. Outro problema sério sobre esta fictícia empreitada é o nome que se escolheria para o projeto: em vez de Terceiro Milênio, “O Lolozão” soaria mais familiar e combinaria com as breguices desta cidade sem futebol situada em pleno país do futebol. Quanto a atrair turistas do exterior é admitir que Guayaramerin seja o centro do mundo, uma espécie de Europa para os rondonienses.
Torço para que tudo isto seja verdade. Rondônia precisa de obras faraônicas para se fazer conhecida no restante do Brasil e do mundo já que por aqui não se projetaram quase nenhuma com a fartura do dinheiro das usinas. Ou então há de se concordar com um internauta, Heverton Carmo, que escreveu num comentário em um site local sobre o fato: “Blá, Blá, Blá, inovadora... fora de tempo... O cruzeirinho tendo que ganhar uniforme do Cruzeiro de BH, jogadores tratados pior que albergados, campeonatos regionais que começam e terminam fora do calendário nacional... balela... A cidade precisa de infra-estrutura urbana primeiro... será que alguma competição internacional virá para pisar em nossos esgotos a céu aberto? Como será a imagem de tal obra ao lado de palafitas miseráveis?” Alguém ainda acredita em duendes?
*O professor Nazareno leciona
Leia com atenção estas 41 frases e reflita bem
1- Viver no Rio é uma merda; mas é bom. Viver
2 - Por ocasião da inauguração da Ponte Rio - Niterói, pediram a opinião do Max Nunes. Resposta: Por um lado, é muito bom; por outro lado, é Niterói. (Max Nunes)
3 - Quando estamos fora, o Brasil dói na alma; quando estamos dentro, dói na pele.(Stanislaw Ponte Preta).
4 - A Academia Brasileira de Letras se compõe de 39 membros e um morto rotativo. (Millôr Fernandes)
5 - Brasil? Fraude explica. (Carlito Maia).
6 - Pior do que o fim do mundo, para mim é o fim do mês.(Zeca Baleiro).
7 - Quem se mata de trabalhar merece mesmo morrer. (Millôr Fernandes).
8 - Acho o Brasil infecto. Não tem atmosfera mental; não tem literatura; não tem arte; tem apenas uns políticos muito vagabundos. (Carlos Drummond de Andrade)
9 - Como se algum político, com exceção de meia dúzia de três ou quatro,
representasse alguém, a não ser a si mesmo, a família e aderentes.(João Ubaldo Ribeiro)
10 - Democracia é quando eu mando
11 - No Brasil, quem tem ética parece anormal. (Mário Covas)
12 - A arte de ser louco é jamais cometer a loucura de ser um sujeito normal. (Raul Seixas)
13 - Não é triste mudar de idéias; triste é não ter idéias para mudar.(Barão de Itararé)
14 - Ninguém morre, as pessoas despertam do sonho da vida. (Raul Seixas)
15 - Comecei uma dieta: cortei a bebida e as comidas pesadas e em quatorze dias perdi duas semanas. (Tim Maia).
16 - A minha vontade é forte, mas a minha disposição de obedecer-lhe é fraca.(Carlos Drummond de Andrade).
17 - O sol nasce para todos, a sombra pra quem é mais esperto. (Stanislaw Ponte Preta).
18 - Nada nos humilha mais do que a coragem alheia. (Nelson Rodrigues).
19 - Celulites não são apenas celulites, elas querem dizer... "Eu sou gostosa". Só que em Braille! (Rita Cadilac - ex-chacrete)
20 - De nada adianta ter barriga de tanquinho, se a torneira for pequena... (Reinaldo Gianechini)
21 - Fumo maconha, mas não trago, quem traz é um amigo meu. (Marcelo Anthony)
22- O que te engorda não é o que você come entre o Natal e o Ano Novo, mas o que você come entre o Ano Novo e o Natal ! (Hebe Camargo)
23- Se o horário oficial é o de Brasília, por que a gente tem que trabalhar na segunda e na sexta-feira ? (Marta Suplicy)
24- Para seu marido não acordar com a macaca... Depile-se! (Vera Fischer)
25- O homem é um ser tão dependente, que até pra ser corno, precisa da ajuda da mulher. Pra ser viúvo, também... (Dercy Gonçalves)
26 - Por maior que seja o buraco em que você se encontra, pense que, por enquanto, ainda não há terra em cima. (Yasser Arafat)
27 - Cabelo ruim é igual a bandido... Ou tá preso, ou tá armado! (Belo)
28- Preguiçoso é o dono da sauna, que vive do suor dos outros. (Príncipe Charles)
29- Não me considere o chefe; considere-me apenas um colega de trabalho que tem sempre razão... (George Bush)
30- Malandro é o pato, que já nasce com os dedos colados pra não usar aliança.(Zeca Pagodinho)
31- Mulher gorda é que nem Ferrari... Quando sobe na balança, vai de zero a cem em um segundo. (Rubinho)
32- Se um dia, a vida lhe der as costas... Passe a mão na bunda dela! (Nelson Rodrigues)
33- Os psiquiatras dizem que uma em cada quatro pessoas tem alguma deficiência mental... Fique de olho em três de seus amigos. Se eles parecerem normais, o retardado é você. (Palloci)
34- Se homossexualismo fosse normal... Deus teria criado Adão e Ivo. (Roberta Close Ivo)
35- Todo mundo tem cliente. Só traficante e analista de sistemas é que tem usuário. (Bill Gates)
36- Mulher de amigo meu é igual a muro alto... Sei que é perigoso, mas eu trepo.(Antonio Fagundes)
37- Casamento começa em motel, e termina em pensão! (Daniel Filho - tem 4)
38- Seja legal com seus filhos. São eles que vão escolher seu asilo. (Desconhecido)
39- Antigamente o homossexualismo era proibido no Brasil. Depois, passou a ser tolerado. Hoje é aceito como coisa normal... Eu vou-me embora, antes que se torne obrigatório! (Diego, jogador do Santos, que só "embichou" em Portugal)
40- Ex-namorada é igual a Mc Donalds: a gente sabe que não deve, mas acaba comendo de vez em quando!(Ronaldinho - sobre quase todas ex-namoradas)
41- Passar a mulher pra trás é fácil, difícil é passar adiante! (Eduardo Suplicy)